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De Rerum Natura

Lucrécio · Notas, a partir da pa1

[pa1]: Edição de base desconhecida. O elemento <sourceDesc> do cabeçalho TEI traz "Lost information"; a descrição no Perseus Catalog (urn:cts:latinLit:phi0550.phi001.perseus-lat1) é um traço; o tracking.json do repositório canonical-latinLit não registra origem além do caminho interno texts/sdl/Latin/Lucretius/lucretius_lat.xml. Munro (T. Lucreti Cari De rerum natura libri sex, 4ª ed. revista, Cambridge, 1886) é o candidato mais provável pelo perfil tipográfico e pela política de sourcing do Perseus para textos latinos, mas não foi verificado contra o impresso e por isso não consta do YAML. Os dados de atetese e lacuna reunidos nestas notas bastam para fechar a identificação em poucos minutos, para quem tiver um exemplar à mão.

[pa2]: Trema duplamente codificado — 24 reparos. O Perseus guarda cada grafia com trema num par <choice><reg>/<orig>. Do lado orig, 24 ocorrências vieram corrompidas por dupla codificação: aeër, aeëra, aeëre, aeëris, poeëtae, coeërcet, sueëvit. Restituídas para aër, aëra, aëre, aëris, poëtae, coërcet, suëvit. O padrão é regular e o reparo é mecânico, mas é reparo do processador, não do Perseus. Registre-se ainda que o lado reg também tem defeito — em 3.122 traz aeg onde orig traz aër —, razão pela qual o corpo do texto segue sempre a leitura orig[pa7].

[pa3]: Caracteres espúrios de OCR — 6 reparos. Seis versos traziam um æ ou ä solto, agregado a uma palavra vizinha, sem correspondência com o latim. Cada caso foi conferido em contexto e corrigido: 3.691 ænamque → namque; 3.694 asperæ → asper; 4.433 gerunturæ → geruntur; 6.253 æusque → usque; 6.254 æ final suprimido; 4.823 äinesse → inesse. Não são ligaduras da edição: são sujeira de digitalização.

[pa4]: Lacunas — 20 ao todo. Doze são assinaladas pelo editor sem receber número de verso, e aparecem no corpo como linha isolada: após 3.97, 3.823, 4.126, 4.144, 4.289, 5.1012, 6.47, 6.51, 6.52, 6.607, 6.697 e 6.839. As outras oito são os versos 1.1094–1.1101, que o editor numera mas cujo texto está perdido — a ruptura conhecida no fim do Livro I. Estes conservam número e âncora, com o texto substituído pela marca de lacuna, de modo que o endereço continua citável.

[pa5]: Convenção do aparato. Colchetes retos [ ] marcam o que o editor exclui; colchetes angulares ⟨ ⟩ (U+27E8/U+27E9) marcam o que o editor acrescenta por conjectura. A filologia costuma usar < > para o acréscimo, mas o manual do acervo proíbe esses sinais porque o Obsidian os interpreta como HTML; ⟨ ⟩ preserva a distinção sem disparar a renderização. São 31 versos inteiros atetizados — 1.769, 1.873, 2.636, 2.1020, 3.474, 3.475, 3.763, 4.30, 4.31, 4.32, 4.102, 4.103, 4.808, 4.1000, 4.1001, 4.1002, 4.1003, 4.1047, 5.312, 5.574, 5.596, 5.771, 5.1328, 5.1388, 5.1389, 6.60, 6.61, 6.94, 6.95, 6.988, 6.989 — mais 84 exclusões de palavra dentro de verso e 41 suplementos conjecturais.

[pa6]: Divisões descartadas. O TEI traz 213 <milestone unit="card">, que são os blocos de navegação do próprio Perseus, não divisões da edição impressa nem do poema. Foram removidos: o manual do acervo veda inserir hierarquia que o original não tenha. Consequência prática: os livros correm sem subdivisão, e a navegação fina depende das âncoras de verso.

[pa7]: orig e não reg. Nos 110 pares <choice> do arquivo, orig é a leitura da edição impressa e reg é a normalização acrescentada pelo Perseus. O corpo segue orig, reparado quando corrompido[pa2], porque o trema carrega informação métrica que a normalização apaga.

[pa9]: Transposições — cinco pontos. O editor imprime alguns versos fora da ordem numérica, por julgá-los deslocados na transmissão. A ordem impressa, preservada aqui, é: no Livro I, 1–13, 15, 14, 16–154, 156–158, 155, 159–1084, 1086, 1085, 1087–1117; no Livro II, 1–4, 6, 5, 7–659, 680, 660–679, 681–1174. Nenhum verso falta e nenhum se repete: os 7.415 números estão todos presentes uma vez só. A ordem é a da edição, não a numérica — quem percorrer o arquivo sequencialmente encontrará esses saltos, e eles são o texto, não defeito de conversão.

[pa8]: Data. year_original: -55 é a data convencional da publicação póstuma, não um dado estabelecido. Jerônimo, na sua continuação da crônica de Eusébio, situa o nascimento em 94 a.C. e a morte aos 44 anos; Donato, na vida de Virgílio, implica cronologia incompatível. Nada disso é conciliável com segurança.