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Fragmentos de Empédocles de Acragas

Empédocles

rolo estático · Pedra Angular

Autor
Empédocles
Tradutor
Bruno Palavro
Editor
Bruno Palavro
Idioma
por
Ano do original
c. 484–423 a.C.
URN
urn:cts:pedraAngular:pa0028.pa001.pa-por1
Licença
CC-BY-NC-4.0
Fonte
PALAVRO, Bruno. Épica Sapiencial: compêndio para uma edição geral da poesia de Xenófanes, Parmênides e Empédocles. Tese (Doutorado em Letras) — Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2025.
Identificador
empedocles-fragmentos-pt-palavro-2025
Markdown
../livros/FILOSOFIA/Portugues/Pre_Socraticos/Empedocles/Fragmentos/Empedocles_Fragmentos_pt_Palavro_2025.md
Endereço por URN
https://pedraangular.app.br/urn/?urn:cts:pedraAngular:pa0028.pa001.pa-por1 (uma passagem: acrescente :216a, :1.1…)
Como citar
EMPÉDOCLES. Fragmentos de Empédocles de Acragas. Tradução de Bruno Palavro. Edição de Bruno Palavro. Pedra Angular (org. Διαφορεύς), versão 1.0.0. DOI: 10.5281/zenodo.23068915. URN: urn:cts:pedraAngular:pa0028.pa001.pa-por1. Disponível em: https://pedraangular.app.br/rolo/empedocles-fragmentos-pt-palavro-2025.html. Acesso em: [data do acesso].
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Fragmentos de Empédocles de Acragas

fr. 1 [112DK]

Ó meus amigos da grande cidade do louro Akragas,

do alto da acrópole, vós que cuidais de benéficas obras,

porto gentil a estrangeiros, sem o entrave de males,

salve! Pois eu não mais um mortal, mas um deus ambrosino

vou entre vós, honrado por todos — assim me assemelho, [5]

ora com fitas envolto e viçosas coroas festivas!

Todos então quando chego a tão vicejantes cidades,

homens ou mulheres, veneram-me enquanto me seguem

aos milhares: perguntam por onde é a vereda do lucro,

uns carentes de oráculos, e outros contra doenças [10]

tantas procuram ouvir afiada palavra de cura,

desde muito já atravessados por dores penosas...

fr. 2 [113DK]

Mas por que nisso detenho-me como se fosse algo grande,

se eu supero os muiperecíveis humanos mortais?

fr. 3 [114DK]

Ó meus amigos, sei que a verdade está nas palavras

que eu vos direi — mas muito penoso se faz para os homens

e rivaliza o romper persuasivo com suas entranhas.

fr. 4 [2DK]

É que estreitos maneios vertem-se ao longo dos membros,

e repentinas misérias, que embotam as ponderações;

breve parte da vida em sua existência observam:

prestifadados qual justa fumaça a elevar-se esvoaçam,

persuadidos tão só, cada um, pelo que hão encontrado, [5]

todos, levados por tudo, e acham ter descoberto o inteiro.

Eis que nem são vistas por homens e ouvidas tais cousas

nem agarradas co’a mente; e tu, que pra cá te arredaste,

aprenderás — e a sapiência mortal romperá como nunca!

fr. 5 [3DK]

Mas, ó deuses, tal loucura afastai desta língua,

sim, e de santas bocas vertei a fonte mais pura;

plurimemória, musa virgem de cândidos braços,

peço-te enfim conduzir o que é norma que efêmeros ouçam:

toques da Reverência a bem-redeada carroça! [5]

fr. 6 [1DK]

Ouve, Pausânias, ó filho do espertíssimo Ankhites

fr. 7 [3DK]

nem te seja forçoso que as flores da fama e da honra

ergas dentre mortais ao dizer algo mais do que é santo

com audácia e sentar às alturas da sabedoria.

Mas observa com todo maneio cada evidência,

nem confiando na vista como mais plena que o ouvido, [5]

ou no ouvir ressonante mais que nos pontos da língua;

nem de algum outro membro que para pensar seja via

desconfies, mas pensa por meio de cada evidência.

fr. 8 [111DK]

Quantos remédios há, salvação da velhice e dos males,

aprenderás, pois só para ti cumprirei isso tudo —

e pausarás a incansável violência dos ventos que em terra

sopra com toda a força e irrompe por campos defuntos,

e para trás, se quiseres, trarás um benéfico sopro; [5]

e hás de fazer da chuva obscura uma seca oportuna

para os humanos, e hás de fazer no verão de uma seca

fluxos arborescentes, que são habitantes do éter;

desde o Hades trarás a força de um homem defunto!

fr. 9 [5DK]

restringir para dentro de mudas entranhas

fr. 10 [4DK]

mas para o mau é forçoso não ter confiança no forte!

E a persuasão confiável tal qual nossa musa proclama

bem conheças ao ter dividido em teu cerne o que conto

fr. 11 [131DK]

pois se em vista de um dos efêmeros, musa ambrosina,

nossos cuidados alegre levaste por teu pensamento,

ora ao que reza, de novo, apresenta-te, Kalliopeia,

que os venturosos deuses irá elucidar em boa conta!

fr. 12 [6DK]

Quatro são as raízes de tudo — e primeiro as escuta:

Zeus clareante, a vivífera Hera, e ainda o Edoneu,

bem como Néstis, que a fonte mortal em lágrimas rega

fr. 13 [7DK]

inatos

fr. 14 [12DK]

pois é decerto impossível nascer a partir do não ente,

e o perecer, inviável ao ente, e assim não se ouve —

sempre ali mesmo será, onde quer que alguém o assente

fr. 15 [8DK]

E outra cousa direi: nascimento nenhum há de todos

esses mortais, nem perecem num termo de morte ruinosa:

são somente a mistura e a alternação de misturas,

e isso os humanos nomeiam como “nascer” da natura

fr. 16 [10DK]

ou então “morte” “vingativa”

fr. 17 [9DK]

Quando afinal co’a mistura de homem chegam ao éter,

ou como a raça de feras selvagens, ou como moitas,

ou como pássaros, dizem então que por isso “nasceram”;

quando a união é cindida, que é a desventura da sina...

Não é de acordo co’a norma, e só digo também por costume [5]

fr. 18 [11DK]

tolos! Longipensantes não são suas ponderações,

dos que esperam que nasça deveras o antes não ente,

que algo morra e possa sumir, que pereça de todo

fr. 19 [15DK]

o homem de sábias entranhas não preveria tais cousas,

que eles, enquanto vivem aquilo que chamam de vida,

só por enquanto são, com bens e misérias presentes;

que antes da forma mortal e que após desmontarem são nada

fr. 20 [16DK]

é, pois, tal como era e será, e acredito que nunca

de ambos há de vagar a indizível, imensa existência

fr. 21 [14DK]

nada é vago do todo — e de onde é que algo viria?

fr. 22 [17DK]

Duplamente direi: por certo ora cresce a ser um só

desde muitos, ora desbrota a ser muitos de um só.

Dupla a origem das cousas mortais, e dupla a partida: (235)

essa a junção de tudo faz com que nasça e pereça,

e essa, de volta, no desbrotamento nutrida esvoaça; [5]

e isso então alternando-se perpetuamente não cessa:

ora em Amor reunindo-se tudo elabora-se em uno,

ora no ódio se vai cada qual dividido em Discórdia. (240)

Eis que, se desde muitos uno aprendeu a brotar-se, (240a)

e se de volta o uno desbrota e terminam-se muitos, [10]

vão assim nascendo, sem pé para sua existência;

sim, e se entrealternando-se perpetuamente não cessa,

sempre assim são inamovíveis ao longo do ciclo.

Vem as palavras ouvir: aprender faz crescer as entranhas! (245)

Tal como já articulei com o fio de minhas palavras, [15]

duplamente direi: por certo ora cresce a ser um só

desde muitos, ora desbrota a ser muitos de um só —

fogo e água e terra e do ar as imensas alturas:

deles à parte, ruinosa Discórdia, em balança por tudo, (250)

e entre eles Amor, com igual comprimento e amplitude. [20]

Tu, estarrecido, não penes co’os olhos, mas vê com a mente

essa que pelos mortais se diz natural de suas juntas,

por quem pensam amáveis e juntos cumprem trabalhos,

tendo “Alegria” como um de seus nomes, e ainda “Aphrodite”. (255)

Essa, entre eles rodando nem a percebe ou domina [25]

o homem — mas ouve o apresto da conta, em nada falseado!

Esses são todos iguais e de idêntica natividade;

outra porém é a honra de outro, e o modo é de cada,

tendo em partes então o poder, regirando-se o tempo. (260)

E algo além disso nem sobrenasce nem subcessa: [30]

se perecessem perpetuamente, não mais o seriam;

e ia de que se acrescer esse todo, e vindo de onde?

Como, por onde é que pereceria, se nada é um ermo?

Sim, isso tudo é o que é, mas uns aos outros percorrem (265)

ora nascendo-se outro e contínuos o mesmo pra sempre. [35]

reunimo-nos juntos em uma só ordem;

desbrota a ser muitos de um só,

dos quais tudo que era, que é e que será no futuro

desabrochou como árvores, homens e mesmo mulheres, (270)

sim, como feras e pássaros, peixes aquanutridos, [40]

bem como deuses de longevidade, maiores em honras.

Nisso então disparando perpetuamente não cessa

com seus densos rodeios t

ininterruptos, e nunca (275)

muitas as eras primeiras [45]

antes disso passar

por tudo então disparando perpetuamente não cessa,

pois nem o sol p d

nesse rompante enchendo-se (280)

nem algum dos outros [50]

mas sim entrealternando-se em ciclo dispara-se tudo:

é quando corre a terra impassada, bem como do sol a

tão grande quanto agora os homens declaram —

dessa maneira é que todos uns aos outros percorrem, (285)

e outros noutros lugares se atêm ao errar [55]

Não é ainda que nós adentramos o meio a ser um só

(quando Discórdia alcança as insurpassáveis funduras

no redemunho e Amor lá no meio das voltas descende,

nisso então reunindo-se tudo se põe a ser um só). (290)

Cuida que não às orelhas somente [60]

e ouve de mim o que é no arredor, o infalível

e hei de mostrar aos teus olhos, que um corpo maior

primeiramente a junção e a evolução dos nascidos,

e inda agora o restante que vem a ser dessa prole (295)

dentre animais montierrantes — as feras da tribo selvagem! —, [65]

dentre os humanos de dúplice ramo

enraizadas a raça, e de cachos viderrolantes.

Leva às entranhas a amostra de não mentirosas palavras —

nisso verás a junção e a evolução dos nascidos (300)

traslação planejando. [70]

fr. 23 [20DK]

Isso é entre mortais na massa dos membros notável:

ora em Amor reunindo-nos tudo elabora-se em uno,

partes que somam o corpo, no pico viçoso da vida;

ora, se males rebentam, porém, divididas por brigas (305)

erram à parte, e se vai cada qual pela orla da vida. [5]

Dessa maneira é com moitas, com aquatelhados peixinhos,

sim, com feras montícolas e alipassantes gaviotas

mi

eco

es

as

fr. 24 [ - DK]

um dividido do outro a cair e seguir seu destino,

muito a contragosto e lugubremente coagidos

a apodrecer: se a atraente Amizade nós temos agora,

hão de fazer-se presentes Harpyias co’os lotes da morte.

Ah, que me houvesse arruinado bem antes o dia inclemente, [5] (335)

obras cruéis de carnívoras garras sem ter planejado!

Vãs são agora estas chuvas de Noto que banham meu rosto:

o redemunho profundo acredito que logo alcançamos;

no ânimo, sem almejarmos, se apresentarão muitas dores

e embarcaremos na conta de novo [10] (340)

quando se dava por sorte a chama incansável

o mais, ascendendo a muidesgraçada mistura,

eis que a prolífera raça afinal de animais há brotado

a Manhã pode ver o restante inda agora.

Quando com éter se unindo em mistura ao extremo então passa, [15] (345)

eis que com berro e com brado,

sim, divinais partilham de concavidades,

pastos a terra no entorno.

Tal como quando

um ferreiro [20] (350)

e as

te

fr. 25 [76DK]

Isso se encontra na concha marítima dorsipesada,

sobre os véus pedregosos (355)

nisso verás toda a terra que habita o supremo da pele;

como a armadura de dorsiforçudo c’ranguejo salino,

do caramujo, de courirrochosos qual tartaruga o [5]

casco, o chifre de freixo do corço também, montierrante —

mas não terminaria de aqui te contar toda a prole... (360)

Tal como quando

disso

e ela [10]

e

fr. 26 [71DK]

Se em tais cousas faltou material para tua confiança —

como da água e da terra, bem como do sol e do éter

se adicionando é que formas e tons de mortais nasceriam,

quantos nascem agora, dos que harmonizou Aphrodite

fr. 27 [73DK]

tal como Cýpris então, a terra na chuva regada,

deu apressando-se as formas pro fogo veloz reforçá-la

fr. 28 [75DK]

e do que é denso por dentro mas solto por fora montou-se,

flácido sendo sortido ao manejo das palmas de Cýpris

fr. 29 [74DK]

vem com a tribo sem musa dos peixes plurissemeados

fr. 30 [83DK]

quanto aos ouriços,

lanciaguda no dorso é que sua cabeleira se eriça

fr. 31 [82DK]

pelos, folhas, escamas e densas penas de aves

vêm a ser o mesmo sobre os membros robustos

fr. 32 [24DK]

atando uma ponta à outra ponta

destas palavras sem termo num só curso

fr. 33 [25DK]

o que é devido é belo dizer duas vezes

fr. 34 [21DK]

Vem, observa-me então atestar as primeiras conversas,

se nas primícias faltou material a respeito de algo:

sol que lampeja ao olhar, seu calor que se assoma por tudo;

tudo que nada à sua vista, ambrosino em sua alva clareza;

chuva também, sobre todos frígida e enturvecente — [5]

sim, e da terra profluem os sólidos e alicerçados.

Se em rancor diferem na forma e dividem-se todos,

junto andou-se em Amor, no que um ao outro deseja.

Deles, tudo que era, que é e que será no futuro

desabrochou como árvores, homens e mesmo mulheres, [10]

sim, como feras e pássaros, peixes aquanutridos,

bem como deuses de longevidade, maiores em honras.

É que isso tudo é o que é, mas uns aos outros percorrem

ora tornando-se outros — e a troca se faz na mistura.

fr. 35 [23DK]

Tal como quando pintores multicolorem of’rendas,

homens sabidos e expertos, com belo domínio da arte,

e as soluções de múltiplo tom nas mãos então pegam,

e em harmonia assim misturando umas mais e outras menos

delas semelhas a tudo é que ambos produzem imagens [5]

ao desenhar suas árvores, homens também, e mulheres,

sim, suas feras e pássaros, peixes aquanutridos,

bem como deuses de longevidade, maiores em honras,

que não te exceda as entranhas o engano de ser doutra fonte

tudo que vem — indizíveis mortais — a ser evidente. [10]

Sê dessas cousas sabido, afiado ao discurso de um deus!

fr. 36 [26DK]

Tendo em partes então o poder, regirando-se o ciclo,

uns nos outros minguam e crescem por partes na sina.

É que isso tudo é o que é, mas uns aos outros percorrem

ora nascendo-se humanos e outros bandos de feras:

ora em Amor reunindo-se juntam-se em uma só ordem, [5]

ora no ódio se vai cada qual dividido em Discórdia,

’té que um-só cobrotando-se o todo abaixo descenda.

Eis que, se desde muitos uno aprendeu a brotar-se,

e se de volta o uno desbrota e terminam-se muitos,

vão assim nascendo, sem pé para sua existência; [10]

sim, e se isso alternando-se perpetuamente não cessa,

sempre assim são inamovíveis ao longo do ciclo.

fr. 37 [22DK]

sim, tudo isso bem junto co’as partes então deles mesmos,

o âmbar solar e o céu e a terra e o mar além disso,

quantas deles entre mortais debrotaram errantes.

Dessa maneira, das que se asseguram mais na mistura,

uma é por outra afeiçoada, no que as igualou Aphrodite; [5]

mas odiadas ao máximo distam-se umas das outras

em nascimento e mistura e nas formas que foram impressas:

na convivência, mais lúgubres, desabituadas de todo,

discordinatas porquanto nascidas em fúria nefasta!

fr. 38 [27DK]

lá nem mesmo do sol se divisa a esplêndida vista,

nem a hirsuta raça da terra ou a forma dos mares

fr. 39 [36DK]

deles então reunindo-se parte ao extremo Discórdia

fr. 40 [ad 29DK]

era Esphero

fr. 41 [159DK]

acumulada grandeza

fr. 42 [27DK]

lá nem mesmo do sol se divisam os membros velozes,

nem o hirsuto corpo da terra ou a forma dos mares;

e eis que, em denso véu de harmonia então afixado,

’Sphero rotundo celebra a circunfeliz solidão

fr. 43 [13DK]

nem há algo do todo nem vago nem excedente

fr. 44 [29&28DK]

pois nem vão dois galhos romper a partir de seu dorso

nem tem pés ou ligeiros joelhos, nem pênis que engendra;

todo igual a si mesmo e em tudo, porém, infinito,

’Sphero rotundo se alegra na circular solidão

fr. 45 [30DK]

mas quando grande Discórdia tornou-se nutrida nos membros

e prorrompeu para as honras, enfim terminando-se o tempo

que para a troca de volta decorre de amplíssima jura

fr. 46 [31DK]

todos contínuos é que estremeciam os membros do deus

fr. 47 [38DK]

Vem! Falarei primeiro de que é que o sol no princípio

e outras mais evidências nasceram (que então vemos todos),

tanto a terra, o mar onduloso, o ar aguacento,

como o Titã — como o éter contendo num círculo todos

fr. 48 [A49aDK]

esvoaçando-se, éter, cindido do ar e do fogo,

logo veio a tornar-se o vasto céu envolvente;

sim, e o fogo, que permaneceu do céu apartado

veio a crescer afinal como o brilho radiante do sol.

Terra então, disparando e por coação adensada, [5]

logo ilustrou-se e assentou-se no meio; e assim é que o éter,

sendo mais leve, sem retirar-se a circunda de todo

fr. 49 [53DK]

pois desse modo é que deu-se a correr; muita vez é de outro

fr. 50 [51DK]

rapidamente subindo

fr. 51 [54DK]

pelo chão mergulhava com longas raízes

fr. 52 [37DK]

chão, pois, cresce seu corpo terrestre, e éter ao éter

fr. 53 [52DK]

muitos fogos queimam abaixo do solo

fr. 54 [39DK]

se as profundezas da terra e o éter profuso infinitos

são, como vindo de línguas por quais muitíssimas bocas

vertem à toa, daqueles que pouco viram do todo

fr. 55 [40DK]

sol, o lanciagudo, e ainda a propícia lua

fr. 56 [41DK]

consolidou-se, e no grande céu ele gira velando-o

fr. 57 [44DK]

contraclareia o Olympo ao vir com impávida face

fr. 58 [45DK]

cíclica sai a rodar sobre a terra lúmen alheio

fr. 59 [46DK]

como a rodar o meão da carroça, em roda da ponta

fr. 60 [47DK]

pois observa, contrária ao senhor, seu claríssimo círc’lo

fr. 61 [42DK]

e lhe ensombreou a clareza

vindo à terra de sobre, e entenebreceu pela terra

ampla região, com igual dimensão do luar de olho glauco

fr. 62 [43DK]

eis que o clarão, golpeando o círculo amplo da lua,

logo torna de volta, e o céu ele atinge em seu curso

fr. 63 [48DK]

noite se estabelece por terra opondo-se às luzes

fr. 64 [152DK]

o dia à velhice

fr. 65 [154DK]

mantendo seu curso, da aurora

vinha cindir o poente e trazia de volta em seguida,

floricoroado e frutífero o viço lhes sobrecoroando

das estações; violentada era a terra

fr. 66 [56DK]

sal se firmou compelido por golpes frementes do sol

fr. 67 [55DK]

mar, os suores da terra

fr. 68 [A66aDK]

dele, a orla furiosa não cessa seu ímpeto inflado,

tal como quando recebem os charcos errante granizo —

toda a humidade na terra pras côncavas profundidades

segue impelida afinal por contínuos rodeios de ventos

uns pelos outros correntes, como em prisão poderosa [5]

fr. 69 [50DK]

Íris do pélago traz ventania ou também grande chuva

fr. 70 [161DK]

Sete os astros errantes que ao longo do olímpio caminho

põem-se a rodar, e com eles regula-se sempre a existência:

noctiluzente Luar, o Sol doce, e Krono odioso,

Páphia dos íntimos, Ares audaz, bem-alígero Hermes

e arquinascido Zeus, de quem a natura brotou-se. [5]

Eles arrastam a raça distinta, estando conosco

Zeus, Sol, Krono e Lua, Páphia e Ares e Hermes,

visto que é nossa partilha arrastar desde o sopro do éter

lágrima, riso, tensão, o nascer, sono, raiva e palavra:

lágrima é Krono, Zeus é nascer, a palavra é de Hermes; [10]

ânimo é Ares, da Lua é o sono, a tensão, da Cythéria,

sim, e do Sol o sorriso — por ele, afinal, com justeza

riem-se todo o mortal pensamento e o mundo infinito!

fr. 71 [35DK]

E eu para trás voltarei, irrompendo à vereda dos hinos

que nas primícias cantei, revertendo esta conta a uma conta

de antes: quando Discórdia alcançou as mais baixas funduras

do redemunho e Amor lá no meio das voltas descende,

nisso então reunindo-se tudo se põe a ser um só — [5]

não de repente, querendo-se unem-se a outros de outrures.

E eis: da mistura verteram-se bandos mortais aos milhares;

e em alternância muitos ficaram não misturados,

quantos reteve Discórdia suspensos: de todo impecável

não foi ao retirar-se às divisas extremas do círc’lo, [10]

mas uma parte dos membros ficava e outra saíra.

Quanto sempre corresse, esse tanto a seguia premente,

gentilmente o romper ambrosino de Amor impecável —

brotam mortais os que outrora aprenderam a ser imortais e

puros, outrora impermistos, entrealternando as estradas. [15]

E eis: da mistura verteram-se bandos mortais aos milhares,

justos em tudo que é forma visível — espanto de ver-se!

fr. 72 [96DK]

Terra então donairosa recebe em crisol percavado

duas partes das oito de Néstis resplandecente,

quatro de Hephesto também, e com isso ossos brancos nasceram:

justos, enfim, com cola divina os ajusta Harmonia.

fr. 73 [98DK]

Terra então igualada, com eles ao ter se encontrado —

sim, com Hephesto, com chuva e com éter luminescente —,

deu-se ancorada no bem-terminado porto de Cýpris,

seja um pouco maior ou menor que os demais ali dentro;

disso é que o sangue nasceu, e as muitas formas da carne. [5]

fr. 74 [85DK]

flama propícia afinal é sortida a terra minguada

fr. 75 [86DK]

disso formou incansáveis os olhos a diva Aphrodite

fr. 76 [33DK]

tal como a seiva que prende e pregueia ao ligar leite branco

fr. 77 [87DK]

elaborou-os com pregos de afeto então Aphrodite

fr. 78 [88DK]

nasce uma única vista de ambos

fr. 79 [58DK]

unimembres

fr. 80 [57DK]

muitas cabeças despescoçadas desabrocharam;

nus, desunidos dos ombros, vagavam errantes os braços,

e olhos, pobres, erravam a sós, carecendo de faces

fr. 81 [59DK]

mas quanto mais divindades uniam-se, dáimon com dáimon,

isso tudo encontrou-se conforme deu-se com cada,

e outros também além disso, contínuos, muitos nasceram

fr. 82 [34DK]

grânulos co’água colando

fr. 83 [19DK]

tenacíssimo amor

fr. 84 [32DK]

é presa uma dupla na junta

fr. 85 [61DK]

muitas formas ambífaces e ambipeitadas brotavam,

hominifrontes bovininatos, e contraemergiam

bovinicéfalos hominiformes, um misto aqui de homens,

feminiformes ali, arreados em membros sombrios

fr. 86 [60DK]

rola-pés e de mãos indecisas

fr. 87 [160DK]

e os animais cognatos antes da terra emergiam;

logo em seguida, rolando, quebravam o galho da espinha.

Água jorrou com Amor ao passar borbulhando aguacenta:

recipiente-de-grãos, muiaberta formou a barriga;

o arquinascido fogo ao redor do nariz perfurado [5]

ao inspirar-se passou, e empurrou com o sopro um caminho

fr. 88 [150DK]

fígado plurissanguíneo

fr. 89 [62DK]

Vem, sobre como de homens e muilamentosas mulheres

foi conduzir os rebentos noturnos cindindo-se o fogo,

ouve o discurso nem distraído nem indominado!

Unibrotadas primeiro figuras da terra emergiam,

de ambos água e calor possuindo porção em sua forma: [5]

estes o fogo ascendeu por querer a um igual alcançar-se,

nem um corpo atraente de partes ainda ilustrando,

nem uma voz ou mesmo dos homens o membro nativo.

fr. 90 [63DK]

a natureza dos membros, porém, separou-se entre homem

fr. 91 [64DK]

vem até ele também pela vista o desejo de unir-se

fr. 92 [66DK]

ao fendido gramado da Aphrodite

fr. 93 [151DK]

gran’dadivosa

fr. 94 [153DK]

ninho

fr. 95 [65DK]

e se verteram no puro, a tornar-se no fim ou mulheres,

se deparando com frio

fr. 96 [67DK]

pois veio a ser o que é másculo em partes mais quentes da terra,

sendo por isso escuros e mais corpulentos os homens,

sim, mais membripeludos

fr. 97 [153aDK]

sete semanas após

fr. 98 [70DK]

pele do anho

fr. 99 [68DK]

no oitavo mês um pus branco, no décimo dia, se torna

fr. 100 [69DK]

binatais

fr. 101 [72DK]

como as longas árvores ou estacados marinhos

fr. 102 [ - DK]

pois do que outrora com sobrepostas raízes abaixo

mas mais raros e soltos rebentos firmou-se viçoso

fr. 103 [ - DK]

as longas árvores nunca parem as novas

fr. 104 [79DK]

e eis que as árvores longas desovam olivas primeiro

fr. 105 [80DK]

já que tardias romãs e sobrepolpudas maçãs

fr. 106 [81DK]

vinho vem d’água da polpa que se apodreceu na madeira

fr. 107 [77&78DK]

vê-se em pés dos frutiperenes e perenifólios

livre de inveja o frutal vicejar pelo ar todo o ano

fr. 108 [149DK]

junta-nuvem

fr. 109 [100DK]

Eis como tudo inspira e expira: se estendem em todos

vãos exangues de carne ao longo do extremo do corpo,

e os bocais na fronteira mais última fundo perfuram

densos regos na tez — perpetuam-se para a sangueira

se esconder e o éter partir em caminhos viáveis. [5]

Quando dispara pra trás, demanando o levíssimo sangue,

o éter contradispara, fervendo em furor e se inflando;

quando repula de volta se expira, tal como a menina

faz meninice com sua clepsidra de bronze divino:

pondo no furo do cano aflautado a mãozinha formosa [10]

e este nas águas de corpo levíssimo e alviluzente,

nada no vaso do fluido então entra, mas sim é retido,

vindo a massa de ar pelas densas passagens de dentro

’té que destringe-se a densa afluência, quando em seguida,

já com o sopro cedendo, adentra essa parte de água; [15]

dessa maneira também, com a água no fundo do bronze,

visto que a pele mortal vai barrando seu furo e a via,

o éter externo pra dentro refreia o fluido de prata

contra o chuveiro estridente, forçando as portas e a ponta

’té que a mão se retire: e de volta, ao contrário de antes, [20]

já com o sopro revindo, se escorre essa parte de água —

dessa maneira nos membros o tenro e levíssimo sangue

se para trás revolteia, irrompendo e manando pro fundo,

de éter o fluxo dispara e descende com ímpeto inflado;

quando repula de volta se expira igual depois disso. [25]

fr. 110 [89DK]

saibas: de tudo há eflúvio, de tantos quantos nasceram

fr. 111 [95DK]

juntos primeiro brotando ao manejo das palmas de Cýpris

fr. 112 [84DK]

Tal como alguém que, pensando na viagem, prepara a lanterna

para uma noite de inverno, a flama do fogo abrasante,

indo atar umas lâminas mais que repilam os ventos

(elas que logo dispersam o sopro de todos os ventos)

onde, estendendo-se o lúmen, tanto mais longo e delgado, [5]

pela soleira lampeja incansável seu brilho radiante —

dessa maneira, retido em membranas o prístino fogo,

e entre leves tecidos, gerou a ciclópica moça,

e eram ali perfurados com orifícios divinos:

circunfluindo o ogígio, restringem-se as águas profundas [10]

onde pulula-se o fogo, tanto mais longo e delgado.

fr. 113 [94DK]

e o tom negro no fundo dos rios se ergue das sombras,

e esse igualmente se vê lá dentro de côncavos antros

fr. 114 [49DK]

noite tão erma de vaga visão

fr. 115 [99DK]

rebento de carne

fr. 116 [101DK]

com o nariz farejando a fração das partes de feras

partida dos pés pela grama macia

fr. 117 [102DK]

eis como tudo partilha de respiração e de faro

fr. 118 [90DK]

doce assim doce captura, e irrompe o amargo no amargo,

ácido no ácido pula, picante vai ter com picante

fr. 119 [91DK]

água ao vinho ajunta-se mais, enquanto o azeite

ela não quer

fr. 120 [92DK]

bronze

quando unido ao estanho

fr. 121 [93DK]

e com o linho, do glauco açafrão se mistura seu brilho

fr. 122 [103DK]

e eis que se deu pelo intuito de Sorte que tudo é pensante

fr. 123 [104DK]

quanto os mais sutis caindo se dão encontrados

fr. 124 [105DK]

partem manando-se mares de sangue, tão logo o nutrindo

onde há mais “pensamento”, como chamam humanos:

para os humanos, o sangue no cor é que é o pensamento

fr. 125 [106DK]

pois é pelo presente que cresce a sapiência nos homens

fr. 126 [109DK]

é com terra que terra veremos, e água com água,

éter divino com éter, e fogo inviso com fogo,

com afeição afeição, com discórdia nefasta discórdia

fr. 127 [110DK]

pois se firmando essas cousas sob cerradas entranhas

bem favorável contemplares com puros cuidados,

isso tudo há de ser-te presente por tua existência,

e outras muitas delas terás — pois elas se crescem,

cada modo alcançando conforme a natura de cada. [5]

Se outras cousas porém procurares, quantas aos homens

são misérias milhares que embotam as ponderações,

saibas que logo irão se furtar, regirando-se o tempo,

tão desejosas de ter com amados de sua mesma raça:

tudo tem discernimento e alguma porção do pensar. [10]

fr. 128 [107DK]

Disso afinal é que tudo montou-se em conjunta harmonia,

sendo por eles que pensam, que sentem prazer e padecem

fr. 129 [108DK]

quanto rebrotem outros, tanto assim é que sempre

outro também se apresenta o pensar

fr. 130 [115DK]

É questão de coação, antigo decreto dos deuses,

sempiterno e selado afinal por amplíssimas juras:

quando alguém de assassínio macula seus membros amados,

e em discórdia aquele que errando comete perjúrio —

dáimons, com a partilha de longevidade na vida! — [5]

três vezes dez mil anos desvia-se dos venturosos

para brotar pelo tempo com todas as formas mortais:

entre as dores, da vida ele vai alternando as estradas.

Fato é que a força do éter então para mar o persegue,

mar logo o cospe ao chão sobre o solo, e a terra à clareza [10]

lá do sol luminoso, que do éter o lança em rodeios —

outro após outro o recebe, estigma que todos detestam.

E eu sou desses errantes, agora no exílio dos deuses,

em Discórdia furiosa fiado

fr. 131 [117DK]

pois uma vez já nasci como moço e também como moça,

sim, como pássaro e moita, e no mar fui mudo peixinho

fr. 132 [132DK]

Próspero aquele que é rico no discernimento divino,

e miserável quem guarda sombrio parecer sobre os deuses!

fr. 133 [133DK]

não é nem alcançável que nos acheguemos co’os olhos

ou que peguemos co’as mãos, por onde maior para os homens

segue a rota da persuasão que cai na entranhas

fr. 134 [134DK]

pois nem exibe uma fronte de homem entre seus membros,

nem se verão dois galhos romper a partir de seu dorso,

nem tem pés ou ligeiros joelhos, nem partes peludas:

como na entranha, sagrado e inefável, um cerne somente,

a disparar com ligeiro pensar pela ordem do mundo [5]

fr. 135 [154cDK]

mas são logo evidentes os brotos que hão de dar frutos

fr. 136 [155DK]

grande Telauges, rapaz de Pythágoras e de Theano!

fr. 137 [129DK]

Era entre eles um homem sabido em muitíssimas cousas,

altamente rico no discernimento supino,

máximo mestre de todos os hábeis e sábios trabalhos —

pois quando quer que estendesse todo o discernimento,

fácil podia então ver cada um de todos os entes, [5]

tanto em dez ou mesmo em vinte das vidas humanas!

fr. 138 [27aDK]

nem levante ou indestinada disputa nos membros

fr. 139 [119DK]

de quais honras e de quão alta prosperidade

fr. 140 [142DK]

Fato é que nem o recebe o teto do egífero Zeus

nem para dentro o denso e restrito palácio de Hades

fr. 141 [126DK]

ela ao dispor ao redor uma túnica estranha de carne

fr. 142 [148DK]

terra envolve-mortal

fr. 143 [116DK]

detestando coação angustiante

fr. 144 [120DK]

viemos sob este antro que sobrerrestringe

fr. 145 [121DK]

desprazerosa região:

nela Assassínio e Rancor com as tribos de Fatalidades

(com ressequidas doenças e putrefações e defluxos)

sob as sombras vagueiam no prado da atroz Perdição

fr. 146 [118DK]

tanto chorei ao me ver na inabituada região

fr. 147 [158DK]

privado afinal da existência

próspera

fr. 148 [122DK]

Lá é que estavam Khthônia e Helíope longividente,

Déris sangrenta também, e Harmonia de vista solene;

sim, e Aiskhré e Kallisto, e também Denaié e Thoosa,

e Nemertés atraente, e de escura menina Asapheia

fr. 149 [123DK]

tanto Physó com Phthímene, e Eunaié com Egérsis,

e Astemphés e Cinó, e a muicoroada Megisto

e Aphorié, e Sopé com Omphaié

fr. 150 [124DK]

Ah, miseráveis mortais — ah, raça desventurada!

Ah, de que brigas e de que gemidos agora nascestes!

fr. 151 [128DK]

Era entre eles deus nem Ares nem mesmo Tumulto,

nem Zeus rei nem Krono, nem tampouco Posêidon,

mas sim Cýpris rainha

Eles a propiciavam com reverentes imagens,

sim, pintando animais, dominando oloríferas artes [5]

de óleos e puras de mirra, oferendas de incenso fragrante,

e as libações só de mel alourado lançando no solo:

nunca o impuro assassínio de touros banhava os altares,

mas era essa a maior das nódoas para os humanos —

a de furtar-lhes a alma pra se alimentar de seus membros! [10]

fr. 152 [130DK]

Todos se davam com os humanos, propensos e mansos,

desde as feras ao pássaro: amor nas entranhas queimava

fr. 153 [125DK]

dos animados, em troca, dispôs cadavéricas formas

fr. 154 [138DK]

a alma sugando, arrancando com bronze

fr. 155 [143DK]

sim, das cinco fontes cortando com bronze alongado

fr. 156 [139DK]

Ah, que me houvesse arruinado bem antes o dia inclemente,

obras cruéis a carnívoros lábios sem ter planejado!

fr. 157 [135DK]

Mas o que é lei para todos se alonga no amplirregente

éter e vai se esticando contínuo na imensa clareza.

fr. 158 [136DK]

Não parareis o assassínio estridente? Será que não vedes

que uns aos outros vos devorais por descuido da mente?

fr. 159 [137DK]

Já com a forma alterada é que o pai tem o seu filho amado

e o degolando faz preces: co’o grande tolo confusos,

é um suplicante que ofertam, mas sem lhe ouvir os clamores

ele o degola em casa ao cuidar de maligno banquete —

dessa maneira é filho com pai e co’a mãe a criança, [5]

ao furtar-lhes a alma e comer sua carne adorada

fr. 160 [154aDK]

dores e choros então levedando com danos e enganos

fr. 161 [145DK]

Sim, é por isso que, desvairados em males penosos,

no ânimo nunca vos aliviareis de aflições e misérias!

fr. 162 [144DK]

se abster da maldade

fr. 163 [141DK]

míseros, míseros — tende bem longe das mãos os feijões!

fr. 164 [140DK]

de todo manter-se bem longe das folhas de louro

fr. 165 [154dDK]

lágrima tua é a muissofredora raça dos homens,

mas desabrocha sorrindo a raça sagrada de deuses

fr. 166 [127DK]

entre montícolas feras, leões que no solo adormecem

nascem, e louros entre os arbóreos de belos cabelos

fr. 167 [146DK]

sim, e no fim vêm a ser adivinhos, cantores de hinos,

príncipes e curandeiros aos sobreterrâneos humanos —

e desabrocham então como deuses, maiores em honras

fr. 168 [147DK]

entre os demais imortais, comensais sob a mesma lareira,

livres do lote das dores dos homens, um ser incansável.

Ὁ Διαφορεύς παρῆν — um arquivo: o texto, a fonte, o programa e a voz.