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Epítome de tradições teológicas gregas

Pseudo-Cornutus · § 1

§ 1

[1] Criança, o céu[59] rodeia em um círculo terra, mar e tudo na terra e no mar, e assim obteve o nome, sendo o limite superior de todas as coisas e o limite da natureza. Porém, alguns dizem que por 'passar tempo' ou 'cuidar' dos seres, que é ‘guardar’, ‘celebrar’ o céu, a partir do que[60] se chama 'porteiro' e também 'tratar com muito cuidado'; mas outros analisam a sua etimologia a partir de 'olhar para cima'. E é chamado, com tudo o que abarca, de 'mundo'[61], por ter sido ordenado da mais bela maneira. Todavia, alguns poetas[62] disseram que ele era filho de Acmon, insinuando o [carácter] infatigável da sua convolução, ou assumiram que é imortal, mostrando assim devido à etimologia: com efeito, dizemos que os mortos sofreram uma calamidade. Ora, é da substância dele ser ardente[63], como se vê a partir do sol e das outras estrelas. Donde a parte mais exterior do mundo chamar-se 'éter', a partir de 'chamejar'. Alguns dizem que ele se chama assim a partir de 'mover-se sempre', isto é, 'ser levado por pressa'. E as estrelas são de facto como se fossem instáveis, pois nunca se fixam, mas movem-se sempre. É razoável que os deuses tenham tomado o nome pelo 'curso'. Com efeito, primeiramente os antigos entenderam que os deuses eram os que se viam incessantemente em movimento, considerando que eles eram responsáveis por mudanças do ar e por preservar o todo. Mas talvez os deuses possam considerar-se fundadores e criadores do que nasce.