Pular para o conteúdo

Vidas e doutrinas dos filósofos ilustres, livro IV: sobre os Acadêmicos

Diógenes Laércio · Notas, a partir da 1

[1]: Que teria indicado aos irmãos Castor e Pólux o local onde fora escondida Helena (irmã deles e, então, com doze anos), raptada por Teseu, que matara o Minotauro. Ao fazer tal coisa, Academo poupou Atenas da destruição ameaçada pelos irmãos de Helena, pelo que foi declarado herói e salvador da cidade. O túmulo de Academo foi erigido próximo ao cemitério de Atenas, e continha um bosque sagrado com doze oliveiras e um altar dedicado à deusa Palas Atena.

[2]: Catão o velho, ou Catão censor (que viveu entre 234 e 149 a.C.), foi um político romano conhecido por seu apego aos modos antigos romanos (caracterizados pela simplicidade, frugalidade e extrema austeridade) e pelo anti-helenismo, que considerava moralmente enfraquecedor.

[3]: Catão o Jovem, ou Catão de Útica (que viveu entre 95 e 46 a.C.), foi um politico romano célebre pela sua integridade moral, pela sua adesão ao estoicismo e pelo conflito com Júlio César. Por não aceitar a ditadura deste último e o consequente fim da República Romana, cometeu suicídio.

[4]: Espeusipo de Atenas viveu entre c. 408 e 339/8 a.C. Primeiro escolarca a suceder a Platão na direção da Academia, encabeçou-a por 8 anos, entre 348/7–339/8 a.C.

[5]: Vizinho de Platão, executou o testamento deste. Provavelmente neto do velho Eurimedon, general ateniense durante a Guerra do Peloponeso, morto em 413 a.C. É preciso distinguir estes dois de Eurimedon, o hierofante, que, juntamente com a escola de Isócrates e Demófilo, acusou Aristóteles de impiedade. Cf. DL III.42; III.43.

[6]: 348-344 a.C.

[7]: Cassandro da Macedônia, um dos generais de Alexandre o Grande, viveu entre c. 350 a.C. – 297 a.C.

[8]: Mantinea era uma cidade da Arcádia, no Peloponeso. Lastênia assistia as aulas de Platão vestida em trajes masculinos. Ateneu afirma que ela chegou a relacionar-se amorosamente com Espeusipo (vii, 279, xii, 546).

[9]: Floresceu em c. 350 a.C. Fliunte era uma cidade do Peloponeso. Segundo Temístio, após ler a República, Asioteia foi estudar com Platão em Atenas (Orações, 23, 295 c). Como Lastênia, Asioteia assistia as aulas de Platão vestida como um homem. Cf. DL III.46.

[10]: Dionísio I ou Dionísio o Velho, tirano de Siracusa, viveu entre 432 e 367 a.C.

[11]: Isto é: Lastênia.

[12]: Cf. Ateneu, vii. 279 e.

[13]: Diodoro Sículo ou Diodoro da Sicília, historiador grego que floresceu no século 1 e escreveu a Bibliotheca Historica, em quarenta livros, dos quais uma parte sobrevive.

[14]: Etheásato: aoristo indicativo de theámai, que significa primariamente “contemplar”.

[15]: Chaireîn: Diógenes visa o duplo sentido do termo, que pode significar mera saudação a um conhecido (que era a intenção de Espeusipo ao falar) e literalmente, como o traduzimos, “ter bom ânimo”.

[16]: Antologia Palatina VII.101.

[17]: Ou Phthiriasis: doença caracterizada pela erupção de pústulas das quais surgem larvas de piolhos que devoram a pele do enfermo. Cf. Bondeson, 1998.

[18]: Favorino de Arelate (c. 80-160): filósofo e sofista romano de origem gaulesa que viveu sob Adriano.

[19]: Médico grego conhecido como o primeiro anatomista. Cofundador da escola de medicina de Alexandria junto com Erasístrato. Viveu entre 335 e 280 a.C.

[20]: Xenócrates da Calcedônia viveu entre c. 396/5 – 314/3 a.C. e foi o segundo escolarca a suceder a Platão na direção da Academia, encabeçando-a entre 339/8 e 314/3 a.C.

[21]: Famosa cortesã que viveu no século 4 a.C. Assim chamada por sua compleição (phrýne, em grego, significa “rã”). Ateneu cita-a diversas vezes em anedotas. Teria sido acusada por impiedade, segundo Pseudo-Plutarco (Vidas de dez oradores 9). Defendida pelo orador Hipérides, e vendo este que o julgamento ia muito desfavorável para a sua cliente, desnudou-a perante os juízes, que a absolveram por sua bela nudez.

[22]: Há duas cortesãs com o mesmo nome: Laís de Corinto (fl. 425 a.C.) e Laís de Hicara, que são comumente confundidas desde a Antiguidade. Era considerada a mulher mais bela de seu tempo e teve como cliente o filósofo Aristipo.

[23]: A dracma ática era uma moeda de prata que tinha de um lado a fronte de Atenas e do outro uma coruja. Valia três quartos de um denário romano.

[24]: Antípatro: general macedônico que apoiava Filipe II e Alexandre o Grande. Viveu entre c. 397 BC e 319 a.C.

[25]: Escritor grego desconhecido.

[26]: O nome completo da obra (hoje perdida) é Capítulos de Histórias Paralelas (Cf. à frente 4.14.5-10).

[27]: Literalmente: “de muito beber” (polyposías).

[28]: Chóes: nome dado ao segundo dia da Antestéria, um dos quatro festivais atenienses a Dionísio, que ocorria anualmente durante três dias (na lua cheia entre janeiro e fevereiro).

[29]: 322 a.C.

[30]: Homero, Odisséia, X, 383 e seguintes.

[31]: Literalmente: “Não tens as asas da filosofia”. O termo “asas” (labás) refere-se às asas das ânforas, pelas quais estas são soerguidas.

[32]: Isto é: não produz os fios de lã, mas os requer prontos para fiar (Xenócrates não leciona os conhecimentos supostos àquele que quer filosofar, mas os supõe dominados pelo aluno).

[33]: Literalmente: “Alguém lhe arrancaria o pescoço”.

[34]: Atyphótatos: adjetivo derivado de týphos (fumaça, vapor, coisa vã), que significa literalmente “não inflado”.

[35]: Marsílio Ficino crê ser esta obra o diálogo pseudo-platônico Axiochus.

[36]: Taxa paga pelos metecos (estrangeiros) residentes em Atenas.

[37]: 339-338 a.C.

[38]: Antologia Palatina, VII, 102.

[39]: Aqui advém o velho problema: como traduzir adequadamente téchnē?

[40]: Diógenes acaba por citar apenas cinco dos seis Xenócrates anunciados. Provavelmente um dos nomes se perdeu por obra de um copista.

[41]: Pólemon de Atenas morreu entre 270/269 a.C. Foi o terceiro escolarca a suceder a Platão, encabeçando a Academia de 314/313 a 270/269 a.C.

[42]: Cf. Luciano, Bis accusatus 16.

[43]: 316-312 a.C.

[44]: Usava-se o termo meirákion para indicar um adolescente com cerca de 14 anos.

[45]: Homero.

[46]: “Condimentado” traduz silphiōtá, temo se significa literalmente “preparado com silphium”, planta do gênero Ferula, possivelmente extinta, que era usada como condimento na Antiguidade.

[47]: Fragmento 180 Dindorf.

[48]: Epicheírei: terceira do singular do presente indicativo ativo de epicheírō, que significa, literalmente, “pôr mãos à obra”.

[49]: Diatribṓn.

[50]: Exédra: salão ou arcada com recessos e assentos, utilizada, na academia, para conferências.

[51]: Erasthḗnai.

[52]: Referência à ordem dórica da arquitetura clássica, que se caracteriza por colunas austeras e masculinas, sem adornos (volutas ou folhas de acanto estilizadas) no capitel. As volutas caracterizavam as colunas jônicas; e as folhas de acanto, as colunas coríntias – ambas, de acordo com Vitrúvio, possuíam caráter feminino.

[53]: Philosoklḗs.

[54]: Glýxis.

[55]: Vinho de excelente qualidade de Esmirna.

[56]: Antologia Palatina II 380.

[57]: Crates de Atenas (morto por volta de 268-264 a.C.) sucedeu Pólemon, tornando-se o quarto escolarca a suceder a Platão na direção da Academia, encabeçando-a entre 270/69 a.C.

[58]: Antologia Palatina VII 103.

[59]: Apolodoro de Atenas viveu entre c. 180 e 120 a.C.. Historiador e gramático, foi aluno de Diógenes da Babilônia, Panécio de Rhodes e do gramático Aristarco de Samotrácia.

[60]: Trata-se esta obra de um livro de história em versos que cobre o período da queda de Troia.

[61]: Theodṓreion: Por ter abraçado as doutrinas de Teodoro.

[62]: Soldado que tinha por função cavar trincheiras, fossos e galerias subterrâneas.

[63]: Isto é: filósofo cínico.

[64]: Crantor de Solis (que morreu entre 276/5 a.C.) foi um filósofo da Academia Platônica.

[65]: Asklēpieîon: Asclépios, filho de Apolo, é o deus grego da medicina.

[66]: Teeteto de Cirene, poeta grego que floresceu no século III a.C.

[67]: Antologia Palatina II, 28

[68]: Antágoras de Rhodes foi um poeta grego nascido por volta de 270 a.C.

[69]: Deinós: literalmente “terrível”.

[70]: Antologia Palatina II 381.

[71]: Arcesilau de Pitane viveu entre 316/5–241/0 a.C. Sucedeu Crates como quinto escolarca da Academia em c. 264 a.C. É o fundador da Segunda ou Média Academia, na qual se desenvolveu o ceticismo acadêmico.

[72]: Ou Eólida.

[73]: Epítropos.

[74]: Autólico de Pitane (c. 360 a.C. – c. 290 a.C.): astrônomo, matemático e geógrafo grego. Dele nos chegaram duas obras: Da esfera móvel e Dos poentes dos corpos celestes.

[75]: Teofrasto de Eressos viveu entre 372 a.C. e 287 a.C. Foi o sucessor de Aristóteles na direção do Liceu, encabeçando-o por trinta e seis anos.

[76]: Nauck, T.G.F., Eur. 129.

[77]: Nauck, T.G.F., Eur. 132.

[78]: diatribḗ.

[79]: Antologia Palatina III, 56.

[80]: Antologia Palatina II, 382.

[81]: Aríston de Quios, filósofo estoico, discípulo de Zenão de Cítio, floresceu por volta de 260 a.C.

[82]: SVF I. 77, fragmento. 343. Como observa Hicks (1925), trata-se de paródia de passagem da Ilíada (6.181), na qual uma quimera é descrita como composta por uma cabeça de leão, cauda de dragão e corpo de cabra.

[83]: Timão de Fliunte.

[84]: Diels, fragmento 31.

[85]: Diels, fragmento 32.

[86]: Parrēsiastḗs.

[87]: Diels, fragmento 33.

[88]: Referindo-se à diferença entre um pênis de 25 centímetros (10 polegadas) e outro de 15 (seis polegadas).

[89]: Catamitus era como se chamava o amante pré-adolescente ou adolescente numa relação homossexual na Roma antiga. O termo refere-se a Ganimedes, mancebo que, segundo o mito grego, fora amante de Zeus.

[90]: N29, Adesp. 282.

[91]: N29, Adesp. 283.

[92]: Eurípedes, 976 N29.

[93]: Sófocles, 436 N29.

[94]: Alexino, o refutador, filósofo megárico e discípulo de Eubúlides de Mileto. Cícero refere-se a ele como criador de paradoxos lógicos (Academia, 2.24).

[95]: Hicks (1925) observa que tais frases contradizem a suspensão de juízo preconizada pelo filósofo.

[96]: Matemático e engenheiro grego e alexandrino que viveu entre 285 e 222 a.C. É o fundador da escola de matemática e engenharia de Alexandria. Inventou, entre outras coisas, o órgão hidráulico e a bomba d’água hidráulica, invenções mais tarde usadas pelos romanos.

[97]: Provavelmente Eumênes de Cardia, general grego que apoiava a realeza macedônia e que, após a morte de Alexandre, envolveu-se em diversas batalhas pelo controle do império macedônio, chegando a controlar a Capadócia e a Paflagônia.

[98]: Trata-se de Antígono II Gonatas (319–239 a.C.), que, tendo vencido os gauleses, comandou a Macedônia por longo período.

[99]: “Dar-se a conhecer”. Trocadilho cético com o “aquietava-se”.

[100]: Ladeira pertencente ao Pireu, hoje conhecida como Kastella. Em Muníquia ocorreu a célebre batalha entre os trinta tiranos e os democratas em 403 a.C., que terminou com a vitória destes. Era também o local onde ocorria o festival de Artêmis.

[101]: O Pireu é um famoso porto localizado na área urbana de Atenas.

[102]: Provavelmente a batalha naval de Cos, entre Antígono e Ptolomeu II, em 258 a.C., vencida pelo primeiro. Houve duas batalhas entre Antígono e a frota egípcia no mesmo período – a outra é a de Andros. Cf. TARN, 1913.

[103]: Cidade grega da Magnésia, fundada por Demétrio Poliorcetes.

[104]: Trocadilho com a suscetibilidade de Arcesilau à pederastia a ele atribuída e estar inclinado (kataphrenḗs) para ser penetrado.

[105]: Hierônimo de Rhodes, o peripatético (c. 290-230 a.C.). Só fragmentos de suas obras sobrevivem.

[106]: Kairós.

[107]: Diels, fragmento 34.

[108]: Cf. Homero, Ilíada 1.326 e 4.482.

[109]: Átyphos: literalmente “não inflado”.

[110]: FHG III. 44.

[111]: Por costume, gregos e romanos não bebiam vinho sem misturá-lo com água. O vinho sem mistura (chamado merum, em latim; ákratos, em grego) era bebido apenas por bárbaros e beberrões, como observa Heródoto (6.84; Cf. Marcial, 1.11). A exata proporção de vinho e água era alvo de disputa na Antiguidade. Hesíodo (Os trabalhos e os dias, 596) recomenda três partes de água e uma de vinho, enquanto Aristófanes (Riqueza, 1132) recomenda uma parte de vinho e outra de água, o que era uma mistura considerada muito forte. A questão da proporção é discutida por Ateneu em seu Banquete de Sofistas (10.426b-427a, 10.430d-431b).

[112]: Antologia Palatina VII. 104.

[113]: Antologia Palatina III. 9.

[114]: FGrH 244 F 16

[115]: Isto é: 300-296 a.C.

[116]: Bíon de Borístenes (c. 325 – c. 250 a.C.), após livrar-se da escravidão, mudou-se para Atenas, onde frequentou muitas escolas filosóficas. Diógenes Láercio coloca-o entre os céticos, provavelmente por ter em algum momento participado da Média Academia, mas nada do que sabemos dele nos autoriza fazer tal inserção. Pelo que dele sabemos, ele antes parece ter escolhido uma via cínica com traços cirenaicos.

[117]: Homero, Odisséia, 10.325.

[118]: Homero, Ilíada, 6.211.

[119]: Compare com o dito de Musônio Rufo: “Dos jovens, não é fácil atrair os que são moles, pois não se prende um ⟨pedaço de⟩ queijo com um anzol [...]”. (fragmento 46 = Epicteto, Diatribes 3.6.9-10).

[120]: Que Aulo Gélio também nos informa: “Ou casas com uma bela mulher ou com uma feia. Se ela é bela, a dividirás com outros. Se ela é feia, ela será um castigo. Mas ambas as coisas não são desejáveis. Logo, não cases” (Aulo Gélio, Noites Áticas, 5.11.1-2.). Gélio argumenta que a disjunção que serve de premissa maior para o argumento acima não é “justa”, pois não é necessário que um dos disjuntos seja verdadeiro, o que, para os estoicos, é requerido numa disjunção verdadeira (Aulo Gélio, Noites Áticas 5.11. 9). O argumento de Bíon seria, portanto, o que hoje chamamos de “falsa dicotomia”.

[121]: Anfiarau era sacerdote oracular de Argos. Ao prever sua própria morte durante a célebre guerra de Argos contra Tebas, tentou impedi-la, mas fracassou. Zeus criou um abismo onde caiu Anfiarau durante tal guerra. Cf. Homero, Odisséia 15.238-255.

[122]: Parrēsía.

[123]: Eurípedes, Hipp. 424.

[124]: Apátheia.

[125]: Filósofo cirenaico, natural de Cirene, viveu entre 340-250 a.C.

[126]: Eratóstenes de Cirene, viveu entre 276 e 194 a.C. Polímata, tornou-se famoso por calcular a circunferência da Terra.

[127]: Cf. Homero, Ilíada 3.182; 1.146; 18.170.

[128]: FHG III. 582

[129]: Antologia Palatina V.37.

[130]: Hicks (1925) observa que possivelmente Píteas de Massilia (c. 380 a.C. – c. 310 a.C.), em sua viagem ao norte (em 325 a.C.), presenciou os verões e os invernos árticos. Nesta mesma viagem, Píteas teria testemunhado a aurora polar. E teria sido também o primeiro a constatar e existência das tribos germânicas.

[131]: Lácides de Cirene sucedeu Arcesilau na Academia em 241 a.C., cargo em que permaneceu por 26 anos e de que abdicou em 215 a.C. em problemas de saúde, vindo a falecer em c. 205 a.C. Nenhuma obra sua nos chegou.

[132]: Isto é: o primeiro a transmitir a direção da Academia não a um escolarca, mas a dois. Nos dez últimos anos da vida de Lácides, a Academia foi comandada por um conselho encabeçado por estes dois, situação que perdurou após a morte de Lácides, até a direção caber a Evandro depois do falecimento de Télecles. Nada se sabe sobre o pensamento desses dois acadêmicos.

[133]: Pouco se sabe sobre esse acadêmico. Encabeçou a Academia por um curto período em torno de 160 a.C.

[134]: Cf. à frente.

[135]: Entre julho de 241 e junho de 240 a.C.

[136]: O que é negado por Eusébio de Cesareia, que afirma que Lácides era, em tudo, extremamente moderado.

[137]: Antologia Palatina VII.105.

[138]: Carnéades de Cirene viveu entre 214/3 e 129/8 BC. Foi um dos três filósofos que seguiram em embaixada a Roma por Atenas em 155, junto com Diógenes, o estoico, e Critolau, o peripatético. Primeiramente ligado ao Pórtico, uniu-se depois aos acadêmicos, tornando-se o quarto escolarca após Arcesilau.

[139]: Carnéades cita dois versos da Odisseia com ligeira modificação no segundo (4.384; 2.268 ou 401).

[140]: Homero, Ilíada, 2.52.

[141]: 129-128 a.C.

[142]: Antologia Palatina V.39.

[143]: Clitômaco de Cartago viveu entre 187/6 e 110/09 a.C. Aluno de Carnéades, encabeçou a Academia a partir de 126/7 a.C. Ao morrer, foi sucedido por Fílon de Larissa.

[144]: Diels, fragmento 35.