2 Reis
Capítulo 1
1 Depois da morte de Acabe, rebelou-se Moabe contra Israel.
2 Acazias caiu pela grade do seu quarto alto que tinha em Samaria e adoeceu; enviou mensageiros e disse-lhes: Ide e consultai a Baal-Zebube, deus de Ecrom, se sararei desta doença.
3 O anjo de Jeová, porém, disse a Elias, tesbita: Levanta-te, e vai ao encontro dos mensageiros do rei de Samaria, e dize-lhes: É por que não há Deus em Israel que vós ides consultar a Baal-Zebube, deus de Ecrom?
4 Agora, assim diz Jeová: Não descerás da cama a que subiste, mas, sem falta, morrerás. Elias partiu.
5 Os mensageiros voltaram a Acazias, que lhes perguntou: Por que é que voltastes?
6 Eles lhe responderam: Um homem nos subiu ao encontro e nos disse: Ide, voltai para o rei que vos mandou e dizei-lhe: Assim diz Jeová: É por que não há Deus em Israel que mandas consultar a Baal-Zebube, deus de Ecrom? Portanto, não descerás da cama a que subiste, mas, sem falta, morrerás.
7 Ele lhes perguntou: Qual era a aparência do homem que vos subiu ao encontro e que vos disse estas palavras?
8 Responderam-lhe: Era um homem vestido de pelos e cingido duma correia em volta da cintura. Então, disse ele: É Elias, tesbita.
9 O rei enviou-lhe um capitão de cinquenta juntamente com os seus cinquenta. Este subiu a ter com ele; e eis que estava sentado no cume do monte. Disse-lhe: Ó homem de Deus, o rei mandou que desças.
10 Respondeu Elias ao capitão de cinquenta: Se eu sou homem de Deus, desça do céu fogo e te devore a ti e aos teus cinquenta. Desceu fogo do céu e devorou a ele e aos seus cinquenta.
11 O rei tornou a enviar-lhe outro capitão de cinquenta juntamente com os seus cinquenta. Este lhe disse: Ó homem de Deus, assim mandou o rei: Desce depressa.
12 Respondeu-lhes Elias: Se eu sou homem de Deus, desça do céu fogo e te devore a ti e aos teus cinquenta. O fogo de Deus desceu do céu e devorou a ele e aos seus cinquenta.
13 O rei tornou a enviar-lhe o capitão de uma terceira tropa de cinquenta juntamente com os seus cinquenta. Vindo este, pôs-se de joelhos diante de Elias, e suplicou-lhe, e disse: Peço-te, ó homem de Deus, que seja preciosa aos teus olhos a minha vida e a destes cinquenta teus servos.
14 Eis que fogo desceu do céu e devorou os dois primeiros capitães de cinquenta juntamente com os seus cinquenta; agora, porém, seja preciosa aos teus olhos a minha vida.
15 O anjo de Jeová disse a Elias: Desce com ele; não tenhas medo dele. Levantou-se e desceu com ele ao rei.
16 Disse-lhe: Assim diz Jeová: Porquanto enviaste mensageiros a consultar a Baal-Zebube, deus de Ecrom (É por que não há Deus em Israel, para poderes consultar a sua palavra?), por isso não descerás da cama a que subiste, mas, sem falta, morrerás.
17 Assim, morreu o rei conforme a palavra de Jeová que Elias tinha pronunciado. Porque não tinha filho, em seu lugar começou Jorão a reinar, no segundo ano de Jeorão, filho de Josafá, rei de Judá.
18 Ora, o restante dos atos que Acazias fez, porventura, não está escrito no Livro das Crônicas dos Reis de Israel?
Capítulo 2
1 Quando Jeová estava para tomar a Elias ao céu por um redemoinho, Elias partiu de Gilgal em companhia de Eliseu.
2 Disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque Jeová me enviou para ir até Betel. Respondeu Eliseu: Pela vida de Jeová e pela vida da tua alma, que não te deixarei. Desceram a Betel.
3 Os filhos dos profetas que estavam em Betel saíram ao encontro de Eliseu, e disseram-lhe: Sabes que Jeová há de tirar, hoje, o teu amo de sobre a tua cabeça? Respondeu ele: Também eu o sei; calai-vos.
4 Disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque Jeová me enviou a Jericó. Respondeu Eliseu: Pela vida de Jeová e pela vida da tua alma, que não te deixarei. Assim, foram a Jericó.
5 Então, os filhos dos profetas que estavam em Jericó se chegaram a Eliseu e lhe disseram: Sabes que Jeová há de tirar, hoje, o teu amo de sobre a tua cabeça? Respondeu ele: Também eu o sei; calai-vos.
6 Elias disse-lhe: Fica-te aqui, porque Jeová me enviou ao Jordão. Respondeu Eliseu: Pela vida de Jeová e pela vida da tua alma, que não te deixarei. Foram, pois, ambos juntos.
7 Foram cinquenta homens dos filhos dos profetas e pararam defronte deles, de longe; eles ambos pararam junto ao Jordão.
8 Elias tomou o seu manto e, dobrando-o, feriu as águas, as quais se dividiram para as duas bandas, de modo que ambos passaram a pé enxuto.
9 Depois de terem passado, disse Elias a Eliseu: Pede o que te hei de fazer, antes que seja de ti arrebatado. Respondeu Eliseu: Peço-te que haja sobre mim uma dobrada porção do teu espírito.
10 Tornou-lhe Elias: Difícil coisa pediste. Todavia, se me vires quando de ti for arrebatado, assim se te fará; porém, do contrário, não se te fará.
11 Caminhando eles ainda e conversando, eis que apareceu um carro de fogo e cavalos de fogo, os quais os separaram um do outro; Elias subiu ao céu por um redemoinho.
12 Eliseu o viu e clamou: Meu pai, meu pai! Carros de Israel e os seus cavaleiros! Não o viu mais; pegou nos seus vestidos e rasgou-os em duas partes.
13 Também levantou o manto de Elias, que este deixara cair, e, voltando, pôs-se à borda do Jordão.
14 Tomou o manto que Elias deixara cair, feriu as águas e disse: Onde está Jeová, Deus de Elias? Quando ele ferira as águas, elas se dividiram para as duas bandas, e Eliseu passou.
15 Vendo-o os filhos dos profetas que estavam defronte, em Jericó, disseram: O espírito de Elias repousa sobre Eliseu. Vieram-lhe ao encontro e prostraram-se com o rosto em terra, diante dele.
16 Disseram-lhe: Eis que, agora, entre os teus servos há cinquenta homens fortes. Deixa-os ir, te pedimos, em procura do teu amo; não suceda que o Espírito de Jeová o tenha arrebatado e atirado com ele para algum monte ou para algum vale. Eliseu respondeu: Não envieis.
17 Quando instaram com ele, até que se envergonhou, ele disse: Enviai. Enviaram cinquenta homens, que o buscaram por três dias; porém não o acharam.
18 Voltaram para ele, que os esperava em Jericó; e ele lhes disse: Não vos disse eu: Não vades?
19 Os habitantes da cidade disseram a Eliseu: Eis que a situação desta cidade é agradável, como vê o meu senhor; mas as águas são péssimas, e a terra é estéril.
20 Ele disse: Trazei-me um vaso novo e ponde nele sal. Eles lho trouxeram.
21 Então, saiu à fonte das águas, e deitou nela sal, e disse: Assim diz Jeová: Curei estas águas; elas não serão mais a causa de morte nem de esterilidade.
22 Ficaram as águas sadias até o dia de hoje, conforme a palavra que Eliseu proferiu.
23 Dali, subiu a Betel; enquanto ele ia subindo pelo caminho, saíram da cidade uns rapazes, zombaram dele e lhe disseram: Sobe, calvo; sobe, calvo.
24 Ele olhou para trás, viu-os e amaldiçoou-os em nome de Jeová. Saíram do bosque duas ursas e despedaçaram deles quarenta e dois.
25 Dali, foi para o monte Carmelo e, de lá, voltou para Samaria.
Capítulo 3
1 Ora, Jorão, filho de Acabe, começou a reinar sobre Israel, em Samaria, no décimo oitavo ano de Josafá, rei de Judá, e reinou doze anos.
2 Fez o mal aos olhos de Jeová; porém não tanto como seu pai nem sua mãe, pois tirou a coluna de Baal que seu pai tinha feito.
3 Todavia, se apegou aos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com que este fez pecar a Israel; não se apartou deles.
4 Ora, Mesa, rei de Moabe, era criador de ovelhas e pagava seu tributo ao rei de Israel com a lã de cem mil cordeiros e de cem mil carneiros.
5 Quando, porém, Acabe morreu, rebelou-se o rei de Moabe contra o rei de Israel.
6 O rei Jorão saiu, nesse tempo, de Samaria e fez revista de todo o Israel.
7 Mandou dizer a Josafá, rei de Judá: O rei de Moabe rebelou-se contra mim; irás comigo à guerra contra Moabe? Respondeu ele: Subirei; como tu és, sou eu; o meu povo, como teu povo; os meus cavalos, como os teus cavalos.
8 Então, perguntou Jorão: Por que caminho havemos de subir? Respondeu ele: Pelo caminho do deserto de Edom.
9 Partiram o rei de Israel, o rei de Judá e o rei de Edom; e andaram rodeando com uma marcha de sete dias; não havia água para o exército nem para as bestas que os seguiam.
10 Disse o rei de Israel: Ai! Jeová chamou estes três reis para os entregar nas mãos de Moabe.
11 Perguntou, porém, Josafá: Não há aqui algum profeta de Jeová, para, por meio dele, consultarmos a Jeová? Respondeu um dos servos do rei de Israel: Aqui está Eliseu, filho de Safate, que derramava água sobre as mãos de Elias.
12 Disse Josafá: A palavra de Jeová está com ele. Desceram a estar com ele o rei de Israel, o rei de Judá e o rei de Edom.
13 Eliseu disse ao rei de Israel: Que tenho eu contigo? Vai ter com os profetas de teu pai e com os profetas de tua mãe. Respondeu-lhe o rei de Israel: Não; porque Jeová chamou estes três reis para os entregar nas mãos de Moabe.
14 Disse Eliseu: Pela vida de Jeová, em cuja presença estou, se não fosse respeitar eu a presença de Josafá, rei de Judá, sem dúvida, não te daria atenção, nem te veria.
15 Agora, porém, trazei-me um menestrel. Quando o menestrel tocava, veio a mão de Jeová sobre Eliseu.
16 Ele disse: Assim diz Jeová: Enchei este vale de covas.
17 Pois assim diz Jeová: Não sentireis vento, nem vereis chuva; contudo, este vale se encherá de água; e bebereis vós, e os vossos servos, e as vossas bestas.
18 Isso é ainda pouco aos olhos de Jeová; ele também entregará os moabitas nas vossas mãos.
19 Ferireis todas as cidades fortalecidas e todas as cidades escolhidas, e cortareis todas as árvores boas, e entupireis todas as fontes de água, e danificareis com pedras todos os terrenos bons.
20 Pela manhã, ao tempo de se oferecer a oblação, eis que vinham as águas pelo caminho de Edom, e a terra se encheu de água.
21 Quando todos os moabitas ouviram que os reis haviam subido para pelejarem contra eles, convocaram-se a si mesmos, a saber, todos os que estavam em idade de pegar armas e mesmo para cima, e esperaram nas fronteiras.
22 Levantando-se de madrugada, e raiando o sol sobre as águas, viram os moabitas diante de si as águas vermelhas como sangue.
23 Disseram: É sangue; sem dúvida, os reis são destruídos e, de parte a parte, se mataram; agora, ó Moabe, à presa.
24 Tendo os moabitas chegado ao arraial de Israel, levantaram-se os israelitas e feriram-nos, de modo que fugiram diante deles; e os israelitas entraram na terra, ferindo aos moabitas.
25 Arrasaram as cidades; sobre todos os bons terrenos, lançaram cada um a sua pedra, e os entulharam; entupiram todas as fontes de água e cortaram todas as boas árvores, até que só a Quir-Haresete lhe deixaram ficar as pedras. Contudo, os fundeiros a cercaram e a feriram.
26 Vendo o rei de Moabe que a peleja lhe ia sendo adversa, tomou consigo setecentos homens que puxavam de espada, para abrir caminho até o rei de Edom; porém não puderam.
27 Então, ele tomou seu filho primogênito, que havia de reinar em seu lugar, e o ofereceu em holocausto sobre o muro. Suscitou-se grande ira contra Israel; retiraram-se dele e voltaram para sua terra.
Capítulo 4
1 Uma mulher, dentre as mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: O teu servo, meu marido, morreu. Tu sabes que o teu servo temia a Jeová. É chegado o credor para levar meus dois filhos para lhe serem escravos.
2 Eliseu perguntou-lhe: Que te hei de fazer? Dize-me: que é o que tens em casa? Respondeu ela: A tua serva não tem nada em casa, senão uma almotolia de azeite.
3 Disse ele: Vai, pede emprestados a todas as tuas vizinhas ao redor vasos despejados; não peças poucos.
4 Entrarás, e fecharás a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deitarás azeite em todos esses vasos; porás à parte o que estiver cheio.
5 Partiu dele e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; eles chegavam-lhe os vasos, e ela os enchia.
6 Cheios que foram os vasos, disse ela a um de seus filhos: Chega-me cá ainda um vaso. Ele lhe respondeu: Não há mais vaso nenhum. O azeite parou.
7 Então, veio ela e o fez saber ao homem de Deus. Ele disse: Vai, vende o azeite e paga a tua dívida, e tu e teus filhos vivei do resto.
8 Um dia, passou Eliseu por Suném, onde se achava uma mulher de distinção; e ela o constrangeu a comer. Sucedeu que todas as vezes que ele passava por ali lá entrava para comer.
9 Ela disse a seu marido: Vejo que é um santo homem de Deus este que passa constantemente por nossa casa.
10 Façamos-lhe um pequeno quarto sobre o muro; ponhamos-lhe ali uma cama, e uma mesa, e uma cadeira, e um candeeiro; quando ele vier à nossa casa, para ali se retirará.
11 Sucedeu que, um dia, ele veio ali, retirou-se para o quarto e nele se deitou.
12 Disse ao seu servo Geazi: Chama esta sunamita. Tendo-a ele chamado, ela se apresentou perante ele.
13 Eliseu disse a Geazi: Dize-lhe: Eis que nos tens tratado com todo este desvelo, que se há de fazer por ti? Queres que se fale ao rei ou ao general do exército a teu favor? Ela respondeu: Eu habito no meio do meu povo.
14 Então, disse ele: Que se há de fazer por ela? Geazi respondeu: Ela, de fato, não tem filho, e seu marido é velho.
15 Disse Eliseu: Chama-a. Tendo-a ele chamado, ela se apresentou à porta.
16 Eliseu disse-lhe: Por este tempo, daqui a um ano, abraçarás um filho. Ela respondeu: Não, meu senhor, homem de Deus, não mintas à tua serva.
17 A mulher concebeu e deu à luz um filho no tempo determinado, quando fez um ano, conforme Eliseu lhe dissera.
18 Tendo o menino crescido, saiu a ter com seu pai, que estava com os ceifeiros.
19 Disse a seu pai: Minha cabeça! Minha cabeça! Ele disse ao seu criado: Leva-o a sua mãe.
20 Tendo tomado ao menino, levou-o a sua mãe, em cujos joelhos ficou sentado até o meio-dia, e então morreu.
21 Ela subiu e o deitou sobre a cama do homem de Deus, fechou sobre ele a porta e saiu.
22 Então, chamou a seu marido e disse: Manda-me um dos servos e uma jumenta, para que eu vá à pressa ter com o homem de Deus, e volte.
23 Ele perguntou: Para que queres ir ter com ele hoje? Não é lua nova, nem sábado. Ela respondeu: Deixa-me em paz.
24 Ela fez albardar a jumenta e disse ao seu servo: Guia e apressa-te; não me demores no caminho, senão quando eu te ordenar.
25 Partiu e foi ter com o homem de Deus, ao monte Carmelo. Vendo-a de longe o homem de Deus, disse ao seu servo Geazi: Eis aí a sunamita;
26 corre a encontrar com ela, e pergunta-lhe: Vais bem? Vai bem teu marido? Vai bem o menino? Ela respondeu: Vai bem.
27 Tendo ela vindo ter com o homem de Deus, ao monte, pegou-lhe nos pés. Chegou-se Geazi para a remover, porém o homem de Deus lhe disse: Deixa-a, porque a sua alma está em amargura; Jeová mo encobriu e não me manifestou.
28 Então, disse ela: Acaso, pedi-te eu algum filho, meu senhor? Não disse eu: Não me enganes?
29 Eliseu disse a Geazi: Cinge os teus lombos, toma o meu bordão na mão e parte. Se encontrares alguém, não o saúdes; se alguém te saudar, não lhe respondas; põe tu o meu bordão sobre o rosto do menino.
30 A mãe do menino disse: Pela vida de Jeová e pela vida da tua alma, que não te deixarei. Levantou-se ele, pois, e a seguiu.
31 Geazi passou adiante deles e pôs o bordão sobre o rosto do menino; porém não havia nele nem voz nem sentido. Pelo que voltou a encontrar-se com Eliseu e disse-lhe: Não despertou o menino.
32 Tendo Eliseu chegado à casa, eis que o menino estava morto e posto em cima da sua cama.
33 Entrou, cerrou a porta sobre eles ambos e orou a Jeová.
34 Subiu à cama, deitou-se sobre o menino, e pôs a boca sobre a boca dele, os seus olhos sobre os olhos dele, as suas mãos sobre as mãos dele, e encurvou-se sobre ele; e cobrou calor a carne do menino.
35 Então, desceu e deu duas voltas pela casa; depois, subiu e encurvou-se sobre ele; o menino espirrou sete vezes e abriu os olhos.
36 Chamou a Geazi e disse: Chama essa sunamita. Ele a chamou. Quando ela se lhe apresentou, disse ele: Toma teu filho.
37 Então, ela entrou, lançou-se aos pés dele e prostrou-se com o rosto em terra; tomou a seu filho e saiu.
38 Eliseu voltou para Gilgal. Havia fome na terra, e os filhos dos profetas estavam sentados diante dele. Disse ao seu servo: Põe tu a panela grande ao lume e faze um caldo de ervas para os filhos dos profetas.
39 Saiu um ao campo para apanhar ervas; achou uma como parra silvestre, e colheu dela os frutos até encher a sua capa; voltando, cortou-os em pedaços e pôs na panela de caldo, pois não os conheciam.
40 Depois, deram aos homens para comerem. Enquanto comiam o caldo, exclamaram e disseram: Homem de Deus, há morte na panela. E não puderam comer.
41 Ele, porém, disse: Trazei farinha. Ele a deitou na panela e disse: Tira para o povo, a fim de que coma. Não havia mal nenhum na panela.
42 Um homem veio de Baal-Salisa e trouxe ao homem de Deus uns pães das primícias, vinte pães de cevada, e trigo novo no seu alforje. Eliseu disse: Dá ao povo, para que coma.
43 Disse-lhe o seu servo: Que dizes? Hei de eu pôr isso diante de cem homens? Porém ele tornou: Dá ao povo, para que coma; porque assim diz Jeová: Comerão, e sobejará.
44 Então, lhos pôs diante; comeram, e ainda sobrou, conforme a palavra de Jeová.
Capítulo 5
1 Naamã, general do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu senhor e mui acatado, porque por ele Jeová tinha dado vitória à Síria; era também ilustre em valor, porém leproso.
2 Os siros tinham feito uma arrancada e da terra de Israel tinham levado cativa uma rapariga pequena, que estava ao serviço da mulher de Naamã.
3 Ela disse à sua senhora: Oxalá que o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria! Pois este o curaria da lepra de que padece.
4 Então, entrou Naamã e notificou ao seu senhor, dizendo: Assim e assim disse a rapariga que é da terra de Israel.
5 Respondeu o rei da Síria: Vai, anda, e enviarei uma carta ao rei de Israel. Partiu Naamã e levou consigo dez talentos de prata, e seis mil siclos de ouro, e dez mudas de vestidos.
6 Levou a carta ao rei de Israel, a qual dizia: Agora, quando chegar esta carta às tuas mãos, saberás que te enviei o meu servo Naamã, para que o cures da sua lepra.
7 Tendo o rei de Israel lido a carta, rasgou os seus vestidos e disse: Acaso, sou eu Deus, com poder de tirar e dar vida, para que este me envie um homem, a fim de eu o curar da sua lepra? Mas adverti e vede como anda buscando ocasião para romper comigo.
8 Quando Eliseu, homem de Deus, ouviu que o rei de Israel rasgara os seus vestidos, mandou dizer ao rei: Por que rasgaste os teus vestidos? Que venha ele ter comigo e saberá que há um profeta em Israel.
9 Veio Naamã com os seus cavalos e com os seus carros e parou à porta da casa de Eliseu.
10 Eliseu enviou-lhe um mensageiro que lhe dissesse: Vai, e lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne tornará a ti, e ficarás limpo.
11 Mas Naamã indignou-se e, retirando-se, disse: Eis que pensava eu: ele, com certeza, sairá a ter comigo, pôr-se-á em pé, invocará o nome de Jeová, seu Deus, passará a mão sobre o lugar da lepra e restaurará o leproso.
12 Não são, porventura, Abana e Farpar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Não me poderia eu lavar neles e ficar limpo? Assim, voltou e se foi enfurecido.
13 Então, chegaram os seus servos e lhe disseram: Meu pai, se o profeta te houvesse ordenado uma coisa muito difícil, porventura, não haverias feito? Quanto mais, pois, quando ele te diz: Lava-te e fica limpo?
14 Desceu ele e mergulhou-se sete vezes no Jordão, conforme a palavra do homem de Deus; a sua carne tornou-se como a carne dum menino pequenino, e ficou limpo.
15 Voltou ao homem de Deus, ele e toda a sua comitiva, e veio, e se apresentou diante de Eliseu, e disse: Eis, agora, sei que em toda a terra não há Deus senão em Israel; agora, recebe do teu servo um presente.
16 Mas ele respondeu: Pela vida de Jeová, em cuja presença estou, não o receberei. Instou com ele para que o tomasse, mas ele recusou.
17 Disse Naamã: Se não, rogo-te que se me dê da terra do país quanta baste para carregar duas mulas; pois daqui avante o teu servo não oferecerá holocausto nem sacrifício a outros deuses, senão a Jeová.
18 Nisto perdoe Jeová ao teu servo: quando meu amo entrar na casa de Rimom para ali adorar e se encostar na minha mão, e eu me prostrar na casa de Rimom, perdoe Jeová ao teu servo, quando ali me prostrar.
19 Eliseu disse-lhe: Vai-te em paz. Retirou-se dele uma pequena distância.
20 Mas Geazi, criado do homem de Deus, disse: Eis que o meu amo poupou a este Naamã, siro, não recebendo das mãos dele o que trouxe; pela vida de Jeová, correrei atrás dele e receberei dele alguma coisa.
21 Então, foi Geazi em alcance de Naamã. Quando Naamã viu alguém correndo atrás dele, saltou do carro a recebê-lo e perguntou: Vai tudo bem?
22 Respondeu ele: Tudo vai bem. Meu amo enviou-me a dizer: Eis que agora mesmo são chegados a mim da região montanhosa de Efraim dois moços dos filhos dos profetas; dá-lhes um talento de prata e duas mudas de vestidos.
23 Disse Naamã: Sê servido de tomar dois talentos. Instou com ele, e atou dois talentos de prata juntamente com duas mudas de vestidos em dois sacos, e pô-los sobre dois dos seus servos, que os levaram diante de Geazi.
24 Tendo ele chegado ao outeiro, tomou-os das mãos deles e depositou-os na casa; e despediu os homens, que se foram.
25 Ele, porém, entrou e pôs-se diante do seu amo. Perguntou-lhe Eliseu: Donde vens, Geazi? Respondeu ele: Teu servo não foi a parte alguma.
26 Replicou-lhe Eliseu: Porventura, não foi contigo o meu coração, quando o homem voltou do seu carro ao teu encontro? Era a ocasião para receberes dinheiro e para receberes vestidos, e olivais, e vinhas, e ovelhas, e bois, e servos, e servas?
27 Portanto, a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua semente para sempre. Geazi saiu da presença de Eliseu branco de lepra como a neve.
Capítulo 6
1 Os filhos dos profetas disseram a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face é estreito demais para nós.
2 Vamos até o Jordão, tomemos de lá cada um de nós uma viga e edifiquemos ali um lugar em que habitemos. Respondeu ele: Ide.
3 Disse um: Digna-te de ir com os teus servos. Ele tornou: Eu irei.
4 Assim, foi com eles. Chegados ao Jordão, cortavam madeiras.
5 Quando um cortava a sua viga, caiu na água o ferro do machado; ele gritou e disse: Ai! Meu senhor! Porque era emprestado.
6 Perguntou o homem de Deus: Onde caiu? Ele lhe mostrou o lugar. Então, Eliseu cortou um pau, o lançou ali e fez nadar o ferro.
7 Disse: Levanta-o. Estendeu ele a mão e o tomou.
8 Ora, o rei da Síria fazia guerra a Israel; teve conselho com os seus servos, dizendo: Em tal e tal lugar, estará o meu acampamento.
9 Mandou o homem de Deus dizer ao rei de Israel: Guarda-te, não passes por tal e tal lugar, porque os siros estão descendo ali.
10 O rei de Israel enviou ao lugar que o homem de Deus lhe dissera e de que o avisara; assim, se salvou ali não uma nem duas vezes.
11 Turbou-se o coração do rei da Síria por causa disso, chamou os seus servos e disse-lhes: Não me mostrareis qual de nós é pelo rei de Israel?
12 Respondeu um dos seus servos: Não é assim, ó rei, meu senhor; mas o profeta Eliseu, que está em Israel, refere ao rei de Israel as palavras que falas na tua câmara de dormir.
13 Ele disse: Ide e vede onde está, para que eu envie e faça trazê-lo. Foi-lhe dito: Eis que ele está em Dotã.
14 Portanto, mandou para lá cavalos e carros e uma tropa numerosa; chegaram de noite e cercaram a cidade.
15 Tendo-se levantado cedo o servo do homem de Deus e saído para fora, eis que uma tropa de cavalos e carros estava ao redor da cidade. Disse-lhe o seu servo: Ai! Meu senhor! Como havemos de fazer?
16 Respondeu ele: Não tenhas medo; pois mais são os que estão conosco do que os que estão com eles.
17 Orou Eliseu e disse: Jeová, abre os seus olhos, para que veja. Abriu Jeová os olhos do moço, que viu o monte cheio de cavalos e carros de fogo ao redor de Eliseu.
18 Ao descerem os siros a ele, orou Eliseu a Jeová e disse: Fere de cegueira a essa gente. Feriu-a de cegueira conforme a palavra de Eliseu.
19 Eliseu disse-lhe: Este não é o caminho, nem esta a cidade; segui-me, e guiar-vos-ei ao homem que buscais. Guiou-os a Samaria.
20 Tendo eles entrado em Samaria, disse Eliseu: Abre, Jeová, os olhos destes homens para que vejam. Abriu-lhes Jeová os olhos, e viram; e eis que estavam no meio de Samaria.
21 Quando o rei de Israel os viu, perguntou a Eliseu: Feri-los-ei, feri-los-ei, meu pai?
22 Respondeu ele: Não os ferirás. Acaso, feririas tu os que fazes cativos com a tua espada e com o teu arco? Manda pôr-lhes diante pão e água, para que comam, e bebam, e tornem ao seu amo.
23 Preparou-se-lhes uma grande quantidade de alimentos; tendo eles comido e bebido, despediu-os, e eles voltaram para o seu amo. As tropas da Síria não entraram mais na terra de Israel.
24 Depois disso, ajuntou Ben-Hadade, rei da Síria, todo o seu exército, e subiu, e sitiou a Samaria.
25 Houve uma grande fome em Samaria; eis que a sitiaram, até que se vendeu uma cabeça de jumento por oitenta siclos de prata, e a quarta parte dum cabe de esterco de pombas, por cinco siclos de prata.
26 Passando o rei de Israel sobre o muro, gritou-lhe uma mulher, dizendo: Acode-me, ó rei, meu senhor.
27 Ele disse: Se Jeová não te acudir, donde te acudirei eu? Da eira ou do lagar?
28 O rei perguntou-lhe: Que é o que tens? Respondeu ela: Esta mulher me disse: Dá teu filho, para o comermos hoje e amanhã comeremos meu filho.
29 Cozemos meu filho e o comemos; e, ao outro dia, lhe disse eu: Dá teu filho para o comermos; e ela escondeu seu filho.
30 Tendo o rei ouvido as palavras da mulher, rasgou os seus vestidos (ora ele ia passando sobre o muro.); o povo olhou e viu que o rei tinha sacos sobre a sua carne.
31 Então, ele disse: Assim me faça Deus e ainda mais, se a cabeça de Eliseu, filho de Safate, lhe ficar hoje sobre os ombros.
32 Eliseu, porém, estava sentado em sua casa, juntamente com os anciãos. Enviou o rei um dos seus assistentes; mas, antes que o mensageiro chegasse a Eliseu, disse este aos anciãos: Vedes como este filho dum homicida mandou tirar-me a cabeça? Olhai quando vier o mensageiro, fechai a porta e empurrai-o para fora com a porta. Porventura, não vem após ele o ruído dos pés do seu amo?
33 Quando Eliseu ainda estava falando com eles, eis que desceu o mensageiro a ter com ele. Disse ele: Eis que este mal vem de Jeová; porque me deteria eu mais por causa dele?
Capítulo 7
1 Disse Eliseu: Ouvi a palavra de Jeová; assim diz Jeová: Amanhã, mais ou menos a estas horas, dar-se-á uma medida de flor de farinha por um siclo, e, por um siclo, duas medidas de cevada, na porta de Samaria.
2 O capitão, a cuja mão estava o rei encostado, respondeu ao homem de Deus: Ainda quando Jeová fizesse janelas no céu, poderia isso suceder? Eliseu disse: Eis que tu verás com os teus olhos, porém não comerás.
3 Quatro homens leprosos estavam à entrada da porta, os quais disseram uns aos outros: Por que ficamos nós sentados aqui até morrermos?
4 Se dissermos: Entremos na cidade, há fome ali, e morreremos; e, se ficarmos sentados aqui, também morreremos. Vamo-nos e passemo-nos para o arraial dos siros; se nos deixarem viver, viveremos; e, se nos tirarem a vida, morreremos.
5 Levantaram-se, no crepúsculo, para irem ao arraial dos siros; e, tendo eles chegado à entrada do arraial, eis que não havia ali ninguém.
6 Porque o Senhor fizera ouvir no arraial dos siros um estrondo de carros, um estrondo de cavalos, e um estrondo de um grande exército; e disseram uns aos outros: Eis que o rei de Israel alugou contra nós os reis dos heteus e os reis dos egípcios, para virem sobre nós.
7 Pelo que se levantaram, e fugiram no crepúsculo, deixaram as suas tendas, e os seus cavalos, e os seus jumentos, o arraial tal como estava, e fugiram para salvarem as suas vidas.
8 Tendo os leprosos chegado à entrada do arraial, entraram numa tenda; comeram, e beberam, e levaram dali prata, ouro e vestidos, que foram esconder; e, tendo voltado, entraram em outra tenda, e tiraram dali objetos, que foram esconder.
9 Então, disseram uns aos outros: Não fazemos bem; este dia é dia de boas-novas, e nós nos calamos; se esperamos até à luz da manhã, castigo nos sobrevirá. Vinde, agora, vamos informar à casa do rei.
10 Assim, vieram, e chamaram aos porteiros da cidade, e contaram-lhes, dizendo: Fomos ao arraial dos siros, e eis que não havia ali ninguém, nem voz de homem, mas somente os cavalos, e os jumentos atados, e as tendas como estavam.
11 Chamaram os porteiros e fizeram levar a nova ao interior da casa do rei.
12 O rei levantou-se de noite e disse aos seus servos: Eu vos farei saber o que os siros nos acabam de fazer. Eles sabem que estamos com fome; portanto, saíram do arraial para se esconderem no campo, dizendo: Quando saírem da cidade, os apanharemos vivos e entraremos na cidade.
13 Respondeu um dos seus servos: Tomem alguns de nós cinco dos cavalos que ainda restam na cidade (Eles estão como toda a multidão de Israel que nela fica; eles estão como toda a multidão de Israel, que perece.), e enviemo-los, e vejamos.
14 Tomaram dois carros com cavalos; e o rei os enviou após o exército dos siros, dizendo: Ide e vede.
15 Foram após os siros até o Jordão; e eis que todo o caminho estava cheio de vestidos e vasos, que os siros na sua pressa tinham arrojado. Voltaram os mensageiros e deram conta ao rei.
16 Tendo o povo saído, saqueou o arraial dos siros. Assim, uma medida de flor de farinha foi vendida por um siclo, e duas medidas de cevada, por um siclo, conforme a palavra de Jeová.
17 O rei deu a guarda da porta ao capitão a cuja mão se encostava; o povo o atropelou na porta, e morreu como dissera o homem de Deus, que falou quando desceu o rei a ter com ele.
18 Assim, se cumpriu o que o homem de Deus havia dito ao rei: Amanhã, mais ou menos a estas horas, se darão na porta de Samaria por um siclo duas medidas de cevada, e, por um siclo, uma medida de flor de farinha;
19 e aquele capitão respondeu ao homem de Deus: Ainda quando Jeová fizesse janelas no céu, poderia isso suceder? E ele disse: Eis que tu verás com os teus olhos, porém não comerás.
20 Assim lhe sucedeu, porque o povo o atropelou na porta, e morreu.
Capítulo 8
1 Ora, Eliseu tinha dito à mulher cujo filho ele havia restaurado à vida: Levanta-te, vai com os de tua casa a peregrinar onde puderes, porque Jeová chamou a fome, que virá sobre a terra por sete anos.
2 Levantou-se a mulher e fez conforme a palavra do homem de Deus; e, indo com os de sua casa, peregrinou sete anos na terra dos filisteus.
3 Ao cabo dos sete anos, a mulher voltou da terra dos filisteus; e saiu para rogar ao rei sobre a sua casa e sobre as suas terras.
4 O rei falava com Geazi, servo do homem de Deus, dizendo: Conta-me todas as grandes obras que Eliseu tem feito.
5 Referindo ele ao rei como Eliseu havia restaurado a vida àquele que estava morto, a mulher, cujo filho ele havia restaurado à vida, apareceu rogando ao rei sobre a sua casa e sobre as suas terras. Disse Geazi: Ó rei, meu senhor, esta é a mulher, e este é seu filho, a quem Eliseu restaurou à vida.
6 O rei interrogou a mulher, e ela lhe fez a narrativa. Então, o rei lhe deu um eunuco, dizendo: Faze restituir-lhe tudo o que era seu e todos os frutos do campo, desde o dia em que ela deixou a terra até agora.
7 Veio Eliseu a Damasco. Ben-Hadade, rei da Síria, estava doente; e lho anunciaram, dizendo: O homem de Deus é chegado aqui.
8 Disse o rei a Hazael: Toma presentes contigo, e vai ao encontro do homem de Deus, e, por ele, consulta a Jeová, perguntando: Hei de eu sarar desta doença?
9 Foi Hazael ao encontro dele, levando consigo um presente de quarenta camelos carregados com todas as boas coisas de Damasco. Chegou, apresentou-se diante dele e disse: Teu filho Ben-Hadade, rei da Síria, enviou-me a ti para perguntar: Hei de eu sarar desta doença?
10 Respondeu-lhe Eliseu: Vai, dize-lhe: Hás de sarar; contudo, Jeová me mostrou que ele há de morrer.
11 Olhou para Hazael, fitando nele os olhos, até que este ficou envergonhado; e o homem de Deus chorou.
12 Perguntou-lhe Hazael: Por que chora o meu senhor? Respondeu ele: Porque sei o mal que hás de fazer aos filhos de Israel: porás fogo às suas fortalezas, matarás à espada os seus mancebos, despedaçarás os seus pequeninos e rasgarás os ventres de suas mulheres grávidas.
13 Tornou Hazael: Mas que é o teu servo, este cão, para fazer tão grande coisa? Respondeu Eliseu: Jeová mostrou-me que tu serás rei da Síria.
14 Então, deixou a Eliseu e veio ao seu amo, que lhe perguntou: Que te disse Eliseu? Respondeu ele: Disse-me que havias de sarar.
15 Ao outro dia, tomou Hazael o cobertor, mergulhou-o em água e estendeu-o sobre o rosto do rei, que morreu. Em seu lugar, reinou Hazael.
16 No quinto ano de Jeorão, filho de Acabe, rei de Israel, reinando Josafá em Judá, começou a reinar Jeorão, filho de Josafá, rei de Judá.
17 Tinha trinta e dois anos quando começou a reinar e reinou oito anos em Jerusalém.
18 Andou nos caminhos dos reis de Israel, como o fez a casa de Acabe (porque tinha por mulher a filha de Acabe); e fez o mal à vista de Jeová.
19 Todavia, Jeová não quis destruir a Judá por causa do seu servo Davi, conforme a promessa que lhe havia feito de dar para sempre uma lâmpada a seus filhos.
20 Nos seus dias, rebelou-se Edom para não estar debaixo do poder de Judá e constituiu para si um rei.
21 Então, Jeorão passou a Zair, e, com ele, todos os seus carros. Ele se levantou de noite e feriu os edomitas que o cercaram e os capitães dos carros; o povo fugiu para as suas tendas.
22 Assim, se rebelou Edom para não estar debaixo do poder de Judá até o dia de hoje. Rebelou-se Libna ao mesmo tempo.
23 O restante dos atos de Jeorão e tudo o que ele fez, porventura, não estão escritos no Livro das Crônicas dos Reis de Judá?
24 Jeorão adormeceu com seus pais e foi sepultado com eles na Cidade de Davi. Em seu lugar reinou seu filho Acazias.
25 No ano duodécimo de Jeorão, filho de Acabe, rei de Israel, começou a reinar Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá.
26 Acazias tinha vinte e dois anos quando começou a reinar e reinou um ano em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Atalia, filha de Onri, rei de Israel.
27 Ele andou no caminho da casa de Acabe e fez o mal à vista de Jeová, como o fez a casa de Acabe; porque era genro da casa de Acabe.
28 Ele marchou com Jeorão, filho de Acabe, a pelejar contra Hazael, rei da Síria, em Ramote-Gileade; e os siros feriram a Jeorão.
29 Então, o rei Jeorão voltou para se curar em Jezreel das feridas que os siros lhe fizeram em Ramá, quando pelejava contra Hazael, rei da Síria. Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá, desceu para visitar, em Jezreel, a Jeorão, filho de Acabe, que estava doente.
Capítulo 9
1 Chamou o profeta Eliseu a um dos filhos dos profetas e disse-lhe: Cinge os teus lombos, toma na mão este vaso de óleo e vai a Ramote-Gileade.
2 Quando lá chegares, procura a Jeú, filho de Josafá, filho de Ninsi; entra, e faze-o levantar-se dentre os seus irmãos, e leva-o para uma câmara interior.
3 Tomando o vaso de óleo, derrama-lho sobre a cabeça e dize: Assim diz Jeová: Acabo de ungir-te rei sobre Israel. Então, abre a porta, foge e não te demores.
4 Assim, foi o mancebo, o jovem profeta, a Ramote-Gileade.
5 Quando chegou, eis que estavam sentados os capitães do exército; ele disse: Capitão, tenho que te dar uma mensagem. Perguntou-lhe Jeú: A qual de todos nós? Respondeu ele: A ti, capitão.
6 Jeú levantou-se e entrou na casa; o mancebo derramou-lhe o óleo sobre a cabeça e disse: Assim diz Jeová, Deus de Israel: Acabo de ungir-te rei sobre o povo de Jeová, sobre Israel.
7 Ferirás a casa de Acabe, teu amo, para que eu vingue da mão de Jezabel o sangue dos profetas, meus servos, e o sangue de todos os servos de Jeová.
8 Pois perecerá toda a casa de Acabe; e exterminarei da casa de Acabe todo homem, tanto escravo como livre em Israel.
9 Farei a casa de Acabe como a casa de Jeroboão, filho de Nebate, e como a casa de Baasa, filho de Aías.
10 Os cães comerão a Jezabel no campo de Jezreel, e não haverá quem a enterre. Então, ele abriu a porta e fugiu.
11 Saindo Jeú aos servos do seu amo, um deles lhe perguntou: Vai tudo bem? Para que te veio a ti este louco? Ele lhes respondeu: Vós conheceis o homem e o que me diria.
12 Eles replicaram: É falso; dize-no-lo, te pedimos. Tornou-lhes Jeú: Assim e assim me falou, dizendo: Assim diz Jeová: Acabo de ungir-te rei sobre Israel.
13 Então, se apressaram e, tomando cada um o seu vestido, os puseram debaixo dele em cima dos degraus, e tocaram a trombeta, e disseram: Jeú é rei!
14 Jeú, filho de Josafá, filho de Ninsi, conspirou contra Jeorão. ( Ora Jeorão defendia a Ramote-Gileade, ele e todo o Israel, por causa de Hazael, rei da Síria.
15 porém o rei Jeorão tinha voltado para se curar em Jezreel das feridas que os siros lhe fizeram, quando pelejava contra Hazael, rei da Síria.). Disse Jeú: Se isso é o vosso parecer, não escape ninguém, nem saia da cidade para ir dar a nova em Jezreel.
16 Subiu Jeú a um carro e foi a Jezreel; porque Jeorão estava de cama ali. Acazias, rei de Judá, tinha descido a visitar a Jeorão.
17 Ora, a sentinela estava na torre em Jezreel, e viu a tropa de Jeú que vinha, e disse: Eu vejo uma tropa. Disse Jeorão: Toma um cavaleiro e envia ao seu encontro, para que pergunte: Há paz?
18 Foi-lhe o cavaleiro ao encontro e disse: Assim diz o rei: Há paz? Respondeu Jeú: Que tens tu com a paz? Passa para trás de mim. A sentinela deu aviso, dizendo: O mensageiro chegou a eles, porém não volta.
19 Então, Jeorão enviou segundo cavaleiro, que chegou a eles e disse: Assim diz o rei: Há paz? Respondeu Jeú: Que tens tu com a paz? Passa para trás de mim.
20 A sentinela deu aviso, dizendo: Chegou até eles e não volta; e o guiar do carro parece como o de Jeú, filho de Ninsi, porque guia furiosamente.
21 Disse Jeorão: Aparelha o carro. Aparelharam-lhe o carro. Saiu Jeorão, rei de Israel, e Acazias, rei de Judá, cada um no seu carro, e saíram ao encontro de Jeú e o acharam no campo de Nabote, jezreelita.
22 Jeorão, tanto que viu a Jeú, perguntou: Há paz, Jeú? Ele respondeu: Que paz, enquanto permanecem tantas fornicações de tua mãe Jezabel e as suas feitiçarias?
23 Então, voltou Jeorão as rédeas, e fugiu, e disse: Há traição, Acazias.
24 Jeú entesou o seu arco com toda a força e feriu a Jeorão por entre as espáduas; a flecha saiu-lhe pelo coração, e ele ficou prostrado no seu carro.
25 Então, disse Jeú ao seu capitão Bidcar: Levanta-o e lança-o no campo da herdade de Nabote, jezreelita, pois lembra-te de como, quando eu e tu, montados, seguíamos a seu pai Acabe, pronunciou Jeová esta profecia contra ele:
26 Certamente, vi ontem o sangue de Nabote e o sangue de seus filhos, diz Jeová; e neste campo te retribuirei, diz Jeová. Agora, levanta-o e lança-o neste campo, conforme a palavra de Jeová.
27 Mas Acazias, rei de Judá, vendo isso, fugiu pelo caminho da casa do jardim. Jeú seguiu após ele e disse: Matai também a este no carro; e feriram-no na subida de Gur, que está junto a Ibleão. Ele fugiu a Megido e ali morreu.
28 Os seus servos levaram-no num carro a Jerusalém e sepultaram-no no seu sepulcro com seus pais, na Cidade de Davi.
29 No ano undécimo de Jeorão, filho de Acabe, começou Acazias a reinar sobre Judá.
30 Quando Jeú tinha chegado a Jezreel, Jezabel soube disso; ela pintou os olhos, adornou a cabeça e olhou pela janela.
31 Ao entrar Jeú pela porta, disse ela: Há paz, assassino do teu amo, Zinri?
32 Jeú levantou o rosto para a janela e disse: Quem está ao meu lado? Quem? Dois ou três eunucos olharam para ele.
33 Ele disse: Lançai-a daí abaixo. Lançaram-na abaixo; foram salpicados do sangue dela a parede e os cavalos; e ele a atropelou.
34 Tendo Jeú entrado, comeu e bebeu; e ele disse: Ide ver aquela mulher maldita e sepultai-a, porque é filha de rei.
35 Foram para a sepultar; porém não acharam dela senão a caveira, e os pés, e as palmas das mãos.
36 Pelo que voltaram e lho disseram. Ele disse: Esta é a palavra de Jeová por meio do seu servo Elias, tesbita, dizendo: No campo de Jezreel, comerão os cães a carne de Jezabel;
37 o cadáver de Jezabel será como esterco sobre a face da herdade, no campo de Jezreel, de maneira que não dirão: Esta é Jezabel.
Capítulo 10
1 Acabe tinha setenta filhos em Samaria. Jeú escreveu cartas e as enviou a Samaria aos homens principais de Jezreel, aos anciãos e aos aios dos filhos de Acabe, dizendo:
2 Logo que vos chegar esta carta, visto estarem convosco os filhos do vosso amo, como também carros, e cavalos, e uma cidade fortificada, e armas,
3 escolhei o melhor e aquele que mais vos agradar dentre os filhos do vosso amo, ponde-o no trono de seu pai e pelejai pela casa do vosso amo.
4 Mas eles ficaram muito atemorizados e disseram: Eis que os dois reis não lhe resistiram; como poderemos nós resistir-lhe?
5 Aquele que estava sobre a casa, aquele que estava sobre a cidade, os anciãos também e os aios mandaram dizer a Jeú: Nós somos teus servos e faremos tudo o que nos ordenares; a nenhum homem constituiremos rei. Faze o que parecer bem aos teus olhos.
6 Então, tornou a escrever-lhes segunda vez, dizendo: Se estiverdes ao meu lado e se quiserdes ouvir a minha voz, tomai as cabeças dos homens, filhos do vosso amo, e vinde ter comigo amanhã a estas horas, a Jezreel. Ora, os filhos do rei, que eram setenta, estavam com os grandes da cidade, que os criaram.
7 Logo que eles receberam a carta, tomaram os filhos do rei e mataram-nos, a saber, setenta homens, meteram as cabeças deles em cestos e mandaram-lhas a Jezreel.
8 Veio um mensageiro e disse-lhe: Trouxeram as cabeças dos filhos do rei. Ele disse: Ponde-as em dois montões à entrada da porta, até pela manhã.
9 Pela manhã, saiu e, posto em pé, disse a todo o povo: Vós sois justos. Eis que eu conspirei contra o meu amo e o matei; mas quem feriu todos estes?
10 Sabei que da palavra de Jeová que falou a respeito da casa de Acabe nada cairá em terra; porque Jeová fez o que falou por meio do seu servo Elias.
11 Jeú feriu todos os que restavam da casa de Acabe em Jezreel, todos os seus grandes, os seus amigos íntimos e os seus sacerdotes, até que não lhe deixou ficar de resto nem sequer um.
12 Então, se levantou, partiu e foi a Samaria. Estando ele no caminho junto à casa em que os pastores tosquiam as ovelhas,
13 encontrou Jeú com os irmãos de Acazias, rei de Judá, e perguntou: Quem sois vós? Responderam eles: Somos os irmãos de Acazias; descemos a saudar os filhos do rei e os filhos da rainha.
14 Disse ele: Apanhai-os vivos. Eles os apanharam vivos, quarenta e dois homens, e os mataram junto à cisterna da casa em que tosquiam as ovelhas; não deixou deles nem sequer um.
15 Tendo partido daí, topou com Jonadabe, filho de Recabe, que lhe vinha ao encontro; Jeú saudou-o e perguntou-lhe: Tens tu o coração reto, como o meu o é para com o teu? Respondeu Jonadabe: Tenho. Se assim for, dá-me a tua mão. Jonadabe deu-lhe a sua mão; e Jeú fê-lo subir a si ao carro
16 e disse-lhe: Vem comigo e vê o meu zelo por Jeová. Fizeram-no montar no carro de Jeú.
17 Este, tendo chegado a Samaria, feriu todos os que restavam a Acabe, em Samaria, até o ter destruído, conforme a palavra que Jeová falou a Elias.
18 Ajuntou Jeú todo o povo e disse-lhe: Pouco serviu Acabe a Baal, porém Jeú muito o servirá.
19 Agora, chamai à minha presença todos os profetas de Baal, todos os seus adoradores e todos os seus sacerdotes; não falte nenhum, pois tenho de oferecer um grande sacrifício a Baal; todo aquele que faltar não viverá. Jeú, porém, fazia isso com astúcia, para destruir os adoradores de Baal.
20 Jeú disse: Santificai uma assembleia solene a Baal. Eles a proclamaram.
21 Jeú enviou mensageiros por todos os limites de Israel; vieram todos os adoradores de Baal, de maneira que não ficou um só que não viesse. Entraram na casa de Baal, que se encheu duma extremidade à outra.
22 Jeú disse ao que tinha cargo das vestimentas: Tira vestimentas para todos os adoradores de Baal. Ele lhes tirou vestimentas.
23 Entrou Jeú com Jonadabe, filho de Recabe, na casa de Baal e disse aos adoradores de Baal: Examinai e vede bem não esteja aqui entre vós algum dos servos de Jeová, mas tão somente os adoradores de Baal.
24 Entraram eles para oferecerem sacrifícios e holocaustos. Ora, Jeú tinha posto de prontidão, do lado de fora, oitenta homens e lhes tinha dito: Se escapar alguns dos homens que eu vos entregar nas mãos, a vida daquele que o deixar escapar responderá pela vida dele.
25 Logo que acabou de oferecer o holocausto, ordenou Jeú aos da guarda e aos capitães: Entrai e matai-os; que ninguém saia. Feriram-nos ao fio da espada; os da guarda e os capitães lançaram-nos fora e foram ao edifício da casa de Baal.
26 Tiraram as colunas que estavam na casa de Baal e as queimaram.
27 Derrubaram a coluna e a casa de Baal, fazendo dela uma latrina, até o dia de hoje.
28 Assim, Jeú aboliu de Israel a Baal.
29 Todavia, dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com os quais fez pecar a Israel, deles não se apartou Jeú, a saber, dos bezerros de ouro que estavam em Betel e que estavam em Dã.
30 Disse Jeová a Jeú: Porque executaste bem o que é reto aos meus olhos e fizeste à casa de Acabe conforme tudo quanto eu tinha no meu coração, teus filhos até a quarta geração se assentarão sobre o trono de Israel.
31 Jeú, porém, não teve o cuidado de andar de todo o seu coração na lei de Jeová, Deus de Israel; ele não se apartou dos pecados de Jeroboão, com os quais este fez pecar a Israel.
32 Naqueles dias, começou Jeová a diminuir os territórios de Israel, que foi ferido por Hazael em todas as suas fronteiras,
33 desde o Jordão para a banda do oriente, toda a terra de Gileade, os gaditas, e os rubenitas, e os manassitas, desde Aroer, que está junto ao vale de Arnom, isto é, Gileade e Basã.
34 Ora, o restante dos atos de Jeú, e tudo o que ele fez, e todo o seu poder, porventura, não estão escritos no Livro das Crônicas dos Reis de Israel?
35 Adormeceu Jeú com seus pais, e sepultaram-no em Samaria. Em seu lugar, reinou seu filho Joacaz.
36 O tempo que Jeú reinou sobre Israel em Samaria foram vinte e oito anos.
Capítulo 11
1 Vendo Atalia, mãe de Acazias, que seu filho era morto, levantou-se e destruiu toda a descendência real.
2 Mas Jeoseba, filha do rei Jeorão, irmã de Acazias, tomou a Joás, filho de Acazias, e, do meio dos filhos do rei que foram mortos, furtou-o com sua ama, e pô-lo na câmara; esconderam-no de Atalia, de maneira que não foi morto.
3 Esteve com ela escondido seis anos na Casa de Jeová; e Atalia reinou sobre a terra.
4 No sétimo ano, enviou Joiada, e mandou vir os centuriões dos caritas e da guarda, e fê-los entrar à sua presença na Casa de Jeová; fez com eles aliança e, ajuramentando-os na Casa de Jeová, mostrou-lhes o filho do rei.
5 Ordenou-lhes, dizendo: Esta é a coisa que haveis de fazer: uma terça parte de vós, os que entrais no sábado, fará a guarda da casa do rei;
6 outra terça parte ficará à porta de Sur; e a outra terça parte, à porta detrás do quartel da guarda. Assim, fareis a guarda da casa e servireis de barreira.
7 As duas companhias, a saber, todos os que saem no sábado, farão a guarda da Casa de Jeová, junto ao rei.
8 Rodeareis o rei, cada um com as suas armas na mão; e aquele que entrar dentro das fileiras, seja morto. Estai com o rei quando sair e quando entrar.
9 Fizeram os centuriões conforme tudo o que ordenara o sacerdote Joiada. Tomando cada um os seus homens, os que haviam de entrar no sábado juntamente com os que haviam de sair no sábado, vieram ter com o sacerdote Joiada.
10 O sacerdote entregou aos centuriões as lanças e os escudos que haviam sido do rei Davi, os quais estavam na Casa de Jeová.
11 Os da guarda puseram-se à roda do rei, cada um com as armas na mão, desde o lado direito até o lado esquerdo da casa, ao longo do altar e da casa.
12 Então, Joiada lhes apresentou o filho do rei, pôs-lhe a coroa e deu-lhe o Testemunho. Eles o constituíram rei e o ungiram; bateram as mãos e disseram: Viva o rei!
13 Ouvindo Atalia o clamor da guarda e do povo, entrou ao povo na Casa de Jeová;
14 olhou, e eis que o rei estava junto à coluna, como era o costume, e os capitães e as trombetas, perto do rei; todo o povo da terra estava alegre e tocava as trombetas. Atalia rasgou os seus vestidos, e gritou: Traição! traição!
15 Joiada, o sacerdote, ordenou aos centuriões que comandavam as tropas e disse-lhes: Levai-a para fora das fileiras; aquele que a seguir, matai-o à espada, porque o sacerdote disse: Não seja ela morta na Casa de Jeová.
16 Abriram caminho para ela; ela foi, pelo caminho da entrada dos cavalos, à casa do rei; e ali foi morta.
17 Joiada fez aliança entre Jeová, e o rei, e o povo, para serem eles o povo de Jeová; também fez aliança entre o rei e o povo.
18 Todo o povo da terra foi à casa de Baal, e a derrubaram; fizeram em pedaços os altares e as imagens de Baal e mataram a Matã, sacerdote de Baal, diante dos altares. O sacerdote pôs oficiais sobre a Casa de Jeová.
19 Tomou os centuriões, os caritas, os da guarda e todo o povo da terra; conduziram da Casa de Jeová o rei e foram à casa do rei pelo caminho da porta dos da guarda. O rei sentou-se sobre o trono dos reis.
20 E todo o povo da terra se alegrou, e a cidade ficou em paz; e mataram a Atalia à espada na casa do rei.
21 Tinha Joás sete anos quando começou a reinar.
Capítulo 12
1 No sétimo ano de Jeú, começou Joás a reinar e reinou quarenta anos em Jerusalém. A sua mãe chamava-se Zíbia, de Berseba.
2 Fez Joás o que era reto aos olhos de Jeová todo o tempo em que Joiada, o sacerdote, o instruiu.
3 Todavia, não foram tirados os altos; o povo ainda oferecia sacrifícios e queimava incenso nos altos.
4 Disse Joás aos sacerdotes: Todo o dinheiro das coisas consagradas que for trazido à Casa de Jeová, em moeda corrente, o dinheiro das pessoas para quem se fizer avaliação e todo o dinheiro que alguém resolver no seu coração trazer à Casa de Jeová,
5 recebam-no os sacerdotes, cada um das mãos dos seus conhecidos. Repararão eles os estragos da casa, onde quer que se encontrar qualquer estrago.
6 Sucedeu, porém, que, no ano vigésimo terceiro do rei Joás, os sacerdotes ainda não tinham reparado os estragos da casa.
7 Então, o rei Joás chamou ao sacerdote Joiada e os mais sacerdotes e lhes disse: Por que não reparais os estragos da casa? Agora, não recebais mais dinheiro das mãos dos vossos conhecidos, mas entregai-o para os reparos dos estragos da casa.
8 Consentiram os sacerdotes em não receberem mais dinheiro do povo, nem em repararem os estragos da casa.
9 Mas o sacerdote Joiada tomou uma caixa, fez-lhe um buraco na tampa e pô-la junto ao altar, à direita de quem entra na Casa de Jeová. Os sacerdotes que guardavam a porta deitavam ali todo o dinheiro que se trazia à Casa de Jeová.
10 Quando viam que havia muito dinheiro na caixa, vinham o escrivão do rei e o sumo sacerdote, e ensacavam, e contavam o dinheiro que se achava na Casa de Jeová.
11 Punham o dinheiro, depois de pesado, nas mãos dos que faziam a obra e que tinham a seu cargo a Casa de Jeová; estes o despendiam com os carpinteiros, e com os edificadores que trabalhavam na Casa de Jeová,
12 e com os pedreiros, e com os que cortavam as pedras de cantaria e para comprarem as madeiras e pedras de cantaria, a fim de repararem os estragos da Casa de Jeová, e com tudo o que se gastava para se reparar a casa.
13 Mas, do dinheiro que se trazia à Casa de Jeová, não foram feitos nem taças de prata, nem espevitadeiras, nem bacias, nem trombetas, nenhum vaso de ouro ou vaso de prata, para a Casa de Jeová,
14 porque o davam aos que faziam a obra, reparando com ele a Casa de Jeová.
15 Não se tomava conta aos homens em cujas mãos entregavam o dinheiro para o distribuir pelos que faziam a obra; porque eles se haviam com fidelidade.
16 O dinheiro para as ofertas pela culpa, e o dinheiro para as ofertas pelo pecado não era trazido à Casa de Jeová; era dos sacerdotes.
17 Então, subiu Hazael, rei da Síria, pelejou contra Gate e a tomou; e fez rosto para marchar contra Jerusalém.
18 Joás, rei de Judá, tomou todas as coisas consagradas que Josafá, Jeorão e Acazias, seus pais, reis de Judá, tinham dedicado, e tudo o que ele mesmo tinha oferecido, e todo o ouro que se achava nos tesouros da Casa de Jeová e da casa do rei e o enviou a Hazael, rei da Síria; e este se retirou de Jerusalém.
19 Ora, o restante dos atos de Joás e tudo o que ele fez não estão, porventura, escritos no Livro das Crônicas dos Reis de Judá?
20 Levantaram-se os seus servos, fizeram uma conspiração e feriram a Joás na casa de Milo, no caminho que desce para Sila.
21 Jozacar, filho de Simeate, e Jozabade, filho de Somer, seus servos, feriram-no, e ele morreu; sepultaram-no com seus pais na cidade de Davi. Em seu lugar, reinou Amazias, seu filho.
Capítulo 13
1 No ano vinte e três de Joás, filho de Acazias, rei de Judá, começou Jeoacaz, filho de Jeú, a reinar sobre Israel, em Samaria, e reinou dezessete anos.
2 Fez o mal à vista de Jeová e seguiu os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com os quais este fez pecar a Israel; não se apartou deles.
3 Acendeu-se contra Israel a ira de Jeová, que o entregou continuadamente nas mãos de Hazael, rei da Síria, e nas mãos de Ben-Hadade, filho de Hazael.
4 Jeoacaz suplicou a Jeová, que o ouviu, pois viu a opressão com que o rei da Síria oprimia a Israel
5 (Jeová deu um libertador a Israel, de modo que saiu de sob a mão dos siros; e os filhos de Israel habitaram nas suas tendas como dantes.
6 Contudo, não se apartaram dos pecados da casa de Jeroboão, com os quais este fez pecar a Israel, mas andaram neles; e também ficou Aserá em Samaria.).
7 Pois a Jeoacaz não deixou do povo senão cinquenta cavaleiros, e dez carros, e dez mil homens de pé; porque o rei da Síria os destruiu e os fez como pó que se pisa.
8 Ora, o restante dos atos de Jeoacaz e tudo o que ele fez, e o seu poder não estão, porventura, escritos no Livro das Crônicas dos Reis de Israel?
9 Adormeceu Jeoacaz com seus pais, e sepultaram-no em Samaria. Em seu lugar, reinou seu filho Jeoás.
10 No ano trinta e sete de Joás, rei de Judá, começou Jeoás, filho de Jeoacaz, a reinar sobre Israel em Samaria, e reinou dezesseis anos.
11 Fez o mal à vista de Jeová; não se apartou de todos os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com os quais este fez pecar a Israel, porém andou neles.
12 Ora, o restante dos atos de Jeoás, e tudo o que ele fez, e o seu poder com que pelejou contra Amazias, rei de Judá, não estão, porventura, escritos no Livro das Crônicas dos Reis de Israel?
13 Adormeceu Jeoás com seus pais, e sobre o seu trono sentou-se Jeroboão. Jeoás foi sepultado em Samaria com os reis de Israel.
14 Ora, Eliseu estava doente da enfermidade de que morreu; e Jeoás, rei de Israel, desceu a visitá-lo, chorou sobre ele e disse: Meu pai, meu pai! Carros de Israel e seus cavaleiros!
15 Eliseu disse-lhe: Toma arco e flechas; ele tomou arco e flechas.
16 Disse ao rei de Israel: Põe tua mão sobre o arco, e, tendo ele posto a mão, Eliseu colocou as suas mãos sobre as do rei.
17 Acrescentou: Abre a janela para o oriente; ele a abriu. Disse Eliseu: Atira! Ele atirou. Prosseguiu: Flecha da vitória de Jeová, flecha da vitória sobre a Síria, pois hás de ferir os siros em Afeca, até que os tenhas consumido.
18 Ele disse: Toma as flechas. Tomou-as. Disse ao rei de Israel: Fere a terra. Feriu-a três vezes e cessou.
19 O homem de Deus irou-se contra ele e disse: Cinco ou seis vezes a deverias ter ferido; então, terias ferido a Síria até a teres consumido; mas, agora, só três vezes a ferirás.
20 Morreu Eliseu e sepultaram-no. Ora, as tropas dos moabitas invadiram a terra, à entrada do ano.
21 Aconteceu que, enquanto estavam enterrando um homem, viram uma tropa e lançaram o homem no sepulcro de Eliseu; tanto que ele tocou os ossos de Eliseu, reviveu e se levantou sobre os seus pés.
22 Hazael, rei da Síria, oprimiu a Israel todos os dias de Jeoacaz.
23 Porém Jeová teve misericórdia deles, deles se compadeceu e tornou-se para eles, por causa da sua aliança com Abraão, Isaque e Jacó; não os quis destruir, nem os lançou ainda da sua presença.
24 Morreu Hazael, rei da Síria, e, em seu lugar, reinou seu filho Ben-Hadade.
25 Jeoás, filho de Jeoacaz, tornou a tomar das mãos de Ben-Hadade, filho de Hazael, as cidades que este havia tomado em guerra das mãos de seu pai Jeoacaz. Três vezes Jeoás o feriu e recuperou as cidades de Israel.
Capítulo 14
1 No segundo ano de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel, começou a reinar Amazias, filho de Joás, rei de Judá.
2 Tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar e vinte e nove anos reinou em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Joadã, de Jerusalém.
3 Ele fez o que era reto aos olhos de Jeová, porém não como seu pai Davi; ele procedeu em tudo como seu pai Joás o tinha feito.
4 Contudo, os altos não foram tirados; o povo ainda oferecia sacrifícios e queimava incenso nos altos.
5 Logo que o reino foi estabelecido na sua mão, matou os servos que tinham matado o rei, seu pai;
6 porém não fez morrer os filhos dos assassinos, segundo o que está escrito no livro da lei de Moisés, conforme Jeová ordenou, dizendo: Não se farão morrer os pais pelos filhos, nem os filhos, pelos pais; mas cada um morrerá pelo seu pecado.
7 De Edom ele matou dez mil no vale de Sal e tomou em guerra a Sela, a que chamou Jocteel, nome que conserva até o dia de hoje.
8 Então, Amazias enviou mensageiros a Jeoás, filho de Jeoacaz, filho de Jeú, rei de Israel, para lhe dizer: Vem, vejamo-nos face a face.
9 Jeoás, rei de Israel, mandou dizer a Amazias, rei de Judá: O cardo que estava no Líbano mandou dizer ao cedro que estava no Líbano: Dá tua filha por mulher a meu filho; passou uma fera que estava no Líbano e pisou aos pés o cardo.
10 Feriste, na verdade, a Edom, e o teu coração te ensoberbeceu; gloria-te nisso e fica em casa; por que te meterias em contenda para o teu dano, a fim de caíres tu, e Judá, contigo?
11 Mas Amazias não o quis ouvir. Subiu Jeoás, rei de Israel; ele e Amazias viram-se face a face em Bete-Semes, que pertence a Judá.
12 Judá foi desfeito diante de Israel; e fugiram cada um para a sua tenda.
13 Jeoás, rei de Israel, tomou em Bete-Semes a Amazias, rei de Judá, filho de Joás, filho de Acazias, e veio a Jerusalém, cujo muro rompeu desde a Porta de Efraim até a porta do Ângulo, na distância de quatrocentos cúbitos.
14 Tomou todo o ouro, e prata, e todos os vasos que se achavam na Casa de Jeová e nos tesouros da casa do rei, também os reféns e voltou para Samaria.
15 Ora, o restante dos atos que Jeoás fez, e o seu poder, e como pelejou contra Amazias, rei de Judá, não estão, porventura, escritos no Livro das Crônicas dos Reis de Israel?
16 Adormeceu Jeoás com seus pais e foi sepultado em Samaria com os reis de Israel. Em seu lugar, reinou seu filho Jeroboão.
17 Amazias, filho de Joás, rei de Judá, viveu quinze anos depois da morte de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel.
18 Ora, o restante dos atos de Amazias não está, porventura, escrito no Livro das Crônicas dos Reis de Judá?
19 Fizeram uma conspiração contra ele em Jerusalém, e ele fugiu para Laquis; mas eles enviaram após ele a Laquis e ali o mataram.
20 Trouxeram-no em cima de cavalos; ele foi sepultado em Jerusalém, com seus pais, na Cidade de Davi.
21 Todo o povo de Judá tomou a Azarias, que tinha dezesseis anos de idade, e fê-lo rei em lugar de seu pai Amazias.
22 Ele edificou a Elate e a restituiu a Judá, depois que o rei adormeceu com seus pais.
23 No décimo quinto ano de Amazias, filho de Jeoás, rei de Judá, começou a reinar em Samaria Jeroboão, filho de Jeoás, rei de Israel, e reinou quarenta e um anos.
24 Ele fez o mal à vista de Jeová; não se apartou de todos os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com os quais este fez pecar a Israel.
25 Ele restabeleceu os limites de Israel desde a entrada de Hamate até o mar da Arabá, segundo a palavra que Jeová, Deus de Israel, falou por meio do seu servo Jonas, filho do profeta Amitai, que era de Gate-Hefer.
26 Jeová viu que a aflição de Israel era muito amarga, porque não havia nem escravo, nem livre, nem quem socorresse a Israel.
27 Jeová não disse que ele apagaria o nome de Israel de debaixo do céu; mas ele os salvou por meio de Jeroboão, filho de Jeoás.
28 Ora, o restante dos atos de Jeroboão, e tudo o que ele fez, e o seu poder, e como pelejou, e como recuperou Damasco e Hamate para Israel, as quais haviam pertencido a Judá, não estão, porventura, escritos no Livro das Crônicas dos Reis de Israel?
29 Adormeceu Jeroboão com seus pais, com os reis de Israel. Em seu lugar, reinou seu filho Zacarias.
Capítulo 15
1 No ano vinte e sete de Jeroboão, rei de Israel, começou a reinar Azarias, filho de Amazias, rei de Judá.
2 Tinha dezesseis anos quando começou a reinar e reinou cinquenta e dois anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Jecolias, de Jerusalém.
3 Ele fez o que era reto aos olhos de Jeová, conforme tudo o que fizera Amazias, seu pai.
4 Contudo, os altos não foram tirados; o povo ainda oferecia sacrifícios e queimava incenso nos altos.
5 Jeová feriu o rei, de modo que ficou leproso até o dia da sua morte e habitou numa casa separada. Jotão, filho do rei, tinha o cargo da casa, julgando o povo da terra.
6 Ora, o restante dos atos de Azarias e tudo o que ele fez não estão, porventura, escritos no Livro das Crônicas dos Reis de Judá?
7 Adormeceu Azarias com seus pais, e sepultaram-no com eles na Cidade de Davi. Em seu lugar, reinou seu filho Jotão.
8 No ano trinta e oito de Azarias, rei de Judá, reinou Zacarias, filho de Jeroboão, sobre Israel, em Samaria, seis meses.
9 Ele fez o mal à vista de Jeová, como tinham feito seus pais; não se apartou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com os quais este fez pecar a Israel.
10 Salum, filho de Jabes, conspirou contra ele; feriu-o diante do povo, matou-o e reinou em seu lugar.
11 Ora, o restante dos atos de Zacarias, eis que está escrito no Livro das Crônicas dos Reis de Israel.
12 Esta foi a palavra que Jeová falou a Jeú: Teus filhos até a quarta geração se assentarão sobre o trono de Israel. Assim sucedeu.
13 Salum, filho de Jabes, começou a reinar no ano trinta e nove de Uzias, rei de Judá, e reinou pelo espaço de um mês em Samaria.
14 Subiu de Tirza Menaém, filho de Gadi, e veio a Samaria, onde feriu a Salum, filho de Jabes, e o matou, e reinou em seu lugar.
15 Ora, o restante dos atos de Salum e a conspiração que fez, eis que estão escritos no Livro das Crônicas dos Reis de Israel.
16 Então, Menaém feriu a Tifsa com todos os que nela estavam e a seus termos, desde Tirza. Porque não lhe abriram as portas, por isso a feriu; e rasgou pelo ventre todas as mulheres grávidas que nela estavam.
17 No ano trinta e nove de Azarias, rei de Judá, começou Menaém, filho de Gadi, a reinar sobre Israel e reinou dez anos em Samaria.
18 Ele fez o mal à vista de Jeová; não se apartou todos os seus dias dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com os quais este fez pecar a Israel.
19 Pul, rei da Assíria, veio contra a terra; e Menaém deu a Pul mil talentos de prata, para que este o socorresse, a fim de confirmar-lhe o reino na sua mão.
20 Menaém exigiu o dinheiro de todos os poderosos e ricos em Israel, cinquenta siclos de prata por cabeça, para o dar ao rei da Assíria. Voltou o rei da Assíria e não se demorou ali na terra.
21 Ora, o restante dos atos de Menaém e tudo o que ele fez não estão, porventura, escritos no Livro das Crônicas dos Reis de Israel?
22 Adormeceu Menaém com seus pais. Em seu lugar, reinou seu filho Pecaías.
23 No ano cinquenta de Azarias, rei de Judá, começou Pecaías, filho de Menaém, a reinar sobre Israel, em Samaria, e reinou dois anos.
24 Ele fez o mal à vista de Jeová; não se apartou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com os quais este fez pecar a Israel.
25 Peca, seu capitão, filho de Remalias, fez uma conspiração contra ele, e feriu-o em Samaria, no castelo da casa do rei, juntamente com Argobe e Arié (e com Peca estavam cinquenta homens dos gileaditas), e matou-o, e reinou em seu lugar.
26 Ora, o restante dos atos de Pecaías e tudo o que ele fez, eis que estão escritos no Livro das Crônicas dos Reis de Israel.
27 No ano cinquenta e dois de Azarias, rei de Judá, começou Peca, filho de Remalias, a reinar sobre Israel, em Samaria, e reinou vinte anos.
28 Ele fez o mal à vista de Jeová; não se apartou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com os quais este fez pecar a Israel.
29 Nos dias de Peca, rei de Israel, veio Tiglate-Pileser, rei da Assíria, e tomou a Ijom, a Abel-Bete-Maaca, a Janoa, a Quedes, a Hazor, a Gileade e a Galileia, toda a terra de Naftali; e levou os habitantes cativos para a Assíria.
30 Oseias, filho de Elá, fez uma conspiração contra Peca, filho de Remalias, e feriu-o, e matou-o, e reinou no seu lugar, no vigésimo ano de Jotão, filho de Uzias.
31 Ora, o restante dos atos de Peca e tudo o que ele fez, eis que estão escritos no Livro das Crônicas dos Reis de Israel.
32 No segundo ano de Peca, filho de Remalias, rei de Israel, começou a reinar Jotão, filho de Uzias, rei de Judá.
33 Ele tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar e reinou dezesseis anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Jerusa, filha de Zadoque.
34 Ele fez o que era reto aos olhos de Jeová e procedeu em tudo como tinha feito seu pai Uzias.
35 Contudo, os altos não foram tirados; o povo ainda oferecia sacrifício e queimava incenso nos altos. Ele edificou a Porta Superior da Casa de Jeová.
36 Ora, o restante dos atos de Jotão e tudo o que ele fez não estão, porventura, escritos no Livro das Crônicas dos Reis de Judá?
37 Naqueles dias, começou Jeová a enviar contra Judá a Rezim, rei da Síria, e a Peca, filho de Remalias.
38 Adormeceu Jotão com seus pais e foi sepultado com eles na Cidade de Davi, seu pai. Em seu lugar, reinou seu filho Acaz.
Capítulo 16
1 No ano dezessete de Peca, filho de Remalias, começou a reinar Acaz, filho de Jotão, rei de Judá.
2 Tinha Acaz vinte anos quando começou a reinar e reinou dezesseis anos em Jerusalém. Não fez o que era reto aos olhos de Jeová, seu Deus, como Davi, seu pai.
3 Mas andou pelo caminho dos reis de Israel e até fez a seu filho passar pelo fogo, segundo as abominações dos pagãos, que Jeová expulsou de diante dos filhos de Israel.
4 Oferecia sacrifício e queimava incenso nos altos, e sobre os outeiros, e debaixo de toda árvore frondosa.
5 Então, subiu Rezim, rei da Síria, e Peca, filho de Remalias, rei de Israel, a Jerusalém, para pelejar; cercaram a Acaz, porém não o puderam vencer.
6 Naquele tempo, Rezim, rei da Síria, restituiu Elate à Síria, lançando fora os judeus; os siros vieram e ficaram habitando ali até o dia de hoje.
7 Acaz enviou mensageiros a Tiglate-Pileser, rei da Assíria, para lhe dizer: Eu sou teu servo e teu filho; sobe e livra-me das mãos do rei da Síria e das mãos do rei de Israel, os quais se levantam contra mim.
8 Tomou Acaz a prata e o ouro que se achou na Casa de Jeová e nos tesouros da casa do rei e enviou um presente ao rei da Assíria.
9 O rei da Assíria deu-lhe ouvidos, subiu contra Damasco e a tomou; levou os moradores cativos para Quir e matou a Rezim.
10 Indo o rei Acaz a Damasco, a encontrar-se com Tiglate-Pileser, viu o altar que estava em Damasco e enviou ao sacerdote Urias a figura do altar e o modelo com que foi feito.
11 Urias, o sacerdote, construiu um altar; conforme tudo o que o rei Acaz tinha ordenado, estando em Damasco, assim o fez o sacerdote Urias antes que o rei voltasse de lá.
12 Quando o rei chegou de Damasco, viu o altar, de que se acercou e sobre que ofereceu sacrifícios.
13 Queimou o seu holocausto e a sua oferta de cereais, e derramou a sua libação e aspergiu o sangue das suas ofertas pacíficas sobre o altar.
14 O altar de bronze que estava na presença de Jeová, ele o trouxe da parte fronteira da casa, de entre o seu altar e a Casa de Jeová, e pôs ao lado setentrional do seu altar.
15 Ordenou também o rei Acaz ao sacerdote Urias, dizendo: Sobre o grande altar, queima o holocausto da manhã, e a oferta de cereais da tarde, e o holocausto do rei, e a sua oferta de cereais, juntamente com o holocausto de todo o povo da terra, e a sua oferta de cereais, e a sua libação; asperge sobre ele todo o sangue do holocausto e todo o sangue do sacrifício, porém o altar de bronze ficará ao meu dispor para nele inquirir.
16 Assim, fez o sacerdote Urias conforme tudo o que o rei Acaz ordenou.
17 O rei Acaz cortou as almofadas das bases, e de cima delas removeu o lavatório, e tirou o mar de sobre os bois de bronze, que lhe ficavam debaixo, e pô-lo sobre um pavimento de pedra.
18 O passadiço coberto para uso no sábado, que tinham construído na casa, e a entrada real pelo lado de fora foram modificados até a Casa de Jeová, por causa do rei da Assíria.
19 Ora, o restante dos atos que Acaz fez não está, porventura, escrito no Livro das Crônicas dos Reis de Judá?
20 Adormeceu Acaz com seus pais e foi sepultado com eles na Cidade de Davi. Em seu lugar, reinou seu filho Ezequias.
Capítulo 17
1 No ano duodécimo de Acaz, rei de Judá, começou Oseias, filho de Elá, a reinar em Samaria e reinou nove anos.
2 Fez o mal à vista de Jeová; contudo, não como os reis de Israel que foram antes dele.
3 Contra ele veio Salmaneser, rei da Assíria; Oseias ficou sendo seu servo e pagava-lhe tributos.
4 O rei da Assíria achou Oseias em conspiração, porque ele tinha enviado mensageiros a Sô, rei do Egito, e não tinha entrado com o tributo, como fizera de ano em ano; portanto, o rei da Assíria o encerrou e o pôs em grilhões numa prisão.
5 Então, o rei da Assíria passou por toda a terra, subiu a Samaria e a sitiou três anos.
6 No ano nono de Oseias, tomou o rei da Assíria a Samaria, e levou Israel cativo para a Assíria, e pô-los em Hala, junto a Habor, rio de Gozã, e nas cidades dos medos.
7 Assim sucedeu porque os filhos de Israel tinham pecado contra Jeová, seu Deus, que os tirou da terra do Egito, de debaixo da mão de Faraó, rei do Egito, e haviam temido a outros deuses
8 e andado nos estatutos das nações que Jeová expulsou de diante dos filhos de Israel e nos que os reis de Israel estabeleceram.
9 Os filhos de Israel fizeram secretamente contra Jeová, seu Deus, o que não era reto e edificaram para si altos em todas as cidades, desde a torre das atalaias até a cidade fortificada.
10 Levantaram para si colunas e Aserins sobre todos os outeiros altos e debaixo de todas as árvores frondosas;
11 ali queimavam incenso em todos os altos, como fizeram as nações que Jeová expulsou de diante deles; cometeram ações iníquas para provocarem Jeová à ira
12 e serviram a ídolos, de que Jeová lhes dissera: Não fareis isso.
13 Todavia, Jeová deu testemunho a Israel e a Judá pelo ministério de todos os profetas e de todos os videntes, dizendo: Voltai dos vossos maus caminhos e guardai os meus mandamentos e os meus estatutos, conforme a lei toda que prescrevi a vossos pais e que vos enviei por meio dos profetas, meus servos.
14 Porém não o quiseram ouvir, mas endureceram a sua cerviz, como a de seus pais, que não creram em Jeová, seu Deus.
15 Rejeitaram os estatutos e a aliança que fez com seus pais e os testemunhos que lhes deu; seguiram a vaidade, e tornaram-se vãos, e seguiram as nações que estavam ao redor deles, a respeito das quais Jeová lhes ordenara que não fizessem como elas fizeram.
16 Abandonaram todos os mandamentos de Jeová, seu Deus, e fizeram para si imagens fundidas de dois bezerros, e fabricaram uma Aserá, e adoraram todo o exército do céu, e serviram a Baal.
17 Também fizeram a seus filhos e suas filhas passar pelo fogo, e deram-se a adivinhações e encantamentos, e venderam-se para fazer o mal à vista de Jeová, provocando-o à ira.
18 Portanto, Jeová muito se irou contra Israel e os tirou de diante da sua face; e não ficou senão somente a tribo de Judá.
19 Também Judá não guardou os mandamentos de Jeová, seu Deus, mas andou nos estatutos que Israel fez.
20 Jeová rejeitou toda a linhagem de Israel, e os afligiu, e os entregou nas mãos dos despojadores, até os ter lançado fora da sua presença.
21 Pois ele rasgara Israel da casa de Davi; e eles fizeram rei a Jeroboão, filho de Nebate; Jeroboão apartou a Israel de Jeová e fê-lo cometer um grande pecado.
22 Os filhos de Israel andaram em todos os pecados que Jeroboão cometeu (não se apartaram deles),
23 até que Jeová removeu a Israel de diante da sua face, como falou por meio de todos os profetas, seus servos. Assim, foi Israel transferido da sua terra para a Assíria, até o dia de hoje.
24 O rei da Assíria trouxe gente de Babilônia, e de Cuta, e de Ava, e de Hamate, e de Sefarvaim e pô-la nas cidades de Samaria em lugar dos filhos de Israel; eles possuíram Samaria e habitaram nas suas cidades.
25 Quando começaram a habitar ali, não temiam a Jeová; portanto, Jeová enviou entre eles leões que os matavam.
26 Pelo que disseram ao rei da Assíria: As nações que transferiste e puseste nas cidades de Samaria não sabem a maneira de servir ao deus da terra; por isso, tem enviado entre eles leões, que os matam, porquanto não sabem a maneira de servir ao deus da terra.
27 Então, o rei da Assíria deu ordens, dizendo: Levai para lá um dos sacerdotes que vós de lá trouxestes (que eles vão e habitem ali); e que ele lhes ensine a maneira de servir ao deus da terra.
28 Veio um dos sacerdotes que eles tinham transferido de Samaria, e habitou em Betel, e lhes ensinava como deviam temer a Jeová.
29 Todavia, cada nação fez para si os seus deuses nas cidades que habitava, e puseram-nos nas casas dos altos que os samaritanos tinham feito.
30 Os de Babilônia fizeram Sucote-Benote, e os de Cuta fizeram Nergal, e os de Hamate fizeram Asima,
31 e os avitas fizeram Nibaz e Tartaque, e os sefarvitas queimavam seus filhos no fogo a Adrameleque e a Anameleque, deuses de Sefarvaim.
32 Assim, temiam a Jeová e dentre si fizeram sacerdotes dos altos, os quais sacrificavam por eles nas casas dos altos.
33 Eles temiam a Jeová e serviam aos seus deuses, segundo o costume das nações do meio das quais tinham sido transferidos.
34 Até o dia de hoje, seguem os antigos costumes, não temem a Jeová, nem fazem segundo os seus próprios estatutos e ordenanças ou segundo a lei e mandamento que Jeová deu aos filhos de Jacó, a quem chamou Israel;
35 com os quais Jeová fizera aliança e lhes tinha mandado, dizendo: Não temereis a outros deuses, nem vos prostrareis diante deles, nem os servireis, nem lhes oferecereis sacrifícios;
36 mas sim a Jeová, que vos tirou da terra do Egito com grande poder e com braço estendido, a ele temereis, e diante dele vos prostrareis, e a ele oferecereis sacrifícios.
37 Os estatutos, e as ordenanças, e a lei e o mandamento que vos deu por escrito, a esses tereis cuidado de os observar para sempre; não temereis a outros deuses.
38 Não vos esquecereis da aliança que fiz convosco, nem temereis a outros deuses;
39 mas temereis a Jeová, vosso Deus, e ele vos livrará das mãos de todos os vossos inimigos.
40 Contudo, eles não deram ouvidos, mas procederam segundo o seu antigo costume.
41 Assim, essas nações temiam a Jeová e serviam as suas imagens de escultura; como fizeram seus pais, assim fazem também seus filhos e os filhos de seus filhos, até o dia de hoje.
Capítulo 18
1 No terceiro ano de Oseias, filho de Elá, rei de Israel, começou a reinar Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá.
2 Tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar e reinou vinte e nove anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Abi, filha de Zacarias.
3 Ele fez o que era reto aos olhos de Jeová, segundo o que tinha feito Davi, seu pai.
4 Tirou os altos, quebrou as colunas, deitou abaixo a Aserá, fez em pedaços a serpente de cobre que Moisés tinha feito (porque até esses dias os filhos de Israel lhe queimavam incenso) e chamou-lhe Neustã.
5 Confiou em Jeová, Deus de Israel, de modo que, depois dele, não houve, dentre todos os reis de Judá, quem lhe fosse semelhante, nem entre os que foram antes dele.
6 Pois se apegou a Jeová, não se apartou dele, mas guardou os mandamentos que Jeová ordenou a Moisés.
7 Jeová era com ele; para onde quer que saía, prosperava. Rebelou-se contra o rei da Assíria e não o serviu.
8 Ele feriu os filisteus até Gaza, e os seus termos, desde a torre das atalaias até a cidade fortificada.
9 No quarto ano do rei Ezequias, que era o sétimo ano de Oseias, filho de Elá, rei de Israel, subiu Salmaneser, rei da Assíria, contra Samaria e a sitiou.
10 Ao cabo de três anos, tomaram-na; isto é, no sexto ano de Ezequias, que era o ano nono de Oseias, rei de Israel, foi Samaria tomada.
11 O rei da Assíria transferiu a Israel para Assíria, e pô-los em Hala, junto a Habor, rio de Gozã, e nas cidades dos medos;
12 porque não obedeceram à voz de Jeová, seu Deus, mas transgrediram a sua aliança, a saber, tudo o que Moisés, servo de Jeová, ordenou, e não o quiseram ouvir, nem observar.
13 No décimo quarto ano do rei Ezequias, subiu Senaqueribe, rei da Assíria, contra todas as cidades fortificadas de Judá e tomou-as.
14 Ezequias, rei de Judá, enviou ao rei da Assíria, a Laquis, mensageiros que lhe dissessem: Estou em culpa; retira-te de mim; suportarei tudo o que me impuseres. O rei da Assíria, então, impôs a Ezequias, rei de Judá, trezentos talentos de prata e trinta talentos de ouro.
15 Ezequias deu-lhe toda a prata que se achou na Casa de Jeová e nos tesouros da casa do rei.
16 Nesse tempo, cortou Ezequias o ouro das portas do templo de Jeová e das colunas que Ezequias, rei de Judá, tinha forrado, e o deu ao rei da Assíria.
17 O rei da Assíria enviou, de Laquis, Tartã, Rabe-Saris e Rabsaqué, com um grande exército, ao rei Ezequias, a Jerusalém. Subiram e foram a Jerusalém. Tendo subido, vieram e pararam junto ao aqueduto da piscina superior que está no caminho do campo do lavandeiro.
18 Tendo eles chamado o rei, saíram-lhes ao encontro Eliaquim, filho de Hilquias, mordomo, e Sebna, secretário, e Joá, filho de Asafe, cronista mor.
19 Disse-lhes Rabsaqué: Dizei a Ezequias: Assim diz o grande rei, o rei da Assíria: Que confiança é essa em que te estribas?
20 Dizes (são, porém, palavras vãs): Há conselho e poder para a guerra. Em quem, pois, agora confias, para que te tenhas rebelado contra mim?
21 Eis que agora confias no bordão dessa cana esmagada, que é o Egito, sobre o qual se o homem se firmar, se lhe meterá pela mão e a traspassará; assim é Faraó, rei do Egito, para todos os que nele confiam.
22 Mas, se me disserdes: Confiamos em Jeová, nosso Deus, não é este aquele cujos altos e altares Ezequias demolia e disse a Judá e a Jerusalém: Diante deste altar adorareis em Jerusalém?
23 Agora, faze um convênio com o rei da Assíria, meu amo, e dar-te-ei dois mil cavalos, se da tua parte puderes achar homens para os montar.
24 Como poderias repelir um só capitão dos menores dos servos do meu amo? Confias no Egito para obteres cavalos e carros.
25 É, porventura, sem a vontade de Jeová que subi contra este lugar para o destruir? Jeová disse-me: Sobe contra esta terra e destrói-a.
26 Então, disseram Eliaquim, filho de Hilquias, e Sebna, e Joá a Rabsaqué: Rogamos-te que fales aos teus servos na língua aramaica, pois nós a entendemos; não nos fales na língua dos judeus aos ouvidos do povo que está em cima do muro.
27 Mas Rabsaqué respondeu-lhes: Enviou-me, porventura, meu amo a teu amo e a ti para falar estas palavras? Não me enviou aos homens que estão sentados em cima do muro, para que juntamente convosco comam o seu excremento e bebam a sua urina?
28 Rabsaqué pôs-se em pé, e gritou em alta voz na língua dos judeus, e falou: Ouvi a palavra do grande rei, do rei da Assíria.
29 Assim diz o rei: Não vos engane Ezequias, porque não vos poderá livrar da sua mão,
30 nem tampouco vos faça Ezequias confiar em Jeová, dizendo: Jeová, na verdade, nos livrará, e esta cidade não será entregue nas mãos do rei da Assíria.
31 Não deis ouvidos a Ezequias, pois assim diz o rei da Assíria: Fazei pazes comigo e saí para mim; coma cada um de vós da sua vinha e da sua figueira, e beba cada um as águas da sua cisterna,
32 até que eu venha e vos transfira para uma terra que é semelhante à vossa terra, terra de trigo e de mosto, terra de pão e de vinhas, terra de azeite de oliveira e de mel, para que vivais e não morrais. Não deis ouvidos a Ezequias, porque vos engana, dizendo: Jeová nos livrará.
33 Acaso, qualquer dos deuses das nações pôde jamais livrar a sua terra das mãos do rei da Assíria?
34 Onde estão os deuses de Hamate e de Arpade? Onde estão os deuses de Sefarvaim, de Hena e de Iva? Livraram eles da minha mão a Samaria?
35 Quais são entre todos os deuses das terras os que livraram da minha mão a sua terra, para que Jeová possa livrar da minha mão a Jerusalém?
36 O povo, porém, ficou calado e não lhe respondeu palavra, pois o rei ordenou, dizendo: Não lhe respondais.
37 Então, rasgados os vestidos, vieram Eliaquim, filho de Hilquias, mordomo, e Sebna, secretário, e Joá, filho de Asafe, cronista mor, ter com Ezequias e lhe referiram as palavras de Rabsaqué.
Capítulo 19
1 O que tendo ouvido o rei Ezequias, rasgou os seus vestidos, cobriu-se de saco e entrou na Casa de Jeová.
2 Enviou Eliaquim, mordomo, e Sebna, secretário, e os anciãos dos sacerdotes, cobertos de saco, ao profeta Isaías, filho de Amós.
3 Eles lhe disseram: Assim diz Ezequias: Este dia é dia de angústia, de increpação e de contumélia, porque os filhos são chegados ao parto, e não há força para os dar à luz.
4 Jeová, teu Deus, ouvirá talvez todas as palavras de Rabsaqué, a quem o rei da Assíria, seu amo, enviou para afrontar ao Deus vivo, e repreenderá as palavras que Jeová, teu Deus, ouviu. Pelo que levanta a tua oração a favor do resto que ainda fica.
5 Foram os servos do rei Ezequias ter com Isaías.
6 Isaías disse-lhes: Assim direis ao vosso amo: Assim diz Jeová: Não tenhas medo das palavras que ouviste, com as quais os servos do rei da Assíria me blasfemaram.
7 Eis que estou para lhe dar um espírito, e ouvirá uma nova e voltará para a sua terra; e fá-lo-ei cair à espada na sua terra.
8 Voltou Rabsaqué e achou o rei da Assíria pelejando contra Libna, porque tinha sabido que o rei se havia retirado de Laquis.
9 Ouvindo ele dizer de Tiraca, rei da Etiópia: Eis que ele é chegado para pelejar contra ti, tornou a enviar mensageiros a Ezequias, dizendo:
10 Assim falareis a Ezequias, rei de Judá: Não te engane o teu Deus, no qual tu confias, dizendo: Jerusalém não será entregue nas mãos do rei da Assíria.
11 Porque tu tens ouvido o que os reis da Assíria têm feito a todas as terras, destruindo-as totalmente; e serás tu poupado?
12 Porventura, os deuses das nações livraram os povos que meus pais destruíram: Gozã, e Harã, e Rezefe, e os filhos de Éden, que estavam em Telassar?
13 Onde está o rei de Hamate, e o rei de Arpade, e o rei da cidade de Sefarvaim, de Hena e de Iva?
14 Tendo Ezequias recebido a carta da mão dos mensageiros, leu-a, subiu à Casa de Jeová e estendeu-a diante de Jeová.
15 Ezequias orou diante de Jeová e disse: Jeová, Deus de Israel, que estás sentado sobre os querubins, tu, só tu, és o Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste o céu e a terra.
16 Inclina, ó Jeová, os teus ouvidos e ouve; abre, ó Jeová, os teus olhos, e vê, e ouve as palavras de Senaqueribe, com as quais enviou o seu mensageiro a afrontar ao Deus vivo.
17 Verdade é, Jeová, que os reis da Assíria têm assolado as nações e as suas terras
18 e lançado os deuses delas no fogo, pois deuses não eram, mas obras de mão de homens, pau e pedra; por isso, os destruíram.
19 Agora, Jeová, nosso Deus, salva-nos das suas mãos, para que todos os reinos da terra saibam que tu, só tu, és Deus Jeová.
20 Então, Isaías, filho de Amós, mandou dizer a Ezequias: Assim diz Jeová, Deus de Israel: Já que me fizeste a tua súplica contra Senaqueribe, rei da Assíria, eu te ouvi.
21 Esta é a palavra que Jeová falou acerca dele: A virgem filha de Sião te desprezou e te escarneceu; a filha de Jerusalém contra ti meneou a cabeça.
22 A quem afrontaste e blasfemaste? Contra quem levantaste a tua voz e ergueste os teus olhos ao alto? Contra o Santo de Israel.
23 Por meio dos teus mensageiros, afrontaste a Jeová e disseste: Com a multidão dos meus carros, subi eu ao alto dos montes, ao interior do Líbano; eu deitarei abaixo os seus altos cedros e os seus mais formosos ciprestes, entrarei na sua mais distante pousada, no bosque do seu campo fértil.
24 Eu tenho cavado e bebido águas estranhas e, com as plantas dos meus pés, secarei todos os rios do Egito.
25 Não ouviste como fiz isso já há muito tempo e o formei desde dias antigos? Agora, o executei, para que fosses tu o que reduzisses cidades fortificadas a montões de ruínas.
26 Por isso, os que nelas habitavam tinham pouca força, ficaram pasmados e confundidos; tornaram-se como a erva do campo, e como a relva verde, e como o feno dos telhados, e como o trigo queimado antes de amadurecer.
27 Mas sei o teu assentar, o teu sair, o teu entrar e o teu furor contra mim.
28 Por causa do teu furor contra mim e porque a tua arrogância subiu aos meus ouvidos, portanto porei o meu anzol no teu nariz e o meu freio nos teus beiços e te farei voltar pelo caminho pelo qual vieste.
29 Isto te será por sinal: este ano comereis o que nascer por si mesmo, e, no segundo ano, o que daí proceder, e, no terceiro ano, semeai e colhei, e plantai vinhas, e comei o seu fruto.
30 O resto que escapar da casa de Judá tornará a lançar raízes para baixo e dará fruto para cima.
31 Porque de Jerusalém sairá um resto, e do monte de Sião os que escaparem; o zelo de Jeová fará isso.
32 Portanto, assim diz Jeová acerca do rei da Assíria: Não chegará a esta cidade, nem atirará aqui uma seta; tampouco virá perante ela com escudo, nem contra ela levantará uma trincheira.
33 Pelo caminho pelo qual veio, por ele mesmo voltará e não chegará a esta cidade, diz Jeová.
34 Pois defenderei esta cidade para a salvar, por amor de mim e por amor do meu servo Davi.
35 Naquela noite, saiu o Anjo de Jeová e feriu no arraial dos assírios cento e oitenta e cinco mil homens; e, ao levantarem-se pela manhã cedo, viram que todos eram cadáveres.
36 Então, se retirou Senaqueribe, rei da Assíria, e foi, e voltou, e habitou em Nínive.
37 Quando ele adorava na casa de Nisroque, seu deus, feriram-no à espada Adrameleque e Sarezer, que escaparam para a terra de Ararate. Em seu lugar reinou seu filho, Esar-Hadom.
Capítulo 20
1 Naqueles dias, adoeceu Ezequias de morte. O profeta Isaías, filho de Amós, veio ter com ele e disse-lhe: Assim diz o Senhor: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás e não viverás.
2 O rei virou o rosto para a parede e orou a Jeová, dizendo:
3 Lembra-te, agora, Jeová, te peço, de que modo tenho andado diante de ti em verdade e com um coração perfeito e tenho feito o que é do teu agrado. Derramou Ezequias grande cópia de lágrimas.
4 Antes que Isaías tivesse chegado à parte central da cidade, veio-lhe a palavra de Jeová, dizendo:
5 Volta e dize a Ezequias, príncipe do meu povo: Assim diz Jeová, Deus de teu pai Davi: Eu ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas. Eis que te sararei; ao terceiro dia, subirás à Casa de Jeová.
6 Acrescentarei aos teus dias quinze anos; das mãos do rei da Assíria te livrarei a ti e a toda esta cidade, que defenderei por amor de mim e por amor do meu servo Davi.
7 Disse Isaías: Tomai uma pasta de figos. Tomaram-na e puseram-na sobre a úlcera; e o rei sarou.
8 Perguntou Ezequias a Isaías: Qual será o sinal de que Jeová me sarará e de que, ao terceiro dia, subirei à Casa de Jeová?
9 Respondeu Isaías: Isto te será por sinal da parte de Jeová, de que ele cumprirá o que falou: adiantará dez degraus ou voltará a sombra dez degraus atrás?
10 Ezequias disse: É fácil que a sombra adiante dez degraus; não seja assim, mas volte ela dez degraus atrás.
11 O profeta Isaías clamou a Jeová; e Jeová fez que a sombra voltasse dez degraus que já tinha adiantado sobre os degraus de Acaz.
12 Nesse tempo, Berodaque-Baladã, filho de Baladã, rei da Babilônia, enviou cartas e um presente a Ezequias, por ter sabido que ele havia estado doente.
13 Ezequias deu-lhes audiência e mostrou-lhes a casa toda de suas preciosidades, a prata, e o ouro, e as especiarias, e o azeite precioso, e a sua casa de armas, e tudo o que se achava nos seus tesouros; não houve nada em sua casa e em todo o seu domínio que Ezequias não lhes mostrasse.
14 Veio o profeta Isaías ao rei Ezequias e perguntou-lhe: Que disseram estes homens? E donde vieram ter contigo? Respondeu Ezequias: Vieram de um país longínquo, da Babilônia.
15 Disse ele: Que viram em tua casa? Respondeu Ezequias: Viram tudo quanto há em minha casa; não há nada nos meus tesouros que eu não lhes mostrasse.
16 Disse Isaías a Ezequias: Ouve a palavra de Jeová:
17 Eis que vêm dias em que será levado para a Babilônia tudo o que há em tua casa e o que teus pais têm entesourado até o dia de hoje; não ficará coisa alguma, diz Jeová.
18 Serão levados alguns de teus filhos que saírem de ti e que gerares, e serão eunucos no palácio do rei da Babilônia.
19 Ezequias respondeu a Isaías: Boa é a palavra de Jeová que acabas de falar. Disse mais: Pois não é assim, desde que vai haver paz e verdade nos meus dias?
20 Ora, o restante dos atos de Ezequias, e todo o seu poder, e de que modo fez a piscina e o aqueduto e trouxe água para dentro da cidade não estão, porventura, escritos no Livro das Crônicas dos Reis de Judá?
21 Adormeceu Ezequias com seus pais, e, em seu lugar, reinou seu filho Manassés.
Capítulo 21
1 Manassés tinha doze anos quando começou a reinar e reinou cinquenta e cinco anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Hefzibá.
2 Ele fez o mal à vista de Jeová, conforme as abominações das nações que Jeová expulsou de diante dos filhos de Israel.
3 Pois tornou a edificar os altos que seu pai Hezequias tinha destruído; levantou altares a Baal, fez uma Aserá como tinha feito Acabe, rei de Israel, adorou a todo o exército do céu e os serviu.
4 Edificou altares na Casa de Jeová, da qual Jeová disse: Em Jerusalém, estabelecerei o meu nome.
5 Edificou altares a todo o exército do céu nos dois átrios da Casa de Jeová.
6 Fez passar a seu filho pelo fogo, e usou de augúrios e encantamentos, e teve relações com os que tinham espíritos familiares e com os feiticeiros, e fez muito mal à vista de Jeová, para o provocar à ira.
7 Também colocou a imagem esculpida da Aserá, que tinha feito, na casa de que Jeová disse a Davi e a Salomão, seu filho: Nesta casa e em Jerusalém, que escolhi dentre todas as tribos de Israel, estabelecerei o meu nome para sempre;
8 nem farei que os pés de Israel para o futuro andem errantes da terra que dei a seus pais; contanto que tenham cuidado de fazer conforme tudo o que lhes tenho mandado e conforme toda a lei que o meu servo Moisés lhes ordenou.
9 Eles, porém, não ouviram; e Manassés os seduziu para fazerem o que era mau, mais do que fizeram as nações que Jeová destruiu diante dos filhos de Israel.
10 Falou Jeová pelos profetas, seus servos, dizendo:
11 Porque Manassés, rei de Judá, fez estas abominações, e procedeu mais iniquamente do que tudo o que fizeram os amorreus que foram antes dele, e fez pecar também a Judá com os seus ídolos,
12 portanto assim diz Jeová, Deus de Israel: Eis que trago tais males sobre Jerusalém e Judá que todo o que os ouvir, lhe ficarão retinindo ambos os ouvidos.
13 Estenderei sobre Jerusalém o cordão de Samaria e o prumo da casa de Acabe; limparei a Jerusalém como quem limpa um prato, o limpa e o vira sobre a sua face.
14 Lançarei fora os restos da minha herança e os entregarei nas mãos dos seus inimigos; e servirão de presa e de despojo para todos os seus inimigos,
15 porque fizeram o mal à minha vista e me provocaram à ira desde o dia em que seus pais saíram do Egito até o dia de hoje.
16 Além disso, derramou Manassés muitíssimo sangue inocente, até que encheu a Jerusalém dum ao outro extremo, afora o seu pecado com que fez pecar a Israel, fazendo o mal à vista de Jeová.
17 Ora, o restante dos atos de Manassés, e tudo o que ele fez, e o pecado que cometeu, não estão, porventura, escritos no Livro das Crônicas dos Reis de Judá?
18 Adormeceu Manassés com seus pais e foi sepultado no jardim de sua casa, no jardim de Uzá. Em seu lugar, reinou seu filho Amom.
19 Tinha Amom vinte e dois anos quando começou a reinar e reinou dois anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Mesulemete, filha de Haruz, de Jotbá.
20 Ele fez o mal à vista de Jeová, como havia feito Manassés, seu pai.
21 Andou em todo o caminho em que tinha andado seu pai, e serviu os ídolos a que seu pai tinha servido, e adorou-os;
22 abandonou a Jeová, Deus de seus pais, e não andou no caminho de Jeová.
23 Os servos de Amom conspiraram contra ele e mataram o rei em sua casa.
24 Mas o povo da terra matou todos aqueles que tinham conspirado contra o rei Amom e constituiu a Josias, seu filho, como rei em seu lugar.
25 Ora, o restante dos atos que Amom fez não está, porventura, escrito no Livro das Crônicas dos Reis de Judá?
26 Foi sepultado no seu sepulcro no jardim de Uzá. Em seu lugar, reinou seu filho Josias.
Capítulo 22
1 Josias tinha oito anos quando começou a reinar e reinou trinta e um anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Jedida, filha de Adaías, de Bozcate.
2 Ele fez o que era reto aos olhos de Jeová, andou em todo o caminho de seu pai Davi e não se desviou nem para a direita nem para a esquerda.
3 No ano décimo oitavo do rei Josias, enviou o rei o secretário Safã, filho de Azalias, filho de Mesulão, à Casa de Jeová, dizendo-lhe:
4 Sobe ao sumo sacerdote Hilquias, para que faça a soma do dinheiro que é trazido para a Casa de Jeová, coletado do povo pelos guardas da porta.
5 Que o deem aos mestres de obra da Casa de Jeová e que estes o deem aos que fazem a obra, aos que estão na Casa de Jeová, para repararem os estragos da casa,
6 aos carpinteiros, aos edificadores e aos pedreiros, para comprarem madeiras e pedras de cantaria, a fim de repararem a casa.
7 Contudo, não se tomava conta a eles do dinheiro que lhes foi entregue nas mãos, porque eles se haviam com fidelidade.
8 O sumo sacerdote Hilquias disse ao secretário Safã: Achei o livro da lei na Casa de Jeová. Hilquias entregou o livro a Safã, que o leu.
9 O secretário Safã veio ter com o rei e deu-lhe conta, dizendo: Teus servos despejaram o dinheiro que se achou na casa e entregaram-no aos mestres de obra da Casa de Jeová.
10 Contou mais o secretário Safã ao rei, dizendo: O sacerdote Hilquias entregou-me um livro. Safã leu-o diante do rei.
11 Tendo o rei ouvido as palavras do livro da lei, rasgou os seus vestidos.
12 O rei ordenou ao sacerdote Hilquias, e a Aicão, filho de Safã, e a Acbor, filho de Micaías, e ao secretário Safã, e a Asaías, servo do rei, dizendo-lhes:
13 Ide e consultai a Jeová por mim, e pelo povo, e por todo o Judá acerca das palavras deste livro que se achou; pois grande é o furor de Jeová que se acendeu contra nós, porque nossos pais não deram ouvidos às palavras deste livro, para fazerem conforme tudo o que de nós está escrito.
14 O sacerdote Hilquias, e Aicão, e Acbor, e Safã, e Asaías foram ter com a profetisa Hulda, mulher de Salum, filho de Ticva, filho de Harás, encarregado das vestimentas (Ora, ela habitava em Jerusalém no segundo quarteirão.), e falaram-lhe.
15 Ela lhes respondeu: Assim diz Jeová, Deus de Israel: Dizei ao homem que vos enviou a mim:
16 Assim diz Jeová: Eis que trarei males sobre este lugar e sobre os seus habitantes, a saber, todas as palavras do livro que o rei de Judá leu.
17 Porque me deixaram e queimaram incenso a outros deuses, para me provocarem à ira com todas as obras das suas mãos; portanto, o meu furor se acenderá contra este lugar e não se extinguirá.
18 Porém ao rei de Judá, que vos enviou a consultar a Jeová, assim lhe direis: Assim diz Jeová, Deus de Israel, a respeito das palavras que ouviste:
19 Porque se enterneceu o teu coração, e te humilhaste diante de Jeová, ao ouvires o que falei contra este lugar e contra os seus habitantes, a saber, que viriam a ser desolação e maldição, e rasgaste os teus vestidos, e choraste diante de mim, eu também te ouvi, diz Jeová.
20 Portanto, eis que te recolherei a teus pais, serás recolhido em paz à tua sepultura, e os teus olhos não verão todo o mal que eu trarei sobre este lugar. Tornaram a contar isso ao rei.
Capítulo 23
1 Então, o rei mandou, e se ajuntaram a ele todos os anciãos de Judá e de Jerusalém.
2 O rei subiu à Casa de Jeová, e, com ele, todos os homens de Judá e todos os habitantes de Jerusalém, e os sacerdotes, e os profetas, e todo o povo, tanto pequenos como grandes; e leu aos ouvidos deles todas as palavras do livro da Aliança, que fora achado na Casa de Jeová.
3 O rei pôs-se em pé junto à coluna e fez aliança com Jeová, para andar atrás dele e guardar os seus mandamentos, os seus testemunhos e os seus estatutos, de todo o seu coração e de toda a sua alma, para confirmar as palavras desta aliança que estavam escritas neste livro; e todo o povo esteve pela aliança.
4 O rei ordenou ao sumo sacerdote Hilquias, e aos sacerdotes da segunda ordem, e aos guardas da porta que tirassem do templo de Jeová todos os vasos que tinham sido feitos para Baal, e para a Aserá, e para todo o exército do céu; queimou-os fora de Jerusalém, nos campos de Cedrom e levou a cinza deles para Betel.
5 Aboliu também os sacerdotes idólatras, que foram constituídos pelos reis de Judá para queimarem incenso nos altos nas cidades de Judá e nos lugares em torno de Jerusalém, como também os que queimavam incenso a Baal, ao sol, à lua, aos planetas e a todo o exército do céu.
6 Tirou da Casa de Jeová a Aserá, que levou para fora de Jerusalém, à torrente de Cedrom, junto da qual a queimou e a reduziu a pó, que lançou sobre as sepulturas do vulgacho.
7 Derrubou as casas dos sodomitas que estavam na Casa de Jeová, onde as mulheres teciam cortinas para a Aserá.
8 Das cidades de Judá tirou todos os sacerdotes, e profanou os altos em que os sacerdotes haviam queimado incenso, desde Geba até Berseba, e derrubou os altos das portas que estavam junto à entrada da porta de Josué, governador da cidade, e ficavam à esquerda da porta da cidade.
9 Todavia, os sacerdotes dos altos não subiam ao altar de Jeová em Jerusalém, mas comiam pães asmos no meio de seus irmãos.
10 Profanou a Tofete, que está no vale dos Filhos de Hinom, para que ninguém fizesse passar a seu filho ou a sua filha pelo fogo a Moloque.
11 Tirou os cavalos que os reis de Judá tinham consagrado ao sol, à entrada da Casa de Jeová, perto da câmara do camareiro Natã-Meleque, a qual ficara nos recintos; e queimou a fogo os carros do sol.
12 O rei derrubou os altares que estavam sobre o teto da câmara alta de Acaz, os quais os reis de Judá haviam feito, e os altares que Manassés tinha feito nos dois átrios da Casa de Jeová, e, correndo dali, lançou o pó deles na torrente de Cedrom.
13 O rei também profanou os altos que estavam defronte de Jerusalém, à direita do monte de Corrupção, que Salomão, rei de Israel, tinha edificado para Astarote, abominação dos sidônios, e para Camos, abominação de Moabe, e para Milcom, abominação dos filhos de Amom.
14 Fez em pedaços as colunas, e cortou os Aserins, e encheu estes lugares de ossos de homens.
15 O altar que estava em Betel, e o alto que tinha edificado Jeroboão, filho de Nebate, que fez pecar a Israel, mesmo aquele altar e o alto, ele os derribou; queimou o alto, e reduziu-o a pó, e queimou a Aserá.
16 Ao voltar-se Josias, viu os sepulcros que estavam ali no monte; e mandou tirar dos sepulcros os ossos e queimou-os sobre o altar, profanando-o, conforme a palavra de Jeová, proclamada pelo homem de Deus, que proclamou essas coisas.
17 Então, perguntou: Que monumento é este que eu vejo? Responderam-lhe os homens da cidade: É o sepulcro do homem de Deus, que veio de Judá e proclamou estas coisas que acabas de fazer ao altar de Betel.
18 Josias disse: Deixai-o estar, ninguém mova os ossos dele. Deixaram, pois, os ossos dele juntamente com os ossos do profeta que tinha vindo de Samaria.
19 Também tirou Josias todas as casas dos altos que havia na cidade de Samaria, edificadas pelos reis de Israel para provocarem Jeová à ira, e fez-lhes conforme tudo o que havia feito em Betel.
20 A todos os sacerdotes dos altos que estavam ali, matou-os sobre os altares, onde queimou ossos de homens; e voltou para Jerusalém.
21 O rei deu ordem a todo o povo, dizendo: Celebrai a Páscoa a Jeová, vosso Deus, como está escrito neste livro da Aliança.
22 Por certo, não se celebrou Páscoa tal desde os juízes que julgaram a Israel, nem em todos os dias dos reis de Israel, nem nos dias dos reis de Judá;
23 porém, no décimo oitavo ano do rei Josias, foi esta Páscoa celebrada a Jeová, em Jerusalém.
24 Aboliu também Josias os que tinham espíritos familiares, os feiticeiros, os terafins, os ídolos e todas as abominações que foram notadas na terra de Judá e em Jerusalém, para confirmar as palavras da lei escrita no livro que o sacerdote Hilquias achou na Casa de Jeová.
25 Não houve antes dele rei que lhe fosse semelhante, que se convertesse a Jeová de todo o seu coração, de toda a sua alma e de toda a sua força, conforme toda a lei de Moisés; nem depois dele, lhe houve outro semelhante.
26 Todavia, Jeová não arrefeceu o ardor da grande ira, que se tinha acendido contra Judá, por causa de todas as provocações com que Manassés o tinha irritado.
27 Jeová disse: Removerei também a Judá de diante de mim, como removi a Israel, e rejeitarei a cidade de Jerusalém que escolhi, e a casa da qual eu disse: O meu nome estará ali.
28 Ora, o restante dos atos de Josias e tudo o que ele fez não estão, porventura, escritos no Livro das Crônicas dos Reis de Judá?
29 Faraó-Neco, rei do Egito, subiu nos seus dias ao rio Eufrates contra o rei da Assíria; e o rei Josias, saindo contra ele, foi morto em Megido, após o encontro.
30 De Megido os seus servos, em um carro, levaram-no morto, e, transportando-o a Jerusalém, sepultaram-no no seu sepulcro. O povo da terra tomou a Jeoacaz, filho de Josias, e ungiram-no e constituíram-no rei em lugar de seu pai.
31 Jeoacaz tinha vinte e três anos quando começou a reinar e reinou três meses em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Hamutal, filha de Jeremias, de Libna.
32 Ele fez o mal à vista de Jeová, conforme tudo o que haviam feito seus pais.
33 Faraó-Neco prendeu-o em Ribla, na terra de Hamate, para que não reinasse em Jerusalém; e obrigou a terra a pagar um tributo de cem talentos de prata e de um talento de ouro.
34 Faraó-Neco constituiu rei a Eliaquim, filho de Josias, em lugar de Josias, seu pai, e mudou-lhe o nome em Jeoaquim; porém levou consigo a Jeoacaz, que foi ao Egito, onde morreu.
35 Jeoaquim deu a Faraó prata e ouro, porém estabeleceu um imposto sobre a terra para pagar o dinheiro segundo a ordem de Faraó. Do povo da terra exigiu prata e ouro, de cada um segundo o que lhe foi imposto, para o dar a Faraó-Neco.
36 Jeoaquim tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar e reinou onze anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Zebida, filha de Pedaías, de Ruma.
37 Ele fez o mal à vista de Jeová, conforme tudo o que haviam feito seus pais.
Capítulo 24
1 Nos seus dias, subiu Nabucodonosor, rei da Babilônia, e Jeoaquim ficou sendo seu servo por três anos; então, de novo, se rebelou contra ele.
2 Jeová enviou contra ele tropas dos caldeus, tropas dos siros, tropas dos moabitas e tropas dos filhos de Amom e enviou-as contra Judá para o destruírem, conforme a palavra que Jeová falou pelos profetas, seus servos.
3 Foi, de fato, por ordem de Jeová que veio isso sobre Judá, para o remover da sua presença, por causa de todos os pecados cometidos por Manassés,
4 bem como por causa do sangue inocente que ele derramou, pois encheu a Jerusalém de sangue inocente. Jeová não quis perdoar.
5 Ora, o restante dos atos de Jeoaquim e tudo o que ele fez não estão, porventura, escritos nos Livros das Crônicas dos Reis de Judá?
6 Adormeceu Jeoaquim com seus pais, e, em seu lugar, reinou seu filho Joaquim.
7 O rei do Egito nunca mais saiu da sua terra, porque o rei da Babilônia tinha tirado tudo o que pertencia ao rei do Egito, desde a torrente do Egito até o rio Eufrates.
8 Joaquim tinha dezoito anos quando começou a reinar e reinou três meses em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Neústa, filha de Elnatã, de Jerusalém.
9 Ele fez o mal à vista de Jeová, conforme tudo o que seu pai tinha feito.
10 Nesse tempo, subiram os servos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, a Jerusalém, e a cidade foi sitiada.
11 Veio à cidade Nabucodonosor, rei da Babilônia, enquanto seus servos a sitiavam;
12 e Joaquim, rei de Judá, saiu ao rei da Babilônia, com sua mãe, seus servos, seus príncipes e seus oficiais. O rei da Babilônia o tomou preso no oitavo ano do seu reinado.
13 Levou dali todos os tesouros da Casa de Jeová e os tesouros da casa do rei e, como Jeová havia dito, despedaçou todos os vasos de ouro que Salomão, rei de Israel, tinha feito no templo de Jeová.
14 Transferiu toda Jerusalém, todos os príncipes e todos os ilustres em valor, dez mil cativos, e todos os artífices e ferreiros; ninguém ficou senão os mais pobres dentre o povo da terra.
15 Transferiu também a Joaquim para a Babilônia; a mãe do rei, suas mulheres, seus oficiais e os homens principais da terra, ele os levou cativos de Jerusalém a Babilônia.
16 Todos os homens de valor em número de sete mil, e os artífices e os ferreiros em número de mil, todos eles robustos e guerreiros, levou-os o rei da Babilônia cativos para a Babilônia.
17 O rei da Babilônia constituiu rei em lugar dele a Matanias, irmão de seu pai, e mudou-lhe o nome em Zedequias.
18 Zedequias tinha vinte e um anos quando começou a reinar e reinou onze anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Hamutal, filha de Jeremias, de Libna.
19 Ele fez o mal à vista de Jeová, conforme tudo o que Joaquim fizera.
20 Pois, por causa da ira de Jeová, assim sucedeu em Jerusalém e em Judá até os ter lançado da sua presença. Zedequias rebelou-se contra o rei da Babilônia.
Capítulo 25
1 Aconteceu que, no ano nono do seu reinado, no décimo mês, aos dez dias do mês, veio Nabucodonosor, rei da Babilônia, com todo o exército contra Jerusalém, e acampou-se contra ela, e contra ela levantaram trincheiras ao redor.
2 A cidade ficou sitiada até o undécimo ano de Zedequias.
3 Aos nove dias do quarto mês, viu-se a cidade apertada de fome, de modo que não havia pão para o povo da terra.
4 Então, se abriu uma brecha na cidade e todos os homens de guerra fugiram de noite pelo caminho da porta entre os dois muros, a qual está junto ao jardim do rei (Ora, os caldeus cercavam a cidade ao redor.); e o rei fugiu pelo caminho da Arabá.
5 Mas o exército dos caldeus perseguiu ao rei e alcançou-o nas campinas de Jericó; e todo o exército do rei foi disperso para longe dele.
6 Então, o tomaram preso e o levaram a Ribla, ao rei da Babilônia; e foi-lhe pronunciada a sentença.
7 Mataram aos filhos de Zedequias à sua vista, vazaram-lhe os olhos, ataram-no com cadeias e levaram-no para a Babilônia.
8 Ora, no quinto mês, aos sete dias do mês, que era o décimo nono ano de Nabucodonosor, rei da Babilônia, veio a Jerusalém Nebuzaradã, capitão da guarda, servo do rei da Babilônia.
9 Queimou a Casa de Jeová e a casa do rei; todas as casas de Jerusalém, todas as casas importantes, ele as entregou às chamas.
10 Todo o exército dos caldeus que estava com o capitão da guarda deitou abaixo em roda os muros de Jerusalém.
11 Nebuzaradã, capitão da guarda, transferiu o resto do povo que havia ficado na cidade, e os que se tinham desertado para o rei da Babilônia, e o resto da multidão;
12 mas deixou alguns dos mais pobres da terra para serem vinheiros e lavradores.
13 Os caldeus despedaçaram as colunas de bronze, as bases e o mar de bronze que estavam na Casa de Jeová e levaram o bronze para a Babilônia.
14 Levaram também as panelas, e as pás, e os apagadores, e as colheres, e todos os vasos de bronze de que usavam no ministério.
15 Levou o capitão da guarda os braseiros e as bacias, o que era de ouro e o que era de prata,
16 as duas colunas, um mar e as bases que Salomão tinha feito para a Casa de Jeová; o bronze de todos esses vasos não foi pesado.
17 A altura duma coluna era de dezoito cúbitos, e sobre ela havia um capitel de bronze. O capitel tinha três cúbitos de alto; e uma rede e romãs, sobre o capitel ao redor, tudo de bronze; semelhante a esta era a outra coluna com a rede.
18 Levou também o capitão da guarda a Seraías, sumo sacerdote, e a Sofonias, segundo sacerdote, e aos três guardas do vestíbulo.
19 Da cidade levou a um oficial que tinha a seu cargo a gente da guerra, e a cinco homens dos que assistiam ao rei e que se achavam na cidade, e ao escriba, capitão do exército, que registrava o povo da terra, e a sessenta homens do povo da terra que se achavam na cidade.
20 Tomando-os Nebuzaradã, capitão da guarda, levou-os ao rei da Babilônia, a Ribla.
21 O rei da Babilônia os feriu e matou em Ribla, na terra de Hamate. Assim, Judá foi levado cativo para fora da sua terra.
22 Quanto ao povo que tinha ficado na terra de Judá, que Nabucodonosor, rei da Babilônia, tinha deixado, este o pôs sob o governo de Gedalias, filho de Aicão, filho de Safã.
23 Ora, ouvindo todos os capitães das forças com seus homens que o rei da Babilônia havia posto por governador a Gedalias, vieram ter com este a Mispa, a saber, Ismael, filho de Netanias, Joanã, filho de Careá, Seraías, filho de Tanumete, netofatita, e Jazanias, filho do maacatita, eles e seus homens.
24 Gedalias jurou-lhes, a eles e aos seus homens, e disse-lhes: Não tenhais medo por causa dos servos dos caldeus. Ficai na terra, e servi ao rei da Babilônia, e vos dareis bem.
25 Sucedeu, porém, no sétimo mês que Ismael, filho de Netanias, filho de Elisama, de sangue real, veio com dez homens, e feriram a Gedalias, de maneira que ele morreu, e aos judeus, e aos caldeus que com ele estavam em Mispa.
26 Levantando-se todo o povo, tanto pequenos como grandes, e os capitães das forças foram ao Egito, pois tiveram medo dos caldeus.
27 No trigésimo sétimo ano do cativeiro de Joaquim, rei de Judá, no dia vinte e sete do duodécimo mês, Evil-Merodaque, rei da Babilônia, no ano em que começou a reinar, levantou a cabeça de Joaquim, rei de Judá, tirando-o da prisão.
28 Falou-lhe benignamente, pôs o seu trono acima do trono dos que estavam com ele em Babilônia
29 e fez-lhe mudar os vestidos de prisão. Joaquim comeu pão da mesa real todos os dias da sua vida.
30 O rei proveu a sua subsistência, dando-lhe uma pensão diária, durante todos os dias da sua vida.