Hino Homérico 10, a Afrodite (Grego–Português)
vv. 1-5
Grego
[1] κυπρογενῆ Κυθέρειαν ἀείσομαι, ἥτε βροτοῖσι
[2] μείλιχα δῶρα δίδωσιν, ἐφ’ ἱμερτῷ δὲ προσώπῳ
[3] αἰεὶ μειδιάει καὶ ἐφ’ ἱμερτὸν θέει ἄνθος.
[4] χαῖρε, θεά, Σαλαμῖνος ἐυκτιμένης μεδέουσα
[5] εἰναλίης τε Κύπρου· δὸς δ’ ἱμερόεσσαν ἀοιδήν.
Português
[1] Eu cantarei a nativa de Chipre, Citéria,[5][5IA] que aos homens
[2] Dá seus presentes gentis, com sorrisos no rosto adorável
[3] Sempre e adorável também sendo o brilho que cobre a sua tez.
[4] Salve, deidade, que tens Salamina bem-feita em tua guarda e
[5] Chipre banhada no mar! Para mim, dá uma amável canção!
vv. 6-6
Grego
[6] αὐτὰρ ἐγὼ καὶ σεῖο καὶ ἄλλης μνήσομ’ ἀοιδῆς.
Português
[6] Ora de ti eu irei me lembrar e de uma outra canção.
Ὁ Διαφορεύς παρῆν
[5]: Vide nota 3.
[5IA]: A nota 3 do artigo trata da solução métrica de Marcelo Tápia; a que explica «Citéria» é a 4, no Hino 6: «Uso “Citéria” em vez de “Citereia” por questões métricas.» A nota 1 é do organizador do volume, e com ela as do tradutor talvez tenham andado um número.