[59]: Vd. Pl. Cra. 396b8; Arist. Mu. 400a.
[60]: Vd. Hes. Th. 903. Cf. Lysim. fr. 25; Hsch. 1564.
[61]: Originalmente, κόσμος.
[62]: Fonte não especificada. Cf. Call. EM 49.47; Eust. Il. 4218.3.
[63]: Cf. Arist. Cael. 270b24, onde o éter não arde, é um πρῶτον σῶμα, ‘primeiro corpo’ (Cael. 270b21).
[64]: Vd. estoico Cleantes, séc. IV/III a.C. acerca de Zeus como alma do mundo. Considere-se a alusão cornutana ao passo, por EM 408.52-56: Ζεύς: Ὁ θεός. Κορνοῦτος ἐν τῷ περὶ Ἑλληνικῆς θεολογίας φησὶν, ὅτι ψυχή ἐστι τοῦ παντὸς κόσμου, παρὰ τὸ ζωὴ καὶ αἰτία εἶναι τοῖς ζῶσι τοῦ ζῆν καὶ διὰ τοῦτο βασιλεὺς λέγεται τῶν ὅλων, ὡς καὶ ἐν ἡμῖν ἡ ψυχή. ‘Zeus; a divindade. Cornuto, em Teologia Grega, diz que é a alma de todo o mundo, assim chamado por 'vida' e por ser a causa de as coisas vivas estarem vivas. Por esta razão também se diz que é rei do universo, como é a alma em nós. A superioridade do governo de Zeus, afinal o mais poderoso na hierarquia divina, detem perceções remotas, já com traços de monoteísmo, conforme Xenoph. fr. 23 Diels.
[65]: Δεύς.
[66]: No texto, Δεός, enquanto genitivo beócio de Δεύς, ‘Zeus, medo’. Em ático, Διός.
[67]: Cf. Cic. Tusc. 1.19.10. Vd. D. Chr. 40.37 (= SVF 601), sobre o carácter ardente do éter e da alma.
[68]: Entenda-se [‘de Zeus’]. Cf. incesto.
[69]: Cf. Zeus.
[70]: Cf. Hera.
[71]: Vd. Posídon e os abalos sísmicos, Il. 7.445, 13.43; Hes. Th. 15.
[72]: Entenda-se ['Zeus, Hera, Posídon'].
[73]: ἀνδάνων.
[74]: Vd. diferentemente, Reia como terra, Chrysipp. Stoic. (SVF 1084); Phld. Piet. 11 (SVF 1076); Schol. Hes. Th. 135 (SVF 1085).
[75]: Cf. Verg. A. 4.164.
[76]: Cf. Lucr. 2.611.
[77]: Cf. Antip. fr. 64.
[78]: Considere-se, no original, γάλλος, ου. Vd. Ov. Met. 10.696; Lucr. 2.606. Cf. associação de Cíbele com Deméter, tardiamente, Lyd. 4.63.1. 'Mãe terra', deusa anatólia, com culto em Roma desde 205 a.C. Vd. Lucr. 2.598. Cf. Reia, Ov. Met. 10.696; Arr. Peripl.M.Eux.9.1.1, referindo uma estátua em Fasis; Steph. Ethn. 389.9; Schol. Ar*. Av. 877; Schol*. S. Ph. 391-392; Strat. 10.3.15.7; E. Ba. 64-133. Vd. E*. *Cret. 11: Διὸς ᾿Ιδαίου. Sacerdotes de Cíbele, Galli*, praticantes de castração. Cf. versão tradicional, com castração preventiva de Agdístis pelos deuses (ou apenas Diónisos); emasculação de Átis (cf. Ov. Fast. 4.240). Conferir continuidade à tradição mitológica de Átis competia aos Sacerdotes de Cíbele (Galli), aos quais se reconhecia o costume de se autocastrarem (cf. Sacerdotes castrados de Cíbele – steriles uiri - Mart. 3.91.5), bem como a realização, em Roma, de festivais primaveris de eunucos e efeminados, num ato de homenagem.
[79]: Episódio de teofagia. O Beócio retrata (Th. 467) o parricida Cronos recorrendo à teofagia, pela necessidade de preservação do poder vigente.
[80]: Cf. carácter alquímico da afirmação.
[81]: Vd. Hes. Th. 164 sq.
[82]: Vd. Procl. in Crat. 114.
[83]: Cf. Il. 14.201, 246, 302.
[84]: Λόγος. A propósito da divinização de Λόγος, vd. TECHERT, 1927. Considere-se a evolução semântica do termo, ao longo dos séculos. Assim, desde a denotação dos atos de fala/narração, ao nexo de 'pensamento' (Heraclit. fr. 115 Diels) ou ‘conhecimento comum’ (ὁ κοινός), por oposição a ‘uma sabedoria própria’ (ἰδία φρόνησις. Cf. Heraclit. fr. 2 Diels) e à capacidade de expor argumentos de forma racional.
[85]: Epíteto homérico. Il. 1.544: πατὴρ ἀνδρῶν τε θεῶν τε, ‘pai dos homens e dos deuses ‘. Cf. Hes. Th. 929a; D. Chr. 12.
[86]: Cf. Apolo, para epíteto similar.
[87]: ἐλευθέριος. Cf. Diónisos, para epíteto semelhante.
[88]: Vd. A. Ch. 949.
[89]: Vd. Hes. Th. 907.
[90]: Vd. Hes. Th. 902, Op. 256*.*
[91]: Vd. Il. 2.403; Verg*. A.* 3.20. Sobre os vários símbolos de Zeus referidos, cf. Paus. 5.11.1-9.
[92]: Cf. cetro, na tradição homérica, enquanto símbolo de poder (e.g. Il. 1.279), sinal de justiça de Zeus (e.g*. Il*. 6.159, 9.99).
[93]: Cf. Il. 8.247; Hes. Th. 523. Todavia, a tradição iliádica considera o falcão a ave mais veloz (Il. 13.62).
[94]: Vd., neste sentido, S. Tr. 1207.
[95]: Cornuto é o mais antigo autor conhecido a apresentar esta etimologia (cf. Suid. ε 3580), com contornos positivos (cf., contrariamente, SVF 2.1009 ), sem aludir à antífrase, como Trifo Trop. 204.15. Embora relacionadas com a justiça, não são recordadas tradicionalmente (vd. Hes. Th. 181) como filhas de Zeus. Pese embora a afetividade/respeito como mais velho (Il. 15.[7-204) atuam independentemente (e.g. Il. 19.418). Cf., nesta secção, a abordagem da justiça, um périplo da justiça primitiva de cariz retributivo, à justiça positiva, especialmente retratado na trilogia trágica esquiliana, Oresteia. Orestes é colocado diante de uma situação em que se opõem dois tipos de ordem no plano divino, uma masculina e Olímpica – Zeus e Apolo, e outra feminina e arcaica, corporizada nas Erínias. É o voto de Atena que permite decidir o empate e, com ele, a absolvição de Orestes (A. Eu. 734-741), conciliando ambos os polos: a purificação ritual com a justiça positiva. De Erínias a Euménides. Zeus, por via de Atena, torna-se finalmente τέλειος, conforme invocara Clitemnestra (A. Ag. 973: Ζεῦ, Ζεῦ τέλειε).
[96]: Cf. Erínias, a partir das gotas de sangue derramadas no solo por força da castração de Úrano empreendida por Cronos. Vd. Hes. Th. 156-190; Apollod. 1.1.4.
[97]: Cf. Εὑμενίδες.
[98]: 'De cabelo'.
[99]: Vd. Il. 19.259.
[100]: Hes. Op. 267. Anteriormente, Il. 3.276; Od. 11.1 09, 12.323 haviam-se tecido afirmações do género, face a Hélio.
[101]: Cf. Aët*. Plac.* 1.7.33.
[102]: Vd. Il. 9.502-503.
[103]: Αἶσα.
[104]: Designadamente, Arist. Mu. 401b14.
[105]: Εἱμαρμένη, equivalente a Zeus, na tradição estoica (vd. Phld. Piet. 11 = SVF 1076). Noção ausente em Homero e Hesído. Cf. Αἶσα, Μοῖρα – pl. Μοῖραι, associadas com Zeus (Il. 19.86; A. Eu. 1046; E. EI. 1248) e até filhas de Zeus (Hes. Th. 904). Vd., em latim, Fatum, Cic. Div. 1.55.125. O destino é uma questão estoica essencial, motivando obras intituladas Περὶ εἱμαρμένης por autores como Zenão, Crisipo, Boeto, Posidónio
[106]: εἱρμῷ.
[107]: ᾿Ανάγκη. Frequentemente com equivalente de 'destino' (e.g. Stob. 1.79 = SVF 913; SVF 1076).
[108]: Passado, presente, futuro. Cf. a propósito do adivinho Calcas, que prevê presente, futuro e passado, Il. 1.70: τά τ' ἐόντα τά τ' ἐσσόμενα πρό τ' ἐόντα. Vd. referência a três Moiras, em Pl. R. 617.
[109]: Cf. alfa privativo.
[110]: ἀξύλῳ ὕλῃ. Funcionalidade reconhecida do alfa privativo (viz. Schol. E. Hec. 612.4). Vd. Il. 11.155.
[111]: Τύχη. Evita o autor a terminologia evidente, relacionando com τυγχάνω, em detrimento de τεύχειν. Ausente em Homero, é Oceânide em Hes. Th. 360; relacionada com Moira em Archil. fr. 16 e não divina nas tragédias.
[112]: Divindade apenas em Cornuto.
[113]: 'Memória'. Cf. Hes. Th. 54.
[114]: A noção estoica de τὸ εὖ ζῆν, “boa vida” envolve a aprendizagem, donde a ligação das Musas e de Apolo com a aprendizagem (Pl. Lg. 654a69).
[115]: Μοῦσαι. Vd. μῶ e relação com μάντις, μαστός, μαῖα, μυστήρια.
[116]: Epich. fr. 37. Vd. X. Mem. 2.1.20.17; Stob. 3.1.205b.29.
[117]: Cf. linguagem metafórica. Originalmente, τετράγωνος: 'quadrado, de quatro ângulos'.
[118]: Cf. linguagem metafórica. Originalmente, περιττός: 'estranho'.
[119]: Od. 24.60.
[120]: Acerca do significado numérico, designadamente ‘três’ (Gal. Gram. 298.24 e a relação com três áreas de estudo em várias ciências, como retórica, matemática, filosofia; Plu. QC 744c); ‘nove’ (Procl in R. 2.80.21) e a sua representação por pontos ou alfas, vd. pitagóricos. α α α α α α α α α
[121]: Cf. D.L. 8.39, a propósito da visão estoica tripartida da filosofia. Vide τὸ λογικόν, καὶ τὸ ἤθυκον καὶ τὸ φυσικόν, ‘lógica, ética e física’; em termos retóricos, género τὸ συμβουλευτικὸν (/ δημηγορικὸν γένος), deliberativo; τὸ δικανικὸν, ‘judicial’; τὸ ἐπιδεικτικόν, ‘epidíctico’ (cf. ethos, pathos, logos, Arist. Rh. 1356a1–4.); em termos matemáticos, ‘música, aritmética, geometria’, τὰ περὶ τὴν μουσικὴν, ὰριθμητικὴν καὶ γεωμετρίαν. Vd. Plu. Smp. 9.14.
[122]: E.g., Chrysipp. Stoic. SVF 305 ap. Ar. Did. 66.2.1 ap. Stob. Cf. etimologia não referida das Musas como ‘as que estão sempre de modo unido’ ὁμοῦ ἀεὶ οὖσαι.
[123]: Cf. lista de deuses cantados por Musas, Hes. Th. 10 sq.
[124]: Cf. Hes. Th. 67: κλείουσιν.
[125]: Vd. Plu. QC 743dl0 = SVF 1099.
[126]: Μολπή, ‘canto e dança’. Em Hes. Th. 36-37, as Musas só cantam.
[127]: A etimologia respeita ao conceito de felicidade, noção dependente de virtude, condicionada pelo estudo/aprendizagem do mundo, mediante a matriz estoica. Cf. D.L. 7.87.1.
[128]: Cf. <-χόρη>. Vd. τέρψις: 'prazer', χορός: 'dança'.
[129]: Vd. χορός e a associação entre prazer, boas danças e músicas (não depravadas, Pl. Lg. 656a1 e educação. Cf. Pl. Lg. 654a4.
[130]: Vd. Hes. Th. 70; Pl. Cra. 404b.
[131]: Cf. relação entre a Musa e ἀρετή, ‘virtude’.
[132]: Cornuto efetua as etimologias a partir de ὑμνεύσαις (cf. Hes. Th. 70), como D.S. 4.7 sq., e não de μνήμη (Plu. QC 743c7 sq.).
[133]: Vd. astronomia enquanto filosofia natural e estudo do divino.
[134]: Entenda-se ['universo'].
[135]: οὐρανός.
[136]: Definição de Arist. Rh. 1355b25, com citação de Hes. Th. 80.
[137]: Vd. ῥητορική e ἀρετή em democracia, desde um entendimento mais épico, físico e aristocrático, a outro, representativo de um confronto verbal pacífico de argumentos (vd. ἀρετή política sofística), substituindo-se a vitória física pela persuasão (Vd. A. Ag. 932-944; Cassandra, E. Tr. 400).
[138]: Entenda-se ‘Hesíodo’.
[139]: Hes. Th. 80.
[140]: Ligação entre as Musas e Apolo, Il. 1.603; Od. 8.488; Hes. Th. 94; Pl. Lg. 653d3*.*
[141]: Questão não desenvolvida. Eratosth. Cat. 27, a propósito de Lira, reportando a sua construção a Apolo e a Hermes, o primeiro aproveitando chifres de vacas (cavalete das 7 cordas), o segundo, a carapaça de uma tartaruga (caixa de ressonância). Instrumento musical oferecido a Orfeu, , filho de uma das Musas - Calíope. Desconsiderava Diónisos (visão ctónica e escatológica de Diónisos em época alexandrina), donde a associação dos cordifones a Apolo/Razão. Vd. h.Merc. 25, 35.
[142]: Comica adesp. fr. 242.
[143]: Cornuto parece procurar associar a produtividade sexual de Zeus à noite com a produtividade dos estudos de noite.
[144]: εὐφρόνη. Ultrapassando o mero eufemismo para 'noite' e também eventuais superstições, Cornuto avança para uma explanação racional.
[145]: Epich. fr. 27,28 = [E.] fr. 270, 271. Cf. Dam. Pr. 2.3.
[146]: Vd. genealogia alternativa, em Alcm. fr. 5; Mimn. fr. 5. Todavia, a versão com Mnemósine tem maior valor estoico.
[147]: Φοίνικι. Cf. Hdt.5.58; Scamon fr. 5, 15, relativamente a Fenícios e Sírios. Vd. Paus. 8.48.2.7 e os vencedores dos jogos a Apolo em Delos.
[148]: (Parte II, nota 1.) Graças também filhas de Zeus. Associação entre Musas e Graças, Hes. Th. 62. Vd. E. Heracl. 673- 675. Considerem-se as Graças como benéficas para o Homem (Chrysipp.). Cf. Phld. Piet. c.14 = SVF 1081.
[149]: (Parte II, nota 2.) Originalidade como mãe das Graças. Em Od. 7.8 é ama de Nausícaa. Cf. Εὐρυνόμη, Hes. Th. 907-909*. Sen. Ben.* 3 refere que Crisipo escreveu obras Περὶ Χαρίτων.
[150]: (Parte II, nota 3.) Livre-arbítrio?
[151]: (Parte II, nota 4.) Vd. Schol. Od. 8.
[152]: (Parte II, nota 5.) A nudez nem sempre fez parte da iconografia das Graças. Assim, alusão a estátuas, na entrada da Acrópole de Atenas, a Graças vestidas, Paus. 9.35; D.L. 2.19.5. Vd. cariátides.
[153]: (Parte II, nota 6.) Εὐάνθη: “floração”. Nome original.
[154]: (Parte II, nota 7.) Αἴγλη: “radiante”. Paus. 9.35.1, referindo Antímaco, que dá como genealogia Αἴγλη e ᾿´Ηλιος. Existe inconsistência nas fontes disponíveis.
[155]: (Parte II, nota 8.) Vd. Il. 18.382 sq.
[156]: (Parte II, nota 9.) Será Cáris ou Afrodite (Il. 8.383)?
[157]: (Parte II, nota 10.) Cf. ética na reciprocidade, sem mecanicismo ou automatismo. Vd. Sem. Ben. 1.3.7.
[158]: (Parte II, nota 11.) Cf. Il. 2.103; Od. 1.84. São 15 epítetos, veiculados primeiramente seis homéricos, depois dois de Íris De seguida, sete mormente aristofânicos.
[159]: (Parte II, nota 12.) Cf. Il. 20.72.
[160]: (Parte II, nota 13.) Cf. Il. 14.185; Od. 24.10.
[161]: (Parte II, nota 14.) A tradição certamente conhecida da audiência, memora a figura mitológica Argos de cem olhos, encarregue por Hera de vigiar os relacionamentos extraconjugais de Zeus. Morto por Hermes, no sentido de salvaguardar os encontros de Zeus com Io, metamorfoseada em vaca, teria os seus olhos colocados na cauda alada da ave consagrada a Hera - pavão. Vd. A. Pr.; Schol. E*. Ph.* 1151, 1213.
[162]: (Parte II, nota 15.) Cf. Od. 5.87, 10.277, 331.
[163]: (Parte II, nota 16.) Hes. Op. 80*.*
[164]: (Parte II, nota 17.) Vd., ainda assim, Zeus como mensageiro, Διὸς δέ τοι ἄγγελός εἰμι (Il .2.26).
[165]: (Parte II, nota 18.) Considere-se a diferença estoica entre ἔννοια: “conceções”, pela instrução e προλήψεις: “preconceções”. Vd. SVF 2.83.
[166]: (Parte II, nota 19.) Il. 24.340, sandálias douradas. Cf. Ov. Met. 11.312, Mercúrio. Vd. ᾿´Ιρις χρυσόπτερος, Il. 8.398,11.185. Cf. παρὰ τὸ εἴρειν καὶ λέγειν, Schol. Hes. Th. 266.
[167]: (Parte II, nota 20.) Il. 5.44.
[168]: (Parte II, nota 21.) Il. 1.201; Od. 1.122.
[169]: (Parte II, nota 22.) Il. 2.786.
[170]: (Parte II, nota 23.) Il. 8.409.
[171]: (Parte II, nota 24.) Psicopompo. Cf. Od. 24.1, Hermes na condução dos pretendentes de Penélope mortos ao Hades. Vd. outrossim A. Ch. 622; S. Aj. 832; E*. Alc. 743. Vd. Pl. Phdr. 261a8 e ligação entre ψυχοπομπός e ψυχαγωγεῖν (Luc. Deor. Conc.* 4.1.15, associado a νεκροπομπός, relacionando retórica com Hermes enquanto Razão).
[172]: (Parte II, nota 25.) Il. 24.343-344; Od. 5. 47 q., 24.3 sq. Cf. Pl. Smp. 219a3: ὄψις διανοίας, “visão do pensamento”.
[173]: (Parte II, nota 26.) Cf. Hermes ὀνειροπομπός, Apolodoro fr. 30. Sobre Hermes como mensageiro de sonhos dos deuses, Phld. Piet. 92, 12 =Acus. fr. 9. Vd. Pl. Cra. 421a e a etimologia de ὀνομαστόν (μαίομαι), a partir de ὄν μάσμα ἐστιν, “ser o que a pesquisa é”. Mais ainda, cf. ligação de Zeus ao inquérito, Philox. fr. 148.
[174]: (Parte II, nota 27.) Capacidade de μάντις não apenas de Apolo, aqui também associada a Hermes e à Razão.
[175]: (Parte II, nota 28.) Il. 2.26.
[176]: (Parte II, nota 29.) Cf. símbolo da divindade Ningizzida (pré Tor), Babilónia.
[177]: (Parte II, nota 30.) Vd. Od. 14.435; h.Merc. 4.1*.*
[178]: (Parte II, nota 31.) Vd. Arr. Cyn. 35.3.3. Cf. uso da divindade guia do pensamento racional.
[179]: (Parte II, nota 32.) Cf. λόγος: “razão”.
[180]: (Parte II, nota 33.) Cf. expressão proverbial, Arist. Rh. 1401a.22. Cornuto salienta o facto de a Razão, do ponto de vista estoico, ser comum a todos (deuses e homens).
[181]: (Parte II, nota 34.) Ἑρμαῖος.
[182]: (Parte II, nota 35.) Epíteto comum a outras divindades (Ártemis - Paus. 5.15.4.2); Atena (3.11.9.9); Zeus (3.11.9.8)). Relativamente a Hermes, e.g. 1.15.1.2; 2.9.8.5; 9.17.2.6. Cf. outrossim A. Ag. 90*.*
[183]: (Parte II, nota 36.) Vd. Ar. Pl. 1154.
[184]: (Parte II, nota 37.) Preocupação de associar as atividades mercantis de Hermes à Razão.
[185]: (Parte II, nota 38.) Cf. h. Merc. 4.39-61.
[186]: (Parte II, nota 39.) Vd. Ar, Pl. 1157. Qualidade divina negativa, pese embora a persuasão retórica, com envolvência de inteligência, ainda que mal usada (cf. Arist. Rh. 1355a-b). Cf. sofística.
[187]: (Parte II, nota 40.) Vd. νόμος, “Lei”, associada com Razão.
[188]: (Parte II, nota 41.) Ambiguidade. Vd. tradição, em h.Merc. 4*.*568 sq.
[189]: (Parte II, nota 42.) Il. 6.407. Vd. crítica de Plutarco a Crisipo (SVF 32), a partir desta citação proverbial sobre esforço desmedido.
[190]: (Parte II, nota 43.) Il. 15.18-19.
[191]: (Parte II, nota 44.) Alusão a rebeliões mitológicas de Hera, Posídon e Atena, face a Zeus.
[192]: (Parte II, nota 45.) Il. 1.399-400.
[193]: (Parte II, nota 46.) Cf. Πρωτογενοι, “seres primordiais”.
[194]: (Parte II, nota 47.) Caos / fogo líquido (de fusão). Cf. éter. Vd. etimologia judaica.
[195]: (Parte II, nota 48.) Hes. Th. 119.
[196]: (Parte II, nota 49.) Cf. Hes. Th. 123. Vd. etimologia judaica.
[197]: (Parte II, nota 50.) Cf. Hes. Th. 127-128.
[198]: (Parte II, nota 51.) Cf. Hes. Th. 124.
[199]: (Parte II, nota 52.) Hes. Th. 132. Cf. Hes. Th. 129-132.
[200]: (Parte II, nota 53.) “Terra”.
[201]: (Parte II, nota 54.) Cf. Hes. Th. 132 sq.
[202]: (Parte II, nota 55.) Cf. Κοῖος | ποιά.
[203]: (Parte II, nota 56.) Cf. ὠκύς: “rápido”.
[204]: (Parte II, nota 57.) Cf. Il. 7.422; Od. 19.434.
[205]: (Parte II, nota 58.) Cf. Od. 10.511; Hes. Th. 133.
[206]: (Parte II, nota 59.) Cf. #3,4,6,7.
[207]: (Parte II, nota 60.) Vd. Hes. Th.138.
[208]: (Parte II, nota 61.) Vd. Hes. Th.137.
[209]: (Parte II, nota 62.) Cf. Teogonia.
[210]: (Parte II, nota 63.) Cf. Philem. fr. 89 ap. Stob. 3.2.26.2; Apollod. 1.7.1; Hor. Carm. 1.16.13-16; Hyg. Fab. 142. Vd. Pl. Prt. 320c8-d3 acerca da criação de animais a partir de terra e fogo.
[211]: (Parte II, nota 64.) Vd. conceito estoico de premeditação atribuído ao homem como parte do divino. Cf. Crisipo, D.L.7.88.2.
[212]: (Parte II, nota 65.) Ferula communis. Cf. Hes. Op. 52.
[213]: (Parte II, nota 66.) Il. 17.32.
[214]: (Parte II, nota 67.) Cf. misoginia clássica.
[215]: (Parte II, nota 68.) Entenda-se [“atribuem as artes”].
[216]: (Parte II, nota 69.) Vd. Hes Th. 927-928, h.Ap. 3.314-318. Vd. partenogénese.
[217]: (Parte II, nota 70.) Vd. ar, movimento natural do fogo, Arist. Cael. 304b17, 305b13, 311a20.
[218]: (Parte II, nota 71.) Vd. Od. 5.305. Para a génese de Afrodite e a aproximação de Eros, vide Th. 188-206. Já num momento ulterior da obra, Hesíodo contempla relacionamentos que haviam contado com a ajuda de Afrodite em detrimento de Eros, como o enlace entre Gaia e Tártaro (Th. 820-822). Cf., numa lição tardia, Nonn. D. 42-43.
[219]: (Parte II, nota 72.) Vd. Il. 18.362, 363.
[220]: (Parte II, nota 73.) Od. 5.266-366. Hefesto/Ares, explicação racional do fogo a submeter o ferro. Cf. Od. 8.266 sq. E até metamorfose do galo.
[221]: (Parte II, nota 74.) Cf. Od. 8.266-366.
[222]: (Parte II, nota 75.) Vd. Ἁρμονία, “Harmonia”, filha de Ares e Afrodite. Cf. três filhos de Ares e Afrodite, Hes. Th. 933- 937 (Fobos, Deimos, Harmonia. Vd. também Eros, Antero), porém Cornuto opta por uma.
[223]: (Parte II, nota 76.) Conceito pré-estoico, já em passos como Pl. Cra. 407a8-b2.
[224]: (Parte II, nota 77.) Atena nasce da cabeça de Zeus (Hes. Th. 941), com auxílio de Hefesto (Pi O.7.35-38). Cf. informação de Crisipo (Phld. Piet. 16 = SVF 910) . Vejam-se comparação de Atena a Prometeu, em conformidade com este epíteto, bem como nascimento de Atena com o do egípcio Trot.
[225]: (Parte II, nota 78.) Cf. localização tripartida de três esferas/faculdades da alma, ainda que não consensual, designadamente pela posição aristotélica, seguida por alguns estoicos (e.g. Crisipo), que sobrevaloriza o coração, pese embora a crítica anatómica de Galeno (Arist. Juv. 469a5-7, Gal. PHP 1.6.13, 2.2.12, 2.3.20-27, 3.8.14-26, 3.8.21.3). Assim, razão (cérebro), emoção (coração), apetite (fígado), em autores como Pl. Ti. 69c5-72d3.
[226]: (Parte II, nota 79.) Vd. E. fr. 919.
[227]: (Parte II, nota 80.) Versão distinta de #20.
[228]: (Parte II, nota 81.) μητιέτης. Interpretação lógica inovadora do mito, que conduz a um epíteto de Zeus, μητίετα Ζεύς (Hes. Th. 56). Cf., acerca de Il.1.75, retratando o engolir da raiva por um homem*.*
[229]: (Parte II, nota 82.) Cf. conceito estoico de que os nomes podem corromper-se com o tempo.
[230]: (Parte II, nota 83.) Viz. tragediógrafos, A. Eu. 288.
[231]: (Parte II, nota 84.) Vd. Hes. Th. 929.
[232]: (Parte II, nota 85.) Epíteto homérico, hesiodíaco e dos hinos homéricos.
[233]: (Parte II, nota 86.) Embora αἰγίοχος, Zeus não é a única divindade com este epíteto. Vd. Apolo, Il.15.229-230, 24.20). Todavia, o epíteto não se estende a Atena, apesar de a deusa participar da égide (Il.10.278).
[234]: (Parte II, nota 87.) Cf. Apollod*.* 2.40.3.
[235]: (Parte II, nota 88.) Acerca dos animais consagrados a Atena, Eust. Il. 1.138.29.
[236]: (Parte II, nota 89.) Il. 2.24. A cedência ao sono mostra-se provável, sobretudo para titulares de tarefas comunitárias, como um βουληφόρος ἁνήρ, “homem conselheiro”, o mesmo é dizer ποιμὴν λαῶν, “pastor de povos”, no caso Agamémnon, comandante supremo dos Gregos no conflito troiano. O comportamento vale-lhe uma admoestação pelo Sonho enganador supostamente com Nestor, veiculada por duas vezes (Il. 2.24-25, 2.61-62): οὐ χρὴ παννύχιον εὕδειν βουληφόρον ἄνδρα | ᾧ λαοί τ᾽ ἐπιτετράφαται καὶ τόσσα μέμηλε, “Não devia dormir a noite inteira o homem encarregado do incentivo [cf. Atena, Il.6.128; Ares, Il.17.398] das tropas e de cuidados tão numerosos”. De facto, posteriormente, ao contrário do sucedido no segundo canto, perante a situação nefasta que se abateria sobre o exército, Agamémnon mantém o seu estado de vigília (cf. Il. 10.3-4). Torna-se, dessa forma, possível entender a confluência dos planos privado e público na prontidão bélica extensiva a períodos de repouso, preservada na manutenção da armadura (cf. Il. 10.75, 11.731: καὶ κατεκοιμήθημεν ἐν ἔντεσιν οἷσιν ἕκαστος, “deitámo-nos, cada um com a sua armadura”).
[237]: (Parte II, nota 90.) Epíteto de Atena (Il.13.128, Od.22.10) não exclusivo. Assim, Ares (Il. 17.398); Éris (Il. 20.48); Apolo (Il. 20.70); herói Anfíaro (Od. 15.244); Electríon (Hes. Sc. 3); Anfítrião (Hes. Sc. 37).
[238]: (Parte II, nota 91.) Vd. Il. 4.8, 5.908.
[239]: (Parte II, nota 92.) Vd. Il. 4.128.
[240]: (Parte II, nota 93.) Vd. Pi. P.12.6-12; Hyg. Fab. 165. Pese embora a importância da música na educação (e.g. Pl. R. 401 d5-e 1), o afastamento, por não contribuir para o intelecto (Arist. Pol. 1341 b3) e desfavorecer a cara (Apollod*. 1.21.1; Hyg. Fab.* 165).
[241]: (Parte II, nota 94.) Vd. Il. 5.747, 8.391; Od. 1.101, 3.135, 14.540. Cf. Ares ὄβριμος, "poderoso” (Il. 5.845).
[242]: (Parte II, nota 95.) Cf. Harmonia, filha de Ares.
[243]: (Parte II, nota 96.) Cf. Il. 5.31, 455.
[244]: (Parte II, nota 97.) Cf. Il. 5.31, 455.
[245]: (Parte II, nota 98.) Epíteto não homérico.
[246]: (Parte II, nota 99.) Cf. Il. 13.521.
[247]: (Parte II, nota 100.) Cf. xenofobia das civilizações da Antiguidade, pela etimologia pejorativa - Θρᾷξ: “Trácia” | θρασύς: “insolência”; Σκύθης: “Cítia” | σκύλαξ: “cão”; σκύζα: “luxurioso”. Vd. corrente filosófica cinismo.
[248]: (Parte II, nota 101.) Inovação. Cf. Ael. NA 2.46.
[249]: (Parte II, nota 102.) Vd. tentativa de fugir à superstição, embora sem a apresentação de explicações científicas de estudos anteriores, designadamente de Anaxágoras, Anaxímenes, Demócrito, Arist. Mete. 365aI4- 369a9, Mu. 396a. Cf. D.L.7.154.
[250]: (Parte II, nota 103.) Inovação. Cf. Poll. 1.24, relativamente às divindades, na generalidade. Orph. 15.9, face a Zeus.
[251]: (Parte II, nota 104.) E.g. Il. 8.440.
[252]: (Parte II, nota 105.) Vd. D. H. 2.31.2.9, Posídon. Cf. Orph. 15.8: Zeus.
[253]: (Parte II, nota 106.) τινάκτωρ γαίας. Cf. Il. 7.445, 455; S*. Tr.* 502.
[254]: (Parte II, nota 107.) Cf. Arist. Mete. 368a24.
[255]: (Parte II, nota 108.) Cf. Il.1.34, 157; Od. 12.97.
[256]: (Parte II, nota 109.) Vd. Od. 3.6. Cf. Proteu, Od. 4.402.
[257]: (Parte II, nota 110.) Il. 20.403. Vd. Il. 21.237, só este passo com alusão a Escamandro, o que poderá evidenciar que Cornuto cite de memória.
[258]: (Parte II, nota 111.) Il. 9.183.
[259]: (Parte II, nota 112.) Il. 12.27-28. Citação deturpada. No original, αὐτὸς δ᾽ ἐννοσίγαιος ἔχων χείρεσσι τρίαιναν | ἡγεῖτ᾽, ἐκ δ᾽ ἄρα πάντα θεμείλια κύμασι πέμπε. O texto de Cornuto é αὐτὸς δ᾽ ἐννοσίγαιος ἔχων χείρεσσι τρίαιναν ἡγεῖτ᾽, ἐκ δ᾽ ἄρα πάντα θεμείλια χεῦε θύραζε.
[260]: (Parte II, nota 113.) Entenda-se τρἱαινα: “tridente”.
[261]: (Parte II, nota 114.) Cf. Τρίτων, ᾿Αμφιτρίτη | ῥυτόϲ, ῥύσις: “fluído”.
[262]: (Parte II, nota 115.) Epíteto não homérico, autor que designa Posídon como εὐρυσθενής, Il. 7.455, 8.201; Od. 13.140.
[263]: (Parte II, nota 116.) Cf. Il. 2.159, 8.511, 20.228; Od. 3.142; Hes. Th. 762, 781, 790, 972; h. Cer. 2.123.
[264]: (Parte II, nota 117.) Epíteto não homérico. Cf. Pi. O. 8.31.
[265]: (Parte II, nota 118.) Epíteto não homérico, aplicado a outras divindades (e.g. Tritão, Hes. Th. 931). Cf. Pi. O.6.58.
[266]: (Parte II, nota 119.) Epíteto de outras divindades (eg. Ares, A.R. 4.1552. Cf. Posídon, Il. 23.277; Orph. H. 17.2). Cf. A. Th. 130.
[267]: (Parte II, nota 120.) Vd. Tz. Od. 17.20-24.
[268]: (Parte II, nota 121.) Vd. Hes. Th. 282. Todavia, Hesíodo recorda o surgimento de Pégaso a partir do sangue da cabeça de Medusa (Th. 280-283).
[269]: (Parte II, nota 122.) Cf. Od. 10.528, 529.
[270]: (Parte II, nota 123.) Cf. Od. 10.81, 132.
[271]: (Parte II, nota 124.) Cf. Il. 5.385-391; Od. 11.305-320.
[272]: (Parte II, nota 125.) Com escassa informação de Cornuto. Vd. Suid. ν 328; filho de Ponto (Hes. Th. 233); servo de Posídon (Od. 4.386).
[273]: (Parte II, nota 126.) Vd. Eust. Il. p. 475. Cf. Neptuno, nare. Vd. Cic. ND 2.66.
[274]: (Parte II, nota 127.) Il. 1.538. Cf. Proteu ἅλιος γέρων, “outro velho” (Od. 4.385); Nereu γέρων, “velho” (Hes. Th. 234), o que conjuga ambas as figuras*.*
[275]: (Parte II, nota 128.) Cf. Leucótea e as Nereidas, Pi. P. 11.2*. Incorreção. Nereu não se assume como pai de Leucótea (Artem.* 2.34.18. Vd. inicialmente Ino, Paus. 1.42.8). Esta, tradicionalmente filha de Cadmo e Harmonia.
[276]: (Parte II, nota 129.) Ligação entre Posídon e Afrodite, através do mar, a partir dos genitais castrados de Cronos, Hes. Th. 178-206.
[277]: (Parte II, nota 130.) Il. 5.370 sq. Ligação de Διώνη, “Dóne” a διαίνειν: “humedecer”.
[278]: (Parte II, nota 131.) ἄφρονες. Vd. E. Tr. 989.
[279]: (Parte II, nota 132.) Distinga-se prazer carnal/sensual (ἡδονή), de prazer da aprendizagem (τέρψις).
[280]: (Parte II, nota 133.) Vd. Il. 3.424, 5.375 - φιλομ(μ)ειδής; Hes. Th. 200, 256 - φιλομμειδής. Cf. μήδεα: “genitais” e μειδάω: “sorrir”.
[281]: (Parte II, nota 134.) Cf. considerações sobre relacionamentos afetivos, Plu. 138c12.
[282]: (Parte II, nota 135.) Vd. Od. 8.288, 13.193.
[283]: (Parte II, nota 136.) Cf. Afrodite Κυπρογενέα, Hes. Th. 199; Κύπρις, Il.5.422. Vd. Crisipo (= SVF 1098 ap. Lyd. Κύπρις< κύειν, Κυθέρεια<κύειν + θήρ.
[284]: (Parte II, nota 137.) Vd. Od. 8.362.
[285]: (Parte II, nota 138.) Cf. Pl. Epigr. 23 (Παφίη); Strat. 14.6.3.51. No tocante à afetividade, entendam-se o amor recíproco e desinteresseiro, em vários contextos (paterno, filial, companheiros, amigos) – φιλία; também sem interesse, de carácter nobilitante e espontaneidade, no âmbito da tradição judaico-cristã, expresso sobretudo no Novo Testamento - ἀγάπη; ademais, o amor carnal, desejo erótico violento, vulgar (Venus Vulgare), patológico, impulsionado por Eros e Afrodite πάνδημα, “comum”, decorrente da lascívia reconhecida nos múltiplos relacionamentos sexuais de Zeus ἔρος. Já à parte de qualquer relacionamento sexual entre progenitores, emersa do esperma pertencente ao membro viril de Úrano, seccionado por Cronos, junto de Pafos, Afrodite Pafínia (cf. Apollod. 3.14.3; Ov. Met. 10.243 sq.). Cf. outrossim lição órfica (cf. Orph. H. 55) respeitante a Órquis e sémen envolto nas ondas do pélago, após emasculação infligida pela tentativa de estupro da sacerdotisa dionisíaca. Vd. TROCA PEREIRA, 2013.
[286]: (Parte II, nota 139.) Hes. Th. 205.
[287]: (Parte II, nota 140.) Il. 14.217.
[288]: (Parte II, nota 141.) Κεστός. Cf. Il. 14.214.
[289]: (Parte II, nota 142.) Entenda-se [“as mulheres”].
[290]: (Parte II, nota 143.) Myrtus communis.
[291]: (Parte II, nota 144.) Tilia platyphyllos. Φιλύρα.
[292]: (Parte II, nota 145.) φιλεῖν.
[293]: (Parte II, nota 146.) Buxus sempervirens: πύξος.
[294]: (Parte II, nota 147.) Divindade não contemplada na cosmogonia estoica.
[295]: (Parte II, nota 148.) Cf. Od. 21.22, 31.
[296]: (Parte II, nota 149.) Vd. E. Ba. 402-406.
[297]: (Parte II, nota 150.) Vd. “anseio”, “amor”.
[298]: (Parte II, nota 151.) Πάππας: ”papá”.
[299]: (Parte II, nota 152.) ἐρώμενοι. Vd. natureza fogosa do amor, Longo, D.C. 2.5.2.4.
[300]: (Parte II, nota 153.) Cf. A julgar por Hesíodo (Th. 116-120. Cf., no panorama latino, Cic. ND. 3.60), entre as primeiras deidades geradas (protogenoi), inclui-se Eros, seguindo Gaia. Vislumbre-se Parm. fr. 13 Diels: Πρώτιστον μὲν Ἔρωτα θεῶν μητίσατο πάντων, "Primeiro de entre todos os deuses, gerou-se Eros". Vd. Arist. Metaph. 1.984b; Pl. Smp. 178b-c.
[301]: (Parte II, nota 154.) Cf. Od. 1.53-54. Vd., em Cornuto, tentativa de aproximação de κίων: “coluna” e “movendo-se”.
[302]: (Parte II, nota 155.) Cf. περὶ τῶν ὅλων φροντίζειν. Vd. Od. 1.52.
[303]: (Parte II, nota 156.) Vd. Hes. Op. 383.
[304]: (Parte II, nota 157.) Ninguém (cf. Hera a Atena, Il.14.198-199), humano ou divino (Pl. Smp. 186b), pode julgar-se eximido da afeição/afeção imposta pela Cípria ou por Eros, nem a divindade suprema - Zeus e até o próprio Eros (cf. Psique, Ov. Ep.11). Não obstante, a exceção impõe-se à regra, dada a existência de três entidades impossíveis de submeter ao jugo do amor (h.Ven. 5.7), a saber, Atena (embora tradicionalmente perseguida por Hefesto. Cf. Erictónio. Vd. Apollod. 3.14.6; E. Io 20 sq., 266 sq., Eratosth. Cat. 13; Schol. Il. 2.547. Vd. tentativa de estupro pelo gigante Palas,. Cf. Apollod. 1.6.2; Tz. ad Lyc. 355), Ártemis e Héstia (vd. E. Io 269).
[305]: (Parte II, nota 158.) “Universo”.
[306]: (Parte II, nota 159.) Siringe.
[307]: (Parte II, nota 160.) Cf. “pânico”.
[308]: (Parte II, nota 161.) Vd. Δαίμων e δαίων: “distribuindo”. Leia-se PLP.3.34 S.
[309]: (Parte II, nota 162.) Cf. Anacr. fr. 16. Vd. cabra, ama de Zeus, em Creta. Considere-se cabra Amalteia, acerca do nascimento tradicional de Zeus (Monte Parrásio, Callim. Juv. 7, 10, ou Monte Liceu/Creta, Paus. 8.38.1). Inicialmente alimentado com leite da cabra Amalteia e mel (Apollod. 1.1.6; Callim. Juv. 49; Athen. 11.70; Ov. Fast. 5.115).
[310]: (Parte II, nota 163.) Cf. A. Ag. 1056-1057.
[311]: (Parte II, nota 164.) ἐσωτάτω τεθεῖσθαι. Vd. confusão de espíritos.
[312]: (Parte II, nota 165.) Cf. Virgens Vestais.
[313]: (Parte II, nota 166.) Entenda-se [“virgem”].
[314]: (Parte II, nota 167.) Entenda-se [Deméter].
[315]: (Parte II, nota 168.) Cf. fogo como elemento purificador e sexo, Hes. Op. 733.
[316]: (Parte II, nota 169.) Cf. Var. L. 21-22. Cf. Verg. A. 4.271, a propósito de terra.
[317]: (Parte II, nota 170.) Od. 18.17.
[318]: (Parte II, nota 171.) Vd. primeira e última libações a Héstia, h.Ven. 29*.3-6; Ar. V. 846; Pl. Cra.* 401 b,d. Cf. Zen. 1.40.
[319]: (Parte II, nota 172.) Τριπτόλεμος. Deméter ensina Triptólemo a cultivar milho (IG) 471-479 e, a título de compensação pela morte do irmão Demofonte, oferece carruagem puxada por dragões alados, sementes.
[320]: (Parte II, nota 173.) Vd. Apollod. 1.32. Cf. Ov. Met.5.642-647; S. Triptólemo. Cf. Ph. 8.
[321]: (Parte II, nota 174.) Cf. Hino a Deméter.
[322]: (Parte II, nota 175.) Vd. Od. 18.29.
[323]: (Parte II, nota 176.) Χλόη. Festival de Deméter Verde/Cloe (Eup. fr. 183).
[324]: (Parte II, nota 177.) Cf. specio e spicio.
[325]: (Parte II, nota 178.) Vd. Od. 5.125-128; Hes. Th. 969-974.
[326]: (Parte II, nota 179.) Ditado. Vd. Schol. Hes. Th. 969.2.
[327]: (Parte II, nota 180.) Hes. Op. 299-300. Cf. Od. 5.l25; h. Cer.
[328]: (Parte II, nota 181.) Θεσμός: “lei, ordem”. Vd. festival das Tesmofórias.
[329]: (Parte II, nota 182.) Vd. Paus. 9.16.6.2; Plu. 613c1. Cf. λύειν, “libertar”. Vd. Liber.
[330]: (Parte II, nota 183.) Vd. D.L.4.61.8; Schol. S. Ant. 1115.
[331]: (Parte II, nota 184.) Vd. etimologia estoica de um lugar de nascimento, uma situação não muito recorrente.
[332]: (Parte II, nota 185.) Cf. vinho inflamado, Il. 1.462.
[333]: (Parte II, nota 186.) Cf. h.Bacch.; Ov. Met. 3.259-298; D.S. 3.64.4. Nascimento duplo, D.S. 3.66.3.5-9. Em Hes. Th. 940- 942 só filiação.
[334]: (Parte II, nota 187.) Cf. parte do ano entre o levante de Sírio e de Arcturo.
[335]: (Parte II, nota 188.) Vd., respetivamente, Βρόμιος, Βάκχος, ᾿´Ιακχος, εὔιος, βαβάκτης, ᾿Ιοβακχος.
[336]: (Parte II, nota 189.) Cf. Eust. Il. 25-26, t. I, p: 311.
[337]: (Parte II, nota 190.) Alc. fr. 366 (οἶνος, ὦ φίλεε παῖ, καὶ ἀλάθεια), citação não integralmente exposta por Cornuto (οἶνος καὶ ἀλήθεια). Fica a dúvida se teria sido apenas alusão, de memória a um conteúdo. Vd. comportamentos nos symposia.
[338]: (Parte II, nota 191.) Il. 6.132 (μαινομένοιο Διωνύσοιο).
[339]: (Parte II, nota 192.) Vd. vinho e água do mar. Cf. ὀργáω: “ser fértil”; ὀργáς: “território fecundo, frequentemente consagrado a Deméter e a Perséfone”. Cf. festivais de fertilidade, nos quais se juntava o vinho, completando uma tríplice relação Diónisos / Fales / fertilidade (Ar. Ach. 263 sq. Cf. Ov.Ars 1.237, 1.244). Vd. festivais consagrados a Diónisos e simultaneamente a Diónisos e a Afrodite (#30).
[340]: (Parte II, nota 193.) Cf. associação do leopardo a Diónisos, Arist. HA 2.266. Topos da tríade na tripla metamorfose: touro, leão, leopardo. Sobre a tríplice essência de Dionísio Triterikos (trienal, “de três naturezas”, τριφυές, Orph. H. 52.5).
[341]: (Parte II, nota 194.) Vd. Verg. G. 2.378-382.
[342]: (Parte II, nota 195.) Φαλλαγώγια (/φαλληφόρια).
[343]: (Parte II, nota 196.) νάρθηξ: Ferula communis.
[344]: (Parte II, nota 197.) Vd. também ὀρειφοίτης Διόνυσος, “Diónisos da montanha”, Phanocl. fr.3 ap. Plu. 671c1.
[345]: (Parte II, nota 198.) O termo é contemplado por duas etimologias: δίθυρον e διὰ θύρας. Cf. Ph. 37, a propósito de comportamento de jovens embriagados e desejos sexuais.
[346]: (Parte II, nota 199.) ἐμβαινόντων<ἐμβαίνω. Vd. ἀναφαίνω | ἀμβαίνω e διθύραμβος.
[347]: (Parte II, nota 200.) Θρίαμβος. Cf. διθύραμβος, δίθυρον: “porta dupla”, δια θύρας: “através da porta”, θοεῖν: “gritar alto”.
[348]: (Parte II, nota 201.) Etimologia desconhecida. Vd. h. Bacch.
[349]: (Parte II, nota 202.) Etimologia inovadora (de κίττα: “Garrulus glandarius”), por vezes forçada, por semelhança sonora - κιττός: “hera”, κίττα:”pêga”. Vd. E. Ba. 81.
[350]: (Parte II, nota 203.) Vd. Dionísias rurais e urbanas.
[351]: (Parte II, nota 204.) Od. 1.152, 21.430.
[352]: (Parte II, nota 205.) Titãs são Gigantes (Γίγαντες) que nascem (γίγνονται) da terra (γᾶ / γαῖα). Cf. o episódio dos Titãs ao desmembrar Zagreu-Diónisos (sparagmos. Cf. διασπασμός, “dilaceramento”), servindo como imagética ilustrativa da origem da culpa e dos sofrimentos humanos (vd. Pl. Lg. 701c; Procl. in Pl R. 2.338; Olymp. OF 220, contrastando com Plu. OF 210). Este episódio místico, quiçá tardio (note-se Onomácrito. Cf. Hdt. 6.5.3; Paus. 1.22.7, 8.31.3, 9.35.5), comporta, na sua estrutura, o desmembramento da divindade; a teofagia; a reconstrução/renascimento, pela terceira vez, bem como o castigo dos Titãs. O mito de Zagreu/Diónisos reporta-se ao orfismo (vd. tabuinhas de ouro de Túrios). Vd. COMPARETTI, 1873; ROSE, 1936 [ed. 1956].
[353]: (Parte II, nota 206.) Cf., mutatis mutandis, Osíris, Set, Ísis.
[354]: (Parte II, nota 207.) Entenda-se [“Homero”].
[355]: (Parte II, nota 208.) Vd. Il. 6.130-137. Cf. Heraclit. All. 35.
[356]: (Parte II, nota 209.) Cornuto diferencia o herói (Heraclitus QII, 33.1) da divindade, isto é, distingue homens de deuses. Importa verificar a ligação entre Diónisos e Héracles, desde logo, pela sétima divisão das divindades estoicas, por Écio plac. 1.6 = SVF 2.1009.
[357]: (Parte II, nota 210.) Curiosamente, Cornuto não refere Héracles enquanto fruto de um relacionamento extraconjugal de Zeus. Cf. Electríon.
[358]: (Parte II, nota 211.) E. fr. 291 Kannicht.
[359]: (Parte II, nota 212.) Cf. S. Tr. 248 sq.
[360]: (Parte II, nota 213.) Ὀμφή. Cf. etimologia negada por Cornuto.
[361]: (Parte II, nota 214.) Filósofo estoico.
[362]: (Parte II, nota 215.) Acerca de Apolo-Hélio, cf. heliolatria, adoração e culto do sol, Paus. 2.1.6, em Corinto. Vd. S. fr. 752 Radt, no tocante à heliolatria entre os sábios (οἱ σοφοί). Versão arcaica (pré-socrática), que compreende Apolo e Hélio enquanto figuras distintas vd. Cleantes: SVF 1.542). Heraclit. All. 6.6, racionalizando, refere Apolo como ἥλιος, adorado sob dois nomes (cf. Parm. FVS 28A20; Empédocles FVS 31A23). Cf. sincretismo Fanes-Hélio; Fanes-Mitras (OF 678). No mesmo sentido, vd. OF 538-545, Hymn Orph. 5; OF 60 I (D.S. 1.11.2); Orfeu a adorar Apolo-sol; inscrição (c. 300 a.C.) em vaso ático do séc. V a.C., fr. 537 Bernabé. Cf. alegoria em Papiro Derveni col. 14.3, 23.9.
[363]: (Parte II, nota 216.) Cf. Il.1.385, 7.83, 20.71, 295.
[364]: (Parte II, nota 217.) Cf. Il.1.370.
[365]: (Parte II, nota 218.) Entenda-se [“Homero”].
[366]: (Parte II, nota 219.) Il.1.64. Ora, Aquiles recomenda a consulta de especialistas, pela necessidade de decifrar omina, no caso, a causa da peste enviada por Apolo (Il.1.62-64).
[367]: (Parte II, nota 220.) Cf., na tradição romana, Parcae. Na tradição judaico-cristã, Lucifer.
[368]: (Parte II, nota 221.) Cf., já no séc. VI/VII, Isid. Etym. 8.9.54. Vd. puer | puritas.
[369]: (Parte II, nota 222.) Vd. ilha de Δῆλος, onde Apolo teria nascido (h.Ap.16). Cf. δῆλος: “visível” e a tarefa apolínea de, através da luz, tornar tudo visível.
[370]: (Parte II, nota 223.) Hes. Th. 94-95.
[371]: (Parte II, nota 224.) Cf. Ael. NA 2.32.1. Vd. ao invés, o corvo, Ael. NA 1.48.1; Plu. 10 379d8.
[372]: (Parte II, nota 225.) Δάφνη, “loureiro”. Árvore consignada a Apolo, presente nas imediações de templos, lembrando a metamorfose de Dafne no episódio de repulsa pela paixão de Apolo (Ov. Met. 1.452-567).
[373]: (Parte II, nota 226.) Entenda-se [“louro”].
[374]: (Parte II, nota 227.) Pelo solstício correspondente. Cf. dois círculos tropicais.
[375]: (Parte II, nota 228.) Cf. Il. 1.50.
[376]: (Parte II, nota 229.) Explicação racional do epíteto, por Cornuto. Vd. outrossim E. Ph. 63; Paus. 2.19.8.6, 8.32.4.9.
[377]: (Parte II, nota 230.) Od. 2.388.
[378]: (Parte II, nota 231.) Vd. Plu. de E 385b.
[379]: (Parte II, nota 232.) Cf. Il. 5.401, 899, 900; Od. 4.232; E. Alc. 220; Schol. II. 1.473. Vd. παιηόνιος.
[380]: (Parte II, nota 233.) Cf. ambivalência divina. Se Apolo era “puro” (E. Supp. 214: ἁγνός Ἀπόλλων), “curador e salvador” (A. Ag.512: σωτὴρ ἴσθι καὶ παιώνιος), conforme o próprio nome (cf. nomen omen), podia revelar-se destruidor. Cf. “matador de lobos” - Porph. Abst. 1.22. Vd. A. Ag. 1083-1084.
[381]: (Parte II, nota 234.) Filho de Apolo, A. Supp.263*.* Mortal, com qualidade divina apolínea.
[382]: (Parte II, nota 235.) Vd. γηρᾶς: “velhice” / “ pele de cobra”.
[383]: (Parte II, nota 236.) Epíteto comum a outras divindades, e.g. Hécate. Cf., em latim, Vénus, “estrela da manhã”; Lúcifer.
[384]: (Parte II, nota 237.) Vd. Plu. 379d9. Cf. relacionamento etimológico ὑλακτεῖν ~ ὕλη.
[385]: (Parte II, nota 238.) E.g. Plu*.* 937e10; Lyd. 3.10.
[386]: (Parte II, nota 239.) Vd. Acus. Hist. F. fr. 42; A.R. 4.829.
[387]: (Parte II, nota 240.) Vd. Ar. fr. 500; Artem. 2.34.23.
[388]: (Parte II, nota 241.) Mullus barbatus.
[389]: (Parte II, nota 242.) ᾿Ελευθώ (ἐλεύθερος). Latim, Liber, “livre”. Vd. Εἰλείθυια.
[390]: (Parte II, nota 243.) Il.11.270; EM 298.39 . Cf. E(I)lítia(s).
[391]: (Parte II, nota 244.) Vd. Plu. aud. poet. 19F.
[392]: (Parte II, nota 245.) Cf. Orco.
[393]: (Parte II, nota 246.) Vd. Paus. 2.35.9.
[394]: (Parte II, nota 247.) Vd. Orph. fr. 19.
[395]: (Parte II, nota 248.) Vd. conteúdo de J. Crisóstomo (C+4/+S) ep. eph. 62.124.23, no âmbito judaico-cristão.
[396]: (Parte II, nota 249.) Vd. h.Cer. 9,17.
[397]: (Parte II, nota 250.) Inovação de Cornuto.
[398]: (Parte II, nota 251.) Entenda-se [Homero].
[399]: (Parte II, nota 252.) Cf. Il. 8.367, 13.415; Od. 11.277.
[400]: (Parte II, nota 253.) Vd. Od 10.513.
[401]: (Parte II, nota 254.) A forma verbal presente no texto é κεκαῦσθαι. Ainda assim, cf. δαίμονες: “demónios, divindades”; δαίειν: “ queimar, acender”.
[402]: (Parte II, nota 255.) ἄορνος. Sobre ἄορνος λίμνη, Arist. Mir. 839a12; D.S. 4.22.1.1.
[403]: (Parte II, nota 256.) ἀηρ. Etimologia inovadora, a partir de sentidos antigos de σκότος: “ escuridão” e ὁμίχλη: “ névoa de ar”.
[404]: (Parte II, nota 257.) Cf. νάκισσος, “narciso” ~ νάρκη, “morte, dormência”.
[405]: (Parte II, nota 258.) Cf. Socrates, Pl. Euthphr. 14c8.
[406]: (Parte II, nota 259.) Cf. Cic. N.D. 2.71-72. Vd. Epict. Ench. 31.4-5.