§ 10
[10] Quanto a esse assunto, as chamadas Erínias[95] surgiram[96] da mesma forma que os investigadores dos crimes: Mégara, Tísifo e Alecto, como se a divindade guardasse rancor contra esses [homens], e punisse os assassinatos cometidos por eles e fizesse isso incessante e continuamente. Estas deusas são sacras e amáveis[97]. De facto, porque se fixa que a benevolência da natureza para com os homens também pune o mau. Têm aspetos aterrorizantes. Perseguem os ímpios com fogo e chicotes, e dizem-se de 'caracóis[98] de serpente'. Provocam esta impressão nas [cabeças] dos perversos pelas penalidades que pagam pelas faltas. Dizem que vivem no Hades[99], porque os sofrimentos daqueles repousam na obscuridade, e coloca-se a partir do nada aos que merecem.