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O Mundo como Vontade e Representação — Livro III

Arthur Schopenhauer · Notas, a partir da n1

[n1]: O que é sempre, sem possuir origem? Que é o que será e o que foi, mas realmente nunca é? (N. do T.)

[n2]: F. H. Jacobi. (N. do A.)

[n3]: Há muitos condutores de Tirso, mas somente poucos Bacantes. (N. do T.)

[n4]: Por isto a filosofia caiu na infâmia pois que a ela não há dedicação suficiente: porque não deveria ser ocupação de charlatâes, mas de profissionais. (N. do T.)

[n5]: Veja-se por exemplo: Immanuel Kant, um Monumento de Fr. Bouterweck, p.49,e a História da Filosofia, de Buhle, tomo 6, p. 802 até 815 e 823. (N. do A.)

[n6]: Trata-se do adendo ao 1.° vol. de O Mundo Como Vontade e Representação, que se denomina Crítica da filosofia kantiana, e que porta a seguinte epígrafe: “C ‘est le privilège du vrai génie, et surtout du génie qui ouvre une carriêre, defaire impunement de grandes fautes (Voltaire.) (É o privilégio do verdadeiro gênio, e sobretudo daquele que abre novos rumos, de fazer impunemente grandes erros.) (N. do T.)

[n7]: Ser no presente. (N. do T.)

[n8]: O tempo é o quadro em movimento da eternidade. (N. do T.) Veja-se cap. 29 do 2º vol. [de O Mundo...] (N. do A.)

[n9]: Do sublime ao ridículo não há mais do que um passo. (N. do T.)

[n10]: O espírito é eterno enquanto apreende as coisas do ponto de vista da eternidade. (N. do T.)

[n11]: Recomendo também o que afirma em L. li, prop. 40. schol. 2, e ainda L V. prop. 25 a 38, sobre o cognitio tertii generis, sire intuitiva* para elucidar o modo de conhecimento aqui referido, e particularmente pmp. 29, schol.; prop. 36. schol.e prop. 38 demonstr. e schol. (N. do A.)

[n11a]: O conhecimento da terceira espécie, i. e.. o intuitivo. (N. do T.)

[n12]: Não são as montanhas, ondas e nuvens, como uma parte/ De mim e de minha alma, como eu para elas? (N. do T.)

[n13]: Sou todas essas criaturas em conjunto, e fora de mim não há nenhum outro ser. (N. do T.) Ver também cap. 30 do 2º vol. [de O mundo...]. (N. do A.)

[n14]: Traduzimos Wille zum Leben por querer-viver. conforme a versão francesa vouloir-vivre. (N. do T.)

[n15]: Esta última citação não pode ser entendida sem o livro seguinte (IV. O Mundo...). (N. do A.)

[n16]: Como para nós Satz vom Grunde se torna princípio de razão, o termo aqui referido, originalmente Grunde des Seins, poderia ser também razão do ser; pois der Satz vom Grunde des Seins é O princípio de razão do ser. (N. do T.)

[n17]: O que isso demonstra? (N. do T.)

[n18]: Nenhum grande espírito existiu sem mescla de loucura. (N. do T.)

[n19]: Demócrito nega que tivesse havido qualquer grande poeta isento de loucura; o mesmo afirma Platão. (N. do T.)

[n20]: O grande espírito à loucura por certo é bem aliado, e estreitas divisões mantêm suas áreas em separado. (N. do T.)

[n21]: Ver cap. 31 do 2º vol. [de O Mundo...] (N. do A.)

[n22]: Ver cap. 32 do 2° vol. [de O Mundo...] (N. do A.)

[n23]: Ver cap. 33 do 2º vol. [de O Mundo...] (N. do A.)

[n24]: “Objeto imediato do conhecimento”, conforme os livros precedentes, é o corpo humano tal como percebido pelo indivíduo. (N. do T.)

[n25]: Quarenta anos após exprimir este pensamento de modo tão timido e vacilante, tanto maior é a alegria e surpresa ao descobrir que já Santo Agostinho o havia expresso: Arbusta formas suas varias, quibus mundi hujus visibilis structura formosa est, sentiendas sensibus praebent; ut pro eo quod fosse non possunt, quasi innotescere velle videantur. (De Civitate Dei, XI, 27.) (N. do A.)

[n26]: Nosso idioma não permite a aproximação entre o estado de exaltação (Erhebung) e o sublime" (Erhaben). (N. do T.)

[n27]: ...pois tu sempre foste/ Como quem, sofrendo tudo, nada sofre; / Um homem, que os golpes e prémios da sorte / Com igual gratidão aceitaste etc. (N. do T.)

[n28]: Platão diz que há tantas idéias quanto coisas. (N. do T.)

[n29]: Mas definem a idéia como modelo eterno do que existe na natureza; pois para a maioria dos seguidores de Platão não parece haver idéias de produtos artísticos, como as do escudo ou da lira, nem de coisas que são contrárias à natureza, como a febre e a cólera, nem de pessoas individuais, como Sócrates ou Platão, nem, finalmente, de coisas secundárias, como a sujeira e os trastes, nem também de relações, como ser maior ou excedente. As idéias são as eternas intelecções de Deus, e propriamente perfeitas. (N. do T.)

[n30]: Ver Cap. 35 do 2.º vol. [de O Mundo...] (N. do A.)

[n31]: O termo alemão utilizado é Verstellung – disfarce, dissimulação, fingimento; Vorstellung é a representação, tanto no sentido psicológico. como no da representação teatral; para clareza do texto, sempre vertemos “Darstellung’ por apresentação: a obra de arte não representa, mas apresenta. (N. do T.)

[n32]: Jacob Boehme, em seu livro De Signatura Rerum, cap. 1, §§ 15, 16 e 17, afirma: “E não há coisa na natureza que não revele sua figura interna também externamente, pois o interior sempre opera em direção à revelação. Toda coisa possui a sua boca para a revelação, e esta é a linguagem da natureza, em que toda coisa fala a partir de suas propriedades, sempre revelando e apresentando a si mesma. Pois toda coisa revela sua mãe, que fornece a essência e a vontade à configuração”. (N. do A.)

[n33]: Esta última frase constitui uma versão do il n’y a que l’ésprit qui sent l’ésprit de Helvétius, o que não indiquei na primeira edição. Mas desde então a influência daninha da sabedoria sedal hegeliana tornou tão decadente e áspero o tempo, que a alguém poderia parecer que também aqui haja referência à oposição “Espírito e Natureza”; por este motivo sou obrigado a me prevenir explicitamente contra a atribuição de tais filosofemas do populacho. (N. do A.)

[n34]: O termo original é besonnen, cujo significado direto seria “iluminar pelo sol”, contrapondo assim esta apresentação à consciência obscura. (N. do T.)

[n35]: Também este episódio foi completado no cap. 36 do 2° vol. (de O Mundo...) (N. do A.)

[n36]: Trata-se de um neologismo de Schopenhauer, de significado óbvio. (N. do T.)

[n37]: Esta passagem requer para sua compreensão o L. IV do 1° vol. [de O Mundo...] (N. do A.)

[n38]: Imitadores, rebanho de escravos. (N. do T.)

[n39]: Apparent rari, nantes in gurgite vasto*. (N. do A.)

[n39a]: * – Aparecem raramente, flutuando no imenso turbilhão. (N. do T.)

[n40]: Ver cap. 34 do 2° vai. [de O Mundo...] (N. do A.)

[n41]: O tempo revela a verdade. (N. do T.)

[n42]: Peixe, ikhthys, é formado pelas iniciais das palavras: Iesous, Khristós, Theou, (H) Yiós, Sóter, o que significa: Jesus ungido de Deus, filho redentor. (N. do T.)

[n43]: Ver cap. 36 do 2” vol. [de O mundo...] (N. do A.)

[n44]: No oceano mergulhava do Sol a brilhante luz, / estirando a negra noite sobre a mãe terra. (N. do T.)

[n45]: Céu azul, brando vento, / Louro alto, murta sem movimento. (N. do T.)

[n46]: É evidente que sempre me refiro exclusivamente ao raro, grande e verdadeiro poeta, e a ninguém menos do que ao obtuso populacho de poetas medíocres, fazedores de rima e inventores de histórias, particularmente tão difundidos na Alemanha de hoje, a quem sempre deveria soar aos ouvidos:

[n46a]: A mediocridade, não a permitem aos poetas, / Nem os homens, nem os deuses, nem as colunas [em que os editores apregoam suas obras]. (N. do T.)

[n47]: O que nunca e em lugar algum aconteceu,/ Somente isto jamais envelhece. (N. do T.)

[n48]: Ver cap. 38 do 2° vol. [de O Mundo...] (N. do A.)

[n49]: Personagem de Os Bandidos de Schiller. (N. do T.)

[n50]: Goethe. (N. do T.)

[n51]: Ver Cap. 37 do 2° vai. [de O Mundo...] (N. do A.)

[n52]: Um exercício oculto de aritmética, sem que o espírito saiba que está lidando com números. (N. do T.)

[n53]: O movimento da melodia, imitando a paixão da alma. (N. do T.)

[n54]: Por que os ritmos e as melodias, que são apenas tons, se mostram semelhantes aos estados da alma? (N. do T.)

[n55]: Expressão da época para pessoa hipnotizada. (N. do T.)

[n56]: A música é um exercício oculto de metafísica, sem que o espírito saiba que está filosofando. (N. do T.)

[n57]: Para o número todas as coisas são semelhantes. (N. do T.)

[n58]: Ver cap.39 do 2° vol. [de O Mundo...]

[pa1]: Nota do processador Pedra Angular: este arquivo cobre apenas o Livro III ("Segunda Consideração") de O Mundo como Vontade e Representação; os demais livros da obra, se/quando digitalizados, devem ser adicionados como arquivos irmãos na mesma pasta, seguindo o padrão O_Mundo_Como_Vontade_E_Representacao_Livro_N_pt_Maar_sd.md. As notas marcadas "(N. do T.)" são do tradutor Wolfgang Leo Maar; as marcadas "(N. do A.)" são do próprio Schopenhauer — distinção preservada no corpo de cada nota.