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Fragmentos de Empédocles de Acragas (Grego–Português)

Empédocles · fr. 109 [100DK]

fr. 109 [100DK]

Grego

ὧδε δ’ ἀναπνεῖ πάντα καὶ ἐκπνεῖ· πᾶσι λίφαιμοι

σαρκῶν σύριγγες πύματον κατὰ σῶμα τέτανται,

καί σφιν ἐπὶ στομίοις πυκναῖς τέτρηνται ἄλοξιν

ῥινῶν ἔσχατα τέρθρα διαμπερές, ὥστε φόνον μέν

κεύθειν, αἰθέρι δ’ εὐπορίην διόδοισι τετμῆσθαι. [5]

ἔνθεν ἔπειθ’ ὁπόταν μὲν ἀπαΐξῃ τέρεν αἷμα,

αἰθὴρ παφλάζων καταΐσσεται οἴδματι μάργῳ,

εὖτε δ’ ἀναθρῴσκῃ πάλιν ἐκπνέει, ὥσπερ ὅταν παῖς

κλεψύδρῃ παίζουσα διειπετέος χαλκοῖο·

εὖτε μὲν αὐλοῦ πορθμὸν ἐπ’ εὐειδεῖ χερὶ θεῖσα [10]

εἰς ὕδατος βάπτῃσι τέρεν δέμας ἀργυφέοιο,

οὐδεὶς ἄγγοσδ’ ὄμβρος ἐσέρχεται, ἀλλά μιν εἴργει

ἀέρος ὄγκος ἔσωθε πεσὼν ἐπὶ τρήματα πυκνά,

εἰσόκ’ ἀποστεγάσῃ πυκινὸν ῥόον· αὐτὰρ ἔπειτα

πνεύματος ἐλλείποντος ἐσέρχεται αἴσιμον ὕδωρ. [15]

ὣς δ’ αὔτως ὅθ’ ὕδωρ μὲν ἔχει κατά βένθεα χαλκοῦ,

πορθμοῦ χωσθέντος βροτέῳ χροὶ ἠδὲ πόροιο,

αἰθὴρ δ’ ἐκτός, ἔσω λελιημένος, ὄμβρον ἐρύκει

ἀμφὶ πύλας ἠθμοῖο δυσηχέος, ἄκρα κρατύνων,

εἰσόκε χειρὶ μεθῇ· τότε δ’ αὖ πάλιν, ἔμπαλιν ἢ πρίν, [20]

πνεύματος ἐμπίπτοντος ὑπεκθέει αἴσιμον ὕδωρ.

ὣς δ’ αὔτως τέρεν αἷμα κλαδασσόμενον διὰ γυίων

ὁππότε μὲν παλίνορσον ἐπαΐξειε μυχόνδε,

αἰθέρος εὐθὺς ῥεῦμα κατέρχεται οἴδματι θῦον,

εὖτε δ’ ἀναθρῴσκῃ, πάλιν ἐκπνέει ἶσον ὀπίσσω. [25]

Português

Eis como tudo inspira e expira: se estendem em todos

vãos exangues de carne ao longo do extremo do corpo,

e os bocais na fronteira mais última fundo perfuram

densos regos na tez — perpetuam-se para a sangueira

se esconder e o éter partir em caminhos viáveis. [5]

Quando dispara pra trás, demanando o levíssimo sangue,

o éter contradispara, fervendo em furor e se inflando;

quando repula de volta se expira, tal como a menina

faz meninice com sua clepsidra de bronze divino:

pondo no furo do cano aflautado a mãozinha formosa [10]

e este nas águas de corpo levíssimo e alviluzente,

nada no vaso do fluido então entra, mas sim é retido,

vindo a massa de ar pelas densas passagens de dentro

’té que destringe-se a densa afluência, quando em seguida,

já com o sopro cedendo, adentra essa parte de água; [15]

dessa maneira também, com a água no fundo do bronze,

visto que a pele mortal vai barrando seu furo e a via,

o éter externo pra dentro refreia o fluido de prata

contra o chuveiro estridente, forçando as portas e a ponta

’té que a mão se retire: e de volta, ao contrário de antes, [20]

já com o sopro revindo, se escorre essa parte de água —

dessa maneira nos membros o tenro e levíssimo sangue

se para trás revolteia, irrompendo e manando pro fundo,

de éter o fluxo dispara e descende com ímpeto inflado;

quando repula de volta se expira igual depois disso. [25]