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Hino Homérico 21, a Apolo

Anonymous

rolo estático · Pedra Angular

Autor
Anonymous
Tradutor
Carlos Leonardo Bonturim Antunes
Edição de base
Hesiod, the Homeric Hymns and Homerica, ed. and trans. Hugh G. Evelyn-White (London: William Heinemann, 1914), the Greek text as printed in the article
Idioma
por
URN
urn:cts:greekLit:tlg0013.tlg021.pa-por1
Licença
CC-BY-4.0
Fonte
Antunes, Carlos Leonardo Bonturim. 26 Hinos Homéricos. Cadernos de Literatura em Tradução, São Paulo, n. 15, p. 13-23, 2015. ISSN 2359-5388. DOI 10.11606/issn.2359-5388.i15p13-24.
Identificador
hinos-homericos-hino-21-a-apolo-pt-antunes-2015
Markdown
../livros/LITERATURA/Portugues/Epica_Grega/Hinos_Homericos/Hino_21_a_Apolo/Hinos_Homericos_Hino_21_a_Apolo_pt_Antunes_2015.md
Endereço por URN
https://pedraangular.app.br/urn/?urn:cts:greekLit:tlg0013.tlg021.pa-por1 (uma passagem: acrescente :216a, :1.1…)
Como citar
ANONYMOUS. Hino Homérico 21, a Apolo. Tradução de Carlos Leonardo Bonturim Antunes. In: Cadernos de Literatura em Tradução, São Paulo, n. 15, p. 13-23, 2015. Pedra Angular (org. Διαφορεύς), versão 1.0.0. DOI: 10.5281/zenodo.23068915. URN: urn:cts:greekLit:tlg0013.tlg021.pa-por1. Disponível em: https://pedraangular.app.br/rolo/hinos-homericos-hino-21-a-apolo-pt-antunes-2015.html. Acesso em: [data do acesso].
BibTeX (Zotero, LaTeX)
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26 Hinos Homéricos

Apresento aqui uma tradução poética para 26 Hinos Homéricos, na qual empreguei a solução métrica de Carlos Alberto Nunes, usada em suas traduções da Ilíada e da Odisseia, para recriar o hexâmetro datílico grego em Português.[1][2]

Sua solução é bastante conhecida, mas resumo-a mesmo assim: Nunes emprega um verso de 16 sílabas, datílico, com acentos na primeira, quarta, sétima, décima, décima terceira e (como não poderia deixar de ser) décima sexta sílaba. Com isso, ignoram-se algumas particularidades do verso grego, a saber: i) a possibilidade de contração das sílabas breves dos dáctilos em uma sílaba longa; ii) a presença de (ao menos uma) cesura. Porém, o verso oferece bastante espaço para que se trabalhe o texto e possui uma sonoridade singular, fazendo com que seja, a meu ver, uma solução bastante boa para a tradução de hexâmetros dactílicos empenhada em imitar seu metro/ritmo.[3]

Como exemplo ilustrativo, cito o verso 49 do primeiro canto da Ilíada em sua tradução:

Do ar / co / de / pra / ta / co / me / ça a ir / ra / diar / -se um / clan / gor / pa / vo / ro / so.

Sendo uma tradução poética, minha preocupação principal ao traduzir estes hinos para o Português foi a de construir um texto eufônico, buscando não só uma cadência agradável de sons, mas também vocábulos que se encadeassem de modo natural dentro do ritmo escolhido.

Hino Homérico 21, a Apolo

1 Febo, até o cisne te canta em voz clara, ruflando suas asas

2 Quando alça voo das orlas do rio encrespado, o Peneio,

3 E a teu respeito o cantor, com a lira de claros acordes,

4 Canta primeiro e por último sempre na voz adoçada.

5 Salve, portanto, senhor! Que eu te agrade com minha canção!

Bibliografia

ANTUNES, C. Leonardo B. Ritmo e Sonoridade na Poesia Grega Antiga: uma tradução comentada de 23 poemas. São Paulo: Humanitas, 2011.

EVELYN-WHITE, Hugh G. Hesiod, the Homeric Hymns and Homerica. Cambridge & London: Harvard University Press & William Heinemann Ltd., 1914.

GONÇALVES, Rodrigo Tadeu. “L’hexamètre au Brésil: la tradition de Carlos Alberto Nunes”. Anabases (Toulouse), v. 20, p. 151-164, 2014.

HOMERO. Ilíada. Tradução de Carlos Alberto Nunes. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001.

____. Odisséia. Tradução de Carlos Alberto Nunes. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001.

TÁPIA, Marcelo. Diferentes percursos de tradução da épica homérica como paradigmas metodológicos de recriação poética. Tese inédita. São Paulo: USP, 2012.

Ὁ Διαφορεύς παρῆν

[1]: [NOTA DO ORGANIZADOR: sobre o procedimento de Carlos Alberto Nunes, ver neste volume artigo “11 poemas de Propércio (I, 1-11) traduzidos com o verdadeiro dístico elegíaco de Péricles Eugênio da Silva Ramos”, de João Angelo Oliva Neto].

[2]: Também empreguei a solução de Nunes nas traduções que apresento em Ritmo e Sonoridade na Poesia Grega Antiga (2011).

[3]: Outra solução interessante, tendo em vista a aproximação rítmica, é a que Marcelo Tápia (2012) sugere em sua tese de doutoramento, na qual ele se permite substituir dáctilos por troqueus (que devem, na verdade, ser lidos como espondeus). Para um panorama das soluções mais variadas já empregadas para traduzir o hexâmetro dactílico em Português, recomendo o artigo de Rodrigo Tadeu Gonçalves.

Ὁ Διαφορεύς παρῆν — um arquivo: o texto, a fonte, o programa e a voz.