Hino Homérico 32, a Selene (Grego–Português)
vv. 1-5
Grego
[1] μήνην ἀείδειν τανυσίπτερον ἔσπετε, Μοῦσαι,
[2] ἡδυεπεῖς κοῦραι Κρονίδεω Διός, ἵστορες ᾠδῆς·
[3] ἧς ἄπο αἴγλη γαῖαν ἑλίσσεται οὐρανόδεικτος
[4] κρατὸς ἀπʼ ἀθανάτοιο, πολὺς δʼ ὑπὸ κόσμος ὄρωρεν
[5] αἴγλης λαμπούσης· στίλβει δέ τʼ ἀλάμπετος ἀὴρ
Português
[1] Musas, cantai a respeito da lua e suas asas compridas,
[2] Filhas de Zeus, do Cronida, versadas nas artes do canto.
[3] De seu semblante imortal lá no céu vem pra terra o seu brilho,
[4] Feito um enlace e do brilho esplendente uma enorme harmonia
[5] Faz-se presente. Reluz, mesmo estando sem luz há um momento
vv. 6-10
Grego
[6] χρυσέου ἀπὸ στεφάνου, ἀκτῖνες δʼ ἐνδιάονται,
[7] εὖτʼ ἂν ἀπʼ Ὠκεανοῖο λοεσσαμένη χρόα καλόν,
[8] εἵματα ἑσσαμένη τηλαυγέα δῖα Σελήνη,
[9] ζευξαμένη πώλους ἐριαύχενας, αἰγλήεντας,
[10] ἐσσυμένως προτέρωσʼ ἐλάσῃ καλλίτριχας ἵππους,
Português
[6] O ar a partir de sua láurea dourada e seus raios fulguram
[7] Sempre que, tendo banhado seu corpo bonito no Oceano,
[8] Põe suas vestes que brilham de longe a divina Selene
[9] E após jungir os seus potros de fortes pescoços, brilhantes,
[10] Corre adiante com seus animais de crineiras compridas
vv. 11-15
Grego
[11] ἑσπερίη, διχόμηνος· ὃ δὲ πλήθει μέγας ὄγμος
[12] λαμπρόταταί τʼ αὐγαὶ τότʼ ἀεξομένης τελέθουσιν
[13] οὐρανόθεν· τέκμωρ δὲ βροτοῖς καὶ σῆμα τέτυκται.
[14] τῇ ῥά ποτε Κρονίδης ἐμίγη φιλότητι καὶ εὐνῇ·
[15] ἣ δʼ ὑποκυσαμένη Πανδείην γείνατο κούρην,
Português
[11] No entardecer à metade do mês: é o momento em que está
[12] Cheia a sua órbita e então ela brilha mais forte ao crescer
[13] No alto do céu, um sinal confiável pros homens mortais.
[14] Foi certa vez ao seu leito o Cronida pra unir-se em amor,
[15] Ao que ela então concebeu e gerou uma filha, Pandeia,
vv. 16-20
Grego
[16] ἐκπρεπὲς εἶδος ἔχουσαν ἐν ἀθανάτοισι θεοῖσι.
[17] χαῖρε, ἄνασσα, θεὰ λευκώλενε, δῖα Σελήνη,
[18] πρόφρον, ἐυπλόκαμος· σέο δʼ ἀρχόμενος κλέα φωτῶν
[19] ᾄσομαι ἡμιθέων, ὧν κλείουσʼ ἔργματʼ ἀοιδοί,
[20] Μουσάων θεράποντες, ἀπὸ στομάτων ἐροέντων.
Português
[16] Que sempre excele entre os deuses eternos na forma adorável.
[17] Salve, senhora, divina Selene de cândidos braços,
[18] Acolhedora de belos cabelos! Agora te deixo
[19] Para cantar sobre a glória dos semi-divinos, honrados
[20] Pelos seus feitos nos lábios amáveis dos servos das Musas.
Ὁ Διαφορεύς παρῆν