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Êxodo (Tradução Brasileira)

Comissão da Sociedade Bíblica Americana (H. C. Tucker et al.)

rolo estático · Pedra Angular

Tradutor
Comissão da Sociedade Bíblica Americana (H. C. Tucker et al.)
Idioma
por
Editora
SBB
Abreviatura
Êx
Licença
dominio_publico
Fonte
Tradução Brasileira, 1917. Via github.com/damarals/biblias (JSON canônico), 2026.
Identificador
biblia-02-exodo-por-tb-1917
Markdown
../livros/BIBLIAS/Portugues/Traducao_Brasileira_1917/02_Exodo_por_tb_1917.md

Êxodo

Capítulo 1

1 Ora, estes são os nomes dos filhos de Israel que entraram no Egito; entraram com Jacó, cada um com a sua família:

2 Rúben, Simeão, Levi e Judá,

3 Issacar, Zebulom e Benjamim,

4 Dã e Naftali, Gade e Aser.

5 Todas as almas que saíram da coxa de Jacó eram setenta. José, porém, já estava no Egito.

6 Morreu José, e todos os seus irmãos, e toda aquela geração.

7 Depois, os filhos de Israel frutificaram, aumentaram muito, multiplicaram-se e fizeram-se fortes duma maneira extraordinária; e a terra ficou cheia deles.

8 Entretanto, se levantou sobre o Egito um novo rei que não conhecia a José.

9 Ele disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é mais numeroso e mais forte que nós.

10 Vinde, usemos de astúcia para com eles, para que não se multipliquem e para que não aconteça que, havendo guerra, se unam com os nossos inimigos, pelejem contra nós e se retirem da terra.

11 Portanto, puseram sobre eles feitores para, com cargas, os afligirem. E os israelitas edificaram para Faraó as cidades-armazéns, Pitom e Ramessés.

12 Mas quanto mais os egípcios vexavam aos israelitas, tanto mais estes se multiplicavam e se espalhavam. Os egípcios aborreciam aos filhos de Israel

13 e os faziam servir com rigor;

14 amarguravam-lhes a vida com serviços penosos de barro e de tijolos e de toda sorte de trabalhos nos campos, com todas as suas tarefas, com que foram obrigados a servir com rigor.

15 O rei do Egito falou às parteiras hebreias, das quais uma se chamava Sifrá, e a outra, Puá;

16 e disse: Quando servirdes de parteira às mulheres hebreias e as virdes sobre os assentos, se for filho, matá-lo-eis; mas, se for filha, deixá-la-eis viver.

17 Mas as parteiras temeram a Deus e não fizeram como lhes havia ordenado o rei do Egito; antes, deixaram os meninos viver.

18 Então, o rei do Egito mandou chamar as parteiras e lhes perguntou: Por que tendes feito isso e deixado os meninos viver?

19 Responderam as parteiras a Faraó: Porque as mulheres hebreias não são como as egípcias; pois são vigorosas e já dão à luz antes que a parteira chegue a elas.

20 Fez Deus bem às parteiras; e o povo aumentou-se e tornou-se extraordinariamente forte.

21 Porque as parteiras temeram a Deus, ele lhes estabeleceu as casas.

22 Ordenou Faraó a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que nascerem, lançá-los-eis no rio; mas a todas as filhas, deixá-las-eis viver.

Capítulo 2

1 Foi-se um homem da casa de Levi e casou com uma filha de Levi.

2 A mulher concebeu e deu à luz um filho; e, vendo que ele era formoso, escondeu-o três meses.

3 Não podendo escondê-lo por mais tempo, tomou para ele uma arca de juncos e betumou-a com betume e pez; e, metendo na arca o menino, pô-la à beira do rio, num carriçal.

4 Sua irmã ficou de longe para ver o que lhe havia de acontecer.

5 Desceu a filha de Faraó para se banhar no rio, e as suas criadas andavam passeando à beira do rio; vendo ela no carriçal a arca, mandou a sua criada buscá-la.

6 Quando ela a abriu, viu a criança; e eis que o menino chorava. Tendo compaixão dele, disse: Este é um dos filhos dos hebreus.

7 Então, perguntou a irmã do menino à filha de Faraó: Queres que eu te vá chamar uma ama das hebreias, para que crie o menino para ti?

8 Respondeu-lhe a filha de Faraó: Vai. Foi-se, pois, a moça e chamou a mãe do menino.

9 Então, lhe disse a filha de Faraó: Toma este menino e cria-mo, e eu te darei o teu salário. A mulher tomou o menino e o criou.

10 Sendo o menino já grande, ela o trouxe à filha de Faraó, a qual o adotou por filho e lhe chamou Moisés, dizendo: Porque das águas o tirei.

11 Por aqueles dias, sendo Moisés já homem, saiu a ter com seus irmãos e para as suas cargas atentou; e viu um egípcio ferindo a um de seus irmãos hebreus.

12 Olhou para uma e outra parte, e, vendo que não havia ali ninguém, matou o egípcio, e escondeu-o na areia.

13 Saiu no dia seguinte, e eis que dois hebreus estavam brigando; e perguntou ao que fazia a injúria: Por que feres ao teu próximo?

14 Respondeu ele: Quem te constituiu a ti príncipe e juiz sobre nós? Pensas tu matar-me como mataste o egípcio? Temeu, pois, Moisés e disse: Sem dúvida, já está isso conhecido.

15 Ora, depois que Faraó soube disso, procurava matar a Moisés. Porém Moisés fugiu da presença de Faraó e deteve-se na terra de Midiã; e sentou-se junto dum poço.

16 O sacerdote de Midiã tinha sete filhas; vieram estas tirar água e encheram os tanques para dar de beber ao rebanho de seu pai.

17 Então, vieram os pastores e as enxotaram; Moisés, porém, levantou-se, defendeu-as e deu de beber ao rebanho delas.

18 Tendo voltado à casa de seu pai Reuel, perguntou ele: Como é que voltastes tão cedo hoje?

19 Responderam elas: Um egípcio livrou-nos das mãos dos pastores, e, além disso, tirou água, e deu de beber ao rebanho.

20 Replicou a suas filhas: Onde está ele? Por que é que deixastes lá o homem? Chamai-o para que coma pão.

21 Moisés consentiu em morar com o homem; e ele deu a Moisés sua filha Zípora.

22 Ela deu à luz um filho, a quem ele chamou Gérson, porque disse: Peregrino tenho sido numa terra estrangeira.

23 No decorrer de muitos dias, morreu o rei do Egito; os filhos de Israel gemiam sob a escravidão e por causa dela clamaram; e subiu a Deus o seu clamor.

24 Ouviu-lhes Deus os gemidos e lembrou-se da sua aliança com Abraão, com Isaque e com Jacó.

25 Viu Deus os filhos de Israel e os conheceu.

Capítulo 3

1 Ora, Moisés, apascentando o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Midiã, levou-o para trás do deserto e veio a Horebe, monte de Deus.

2 Apareceu-lhe o Anjo de Jeová numa chama de fogo do meio duma sarça; Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo e a sarça não se consumia.

3 Disse, pois: Voltar-me-ei e verei esta grande visão, porque não se queima a sarça.

4 Vendo Jeová que ele se voltou para ver, do meio da sarça chamou-o Deus e disse: Moisés, Moisés! Respondeu ele: Eis-me aqui!

5 Deus continuou: Não te chegues para cá; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que tu estás é terra santa.

6 Disse-lhe mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Moisés escondeu o rosto, pois teve medo de olhar para Deus.

7 Então, disse Jeová: Certamente, tenho visto a aflição do meu povo que está no Egito e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus superintendentes. Conheço os seus sofrimentos

8 e desci para o livrar da mão dos egípcios e para o fazer subir daquela terra para uma terra boa e espaçosa, para uma terra que mana leite e mel; para o lugar do cananeu, do heteu, do amorreu, do perizeu, do heveu e do jebuseu.

9 Agora, eis que o clamor dos filhos de Israel é vindo a mim; demais tenho visto a opressão com que os egípcios os oprimem.

10 Vem tu, pois, e eu te enviarei a Faraó, para que tires do Egito o meu povo, os filhos de Israel.

11 Perguntou Moisés a Deus: Quem sou eu, para ir a Faraó e para tirar do Egito os filhos de Israel?

12 Deus respondeu-lhe: Certamente, eu serei contigo; isto te será por sinal de que eu te enviei: depois de haveres tirado do Egito o povo, servireis a Deus neste monte.

13 Disse Moisés a Deus: Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais enviou-me a vós, e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes hei eu de responder?

14 Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU; e acrescentou: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU enviou-me a vós.

15 Mais disse Deus ainda a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: Jeová, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, enviou-me a vós. É este o meu nome para sempre, e é este o meu memorial para todas as gerações.

16 Vai-te, e ajunta os anciãos de Israel, e dize-lhes: Jeová, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, apareceu a mim, dizendo: Certamente, vos tenho visitado e visto o que vos se tem feito no Egito;

17 e tenho dito: Eu vos farei sair da aflição do Egito para a terra do cananeu, do heteu, do amorreu, do perizeu, do heveu e do jebuseu, para uma terra que mana leite e mel.

18 E ouvirão a tua voz, e ireis, tu e os anciãos de Israel, ao rei do Egito e dir-lhe-eis: Jeová, o Deus dos hebreus, encontrou-nos. Agora, pois, deixa-nos ir caminho de três dias ao deserto, para que ofereçamos sacrifícios a Jeová, nosso Deus.

19 Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir, nem mesmo por meio duma mão forte.

20 Portanto, estenderei a minha mão e ferirei o Egito com todas as minhas maravilhas que farei no meio dele; depois, vos deixará ir.

21 Eu darei graça a este povo aos olhos dos egípcios; e, quando sairdes, não saireis vazios.

22 Mas cada mulher pedirá à sua vizinha e à sua hóspeda joias de prata, joias de ouro e vestidos; pô-los-eis sobre vossos filhos e sobre vossas filhas e despojareis aos egípcios.

Capítulo 4

1 Respondeu Moisés: Mas eis que não me crerão, nem ouvirão a minha voz, pois dirão: Jeová não te apareceu.

2 Perguntou-lhe Jeová: Que é isso que tens na tua mão? Respondeu-lhe: Uma vara.

3 Continuou Jeová: Deita-a no chão. Ele deitou-a no chão, e ela se converteu em cobra; e Moisés fugiu dela.

4 Então, disse Jeová a Moisés: Estende a mão e pega-lhe pela cauda (estendeu ele a mão e pegou-lhe, e ela se tornou em vara na sua mão),

5 para que creiam que te apareceu Jeová, o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.

6 Disse-lhe mais Jeová: Mete a tua mão no teu seio. Quando a tirou, eis que a sua mão estava leprosa, tão branca como a neve.

7 Torna a meter, disse Jeová, a tua mão no teu seio. (Tornou ele a meter a mão no seio; e, quando a tirou segunda vez, eis que havia tornado como o restante da sua carne.)

8 Se não te crerem, nem ouvirem a voz do primeiro prodígio, crerão a voz do segundo prodígio.

9 Se nem ainda crerem a estes dois prodígios, nem ouvirem a tua voz, tomarás da água do rio e a derramarás sobre a terra; a água que tirares do rio tornar-se-á em sangue sobre a terra.

10 Disse Moisés a Jeová: Ah! Senhor! Eu nunca fui eloquente, nem no tempo passado, nem ainda desde que falaste a teu servo; pois sou pesado de boca e pesado de língua.

11 Respondeu-lhe Jeová: Quem fez a boca do homem? Quem faz o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o que não vê? Não sou eu, Jeová?

12 Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar.

13 Ele, porém, respondeu: Ah! Senhor! Rogo-te que envies aquele que tu hás de enviar.

14 Acendeu-se a ira de Jeová contra Moisés e disse: Não vive Arão, teu irmão, o levita? Eu sei que ele pode falar bem. Eis que também te sai ele ao encontro e, vendo-te, se alegrará no seu coração.

15 Tu, pois, lhe falarás e porás as palavras na sua boca; eu serei com a tua boca e com a sua boca e vos ensinarei o que haveis de fazer.

16 Ele falará por ti ao povo; ele te será por boca, e tu lhe serás por Deus.

17 Tomarás na tua mão esta vara, com que hás de fazer os prodígios.

18 Partindo Moisés, voltou para Jetro, seu sogro, e disse-lhe: Deixa-me ir e voltar a meus irmãos que estão no Egito, a ver se ainda vivem. Disse-lhe Jetro: Vai-te em paz.

19 Disse também Jeová a Moisés, em Midiã: Vai, volta para o Egito, porque são mortos todos os que procuravam tirar-te a vida.

20 Tomou, pois, Moisés a sua mulher e a seus filhos; fê-los montar num jumento e voltou para a terra do Egito. Moisés levava na sua mão a vara de Deus.

21 Disse Jeová a Moisés: Quando te tornares ao Egito, vê que faças diante de Faraó todas as maravilhas que te hei posto na mão; mas eu endurecerei o seu coração, e ele não deixará ir o povo.

22 Dirás a Faraó: Assim diz Jeová: Israel é meu filho, meu primogênito.

23 Eu te disse: Deixa ir meu filho, para que ele me sirva; mas tu recusaste deixá-lo ir; eis que eu matarei a teu filho, teu primogênito.

24 Estando Moisés de caminho, numa estalagem, encontrou-o Jeová e procurou matá-lo.

25 Então, Zípora tomou uma pedra, circuncidou o prepúcio de seu filho e o lançou aos pés de Moisés, dizendo: Sem dúvida, tu és para mim esposo sanguinário.

26 Assim, Jeová o deixou. Ela disse: Esposo sanguinário és tu, por causa da circuncisão.

27 Disse Jeová a Arão: Vai ao deserto para te encontrares com Moisés. Ele foi e, encontrando-o no monte de Deus, o beijou.

28 Relatou Moisés a Arão todas as palavras com que Jeová o havia enviado e todos os prodígios que lhe havia mandado.

29 Foram Moisés e Arão e ajuntaram todos os anciãos dos filhos de Israel;

30 Arão falou todas as palavras que Jeová havia dito a Moisés, e fez os prodígios à vista do povo.

31 O povo creu; e, tendo ouvido que Jeová havia visitado os filhos de Israel e que tinha visto a aflição deles, inclinaram as suas cabeças e adoraram.

Capítulo 5

1 Depois, foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz Jeová, o Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto.

2 Respondeu Faraó: Quem é Jeová para que eu ouça a sua voz de modo a deixar ir a Israel? Não conheço Jeová, nem tampouco deixarei ir a Israel.

3 Eles prosseguiram: O Deus dos hebreus nos encontrou; deixa-nos, pois, ir caminho de três dias ao deserto e oferecer sacrifícios a Jeová, nosso Deus, para que não venha sobre nós com pestilência ou com espada.

4 Respondeu-lhes o rei do Egito: Moisés e Arão, por que distraís vós das suas obras ao povo? Ide às vossas cargas.

5 Disse Faraó: O povo da terra já é muito, e vós os fazeis descansar das suas cargas.

6 Naquele mesmo dia, deu ordem Faraó aos superintendentes do povo e aos seus oficiais, dizendo:

7 Não tornareis a dar, como dantes, palha a este povo para fazer tijolos; vão eles mesmos e ajuntem para si a palha.

8 Deles exigireis a mesma conta de tijolos que antes faziam e nada diminuireis dela; eles estão ociosos; e, por isso, clamam, dizendo: Vamos e ofereçamos sacrifícios a nosso Deus.

9 Agrave-se-lhes o trabalho, para que nele se ocupem; não deem eles ouvidos a palavras mentirosas.

10 Saíram os superintendentes do povo e seus oficiais e disseram ao povo: Assim diz Faraó: Não vos darei palha.

11 Ide vós e ajuntai palha onde puderdes achá-la, porque nada se diminuirá do vosso trabalho.

12 Assim, se espalhou o povo por toda a terra do Egito a ajuntar restolho em lugar de palha.

13 Os superintendentes instavam com eles, dizendo: Acabai a vossa obra, vossa tarefa diária, como quando havia palha.

14 Foram açoitados os oficiais dos filhos de Israel que os superintendentes de Faraó tinham posto sobre eles, dizendo-lhes estes: Por que não acabastes nem ontem nem hoje a vossa tarefa, fazendo tijolos como antes?

15 Então, foram os oficiais dos filhos de Israel e clamaram a Faraó, dizendo: Por que tratas assim a teus servos?

16 Palha não se dá a teus servos, e nos dizem: Fazei tijolos. Eis que teus servos são açoitados; porém o teu povo é que tem a culpa.

17 Mas ele respondeu: Estais ociosos, estais ociosos; por isso, dizeis: Vamos, ofereçamos sacrifícios a Jeová.

18 Ide, portanto, e trabalhai; não se vos dará palha; contudo, dareis a conta dos tijolos.

19 Então, os oficiais dos filhos de Israel viram-se em aperto, quando se lhes dizia: Nada diminuireis dos vossos tijolos, da vossa tarefa diária.

20 Encontraram a Moisés e Arão, que estavam à espera deles, quando saíram da presença de Faraó;

21 e disseram-lhes: Olhe Jeová para vós e julgue, porquanto nos fizestes odiosos aos olhos de Faraó e aos olhos de seus servos, metendo-lhes na mão uma espada para nos matar.

22 Tornando-se Moisés a Jeová, disse: Senhor, por que trataste mal a este povo? Por que me enviaste?

23 Pois, desde que me apresentei a Faraó para falar em teu nome, ele tem maltratado a este povo; e tu não tens livrado de maneira alguma o teu povo.

Capítulo 6

1 Disse Jeová a Moisés: Agora, verás o que hei de fazer a Faraó, pois por mão poderosa os deixará ir e por mão poderosa os lançará fora da sua terra.

2 Falou mais Deus a Moisés e disse-lhe: Eu sou Jeová;

3 e apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó como Deus Todo-Poderoso; mas pelo meu nome Jeová não lhes fui conhecido.

4 Estabeleci a minha aliança com eles, para lhes dar a terra de Canaã, a terra de suas peregrinações, na qual foram peregrinos.

5 Também tenho ouvido o gemer dos filhos de Israel, aos quais os egípcios guardam em servidão; e lembrei-me da minha aliança.

6 Pelo que dize aos filhos de Israel: Eu sou Jeová, e vos hei de tirar de debaixo das cargas do Egito, vos hei de livrar do seu jugo, e vos hei de remir com braço estendido e com grandes juízos.

7 Eu vos hei de tomar por meu povo e hei de ser vosso Deus; e vós sabereis que eu sou Jeová, vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas dos egípcios.

8 E vos hei de introduzir na terra que jurei dar a Abraão, a Isaque e a Jacó; e hei de dá-la a vós por herança; eu sou Jeová.

9 Referiu Moisés isso aos filhos de Israel, porém não ouviram a Moisés, por causa da angústia de espírito e por causa da dura escravidão.

10 Então, falou Jeová a Moisés:

11 Entra, fala a Faraó, rei do Egito, que deixe sair da sua terra os filhos de Israel.

12 Respondeu Moisés perante Jeová: Eis que os filhos de Israel não me têm ouvido; como, pois, me ouvirá Faraó a mim, que sou incircunciso de lábios?

13 Falou Jeová a Moisés e a Arão e deu-lhes mandamento para os filhos de Israel e para Faraó, rei do Egito, a fim de tirarem da terra do Egito os filhos de Israel.

14 Estes são os cabeças das casas de seus pais: os filhos de Rúben, primogênito de Israel: Enoque, Palu, Hezrom e Carmi. Estas são as famílias de Rúben.

15 Os filhos de Simeão: Jemuel, Jamim, Oade, Jaquim, Zoar e Saul, filho de uma mulher cananeia. Estas são as famílias de Simeão.

16 Estes são os nomes dos filhos de Levi segundo as suas gerações: Gérson, Coate e Merari; e os anos da vida de Levi foram cento e trinta e sete anos.

17 Os filhos de Gérson: Libni e Simei, segundo as suas famílias.

18 Os filhos de Coate: Anrão, Jizar, Hebrom e Uziel; e os anos da vida de Coate foram cento e trinta e três anos.

19 Os filhos de Merari: Mali e Musi. Estas são as famílias dos levitas segundo as suas gerações.

20 Anrão tomou por mulher a Joquebede, irmã de seu pai; e ela lhe deu à luz a Arão e a Moisés; e os anos da vida de Anrão foram cento e trinta e sete anos.

21 Os filhos de Jizar: Corá, Nefegue e Zicri.

22 Os filhos de Uziel: Misael, Elzafã e Sitri.

23 Arão tomou por mulher a Eliseba, filha de Aminadabe, irmã de Naassom; e ela lhe deu à luz a Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.

24 Os filhos de Corá: Assir, Elcana e Abiasafe. Estas são as famílias dos coraítas.

25 Eleazar, filho de Arão, tomou por mulher uma das filhas de Putiel; e ela lhe deu à luz a Fineias. Estes são os cabeças dos pais dos levitas segundo as suas famílias.

26 Estes são Arão e Moisés, a quem disse Jeová: Tirai os filhos de Israel da terra do Egito segundo as suas turmas.

27 Estes são os que falaram a Faraó, rei do Egito, a fim de tirarem do Egito os filhos de Israel; estes são Moisés e Arão.

28 No dia em que Jeová falou a Moisés na terra do Egito,

29 disse Jeová a Moisés: Eu sou Jeová; fala a Faraó, rei do Egito, tudo o que eu te digo a ti.

30 Respondeu Moisés na presença de Jeová: Eis que eu sou incircunciso de lábios; e como me ouvirá Faraó?

Capítulo 7

1 Disse Jeová a Moisés: Vê que te hei posto como Deus a Faraó, e Arão, teu irmão, será o teu profeta.

2 Tu falarás tudo o que eu te ordenar; e Arão, teu irmão, falará a Faraó, para que deixe ir da sua terra os filhos de Israel.

3 Eu endurecerei o coração de Faraó e multiplicarei os meus prodígios e as minhas maravilhas na terra do Egito.

4 Porém Faraó não vos ouvirá, e eu porei a minha mão sobre o Egito e tirarei os meus exércitos, meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito com grandes juízos.

5 Saberão os egípcios que eu sou Jeová, quando eu estender a minha mão sobre o Egito e tirar do meio deles os filhos de Israel.

6 Assim fizeram Moisés e Arão; como Jeová lhes ordenara, assim fizeram.

7 Moisés era de oitenta anos, e Arão de oitenta e três anos, quando falaram a Faraó.

8 Falou Jeová a Moisés e a Arão:

9 Quando Faraó vos disser: Apresentai algum milagre vosso; então, dirás a Arão: Toma a tua vara e lança-a diante de Faraó, para que se torne em serpente.

10 Tendo entrado Moisés e Arão a Faraó, fizeram como Jeová lhes ordenara; lançou Arão a sua vara diante de Faraó e diante de seus servos, e tornou-se ela em serpente.

11 Faraó também mandou vir os sábios e os feiticeiros; e eles, os sábios do Egito, também fizeram o mesmo com os seus encantamentos,

12 pois lançaram cada um deles a sua vara, as quais se tornaram em serpentes; mas a vara de Arão tragou as varas deles.

13 Endureceu-se o coração de Faraó e não os ouviu, como Jeová havia dito.

14 Disse Jeová a Moisés: Obstinou-se o coração de Faraó, recusa deixar ir o povo.

15 Vai ter com Faraó pela manhã. Eis que ele sairá às águas; por-te-ás em frente dele à beira do rio e tomarás na mão a vara que se tornou em serpente.

16 Dir-lhe-ás: Jeová, o Deus dos hebreus, me enviou a ti para te dizer: Deixa ir o meu povo para que me sirva no deserto; e até o presente não tens ouvido.

17 Assim diz Jeová: Nisto conhecerás que sou Jeová: eis que, com a vara que tenho na mão, ferirei as águas que estão no rio, e elas se converterão em sangue.

18 Os peixes que estão no rio morrerão, e o rio cheirará mal; e os egípcios terão nojo de beber água do rio.

19 Acrescentou Jeová a Moisés: Dize a Arão: Toma a tua vara e estende a mão sobre as águas do Egito, sobre os seus rios, sobre os seus canais, sobre as suas lagoas e sobre todos os seus depósitos de água, para que se tornem em sangue; haverá sangue por toda a terra do Egito, assim nos vasos de madeira como nos de pedra.

20 Fizeram Moisés e Arão como Jeová ordenara; Arão, levantando a vara, feriu as águas que estavam no rio, à vista de Faraó e seus servos; e todas as águas que estavam no rio tornaram-se em sangue.

21 Morreram os peixes que estavam no rio; cheirou mal o rio, e os egípcios não podiam beber água do rio. Houve sangue por toda a parte do Egito.

22 Outro tanto fizeram os magos do Egito com seus encantamentos. Endureceu-se o coração de Faraó, e não os ouviu; como Jeová havia dito.

23 Virou-se Faraó e entrou em sua casa, nem ainda a isso se submeteu o seu coração.

24 Todos os egípcios cavaram junto ao rio para achar água que beber; pois não podiam beber da água do rio.

25 Passaram-se sete dias, depois que Jeová ferira o rio.

Capítulo 8

1 Disse Jeová a Moisés: Entra a Faraó e dize-lhe: Assim diz Jeová: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.

2 Se tu recusares deixá-lo ir, eis que eu ferirei com rãs todos os teus termos.

3 O rio produzirá rãs em abundância, que subirão e entrarão em tua casa, e no teu quarto de dormir, e sobre a tua cama, e na casa dos teus servos, e sobre o teu povo, e nos teus fornos, e nas tuas amassadeiras;

4 as rãs subirão sobre ti, sobre o teu povo e sobre todos os teus servos.

5 Disse Jeová a Moisés: Dize a Arão: Estende a tua mão com a tua vara sobre os rios, sobre os canais e sobre as lagoas e faze subir rãs sobre a terra do Egito.

6 Arão estendeu a mão sobre as águas do Egito; e subiram rãs que cobriram a terra do Egito.

7 O mesmo fizeram os magos com seus encantamentos e fizeram subir rãs sobre a terra do Egito.

8 Chamou Faraó a Moisés e a Arão e disse: Rogai a Jeová que retire as rãs de mim e do meu povo; e deixarei ir o povo, para que ofereça sacrifícios a Jeová.

9 Falou Moisés a Faraó: Digna-te dizer-me quando é que hei de rogar por ti, pelos teus servos e pelo teu povo, para que as rãs sejam retiradas de ti e das tuas casas e fiquem somente no rio.

10 Seja amanhã, respondeu Faraó. Moisés disse: Seja conforme a tua palavra, para que saibas que não há ninguém como Jeová, nosso Deus.

11 Retirar-se-ão as rãs de ti, e das tuas casas, e dos teus servos, e do teu povo; ficarão somente no rio.

12 Saíram Moisés e Arão da presença de Faraó; e clamou Moisés a Jeová no tocante às rãs que havia trazido sobre Faraó.

13 Fez Jeová conforme a palavra de Moisés; morreram as rãs das casas, dos pátios e dos campos.

14 Ajuntaram-nas em montões; e cheirou mal a terra.

15 Mas, vendo Faraó que havia descanso, endureceu o seu coração e não os ouviu, como Jeová havia dito.

16 Disse Jeová a Moisés: Dize a Arão: Estende a tua vara e fere o pó da terra, para que se torne em piolhos por toda a terra do Egito.

17 Fizeram assim; Arão estendeu a mão com a sua vara e feriu o pó da terra, e houve piolhos nos homens e nas bestas; todo o pó da terra tornou-se em piolhos por toda a terra do Egito.

18 Fizeram os magos o mesmo com os seus encantamentos para produzirem piolhos, porém não puderam; houve piolhos nos homens e nas bestas.

19 Então, disseram os magos a Faraó: Isso é o dedo de Deus; ficou endurecido o coração de Faraó, que não os ouviu, como Jeová havia dito.

20 Disse Jeová a Moisés: Levanta-te de manhã cedo, apresenta-te diante de Faraó (eis que ele sairá às águas) e dize-lhe: Assim diz Jeová: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.

21 De outra forma, se não deixares ir o meu povo, eis que enviarei enxames de moscas sobre ti, sobre teus servos, sobre o teu povo e nas tuas casas; as casas dos egípcios se encherão de enxames de moscas, bem assim a terra em que eles estiverem.

22 Naquele dia, separarei a terra de Gósen, em que habita o meu povo, para que nela não haja enxames de moscas; a fim de que saibas que eu sou Jeová no meio da terra.

23 Farei uma separação entre o meu povo e o teu povo; amanhã, se fará este milagre.

24 Assim fez Jeová; entraram grandes enxames de moscas na casa de Faraó e nas casas dos seus servos; e toda a terra do Egito foi arruinada pelos enxames de moscas.

25 Chamou Faraó a Moisés e a Arão e disse: Ide, oferecei sacrifícios a vosso Deus nesta terra.

26 Respondeu Moisés: Não convém que se faça assim, pois ofereceremos a abominação dos egípcios como sacrifício a Jeová, nosso Deus. Oferecendo nós a abominação dos egípcios diante dos seus olhos, não nos apedrejarão eles?

27 Havemos de ir ao deserto caminho de três dias e oferecer sacrifícios a Jeová, nosso Deus, como ele nos ordenar.

28 Faraó disse: Eu vos deixarei ir, para que ofereçais sacrifícios a Jeová, vosso Deus, no deserto; somente não ireis muito longe; rogai por mim.

29 Respondeu-lhe Moisés: Eis que vou sair da tua presença e rogarei a Jeová que amanhã os enxames de moscas se apartem de Faraó, dos seus servos e do seu povo; somente não torne mais Faraó a proceder dolosamente em não deixar ir o povo para oferecer sacrifícios a Jeová.

30 Tendo Moisés saído da presença de Faraó, fez as suas rogativas a Jeová.

31 Fez Jeová conforme a palavra de Moisés; apartou os enxames de moscas de Faraó, dos seus servos e do seu povo; não ficou nem sequer uma.

32 Endureceu Faraó ainda esta vez o seu coração, e não deixou ir o povo.

Capítulo 9

1 Disse Jeová a Moisés: Entra a Faraó e dize-lhe: Assim diz Jeová, o Deus dos hebreus: Deixa ir o meu povo para que me sirva.

2 Pois, se tu recusares deixá-los ir e houveres de retê-los ainda,

3 eis que a mão de Jeová é sobre o teu gado que está no campo, sobre os cavalos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre os bois e sobre as ovelhas; haverá uma pestilência muito grave.

4 Jeová fará uma separação entre o gado de Israel e o gado do Egito; não morrerá nada de tudo o que pertence aos filhos de Israel.

5 Jeová designou um prazo, dizendo: Amanhã, fará Jeová isso na terra.

6 Fez Jeová isso no dia seguinte; morreu todo o gado do Egito, porém do gado dos filhos de Israel não morreu nenhum.

7 Mandou Faraó ver, e eis que do gado dos israelitas não morrera nem sequer um. Mas o coração de Faraó estava obstinado, e não deixou ir o povo.

8 Disse Jeová a Moisés e a Arão: Tomai-vos mãos cheias de cinza do forno e Moisés a lance ao ar diante de Faraó.

9 E ela tornar-se-á em pó miúdo sobre toda a terra do Egito, e haverá tumores que se arrebentam em úlceras nos homens e no gado, por toda a terra do Egito.

10 Eles tomaram a cinza do forno e se apresentaram diante de Faraó; Moisés lançou-a ao ar, e ela tornou-se em tumores que se arrebentavam em úlceras nos homens e no gado.

11 Os magos não podiam ter-se em pé diante de Moisés por causa dos tumores; pois havia tumores nos magos e em todos os egípcios.

12 Jeová endureceu o coração de Faraó, e este não ouviu, como Jeová havia dito a Moisés.

13 Disse Jeová a Moisés: Levanta-te de manhã cedo, apresenta-te diante de Faraó e dize-lhe: Assim diz Jeová, o Deus dos hebreus: Deixa ir o meu povo para que me sirva.

14 Pois esta vez enviarei todas as minhas pragas sobre o teu coração, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo; para que saibas que não há quem seja semelhante a mim em toda a terra.

15 Agora, eu poderia ter estendido a mão e ferido a ti e ao teu povo com pestilência, e tu terias sido cortado da terra;

16 mas deveras para isso te hei mantido em pé, para te mostrar o meu poder e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra.

17 Levantas-te ainda contra o meu povo, para não deixá-lo ir?

18 Eis que amanhã por este tempo farei cair uma mui grande chuva de pedras, como nunca houve no Egito desde o dia em que foi fundado até agora.

19 Envia, recolhe com pressa o teu gado e tudo o que tens no campo; pois sobre todo homem e animal que se acharem no campo e não se recolherem à casa cairá a chuva de pedras, e morrerão.

20 Aquele que dentre os servos de Faraó temia a Jeová fez fugir os seus servos e o seu gado para as casas;

21 porém aquele que não se importava com a palavra de Jeová deixou os seus servos e o seu gado no campo.

22 Disse Jeová a Moisés: Estende a tua mão para o céu, a fim de que caia uma chuva de pedras em toda a terra do Egito, sobre homens, sobre animais e sobre toda a erva do campo em toda a terra do Egito.

23 Moisés estendeu a sua vara para o céu; Jeová enviou trovões e chuva de pedras, e fogo desceu à terra; e fez Jeová cair uma chuva de pedras sobre a terra do Egito.

24 Assim havia chuva de pedras e fogo misturado com a chuva de pedras mui grande, qual nunca houve em toda a terra do Egito desde que veio a ser uma nação.

25 Por toda a terra do Egito, a chuva de pedras feriu tudo quanto havia no campo, tanto homens como animais; a chuva de pedras feriu toda a erva do campo e quebrou toda árvore do campo.

26 Somente na terra de Gósen, onde se achavam os filhos de Israel, não havia chuva de pedras.

27 Mandou Faraó chamar a Moisés e a Arão e disse-lhes: Esta vez pequei; Jeová é justo, e eu e o meu povo somos ímpios.

28 Rogai a Jeová, pois já bastam estes grandes trovões e a chuva de pedras. Eu vos deixarei ir, e vós não permanecereis mais aqui.

29 Respondeu-lhe Moisés: Logo que eu tiver saído da cidade, estenderei as mãos a Jeová; cessarão os trovões, e não haverá mais chuva de pedras, para que saibas que a terra é de Jeová.

30 Mas, quanto a ti e a teus servos, eu sei que ainda não temereis a Deus Jeová.

31 O linho e a cevada foram feridos, pois a cevada estava na espiga, e o linho, em flor.

32 Mas o trigo e a espelta não receberam dano, pois não estavam crescidos.

33 Saiu Moisés da cidade, da presença de Faraó, e estendeu as mãos a Jeová; cessaram os trovões e a chuva de pedras, e não caiu mais saraiva sobre a terra.

34 Tendo Faraó visto que a chuva, e a saraiva, e os trovões haviam cessado, tornou a pecar e endureceu o seu coração, ele e os seus servos.

35 O coração de Faraó ficou endurecido, e não deixou ir os filhos de Israel; como Jeová havia dito a Moisés.

Capítulo 10

1 Disse Jeová a Moisés: Entra a Faraó. Eu endureci o seu coração e o coração dos seus servos, para que eu manifeste estes meus prodígios no meio deles

2 e para que contes aos ouvidos de teus filhos e dos filhos de teus filhos que coisas tenho obrado no Egito e os meus prodígios que tenho feito no meio deles; a fim de que saibais que eu sou Jeová.

3 Entraram, pois, Moisés e Arão a Faraó e lhe disseram: Assim diz Jeová, o Deus dos hebreus: Até quando recusarás humilhar-te diante de mim? Deixa ir o meu povo para que me sirva.

4 De outra forma, se tu recusares deixar ir o meu povo, eis que amanhã trarei gafanhotos aos teus termos;

5 eles cobrirão a face da terra, de sorte que a terra não se poderá ver; comerão o restante do que escapou e que vos resta da chuva de pedras e comerão toda árvore que vos cresce no campo.

6 Encher-se-ão as tuas casas, e as casas de todos os teus servos, e as casas de todos os egípcios, como nunca viram teus pais nem os pais de teus pais, desde o dia em que nasceram na terra até o dia de hoje. Virou-se e saiu da presença de Faraó.

7 Então, os servos de Faraó lhe disseram: Até quando nos servirá de laço este homem? Deixa ir os homens, para que sirvam a Jeová seu Deus. Porventura, não sabes ainda que o Egito está desolado?

8 Moisés e Arão foram levados outra vez a Faraó; e ele lhes disse: Ide, servi a Jeová, vosso Deus; mas quem são os que hão de ir?

9 Respondeu-lhe Moisés: Havemos de ir com os nossos jovens, e com os nossos velhos, com nossos filhos e com nossas filhas, com os nossos rebanhos, e com os nossos gados havemos de ir, porque temos de celebrar uma festa a Jeová.

10 Replicou-lhes Faraó: Assim seja Jeová convosco, como eu vos deixarei ir a vós e a vossos pequeninos; olhai, porque o mal está diante de vós.

11 Não há de ser assim; ide agora vós que sois homens e servi a Jeová; pois é isso o que vós desejais. E foram expulsos da presença de Faraó.

12 Disse Jeová a Moisés: Estende a mão sobre a terra do Egito, para que subam os gafanhotos sobre a terra do Egito e comam toda a erva, tudo o que deixou a chuva de pedras.

13 Estendeu Moisés a sua vara sobre a terra do Egito, e trouxe Jeová sobre a terra um vento oriental todo aquele dia e toda a noite; quando amanheceu, o vento oriental trouxe os gafanhotos.

14 Os gafanhotos subiram sobre a terra do Egito e sentaram-se em todos os termos do Egito. Mui malignos foram; antes desses, nunca houve tais gafanhotos como eles, nem virão depois desses outros tais.

15 Pois cobriram a face de toda a terra, de modo que a terra se escureceu; comeram toda a erva da terra e todo fruto das árvores, que deixara a chuva de pedras; nada verde ficou nas árvores nem nas ervas do campo por toda a terra do Egito.

16 Então, a toda pressa, mandou Faraó chamar a Moisés e a Arão e lhes disse: Pequei contra Jeová, vosso Deus, e contra vós.

17 Agora, perdoai-me somente esta vez o meu pecado e rogai a Jeová, vosso Deus, que tire de mim esta morte somente.

18 Tendo Moisés saído da presença de Faraó, rogou a Jeová.

19 Jeová fez soprar um forte vento ocidental, que levantou os gafanhotos e os lançou no mar Vermelho; não ficou um só gafanhoto em todos os termos do Egito.

20 Mas Jeová endureceu o coração de Faraó, e este não deixou ir os filhos de Israel.

21 Disse Jeová a Moisés: Estende a mão para o céu, para que haja trevas sobre a terra do Egito, trevas que se possam apalpar.

22 Estendeu, pois, Moisés a mão para o céu; e houve trevas espessas em toda a terra do Egito por três dias;

23 não viram uns aos outros, e ninguém se levantou do seu lugar por três dias; porém todos os filhos de Israel tinham luz nas suas habitações.

24 Mandou Faraó chamar a Moisés e disse: Ide, servi a Jeová. Fiquem somente os vossos rebanhos e os vossos gados; e vão convosco os vossos pequeninos.

25 Respondeu Moisés: Também tu nos tens de dar nas mãos sacrifícios e holocaustos, para que ofereçamos sacrifícios a Jeová, nosso Deus.

26 Também o nosso gado irá conosco; nem uma unha ficará, porque deles havemos de tomar para servir a Jeová, nosso Deus, e nós não sabemos com que havemos de servir a Jeová, até que cheguemos lá.

27 Mas Jeová endureceu o coração de Faraó, e este não os quis deixar ir.

28 Disse, pois, Faraó a Moisés: Retira-te de mim, guarda-te não vejas mais o meu rosto, porque, no dia em que vires o meu rosto, morrerás.

29 Respondeu-lhe Moisés: Falaste bem; eu nunca mais hei de ver o teu rosto.

Capítulo 11

1 Disse Jeová a Moisés: Ainda uma só praga mais trarei sobre Faraó e sobre o Egito. Depois, ele vos deixará ir daqui; quando vos deixar ir, sem dúvida há de vos expulsar totalmente.

2 Fala agora aos ouvidos do povo que todo homem peça ao seu vizinho, e toda mulher à sua vizinha joias de prata e joias de ouro.

3 Jeová deu ao povo graça aos olhos dos egípcios. Além disso, o homem Moisés era mui grande na terra do Egito aos olhos dos servos de Faraó e aos olhos do povo.

4 Moisés disse: Assim diz Jeová: Cerca da meia-noite, irei para o meio do Egito.

5 Todos os primogênitos na terra do Egito morrerão, desde o primogênito de Faraó, que se assenta sobre o seu trono, até o primogênito da escrava que está detrás da mó; e todos os primogênitos dos gados.

6 Haverá grande clamor em toda a terra do Egito, como nunca houve, nem haverá jamais.

7 Porém contra nenhum dos filhos de Israel moverá um cão a sua língua, desde o homem até o animal, para que saibais que Jeová faz uma distinção entre os egípcios e Israel.

8 Todos estes teus servos descerão a mim e se inclinarão perante mim, dizendo: Sai tu e todo o povo que te segue; e, depois disso, hei de sair. Da presença de Faraó retirou-se Moisés, ardendo em ira.

9 Então, disse Jeová a Moisés: Faraó não vos ouvirá para que se multipliquem as minhas maravilhas na terra do Egito.

10 Moisés e Arão fizeram todas estas maravilhas perante Faraó, e Jeová endureceu o coração de Faraó, que não deixou ir da sua terra os filhos de Israel.

Capítulo 12

1 Disse Jeová a Moisés e a Arão na terra do Egito:

2 Este mês será para vós o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano.

3 Falai a toda a congregação de Israel: Ao décimo dia deste mês, tomarão para si um cordeiro cada um, segundo as casas de seus pais, um cordeiro para cada família.

4 Se a família for pequena demais para um cordeiro, então, o tomará ele e o seu vizinho mais próximo segundo o número das almas; conforme o comer de cada um, calculareis quantos bastem para o cordeiro.

5 O cordeiro ou o cabrito será sem defeito, macho de um ano; haveis de tomá-lo das ovelhas ou das cabras;

6 e o guardareis até o décimo quarto dia deste mês. Toda a assembleia da congregação de Israel o matará à tardinha.

7 Tomarão do sangue e pô-lo-ão sobre as duas ombreiras e sobre a verga das portas, nas casas em que o comerão.

8 Naquela noite comerão a carne assada no fogo e pães asmos; com ervas amargas o comerão.

9 Não comereis dele cru, nem cozido em água, senão assado no fogo; comereis a sua cabeça com as suas pernas e com a sua fressura.

10 Nada deixareis dele até pela manhã; porém o que dele ficar até pela manhã, queimá-lo-eis no fogo.

11 Desta maneira o comereis: tendo os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés e o vosso cajado nas mãos; comê-la-eis à pressa. É a Páscoa de Jeová.

12 Porque naquela noite passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, tanto homens como animais; sobre todos os deuses do Egito executarei juízos; eu sou Jeová.

13 O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga para vos destruir, quando eu ferir a terra do Egito.

14 Este dia vos será por memorial, e o celebrareis como uma festa por estatuto perpétuo.

15 Sete dias comereis pães asmos. Logo ao primeiro dia, tirareis das vossas casas o fermento, pois todo o que comer pão levedado desde o primeiro dia até o sétimo, será cortada de Israel aquela alma.

16 Ao primeiro dia, haverá para vós uma santa convocação; e, ao sétimo dia, uma santa convocação; nestes dias, não se fará nenhuma espécie de trabalho, exceto o que diz respeito ao comer; somente isso poderá ser feito por vós.

17 Guardareis a festa dos pães asmos, porque nesse mesmo dia fiz sair os vossos exércitos da terra do Egito; portanto, observareis este dia de geração em geração por estatuto perpétuo.

18 No primeiro mês, aos quatorze dias do mês, à tarde, comereis pães asmos, até os vinte e um dias do mês à tarde.

19 Por sete dias, não se achará fermento nas vossas casas; pois todo o que comer pão levedado será cortado da congregação de Israel, quer seja ele peregrino, quer seja natural da terra.

20 Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações, comereis pães asmos.

21 Chamou Moisés todos os anciãos de Israel e disse-lhes: Tirai do rebanho e tomai-vos cordeiros segundo as vossas famílias e matai a Páscoa.

22 Tomareis um molho de hissopo, ensopá-lo-eis no sangue que estiver na bacia, e marcareis a verga e as duas ombreiras com o sangue que estiver na bacia. Nenhum de vós sairá da porta da sua casa até pela manhã.

23 Pois Jeová passará para ferir os egípcios; quando vir o sangue sobre a verga e sobre as duas ombreiras, passará Jeová por aquela casa e não permitirá entrar o Destruidor nas vossas casas para vos ferir.

24 Guardareis isso por estatuto para vós e para vossos filhos, para sempre.

25 Quando tiverdes entrado na terra que Jeová vos há de dar, como tem prometido, observareis esse serviço.

26 Quando vossos filhos vos perguntarem: Que quereis dizer com este rito?

27 Respondereis: É o sacrifício da Páscoa de Jeová, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios e livrou as nossas casas. Então, o povo, prostrando-se por terra, adorou.

28 Foram-se os filhos de Israel e assim fizeram; como Jeová ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram.

29 Aconteceu que, à meia-noite, feriu Jeová a todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se assentava no seu trono, até o primogênito do cativo que estava na enxovia; e todos os primogênitos dos animais.

30 Levantou-se Faraó de noite, ele, todos os seus servos e todos os egípcios; e fez-se um grande clamor no Egito, pois não havia casa sem algum morto.

31 Então, mandou chamar a Moisés e a Arão, de noite, e disse: Levantai-vos, saí do meio do meu povo, tanto vós como os filhos de Israel; ide, servi a Jeová como tendes dito.

32 Levai convosco os vossos rebanhos e os vossos gados, como tendes dito, e ide-vos embora; abençoai-me também a mim.

33 Os egípcios apertavam o povo, para o lançarem fora da terra à pressa, pois diziam: Todos nós somos mortos.

34 O povo tomou a sua massa antes que fosse ela levedada, sendo as suas amassadeiras atadas em seus vestidos sobre os seus ombros.

35 Fizeram também os filhos de Israel segundo as palavras de Moisés: pediram aos egípcios joias de prata, e joias de ouro, e vestidos.

36 Jeová deu ao povo graça aos olhos dos egípcios, de maneira que estes deram ao povo o que pedia. E despojaram aos egípcios.

37 Viajaram os filhos de Israel de Ramessés a Sucote, sendo perto de seiscentos mil homens de pé, sem contar as crianças.

38 Subiu com eles uma grande mistura de gente; também rebanhos e gados, muitíssimas cabeças.

39 Cozeram bolos asmos da massa que levaram do Egito; pois ela não se tinha levedado, porque foram lançados fora do Egito. Não puderam deter-se, nem haviam preparado para si alguma comida.

40 Ora, o tempo que os filhos de Israel moraram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos.

41 Ao fim dos quatrocentos e trinta anos, nesse mesmo dia, aconteceu que todos os exércitos de Jeová saíram da terra do Egito.

42 É uma noite mui digna de se observar a Jeová, porque os tirou da terra do Egito; esta é aquela noite de Jeová, mui digna de se observar por todos os filhos de Israel nas suas gerações.

43 Disse Jeová a Moisés e a Arão: Esta é a ordenança da Páscoa: nenhum estrangeiro comerá dela;

44 porém todo escravo comprado por dinheiro, depois que o tiveres circuncidado, comerá dela.

45 O forasteiro e o mercenário não comerão dela.

46 O cordeiro há de ser comido numa só casa; da sua carne não levareis nada fora da casa, nem lhe quebrareis osso algum.

47 Toda a congregação de Israel a observará.

48 Quando um estrangeiro peregrinar entre vós e quiser guardar a Páscoa a Jeová, circuncidem-se todos os seus machos; então, se chegará e a observará. Será como o natural da terra, porém nenhum incircunciso comerá dela.

49 Haverá uma mesma lei para o natural e o estrangeiro que peregrina entre vós.

50 Assim, fizeram todos os filhos de Israel; como Jeová ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram.

51 Naquele mesmo dia, tirou Jeová os filhos de Israel da terra do Egito por suas turmas.

Capítulo 13

1 Disse Jeová a Moisés:

2 Santifica-me todos os primogênitos, todo o que abre a madre de sua mãe entre os filhos de Israel, assim de homens como de animais; é meu.

3 Disse Moisés ao povo: Lembrai-vos deste dia em que saístes do Egito, da casa da servidão; pois com mão forte Jeová vos tirou deste lugar. Não se comerá pão levedado.

4 Vós saís hoje, no mês de abibe.

5 Quando Jeová te houver introduzido na terra dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos heveus e dos jebuseus, a qual jurou a teus pais que te havia de dar, a terra que mana leite e mel, guardarás este rito neste mês.

6 Sete dias comerás pão levedado, e ao sétimo dia haverá uma festa a Jeová.

7 Sete dias se comerão pães asmos; não se verá em tuas casas pão levedado, nem fermento em todos os teus termos.

8 Naquele dia, contarás a teu filho, dizendo: Isto é por causa do que Jeová fez por mim, quando saí do Egito.

9 Será por sinal sobre a tua mão e por memorial entre os teus olhos, para que a lei de Jeová esteja na tua boca; pois com mão forte Jeová te tirou do Egito.

10 Portanto, guardarás esta ordenança a seu tempo, de ano em ano.

11 Quando Jeová te houver introduzido na terra dos cananeus, como te jurou a ti e a teus pais, e ta houver dado,

12 separarás para Jeová todo o que abre a madre de sua mãe e todos os primogênitos dos teus animais; os machos serão de Jeová.

13 Todo primogênito duma jumenta remirás com um cordeiro; se não quiseres remi-lo, quebrar-lhe-ás a cerviz; e todos os primogênitos do homem entre teus filhos remirás.

14 Quando teu filho te perguntar no futuro: Que é isto? Responder-lhe-ás: Com mão forte Jeová tirou-nos do Egito, da casa da servidão;

15 quando Faraó se endureceu para não nos deixar ir, matou Jeová todos os primogênitos na terra do Egito, tanto os primogênitos dos homens como os primogênitos dos animais. Por isso é que eu sacrifico a Jeová todos os primogênitos, sendo machos; porém resgato a todos os primogênitos de meus filhos.

16 Isso será por sinal sobre a tua mão, e por frontal entre os teus olhos, pois com mão forte Jeová nos tirou do Egito.

17 Tendo Faraó deixado ir o povo, não os conduziu Deus pelo caminho da terra dos filisteus, se bem que fosse perto; pois disse: Para que, porventura, o povo não se arrependa, vendo a guerra, e volte para o Egito.

18 Porém Deus fez rodear o povo pelo caminho do deserto, pelo mar Vermelho; e os filhos de Israel saíram arregimentados da terra do Egito.

19 Levou também Moisés consigo os ossos de José, por ter este rigorosamente ajuramentado os filhos de Israel, dizendo: Sem dúvida, Deus vos há de visitar; levai daqui convosco os meus ossos.

20 Tendo partido de Sucote, acamparam-se em Etã, à beira do deserto.

21 Jeová ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite.

22 Nunca a coluna de nuvem deixou de aparecer diante do povo durante o dia, nem a coluna de fogo, durante a noite.

Capítulo 14

1 Disse Jeová a Moisés:

2 Fala aos filhos de Israel que retrocedam e se acampem em frente de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, diante de Baal-Zefom; defronte dele, assentareis o campo junto ao mar.

3 Faraó dirá dos filhos de Israel: Eles estão embaraçados na terra, o deserto os encerrou.

4 Endurecerei o coração de Faraó, e ele os perseguirá; glorificar-me-ei em Faraó e em todo o seu exército; e os egípcios saberão que eu sou Jeová. Eles assim o fizeram.

5 Foi dito ao rei dos egípcios que o povo havia fugido; mudou-se o coração de Faraó e dos seus servos para com o povo, e disseram: Que é isso que fizemos, permitindo que Israel nos deixasse de servir?

6 Faraó mandou aprontar o seu carro e tomou consigo o seu povo;

7 também tomou seiscentos carros escolhidos e todos os carros do Egito, com capitães sobre todos eles.

8 Jeová endureceu o coração de Faraó, rei do Egito, e este perseguiu os filhos de Israel; pois os filhos de Israel saíram afoitamente.

9 Perseguiam-nos os egípcios, a saber, todos os cavalos e carros de Faraó, e os seus cavaleiros, e o seu exército, e alcançaram-nos acampados junto ao mar, perto de Pi-Hairote, defronte de Baal-Zefom.

10 Quando Faraó se chegou perto, levantaram os olhos os filhos de Israel, e eis que os egípcios marchavam atrás deles; os filhos de Israel tiveram muito medo e clamaram a Jeová.

11 Disseram a Moisés: Foi porque não havia sepulcros no Egito que nos tiraste para morrermos no deserto? Por que motivo nos trataste assim, fazendo-nos sair do Egito?

12 Não é isto mesmo o que te dissemos no Egito: deixa-nos, para que sirvamos aos egípcios? Pois melhor nos fora servir aos egípcios do que morrermos no deserto.

13 Respondeu Moisés ao povo: Não temais, estai quietos e vede o livramento que Jeová vos há de dar hoje; porque os egípcios que vedes hoje, nunca jamais os tornareis a ver.

14 Jeová pelejará por vós, e vós vos calareis.

15 Disse Jeová a Moisés: Por que clamas a mim? Fala aos filhos de Israel que marchem.

16 E tu, levanta a tua vara, estende a mão sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel caminhem pelo meio do mar em seco.

17 Eis que eu hei de endurecer os corações dos egípcios, e entrarão atrás deles; glorificar-me-ei em Faraó e em todo o seu exército, nos seus carros e nos seus cavaleiros.

18 Os egípcios saberão que eu sou Jeová, quando me tiver glorificado em Faraó, nos seus carros e nos seus cavaleiros.

19 Então, o Anjo de Deus, que ia adiante do campo de Israel, se retirou e ia atrás deles; a coluna de nuvem retirou-se de diante deles, e pôs-se atrás deles,

20 e veio entre o campo do Egito e o campo de Israel. Havia a nuvem e as trevas; contudo, brilhava de noite. Toda a noite não se aproximou um do outro.

21 Então, Moisés estendeu a mão sobre o mar. Jeová fez retirar-se o mar por um forte vento oriental toda a noite e fez do mar terra seca, e as águas foram divididas.

22 Os filhos de Israel entraram no meio do mar em seco; e as águas foram-lhes como um muro à direita e à esquerda.

23 Os egípcios perseguiram e entraram atrás deles no meio do mar, todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros.

24 Na vigília da manhã, olhou Jeová para o exército dos egípcios, por entre a coluna de fogo e de nuvem, e alvorotou o exército dos egípcios.

25 Tirou-lhes as rodas dos carros e fê-los andar dificultosamente; de modo que os egípcios disseram: Fujamos de diante de Israel, porque Jeová está pelejando por eles contra os egípcios.

26 Disse Jeová a Moisés: Estende a mão sobre o mar, para que se voltem as águas sobre os egípcios, sobre os seus carros e sobre os seus cavaleiros.

27 Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o mar, ao romper da manhã, voltou à sua força; os egípcios fugiram de encontro a ele, e Jeová derribou os egípcios no meio do mar.

28 As águas voltaram a cobrir os carros e os cavaleiros, sim todo o exército de Faraó que atrás deles entrou no mar; deles não ficou nem sequer um.

29 Porém os filhos de Israel caminhavam a pé enxuto no meio do mar; e as águas foram-lhes como um muro à direita e à esquerda.

30 Assim Jeová salvou a Israel naquele dia da mão dos egípcios; e Israel viu os egípcios mortos na praia do mar.

31 Viu Israel o grande poder que Jeová exercitou contra os egípcios, e o povo temeu a Jeová; creram em Jeová e em seu servo Moisés.

Capítulo 15

1 Então, cantou Moisés e os filhos de Israel este cântico a Jeová, e disseram: Cantarei a Jeová, porque gloriosamente triunfou; Precipitou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.

2 Jeová é a minha força e o meu cântico e ele se tem tornado a minha salvação. Este é o meu Deus, e louvá-lo-ei. Ele é o Deus de meu pai, e exaltá-lo-ei.

3 Jeová é homem de guerra; Jeová é o seu nome.

4 Precipitou no mar os carros de Faraó e o seu exército; e os seus capitães foram submergidos no mar Vermelho.

5 Os abismos os cobriram; Desceram às profundidades como uma pedra.

6 A tua destra, Jeová, é gloriosa em poder; a tua destra, Jeová, destroça o inimigo.

7 Na grandeza da tua excelência, derribas os que se levantam contra ti; envias a tua ira, que os devora como restolho.

8 Ao assopro dos teus narizes, amontoaram-se as águas, pararam as correntes como montão. Condensaram-se os abismos no meio do mar.

9 Disse o inimigo: Perseguirei, alcançarei, repartirei os despojos. Deles satisfar-se-á o meu desejo; arrancarei a minha espada, a minha mão os destruirá.

10 Sopraste com o teu vento, e o mar os cobriu; afundaram-se como chumbo nas grandes águas.

11 Quem entre os deuses é semelhante a ti, Jeová? Quem é semelhante a ti, glorioso em santidade, terrível em louvores, operando maravilhas?

12 Estendeste a mão direita, e a terra os tragou.

13 Na tua misericórdia, guiaste o povo que remiste; na tua força, o conduziste à tua santa habitação.

14 Os povos ouviram e eles estremeceram; dores apoderaram-se dos habitantes da Filístia.

15 Então, se pasmaram os príncipes de Edom; dos poderosos de Moabe, deles se apoderou um tremor. Derreteram-se todos os habitantes de Canaã.

16 Sobre eles caiu medo e pavor; pela grandeza do teu braço, quedaram imóveis como uma pedra, até que passasse o teu povo, Jeová, até que passasse o povo que adquiriste.

17 Tu os introduzirás e os plantarás no monte da tua herança, no lugar, Jeová, que preparaste para a tua habitação; no santuário, Senhor, que as tuas mãos estabeleceram.

18 Jeová reinará eterna e perpetuamente.

19 Porque os cavalos de Faraó com os seus carros e com os seus cavaleiros entraram no mar, e Jeová fez voltar sobre eles as águas do mar; porém os filhos de Israel caminhavam a pé enxuto no meio do mar.

20 A profetisa Miriã, irmã de Arão, tomou um adufe na sua mão e todas as mulheres saíram atrás dela com adufes e com danças.

21 Miriã respondia-lhes: Cantai a Jeová, porque gloriosamente triunfou, Precipitou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.

22 Moisés fez partir a Israel do mar Vermelho, e saíram para o deserto de Sur; caminharam três dias no deserto e não acharam água.

23 Quando chegaram a Mara, não podiam beber as águas de Mara, porque eram amargas; por isso, chamou ao lugar Mara.

24 Murmurou o povo contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber?

25 Então, clamou Moisés a Jeová; e Jeová mostrou-lhe uma árvore; Moisés lançou-a nas águas, e as águas tornaram-se doces. Ali, deu-lhes um estatuto e uma ordenança; ali, os provou

26 e disse: Se ouvires atentamente a voz de Jeová, teu Deus, e fizeres o que é reto aos seus olhos, e inclinares os ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, não enviarei sobre ti nenhuma das enfermidades que enviei sobre os egípcios; pois eu sou Jeová, que te sara.

27 Vieram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras; e ali se acamparam junto das águas.

Capítulo 16

1 Partiram de Elim, e veio toda a congregação dos filhos de Israel ao deserto de Sim, que está entre Elim e Sinai, no décimo quinto dia do segundo mês depois que saíram do Egito.

2 Toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Arão, no deserto;

3 Disseram-lhes os filhos de Israel: Oxalá que tivéssemos morrido pela mão de Jeová na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão a fartar! Pois nos trouxestes a este deserto, para matardes à fome a toda esta multidão.

4 Disse Jeová a Moisés: Eis que vou chover do céu pão para vós; sairá o povo e colherá diariamente a porção de cada dia, para que eu o prove se anda na minha lei ou não.

5 Mas, ao sexto dia, prepararão o que trazem, e será dois tantos do que colhem cada dia.

6 Disseram Moisés e Arão a todos os filhos de Israel: À tarde, sabereis que Jeová é quem vos tirou da terra do Egito.

7 Pela manhã, vereis a glória de Jeová, porquanto ele ouve as vossas murmurações contra Jeová. Porém que somos nós, para que murmureis contra nós?

8 Prosseguiu Moisés: Isso será, quando Jeová, à tarde, vos der carne para comerdes e, pela manhã, pão a fartar; porquanto Jeová ouve as vossas murmurações com que murmurais contra ele; pois que somos nós? As vossas murmurações não são contra nós, mas sim contra Jeová.

9 Disse Moisés a Arão: Dize a toda a congregação dos filhos de Israel: Chegai-vos à presença de Jeová, pois ouviu as vossas murmurações.

10 Quando Arão falava a toda a congregação dos filhos de Israel, olharam para o deserto, e eis que a glória de Jeová apareceu na nuvem.

11 E disse Jeová a Moisés:

12 Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel; dize-lhes: À tarde, comereis carne, e, pela manhã, vos fartareis de pão; e sabereis que eu sou Jeová, vosso Deus.

13 Aconteceu que, à tarde, subiram codornizes e cobriram o arraial; e, pela manhã, havia uma camada de orvalho ao redor do arraial.

14 Quando se evaporou a camada de orvalho, eis que sobre a superfície do deserto estava uma coisa fina e semelhante a escamas, fina como a geada sobre a terra.

15 Tendo-a visto os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que é isto? Pois não sabiam o que era. Então, lhes disse Moisés: Este é o pão que Jeová vos deu para comerdes.

16 Eis o que Jeová ordenou: Colhei dele, cada um quanto possa comer; tomareis um ômer por cabeça, conforme o número de vossas pessoas, cada um para os que se acham na sua tenda.

17 Assim o fizeram os filhos de Israel; e colheram uns mais e outros menos.

18 Quando o mediram num ômer, nada sobejava ao que colheu muito, nem faltava ao que colheu pouco; colheram cada um quanto podia comer.

19 Disse-lhes Moisés: Ninguém deixe dele até pela manhã.

20 Contudo, não deram ouvidos a Moisés; mas alguns deixaram dele até pela manhã, e criou bichos e cheirou mal. Moisés indignou-se contra eles.

21 Colhiam-no, pois, todas as manhãs, cada um quanto podia comer; e, quando vinha o calor do sol, derretia-se.

22 Ao sexto dia, colheram pão em dobro, dois ômeres para cada um; vieram todos os principais da congregação e contaram-no a Moisés.

23 Respondeu-lhes ele: Isto é o que Jeová ordenou: amanhã é descanso, sábado santo a Jeová; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o; e tudo o que sobejar, ponde-o de lado para vós; guardando-o até pela manhã.

24 Guardaram-no até pela manhã, como Moisés ordenara; e não cheirou mal, nem se acharam bichos nele.

25 Então, disse Moisés: Comei-o hoje, pois hoje é o sábado de Jeová; hoje, não o achareis no campo.

26 Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele não haverá.

27 Ao sétimo dia, saíram alguns do povo para o colher, porém não o acharam.

28 Disse Jeová a Moisés: Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis?

29 Vede, porquanto Jeová vos deu o sábado; por isso, vos dá ele no sexto dia o pão para dois dias; fique cada um onde está, não saia ninguém do seu lugar no sétimo dia.

30 Assim, descansou o povo no sétimo dia.

31 A casa de Israel deu-lhe o nome de maná; era como semente de coentro, branca e de um sabor semelhante ao de pastas feitas com mel.

32 Disse Moisés: Eis o que Jeová ordenou: dele enchei um ômer, e guarda-se para as vossas gerações; para que vejam o pão com que vos sustentei no deserto, quando vos tirei da terra do Egito.

33 Então, disse Moisés a Arão: Toma um vaso, põe nele um ômer cheio de maná e deposita-o diante de Jeová, a fim de se guardar para as vossas gerações.

34 Como Jeová ordenou a Moisés, assim Arão o depositou diante do Testemunho para se guardar.

35 Os filhos de Israel comeram o maná quarenta anos até que chegaram a uma terra habitada; comeram o maná até que chegaram aos termos da terra de Canaã.

36 Ora, um ômer é a décima parte do efa.

Capítulo 17

1 Tendo partido toda a congregação dos filhos de Israel do deserto de Sim, pelas suas jornadas, segundo o mandamento de Jeová, acamparam em Refidim; não havia ali água para o povo beber.

2 Contendeu, pois, o povo com Moisés e disse: Dá-nos água para bebermos. Respondeu-lhes Moisés: Por que contendeis comigo? Por que tentais a Jeová?

3 Ali, o povo teve sede de água e murmurou o povo contra Moisés, dizendo: Por que nos fizeste sair do Egito, para nos matares de sede, a nós, a nossos filhos e ao nosso gado?

4 Clamou Moisés a Jeová: Que farei a este povo? Por pouco me não apedreja.

5 Respondeu Jeová a Moisés: Vai-te adiante do povo e leva contigo alguns dos anciãos de Israel; toma na mão a tua vara com que feriste o rio e vai-te.

6 Eis que estarei ali diante de ti sobre a rocha em Horebe; ferirás a rocha, e dela sairá água, para que beba o povo. Assim fez Moisés à vista dos anciãos de Israel.

7 Chamou ao lugar Massá e Meribá, por causa da contenda dos filhos de Israel e porque tentaram a Jeová, dizendo: Está Jeová no meio de nós ou não?

8 Então, veio Amaleque e pelejou contra Israel em Refidim.

9 Disse Moisés a Josué: Escolhe-nos homens, e sai, peleja contra Amaleque; amanhã, estarei eu no cume do outeiro, tendo na mão a vara de Deus.

10 Assim fez Josué como Moisés lhe dissera e pelejou contra Amaleque; e Moisés, Arão e Hur subiram ao cume do outeiro.

11 Quando Moisés levantava a mão, prevalecia Israel; mas, quando ele abaixava a mão, prevalecia Amaleque.

12 Porém as mãos de Moisés eram pesadas; tomando, pois, uma pedra, puseram-na por baixo dele, e nela se assentou. Arão e Hur sustentavam-lhe as mãos, estando um de um lado, e o outro do outro; assim ficaram firmes as mãos até o pôr do sol.

13 Josué desbaratou a Amaleque e a seu povo ao fio da espada.

14 Então, disse Jeová a Moisés: Escreve isso para memorial num livro e faze-o ouvir a Josué; porque eu hei de extinguir totalmente a memória de Amaleque de debaixo do céu.

15 Moisés edificou um altar e pôs-lhe este nome: Jeová-Nissi;

16 e disse: Jeová jurou isso; Jeová fará guerra contra Amaleque de geração em geração.

Capítulo 18

1 Jetro, sacerdote de Midiã, sogro de Moisés, ouviu tudo o que Deus havia feito a Moisés e a Israel, seu povo, como Jeová tinha tirado a Israel do Egito.

2 Jetro, sogro de Moisés, tomou a Zípora, mulher de Moisés, depois que este lha enviara,

3 e aos dois filhos dela, dos quais um se chamava Gérson, pois disse Moisés: Fui peregrino numa terra estrangeira;

4 e o outro, Eliézer, pois disse: O Deus de meu pai foi o meu auxílio e livrou-me da espada de Faraó.

5 Veio Jetro, sogro de Moisés, com a mulher e os filhos deste a Moisés, no deserto onde se tinha acampado, junto ao monte de Deus;

6 e disse a Moisés: Eu, teu sogro Jetro, venho a ti, com tua mulher e seus dois filhos.

7 Saiu Moisés ao encontro de seu sogro, inclinou-se diante dele e o beijou; perguntaram um ao outro como estavam e entraram na tenda.

8 Então, contou Moisés a seu sogro tudo o que Jeová tinha feito a Faraó e aos egípcios por causa de Israel, todo o trabalho que lhes sobreviera no caminho e como Jeová os livrou.

9 Jetro alegrou-se por toda a bondade que Jeová mostrara a Israel, como libertá-lo da mão dos egípcios,

10 e disse: Bendito seja Jeová, que vos livrou da mão dos egípcios e da mão de Faraó! Que livrou o povo de debaixo da mão dos egípcios!

11 Agora, eu sei que Jeová é maior que todos os deuses, naquilo mesmo em que se houveram com orgulho contra o povo.

12 Então, Jetro, sogro de Moisés, tomou um holocausto e sacrifícios para Deus; e veio Arão e todos os anciãos de Israel para comer pão com o sogro de Moisés, diante de Deus.

13 Aconteceu que, no dia seguinte, Moisés se assentou para julgar o povo; e o povo conservou-se junto de Moisés desde a manhã até à tarde.

14 Vendo o sogro de Moisés tudo o que ele fazia ao povo, perguntou: Que é isto que tu fazes ao povo? Por que estás tu assentado só e todo o povo conserva-se junto a ti desde a manhã até à tarde?

15 Respondeu Moisés a seu sogro: É porque o povo vem a mim para consultar a Deus.

16 Quando eles têm alguma questão, vêm a mim; eu julgo entre um e outro e faço-lhes saber os estatutos de Deus e as suas leis.

17 Replicou-lhe o sogro de Moisés: Não é bom o que tu fazes.

18 Sem dúvida, tu te consumirás tanto a ti como a este povo que está contigo; pois te é pesado demais; tu só não o podes fazer.

19 Ouve, pois, a minha voz, eu te aconselharei, e seja Deus contigo; sê tu pelo povo diante de Deus, e traze tu as causas a Deus;

20 ensinar-lhes-ás os estatutos e as leis e lhes mostrarás o caminho em que devem andar e a obra que devem fazer.

21 Além disso, procurarás dentre o povo homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborrecem a avareza; a estes porás sobre eles por maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinquenta e maiorais de dez;

22 e julguem estes ao povo em todo o tempo. Toda causa grave a trarão a ti, mas toda causa pequena a julgarão eles mesmos; assim será mais leve para ti, e eles levarão a carga contigo.

23 Se isso fizeres, e assim Deus te mandar, poderás aturar, e todo este povo também irá em paz ao seu lugar.

24 Assim, ouviu Moisés a voz de seu sogro e fez tudo quanto este lhe dissera.

25 Moisés escolheu de todo o Israel homens capazes e pô-los por cabeças sobre o povo: maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinquenta e maiorais de dez.

26 Estes julgaram o povo em todo o tempo; as causas graves, as trouxeram a Moisés, mas toda causa pequena, a julgaram eles mesmos.

27 Moisés despediu a seu sogro; e este se foi para a sua terra.

Capítulo 19

1 No terceiro mês, depois que os filhos de Israel haviam saído da terra do Egito, no mesmo dia entraram no deserto de Sinai.

2 Tendo, pois, partido de Refidim, chegaram ao deserto de Sinai, em que se acamparam; ali, se acampou Israel em frente do monte.

3 Subiu Moisés a Deus, e do monte Jeová o chamou, dizendo: Assim falarás à casa de Jacó e anunciarás aos filhos de Israel:

4 Tendes visto o que fiz aos egípcios, de que modo vos trouxe sobre asas de águias e vos cheguei a mim.

5 Agora, pois, se atentamente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis a minha possessão peculiar dentre todos os povos (pois minha é toda a terra)

6 e vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel.

7 Veio Moisés e, convocados os anciãos do povo, expôs-lhes todas essas palavras que Jeová lhe ordenara.

8 Todo o povo respondeu a uma voz: Tudo o que Jeová tem falado faremos. Referiu Moisés a Jeová as palavras do povo.

9 Então, disse Jeová a Moisés: Eis que venho ter contigo em uma nuvem espessa, para que o povo ouça quando eu falar contigo e para que também te creia para sempre. Referiu Moisés a Jeová as palavras do povo.

10 Disse Jeová a Moisés: Vai ter com o povo e santifica-os hoje e amanhã. Lavem os seus vestidos

11 e estejam prontos para o terceiro dia, porque, no terceiro dia, descerá Jeová à vista de todo o povo sobre o monte Sinai.

12 Marcarás em roda limites ao povo, dizendo: Guardai-vos, não subais ao monte, nem toqueis o seu termo; todo o que tocar o monte certamente será morto.

13 Mão alguma tocará naquele que o fizer, mas ele será apedrejado ou asseteado; quer seja animal, quer seja homem, não viverá. Quando se prolongar o som da buzina, subirão eles ao monte.

14 Moisés, tendo descido do monte, foi ter com o povo e o santificou; e lavaram os seus vestidos.

15 Disse ao povo: Estai prontos para o terceiro dia e não vos chegueis a mulher.

16 Ao terceiro dia, depois de raiar o dia, houve trovões e relâmpagos. Uma nuvem espessa cobriu o monte, e ouviu-se um sonido de buzina mui forte; estremeceu todo o povo que estava no arraial.

17 Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro de Deus; e pararam ao pé do monte.

18 O monte Sinai, todo ele, fumegava, porque Jeová tinha descido a ele em fogo; do monte subiu o fumo, como o fumo de uma fornalha, e o monte tremia grandemente.

19 Quando o sonido da buzina se ia aumentando cada vez mais, falava Moisés, e respondia-lhe Deus por uma voz.

20 Desceu Jeová sobre o monte Sinai, ao cume do monte, e chamou Moisés ao cume do monte. Moisés subiu,

21 e disse Jeová a Moisés: Desce, adverte ao povo, para que não suceda que passem além dos limites a Jeová, a fim de ver, e muitos deles pereçam.

22 Os sacerdotes também que se chegam a Jeová, santifiquem-se a si mesmos, para que Jeová não os fira.

23 Respondeu Moisés a Jeová: O povo não poderá subir ao monte; pois tu nos ordenaste expressamente, dizendo: Marca limites ao redor do monte e santifica-o.

24 Replicou-lhe Jeová: Vai, desce. Subirás tu, e Arão, contigo; porém não passem além dos limites os sacerdotes e o povo, para subir a Jeová, para que não suceda que os fira.

25 Desceu, pois, Moisés ao povo e disse-lhes isso.

Capítulo 20

1 Então, falou Deus todas estas palavras, dizendo:

2 Eu sou Jeová, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa de servidão.

3 Não terás outros deuses diante de mim.

4 Não farás para ti imagem de escultura, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.

5 Não as adorarás, nem lhes darás culto, porque eu, Jeová, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, na terceira e na quarta geração daqueles que me aborrecem,

6 e uso misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.

7 Não tomarás o nome de Jeová, teu Deus, em vão, porque Jeová não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão.

8 Lembra-te do dia de sábado, para o santificar.

9 Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra;

10 mas o sétimo dia é o sábado de Jeová, teu Deus. Nesse dia, não farás obra alguma, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva, nem teu animal, nem o teu estrangeiro que está das tuas portas para dentro;

11 porque em seis dias fez Jeová o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há; por isso, Jeová abençoou o dia sétimo e o santificou.

12 Honrarás a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que Jeová, teu Deus, te dá.

13 Não matarás.

14 Não adulterarás.

15 Não furtarás.

16 Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

17 Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que lhe pertença.

18 Todo o povo testemunhava os trovões, e os relâmpagos, e o sonido da buzina, e o monte fumegando; o povo, ao ver isso, estremeceu e parou ao longe.

19 Disseram a Moisés: Fala-nos tu, e ouviremos; porém não nos fale Deus, para que não morramos.

20 Respondeu Moisés ao povo: Não temais, porque Deus veio para vos provar e para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis.

21 O povo parou ao longe, mas Moisés chegou-se às trevas espessas onde Deus estava.

22 Então, disse Jeová a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: Vós mesmos tendes visto que do céu eu vos falei.

23 Não fareis outros deuses ao lado de mim; deuses de prata ou deuses de ouro, não os fareis para vós.

24 Um altar de terra me farás e sobre ele sacrificarás os teus holocaustos e as tuas ofertas pacíficas, as tuas ovelhas e os teus bois. Em todo lugar em que eu fizer recordar o meu nome, virei ter contigo e te abençoarei.

25 Se me edificares um altar de pedras, não o edificarás de pedras lavradas; pois, se levantares sobre ele a tua ferramenta, tê-lo-ás profanado.

26 Nem subirás por degraus ao meu altar, para que a tua nudez não seja ali exposta.

Capítulo 21

1 Ora estas são as ordenações que lhes proporás.

2 Se comprares um escravo hebreu, seis anos servirá; mas, ao sétimo, sairá forro, de graça.

3 Se entrar sozinho, sozinho sairá; se tiver mulher, então com ele sairá sua mulher.

4 Se o seu senhor lhe der mulher, e ela tiver filhos e filhas com ele, a mulher e seus filhos serão do seu senhor, e ele sairá sozinho.

5 Porém, se o escravo disser expressamente: Eu amo a meu senhor, a minha mulher e a meus filhos; não quero sair forro;

6 o seu senhor o levará perante os juízes, e o fará chegar à porta ou à ombreira da porta, e o seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; ele o servirá para sempre.

7 Se um homem vender sua filha para ser escrava, esta não sairá como saem os escravos.

8 Se ela não agradar ao seu senhor que se comprometeu a desposá-la, ele permitirá que seja remida; vendê-la a um povo estrangeiro não poderá, visto tê-la enganado.

9 Se ele a desposar com seu filho, tratá-la-á como se tratam as filhas.

10 Se ele der ao filho outra mulher, não lhe diminuirá o mantimento, nem os vestidos, nem o direito conjugal.

11 Se ele não fizer essas três coisas, ela sairá de graça, sem dar dinheiro.

12 Aquele que ferir a um homem, de modo que este morra, certamente será morto.

13 Mas, se não lhe armar ciladas, porém Deus lho entregar nas mãos, então, te designarei lugar para onde fugirá.

14 Se um homem vier premeditadamente contra o seu próximo, para o matar à traição, tirá-lo-ás do meu altar, para que morra.

15 Quem ferir a seu pai ou a sua mãe certamente será morto.

16 Aquele que furtar um homem e o vender ou mesmo se este for achado no seu poder, certamente será morto.

17 O que amaldiçoar a seu pai ou a sua mãe certamente será morto.

18 Se dois homens se travarem de razões, e um ferir o outro com pedra ou punhada, e este não morrer, mas ficar de cama;

19 se ele tornar a levantar-se e andar fora encostado ao seu bastão, então, será absolvido aquele que o feriu; somente lhe pagará o tempo que perdeu e fará que seja completamente curado.

20 Se um homem ferir o seu escravo (ou a sua escrava) com uma vara, e este morrer debaixo da sua mão, certamente será castigado.

21 Porém, se sobreviver um ou dois dias, não será castigado, porque é dinheiro seu.

22 Se homens brigarem, e um deles ferir a uma mulher grávida, e for causa de que aborte, porém não resultar dano maior; certamente será multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher; e pagará como os juízes lhe determinem.

23 Mas, se resultar dano, então, darás vida por vida,

24 olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé,

25 queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe.

26 Se alguém ferir o olho do seu escravo (ou o olho da sua escrava) e o destruir, deixá-lo-á ir forro por causa do olho.

27 E, se deitar fora o dente do seu escravo (ou da sua escrava), deixá-lo-á ir forro por causa do dente.

28 Se um boi ferir mortalmente com as pontas um homem ou uma mulher, certamente será apedrejado, e não se comerão as suas carnes; porém o dono do boi será absolvido.

29 Mas, se o boi tiver sido, já de tempos, avezado a marrar, e o dono, tendo sido disso advertido, não o tiver encurralado, e o boi tiver matado um homem ou uma mulher, o boi será apedrejado, e também será morto o seu dono.

30 Se lhe for imposto resgate, então, dará pela redenção da sua vida tudo o que lhe for imposto.

31 Quer tenha o boi ferido com as suas pontas a um filho, quer a uma filha, segundo este julgamento lhe será feito.

32 Se o boi ferir a um escravo ou a uma escrava, serão dados ao senhor deles trinta siclos de prata, e o boi será apedrejado.

33 Se alguém abrir uma cova ou se alguém cavar uma cova e não a cobrir, e nela cair um boi ou um jumento,

34 o dono fará restituição; dará dinheiro ao dono do animal morto, e este será seu.

35 Se o boi de um homem ferir o boi de outro, e este morrer, venderão o boi vivo e repartirão o valor; e dividirão entre si o boi morto.

36 Ou, se for notório que o boi era, já de tempos, avezado a marrar, e o seu dono não o tiver encurralado, certamente pagará boi por boi e receberá o boi morto.

Capítulo 22

1 Se alguém furtar um boi (ou uma ovelha), e o matar ou vender, pagará cinco bois por um boi e quatro ovelhas por uma ovelha.

2 Se o ladrão for achado minando uma casa e for ferido de modo que morra, o que o feriu não será réu de sangue.

3 Se o sol tiver saído sobre o ladrão, o que o feriu será réu de sangue; neste caso, o ladrão deverá fazer restituição. Se ele não tiver com que pagar, será vendido por seu furto.

4 Se aquilo que roubou for achado vivo em seu poder, seja boi, seja jumento, seja ovelha, pagará ele o dobro.

5 Se alguém fizer pastar um campo ou uma vinha, e soltar o seu animal, e este pastar no campo de outrem, do melhor do seu campo e do melhor da sua vinha fará restituição.

6 Se arrebentar um fogo e se prender nos espinhos, de modo que sejam destruídas as medas de trigo, ou as messes, ou o campo, aquele que acendeu o fogo, sem dúvida, fará restituição.

7 Se um homem entregar ao seu próximo dinheiro ou vasos a guardar, e isso for furtado àquele que o recebeu; se for achado o ladrão, pagará o dobro.

8 Se o ladrão não for achado, o dono da casa se apresentará aos juízes, para ver se não meteu a mão na fazenda do seu próximo.

9 Em todo caso de transgressão, seja a respeito de boi, ou de jumento, ou de ovelhas, ou de vestidos, ou de qualquer coisa perdida, de que uma das partes diz: Esta é a coisa, a causa de ambas as partes se levará perante os juízes; aquele a quem os juízes condenarem pagará o dobro ao seu próximo.

10 Se alguém entregar ao seu próximo um jumento, ou um boi, ou uma ovelha, ou outro qualquer animal a guardar, e este morrer, ou se estropear, ou for arrebatado sem que ninguém o visse,

11 interpor-se-á o juramento de Jeová entre ambos, para ver se o guarda não meteu a mão na fazenda do seu próximo; o dono aceitará o juramento, e o outro não fará restituição.

12 Porém, se o animal lhe for furtado, fará restituição ao seu dono.

13 Se for dilacerado, trá-lo-á por testemunho; não fará restituição pelo que tiver sido dilacerado.

14 Se um homem pedir emprestado ao seu próximo e aquilo que for emprestado vier a danificar-se ou morrer em ausência do dono, certamente fará ele restituição.

15 Se o dono estiver presente, o outro não fará restituição; se a coisa for alugada, o preço do seu aluguel já respondeu por ela.

16 Se alguém seduzir uma virgem que não está desposada e se deitar com ela, sem falta a dotará e a terá por mulher.

17 Se o pai da virgem recusar terminantemente dar-lha, pagará ele em dinheiro conforme o dote das virgens.

18 Não permitirás que viva uma feiticeira.

19 Quem tiver coito com uma besta, certamente será morto.

20 Aquele que sacrificar a qualquer deus, a não ser tão somente a Jeová, sem falta será morto.

21 Não fareis mal ao peregrino, nem o oprimireis, porque fostes peregrinos na terra do Egito.

22 Não afligireis a viúva, nem o órfão.

23 Se de alguma maneira os afligirdes, e eles clamarem a mim, sem dúvida ouvirei o seu clamor;

24 o meu furor se acenderá, e vos matarei à espada; vossas mulheres ficarão viúvas, e vossos filhos, órfãos.

25 Se emprestares dinheiro a algum pobre dentre o meu povo que está contigo, não lhe serás como credor, nem lhe exigirás juros.

26 Se por qualquer motivo tomares do teu próximo em penhor o seu vestido, lho restituirás antes do pôr do sol,

27 pois esta é a única cobertura que tem, é o vestido com que cobre as suas carnes. Em que se deitará ele? Quando ele me clamar a mim, o ouvirei, pois sou misericordioso.

28 Não injuriarás aos juízes, nem amaldiçoarás ao magistrado do teu povo.

29 Não tardarás em trazer ofertas do melhor das tuas ceifas e das tuas vinhas. O primogênito de teus filhos mo darás.

30 Da mesma maneira farás com os teus bois e com as tuas ovelhas; sete dias ficará a cria com a mãe; ao oitavo dia, ma darás.

31 Ser-me-eis homens santos; portanto, não comereis carne que tenha sido dilacerada no campo; deitá-la-eis aos cães.

Capítulo 23

1 Não levantarás um boato falso; não concertarás com o perverso para seres testemunha injusta.

2 Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem darás testemunha numa causa, inclinando-te ao parecer da maioria, para perverteres a justiça;

3 nem favorecerás o pobre na sua causa.

4 Se encontrares o boi do teu inimigo ou o seu jumento desgarrado, sem falta lho reconduzirás.

5 Se vires caído debaixo da sua carga o jumento daquele que te aborrece, não o deixarás; certamente, com o dono o aliviarás.

6 Não perverterás a justiça que se deve ao teu pobre na sua causa.

7 Guarda-te afastado do que é falso. Não matarás o inocente e o justo, porque não justificarei o perverso.

8 Não aceitarás peita, pois ela cega aos que têm vista e perverte as palavras dos justos.

9 Não oprimirás o peregrino, pois vós conheceis o coração dum peregrino, visto que fostes peregrinos na terra do Egito.

10 Seis anos semearás a tua terra e recolherás os seus frutos;

11 porém, no sétimo ano, a deixarás descansar e não a cultivarás, para que os pobres do teu povo achem que comer; e o que estes deixarem servirá de mantimento para os animais do campo. Assim farás com a tua vinha e com o teu olival.

12 Seis dias trabalharás e, ao sétimo dia, descansarás, para que descanse o teu boi e o teu jumento e para que se refrigere o filho da tua escrava e o peregrino.

13 Em tudo o que vos tenho dito, andai apercebidos; não fareis menção do nome de outros deuses, nem o nome deles se ouça da vossa boca.

14 Três vezes no ano me celebrarás uma festa.

15 Guardarás a Festa dos Pães Asmos; sete dias comerás pães asmos como te ordenei, ao tempo apontado no mês de abibe (pois nele saíste do Egito). Ninguém aparecerá diante de mim com as mãos vazias.

16 Guardarás a Festa da Ceifa, das primícias do teu trabalho, do que semeias no campo; e a Festa da Colheita no fim do ano, quando do campo recolheres os produtos do teu trabalho.

17 Três vezes no ano todos os teus homens aparecerão diante do Senhor Jeová.

18 Não oferecerás o sangue do meu sacrifício com pão levedado, nem ficará a gordura da minha festa durante a noite até pela manhã.

19 As primícias dos teus frutos trarás para a casa de Jeová, teu Deus. Não cozerás um cabrito no leite de sua mãe.

20 Eis que eu envio um anjo adiante de ti, para que te guarde pelo caminho e te introduza no lugar que tenho preparado.

21 Estai de sobreaviso diante dele e ouvi a sua voz. Não o provoqueis, porque não perdoará a vossa transgressão; pois nele está o meu nome.

22 Mas, se ouvires atentamente a sua voz e fizeres tudo o que eu disser, então, serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários.

23 Porque o meu anjo irá diante de ti, e te introduzirá na terra dos amorreus, dos heteus, dos perizeus, dos cananeus, dos heveus e dos jebuseus, e destruí-los-ei.

24 Não te inclinarás diante dos seus deuses, nem lhes darás culto, nem farás conforme as suas obras; mas totalmente derribarás e quebrarás em pedaços as suas colunas.

25 Servireis a Jeová, vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e do meio de vós afastarei as enfermidades.

26 Na tua terra, não haverá mulher que aborte, nem estéril; completarei o número dos teus dias.

27 Enviarei o meu terror diante de ti, e trarei confusão sobre todo o povo em cujas terras entrares, e farei que todos os teus inimigos te voltem as costas.

28 Enviarei diante de ti vespas, que lançarão de diante de ti os heveus, os cananeus e os heteus.

29 Não os lançarei de diante de ti num só ano, para que não fique a terra reduzida a um ermo e se multipliquem contra ti as feras do campo.

30 Pouco a pouco, os lançarei de diante de ti, até que te aumentes e possuas a terra por herança.

31 Porei os teus termos desde o mar Vermelho até o mar dos filisteus e desde o deserto até o rio; pois entregarei às tuas mãos os habitantes da terra, e expulsá-los-ás de diante de ti.

32 Não farás aliança com eles, nem com os seus deuses.

33 Eles não habitarão na tua terra, para que te não façam pecar contra mim; pois, se servires os seus deuses, certamente isso te será um tropeço.

Capítulo 24

1 Disse também Deus a Moisés: Sobe a Jeová, tu, e Arão, e Nadabe, e Abiú, e setenta anciãos de Israel; e adorai de longe.

2 Só Moisés se chegará a Jeová; mas os outros não se chegarão, nem o povo subirá com ele.

3 Veio Moisés e referiu ao povo todas as palavras de Jeová e todas as ordenações; todo o povo respondeu a uma voz: Faremos tudo o que Jeová tem dito.

4 Moisés escreveu todas as palavras de Jeová e, tendo se levantado de manhã cedo, erigiu um altar ao pé do monte e doze colunas segundo as doze tribos de Israel.

5 Enviou mancebos dentre os filhos de Israel, os quais ofereceram holocaustos e sacrificaram a Jeová sacrifícios pacíficos de bois.

6 Moisés tomou uma metade do sangue e pô-lo em bacias; e a outra metade aspergiu sobre o altar.

7 Tomou o livro da aliança e leu, ouvindo-o o povo, o qual disse: Faremos tudo o que Jeová tem dito e seremos obedientes.

8 Então, tomando Moisés o sangue, o aspergiu sobre o povo e disse: Eis o sangue da aliança que Jeová fez convosco sob todas estas condições.

9 Subiram Moisés e Arão, e Nadabe, e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel;

10 viram ao Deus de Israel, e debaixo dos seus pés havia como uma obra de safira lúcida e como o próprio céu na sua claridade.

11 Sobre os nobres dos filhos de Israel Deus não estendeu a mão; eles viram a Deus, comeram e beberam.

12 Disse Jeová a Moisés: Sobe a mim ao monte e deixa-te estar ali; dar-te-ei as tábuas de pedra e a lei e os mandamentos que tenho escrito, para que os ensines.

13 Levantou-se Moisés com Josué, seu servidor; e, subindo Moisés ao monte de Deus,

14 disse aos anciãos: Esperai-nos aqui, até que nos tornemos para vós. Eis que Arão e Hur ficam convosco; todo o que tiver uma questão chegue-se a eles.

15 Moisés subiu o monte, e uma nuvem cobriu o monte.

16 A glória de Jeová descansou sobre o monte de Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias; ao sétimo dia, do meio da nuvem, chamou a Moisés.

17 Era a aparência da glória de Jeová como um fogo consumidor sobre o cume do monte aos olhos dos filhos de Israel.

18 Tendo entrado Moisés pelo meio da nuvem, subiu o monte e lá ficou quarenta dias e quarenta noites.

Capítulo 25

1 Disse Jeová a Moisés:

2 Fala aos filhos de Israel que me tragam uma oferta; de todo homem cujo coração o impelir a isso, dele tomareis a minha oferta.

3 Esta é a oferta que deles tomareis: ouro, prata, cobre,

4 estofo azul, púrpura, escarlata, linho fino, pelos de cabras,

5 peles de carneiros tintas de vermelho, peles de animais marinhos, madeira de acácia,

6 azeite para a luz, especiarias para o óleo de unção e para o incenso aromático,

7 pedras de ônix e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral.

8 Far-me-ão um santuário para que eu habite no meio deles.

9 Seguindo em tudo o que eu te mostrar, o modelo do tabernáculo e o modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o farás.

10 Farão uma arca de madeira de acácia; de dois cúbitos e meio será o seu comprimento, de um cúbito e meio a sua largura e de um cúbito e meio a sua altura.

11 Cobri-la-ás de ouro puro; por dentro e por fora, a cobrirás e farás sobre ela uma bordadura de ouro.

12 Fundirás para ela quatro argolas de ouro, que porás nos quatro cantos da arca; haverá duas argolas num lado dela, e duas, noutro.

13 Farás também varais de madeira de acácia e os cobrirás de ouro.

14 Meterás os varais nas argolas aos lados da arca, para com eles se levar a arca.

15 Os varais ficarão nas argolas da arca; dela não serão removidos.

16 Porás na arca o Testemunho, que te hei de dar.

17 Farás também um propiciatório de ouro puro; de dois cúbitos e meio será o seu comprimento, e de um cúbito e meio, a sua largura.

18 Farás dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório.

19 Farás um querubim numa extremidade e outro querubim, noutra extremidade; de uma só peça com o propiciatório fareis os dois querubins nas duas extremidades dele.

20 Os querubins estenderão as suas asas por cima do propiciatório, cobrindo-o com as asas e tendo as faces voltadas uma a outra; as faces dos querubins olharão para o propiciatório.

21 Porás o propiciatório em cima da arca; e dentro da arca porás o Testemunho, que te hei de dar.

22 Ali, virei a ti e de sobre o propiciatório, do meio dos querubins que estão sobre a arca do Testemunho, falarei contigo a respeito de todas as coisas que eu te ordenar com relação aos filhos de Israel.

23 Farás também uma mesa de madeira de acácia; de dois cúbitos será o seu comprimento, de um cúbito, a sua largura, e de um cúbito e meio, a sua altura.

24 Cobri-la-ás de ouro puro, e far-lhe-ás uma bordadura de ouro.

25 Também lhe farás um rebordo da largura duma mão, ao redor do qual farás uma bordadura de ouro.

26 Também lhe farás quatro argolas de ouro e meterás as argolas nos quatro cantos que estão sobre os seus quatro pés.

27 Perto do rebordo estarão as argolas, nas quais se meterão os varais para se levar a mesa.

28 Farás, para se levar a mesa com eles, os varais de madeira de acácia e os cobrirás de ouro.

29 Também farás os seus pratos, e os seus incensários, e os seus copos, e as suas taças em que se hão de oferecer as libações; de ouro puro os farás.

30 Porás sobre a mesa os pães da proposição diante de mim perpetuamente.

31 Farás também um candeeiro de ouro puro; de ouro batido se fará o candeeiro, tanto o seu pedestal como a sua haste. Os seus copos, as suas maçãs e as suas açucenas formarão com ele uma só peça.

32 Seis braços sairão dos seus lados; três braços do candeeiro sairão dum lado dele, e três, do outro.

33 Num braço haverá três copos a modo de flores de amêndoas, e juntamente, uma maçã e uma açucena; assim, sucederão com os seis braços que saem do candeeiro.

34 No mesmo candeeiro haverá quatro copos a modo de flores de amêndoas, com as suas maçãs e com as suas açucenas.

35 Haverá uma maçã sob dois braços, formando com a haste uma só peça, outra maçã, sob dois outros, e ainda outra maçã, sob os outros dois braços; e, assim, será com os seis braços que saem do candeeiro.

36 As suas maçãs e os seus braços formarão uma só peça com a haste; o todo será de obra batida de ouro puro.

37 Farás também as suas lâmpadas, em número de sete, as quais se acenderão para alumiar o espaço em frente do candeeiro.

38 As suas espevitadeiras e apagadores serão de ouro puro.

39 De um talento de ouro puro se fará o candeeiro com todos esses utensílios.

40 Vê que os faças conforme o seu modelo que te foi mostrado no monte.

Capítulo 26

1 Farás o tabernáculo que terá dez cortinas; de linho retorcido, estofo azul, púrpura e escarlata com querubins as farás de obra de desenhista.

2 O comprimento de cada cortina será de vinte e oito cúbitos, e a largura, de quatro cúbitos; todas as cortinas serão da mesma medida.

3 Cinco cortinas serão enlaçadas umas às outras; e as outras cinco, da mesma maneira.

4 Farás laçadas de estofo azul na orla da cortina extrema do primeiro agrupamento; e da mesma maneira farás na orla da cortina na extrema do segundo agrupamento.

5 Cinquenta laçadas farás numa cortina, e cinquenta, na outra cortina no extremo do segundo agrupamento; as laçadas serão contrapostas uma à outra.

6 Farás cinquenta colchetes de ouro e prenderás com os colchetes as cortinas, uma à outra; e o tabernáculo virá a ser um todo.

7 Farás também de pelos de cabras onze cortinas para servirem de tenda sobre o tabernáculo; de onze cortinas as farás.

8 O comprimento de cada cortina será de trinta cúbitos, e a largura, de quatro cúbitos; as onze cortinas terão a mesma medida.

9 Ajuntarás à parte cinco cortinas entre si, e, da mesma maneira, seis cortinas, e dobrarás a sexta cortina na parte dianteira da tenda.

10 Farás cinquenta laçadas na orla da cortina extrema do primeiro agrupamento e cinquenta laçadas, na orla da cortina extrema do segundo agrupamento.

11 Farás também cinquenta colchetes de cobre, e meterás os colchetes nas laçadas, e ajuntarás a tenda, para que venha a ser um todo.

12 O resto que sobejar das cortinas da tenda, a saber, a meia cortina que sobejar, penderá às costas do tabernáculo.

13 O cúbito dum lado e o cúbito doutro lado, do que sobejar no comprimento das cortinas da tenda, penderão dum e doutro lado do tabernáculo, para o cobrir.

14 Farás de peles de carneiros tintas de vermelho também uma coberta para a tenda e, por cima desta, uma coberta de peles de animais marinhos.

15 Farás também de madeira de acácia as peças para o tabernáculo, que serão colocadas verticalmente.

16 De dez cúbitos será o comprimento de uma peça, e cada uma terá um cúbito e meio de largura.

17 Em cada peça haverá duas couceiras unidas uma à outra; assim farás com todas as peças do tabernáculo.

18 Fazendo as peças para o tabernáculo, farás vinte para o lado meridional, que olha para o sul.

19 Farás quarenta bases de prata para se pôr debaixo das vinte peças; duas bases debaixo de uma peça, de maneira que correspondam às duas couceiras dela, e igualmente duas bases debaixo duma outra peça.

20 Para o segundo lado do tabernáculo, da banda do norte, farás vinte peças,

21 com as suas quarenta bases de prata; duas bases debaixo de uma peça, e duas bases debaixo de outra peça.

22 Para o lado posterior do tabernáculo, que olha para o ocidente, farás seis peças.

23 Farás também duas peças para os cantos do tabernáculo, na parte posterior.

24 Por baixo, serão reforçadas uma pela outra, e, do mesmo modo, em cima, até a primeira argola; assim se fará com as duas peças; elas serão para os dois cantos.

25 Haverá oito peças com as suas bases de prata, dezesseis bases; duas bases debaixo duma peça e duas bases debaixo doutra peça.

26 Travessas farás de madeira de acácia; cinco para as peças dum lado do tabernáculo,

27 cinco para as peças do outro lado do tabernáculo e cinco para as peças do tabernáculo ao lado posterior, que olha para o ocidente.

28 A travessa do meio passará ao meio das peças de uma extremidade à outra.

29 Cobrirás de ouro as peças, e de ouro farás as suas argolas pelas quais hão de passar as travessas, e cobrirás também de ouro as travessas.

30 Levantarás o tabernáculo conforme o modelo que te foi mostrado no monte.

31 Farás também um véu de estofo azul, púrpura, escarlata e linho fino retorcido; com querubins, obra de desenhista, se fará.

32 Suspendê-lo-ás sobre quatro colunas de madeira de acácia, cobertas de ouro; os seus colchetes serão de ouro, sobre quatro bases de prata.

33 Pendurarás o véu por baixo dos colchetes e trarás para lá, para dentro do véu, a arca do Testemunho; o véu vos fará separação entre o Santo Lugar e o Santo dos Santos.

34 Porás o propiciatório sobre a arca do Testemunho no Santo dos Santos.

35 Colocarás a mesa fora do véu e defronte da mesa, o candeeiro ao lado do tabernáculo que olha para o sul; e porás a mesa ao lado do norte.

36 Também para a porta da Tenda farás um anteparo de estofo azul, púrpura e escarlata, obra de bordador.

37 Para o anteparo farás cinco colunas de madeira de acácia e as cobrirás de ouro; os seus colchetes serão de ouro, e para elas fundirás cinco bases de cobre.

Capítulo 27

1 E de madeira de acácia farás também um altar que terá cinco cúbitos de comprimento e cinco cúbitos de largura (o altar será quadrado) e terá três cúbitos de altura.

2 Dos quatro cantos farás levantar-se quatro chifres; os chifres formarão uma só peça com o altar; e o cobrirás de cobre.

3 Far-lhe-ás cinzeiros, e pás, e bacias, e garfos, e braseiros; todos esses utensílios farás de cobre.

4 Far-lhe-ás também uma grelha de cobre a modo de gelosia, à qual farás quatro argolas de cobre nos seus quatro cantos.

5 Pô-la-ás de sob o rebordo da parte inferior do altar, de maneira que chegue até o meio do altar.

6 Farás também varais para o altar, varais de madeira de acácia, e os cobrirás de cobre.

7 Os varais se meterão nas argolas e estarão de um e outro lado do altar, quando for levado.

8 Oco e de tábuas o farás; como se te mostrou no monte, assim o farão.

9 Farás também o átrio do tabernáculo; para um lado, isto é, para o lado meridional, que olha para o sul, o átrio terá cortinas de linho fino retorcido de cem cúbitos de comprimento;

10 as suas colunas serão vinte, e as suas bases, vinte, todas feitas de cobre; os ganchos das colunas e as vergas serão de prata.

11 Igualmente para o lado do norte, ao comprido, haverá cortinas de cem cúbitos de comprimento, e serão vinte as suas colunas, e vinte, as suas bases, todas feitas de cobre; os ganchos das colunas e as vergas serão de prata.

12 Para a largura do átrio ao lado do ocidente haverá cortinas de cinquenta cúbitos; as colunas serão dez, e as suas bases, dez.

13 A largura do átrio ao lado oriental, que olha para o nascente, será de cinquenta cúbitos.

14 As cortinas para um lado da entrada serão de quinze cúbitos; as suas colunas serão três, e as suas bases, três.

15 Para o outro lado da entrada haverá cortinas de quinze cúbitos; as suas colunas serão três, e as suas bases, três.

16 Para a entrada do átrio haverá um anteparo de vinte cúbitos, de estofo azul, púrpura, escarlata e linho fino retorcido, obra de bordador; as suas colunas serão quatro, e as suas bases, quatro.

17 Todas as colunas ao redor do átrio terão vergas de prata; os seus ganchos serão de prata, e as suas bases, de cobre.

18 O átrio terá cem cúbitos de comprido e cinquenta de largo, por toda parte, e cinco de alto; as suas cortinas serão de linho fino retorcido, e as suas bases, de cobre.

19 Todos os utensílios do tabernáculo em todo o seu serviço, e todos os seus pregos, e todos os pregos do átrio serão de cobre.

20 Ordenarás aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveira, espremido num gral, para o candeeiro, a fim de manter acesa uma lâmpada continuamente.

21 Na tenda da revelação, fora do véu que está diante do Testemunho, Arão e seus filhos conservá-la-ão em ordem desde a tarde até pela manhã, perante Jeová; este será um estatuto perpétuo a favor dos filhos de Israel pelas suas gerações.

Capítulo 28

1 Faze também chegar a ti Arão, teu irmão, e seus filhos, dentre os filhos de Israel, para me servirem no ofício sacerdotal, a saber, Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar (filhos de Arão).

2 Farás vestiduras sagradas para Arão, teu irmão, para glória e formosura.

3 Falarás tu a todos os homens hábeis, a quem enchi do espírito de sabedoria, para que façam as vestiduras de Arão, para o santificar, a fim de que me sirva no ofício sacerdotal.

4 Estas, pois, são as vestiduras que hão de fazer: um peitoral, um éfode, um manto, uma capa variopintada, uma mitra e um cinto. Farão vestiduras sagradas para Arão, teu irmão (e para seus filhos), a fim de que me sirva no ofício sacerdotal.

5 Tomarão ouro, estofo azul, púrpura, escarlata e linho fino.

6 Farão o éfode de ouro, estofo azul, púrpura, escarlata e linho fino retorcido, obra de desenhista.

7 O éfode terá dois suspensórios que o prendam pelas extremidades, para que seja unido.

8 O cinto primorosamente tecido, que está sobre o éfode, com que cingi-lo, será de obra semelhante e formará com ela uma só peça, de ouro, estofo azul, púrpura, escarlata e linho fino retorcido.

9 Tomarás duas pedras de ônix e gravarás nelas os nomes dos filhos de Israel:

10 seis de seis nomes numa pedra e os seus nomes restantes na outra pedra, segundo a ordem do seu nascimento.

11 De obra de lapidário, como as gravuras de um selo, gravarás as duas pedras, segundo os nomes dos filhos de Israel; guarnecidas de engastes de ouro as farás.

12 Porás as duas pedras sobre os suspensórios do éfode, a fim de que sirvam de pedras de memorial para os filhos de Israel. Arão levará os seus nomes diante de Jeová, sobre um e outro ombro para um memorial.

13 Farás também engastes de ouro

14 e duas pequenas cadeias de ouro puro; como cordas as farás, de obra tecida; e fixarás as cadeias de obra tecida aos engastes.

15 Farás o peitoral do juízo, obra de desenhista; de obra semelhante a do éfode a farás; de ouro, estofo azul, púrpura, escarlata e linho fino retorcido o farás.

16 Ele será quadrado e duplo; de um palmo será o seu comprimento, e de um palmo, a sua largura.

17 Porás nele pedras de engaste, em quatro fileiras: uma fileira de sárdio, de topázio e de carbúnculo será a primeira;

18 e a de esmeralda, de safira e de diamante será a segunda;

19 e a de jacinto, de ágata e de ametista será a terceira;

20 e a de berilo, de ônix e de jaspe será a quarta; elas serão guarnecidas de ouro nos seus engastes.

21 As pedras serão conforme os nomes dos filhos de Israel, doze, conforme os seus nomes; serão como as gravuras de um selo, cada um conforme o seu nome, para as doze tribos.

22 Sobre o peitoral farás cadeias como cordas, de obra trançada de ouro puro.

23 Também sobre o peitoral farás duas argolas de ouro e porás as duas argolas nas duas extremidades do peitoral.

24 As duas cadeias, de obra trançada de ouro, meterás nas duas argolas as extremidades do peitoral.

25 As outras duas pontas das duas cadeias, de obra trançada, meterás nos dois engastes e as porás sobre os suspensórios do éfode pelo lado de fora.

26 Farás também duas argolas de ouro e as porás nas duas extremidades do peitoral, na sua orla interior oposta ao éfode.

27 Farás outras duas argolas de ouro e as porás sobre os dois suspensórios do éfode do lado de baixo, na parte dianteira dele, junto à costura, acima do cinto primorosamente tecido do éfode.

28 O peitoral com as suas argolas unirão as argolas do éfode por uma fita azul, de modo que fique sobre o cinto, primorosamente tecido, do éfode e que o peitoral se não separe do éfode.

29 Arão levará para memorial diante de Jeová continuamente os nomes dos filhos de Israel no peitoral do juízo sobre o seu coração, quando entrar no Santo Lugar.

30 Porás no peito do juízo o Urim e o Tumim; eles estarão sobre o coração de Arão, quando entrar perante Jeová. Arão levará o juízo dos filhos de Israel sobre o seu coração diante de Jeová continuamente.

31 Farás também o manto do éfode todo de estofo azul.

32 No meio dele haverá uma abertura para a cabeça; será debruada essa abertura como a abertura de uma saia de malha, para que se não rompa.

33 Em toda a orla do manto, farás romãs de estofo azul, púrpura e escarlata; e campainhas de ouro, no meio delas.

34 Haverá em toda a orla do manto uma campainha de ouro e uma romã, outra campainha de ouro e outra romã.

35 Esse manto estará sobre Arão quando ministrar; e ouvir-se-á o som quando ele entrar no Santo Lugar perante Jeová e quando sair, e isso para que não morra.

36 Farás também uma lâmina de ouro puro e nela gravarás, como as gravuras de um selo, SANTIDADE A JEOVÁ.

37 Pô-la-ás sobre uma fita azul, e estará sobre a mitra; bem na frente da mitra estará.

38 Estará sobre a testa de Arão, e este levará a iniquidade concernente às coisas sagradas que os filhos de Israel consagrarem em todas as suas santas ofertas; sempre estará sobre a testa de Arão, para que eles sejam aceitos diante de Jeová.

39 Tecerás a túnica de linho fino variopintado, e farás uma mitra de linho fino, e farás um cinto, obra de bordador.

40 Para os filhos de Arão farás túnicas, e cintos, e tiaras, para glória e formosura.

41 Vestirás com eles a Arão, teu irmão, bem como a seus filhos, e os ungirás, consagrarás, e santificarás, para que me sirvam no ofício sacerdotal.

42 Far-lhe-ás também calções de linho, para cobrirem as suas partes; estender-se-ão desde os rins até as coxas.

43 Estarão sobre Arão e sobre seus filhos, quando entrarem na tenda da revelação ou quando se aproximarem do altar para ministrar no Santo Lugar, a fim de que não sejam réus de iniquidade e morram. Isso será estatuto perpétuo para ele e para a sua posteridade depois dele.

Capítulo 29

1 Isto é o que lhes farás para os santificar, a fim de que me sirvam no ofício sacerdotal: toma um novilho, e dois carneiros sem defeito,

2 e pães asmos, e bolos asmos, amassados com azeite, e obreias asmas, untadas com azeite; de flor de farinha de trigo os farás.

3 Pô-los-ás num só cesto e no cesto os trarás; trarás juntamente o novilho e os dois carneiros.

4 Então, farás que Arão e seus filhos se aproximem da entrada da tenda da revelação e os lavarás com água.

5 Tomarás os vestidos, e vestirás a Arão da túnica, do manto do éfode, do éfode e do peitoral, e o cingirás com o cinto, primorosamente tecido, do éfode;

6 por-lhe-ás a mitra na cabeça e sobre a mitra porás a coroa de santidade.

7 Então, tomarás o azeite da unção, e lho derramarás sobre a cabeça, e o ungirás.

8 Farás também que se aproximem os filhos de Arão e vesti-los-ás de túnicas.

9 Cingi-los-ás com cinto, a Arão e a seus filhos, e lhes atarás as tiaras. Por um estatuto perpétuo, eles terão o sacerdócio; e sagrarás a Arão e a seus filhos.

10 Farás chegar o novilho diante da tenda da revelação; e Arão e seus filhos porão as mãos sobre a cabeça do novilho.

11 Matarás o novilho perante Jeová, à entrada da tenda da revelação.

12 Depois, tomarás do sangue do novilho e, com o teu dedo, o porás sobre os chifres do altar; todo o resto do sangue, derramá-lo-ás ao pé do altar.

13 E tomarás toda a gordura que cobre as entranhas, o redenho do fígado, os dois rins e a gordura que está por cima deles e queimá-los-ás sobre o altar.

14 Mas a carne do novilho, o seu couro e o seu excremento, queimá-los-ás com fogo fora do arraial; é oferta pelo pecado.

15 Tomarás também um carneiro; e Arão e seus filhos porão as mãos sobre a cabeça do carneiro.

16 Matarás o carneiro, e tomarás o seu sangue, e o aspergirás sobre o altar ao redor.

17 Cortarás o carneiro em seus pedaços e, lavados os seus intestinos e as suas pernas, pô-los-ás sobre os seus pedaços e sobre a sua cabeça.

18 Então, queimarás o carneiro todo sobre o altar; é holocausto para Jeová; é cheiro suave, oferta queimada a Jeová.

19 Tomarás também o outro carneiro; e Arão e seus filhos porão as mãos sobre a cabeça do carneiro.

20 Então, matarás o carneiro, e tomarás do seu sangue, e pô-lo-ás sobre a ponta da orelha direita de Arão, e sobre a ponta da orelha direita de seus filhos, e sobre os dedos polegares das suas mãos direitas, e sobre os dedos polegares dos seus pés direitos, e aspergirás o sangue sobre o altar ao redor.

21 Tomarás do sangue que está no altar e do óleo da unção e o aspergirás sobre Arão e sobre os seus vestidos, e sobre seus filhos, e sobre os vestidos de seus filhos. Ele será santificado, e os seus vestidos, e seus filhos, e os vestidos de seus filhos.

22 Do carneiro tomarás a gordura, a cauda grossa, a gordura que cobre os intestinos, o redenho do fígado, os dois rins, a gordura que está por cima deles, e a coxa direita (pois é carneiro de consagração),

23 e uma fogaça de pão, um bolo amassado em azeite e uma obreia do cesto dos pães asmos que está diante de Jeová.

24 Porás todas essas coisas sobre as mãos de Arão e sobre as mãos de seus filhos e as oferecerás por oferta movida diante de Jeová.

25 Depois, as tomarás das suas mãos e as queimarás no altar sobre o holocausto, por cheiro suave diante de Jeová; é oferta queimada a Jeová.

26 Tomarás o peito do carneiro de consagração, que é de Arão, e o oferecerás por oferta movida diante de Jeová; esta será a tua porção.

27 Santificarás o peito, a oferta movida, e a coxa, a oferta alçada, do carneiro de consagração, a saber, do carneiro que é para Arão e para seus filhos.

28 Isso será a porção que os filhos de Israel deverão a Arão e a seus filhos para sempre; pois é oferta alçada. A sua oferta alçada a Jeová será a oferta que os filhos de Israel tirarem dos sacrifícios das suas ofertas pacíficas.

29 Os vestidos sagrados de Arão ficarão sendo para seus filhos depois dele, para serem ungidos e para serem sagrados neles.

30 Por sete dias, os vestirá o filho que for sacerdote em seu lugar, quando entrar na tenda da revelação para ministrar no Santo Lugar.

31 Tomarás o carneiro de consagração e cozerás a sua carne em lugar santo.

32 Arão e seus filhos comerão a carne do carneiro e o pão que está no cesto à entrada da tenda da revelação.

33 Eles comerão aquelas coisas com que se fez expiação, para os consagrar e para os santificar; porém o estrangeiro não comerá delas, porque são santas.

34 Se sobrar da carne da consagração ou do pão até pela manhã, queimarás com fogo o que sobejar; não se comerá, porque é santo.

35 Assim, pois, farás a Arão e a seus filhos conforme tudo que te hei ordenado; por sete dias os sagrarás.

36 Cada dia oferecerás para expiação o novilho que se oferece como oferta pelo pecado. Purificarás o altar, quando a favor dele fizeres expiação; e ungirás o altar, para o santificar.

37 Por sete dias, farás expiação pelo altar e o santificarás. O altar será santíssimo; todo o que o tocar será santificado.

38 Isto é o que oferecerás sobre o altar: continuamente, cada dia, dois cordeiros dum ano.

39 Um cordeiro oferecerás pela manhã e o outro cordeiro oferecerás de tarde;

40 com um cordeiro, a décima parte de um efa de flor de farinha, misturada com a quarta parte dum him de azeite espremido num gral; e, para oferta de libação, a quarta parte dum him de vinho.

41 O outro cordeiro oferecerás de tarde e com ele farás conforme a oferta matutina de flor de farinha e conforme a sua oferta de libação, como cheiro suave, oferta queimada a Jeová.

42 Este será o holocausto contínuo, por vossas gerações, à entrada da tenda da revelação, diante de Jeová, onde virei a vós, para falar contigo ali.

43 Ali, virei aos filhos de Israel; e a tenda será santificada pela minha glória.

44 Santificarei a tenda da revelação e o altar; também santificarei a Arão e a seus filhos, para que me sirvam no ofício sacerdotal.

45 Habitarei no meio dos filhos de Israel e serei o seu Deus.

46 Eles saberão que eu sou Jeová, seu Deus, que os tirou da terra do Egito, para habitar no meio deles; eu sou Jeová, seu Deus.

Capítulo 30

1 Farás também um altar para queimares sobre ele o incenso; de madeira de acácia o farás.

2 Terá um cúbito de comprido, e um cúbito de largo (será quadrado), e dois cúbitos de alto; os chifres formarão uma só peça com ele.

3 Cobri-lo-ás de ouro puro, a sua parte superior, os seus lados ao redor e os seus chifres; e lhe farás uma bordadura de ouro.

4 Também lhe farás duas argolas de ouro debaixo da bordadura; em ambos os lados, as farás; e nelas se meterão os varais para se levar o altar.

5 De madeira de acácia farás os varais e os cobrirás de ouro.

6 Porás o altar em frente do véu que está junto à arca do Testemunho, diante do propiciatório que se acha sobre o Testemunho, onde virei a ti.

7 Arão queimará sobre o altar incenso aromático; todos os dias de manhã, quando preparar as lâmpadas, o queimará.

8 Quando, à tarde, acender as lâmpadas, o queimará; será incenso perpétuo diante de Jeová, pelas vossas gerações.

9 Não oferecereis sobre ele incenso estranho, nem holocaustos, nem oferta de flor de farinha; e não derramareis sobre ele ofertas de libação.

10 Uma vez no ano, Arão fará expiação sobre os chifres do altar; com o sangue da oferta pelo pecado, que é oferecido pela expiação, uma vez no ano, pelas vossas gerações, fará pelo altar expiação; santíssimo é a Jeová.

11 Disse mais Jeová a Moisés:

12 Quando fizeres o alistamento dos filhos de Israel, de acordo com o número desse alistamento, cada um deles dará a Jeová o resgate de sua alma, quando os alistares, para que não haja entre eles praga alguma por ocasião do alistamento.

13 Isto darão (cada um que passa para o número daqueles que são alistados): meio siclo segundo o siclo do santuário (o siclo tem vinte óbolos); oferecer-se-á a Jeová meio siclo.

14 Todo aquele que passa para o número dos que são alistados de vinte anos para cima pagará a oferta de Jeová.

15 O rico não dará mais, nem o pobre dará menos do que o meio siclo, quando derem a oferta de Jeová, para fazerdes expiação pelas vossas almas.

16 Dos filhos de Israel tomarás o dinheiro da expiação e designá-lo-ás para o serviço da tenda da revelação, para que sirva de memorial a favor dos filhos de Israel, diante de Jeová, a fim de fazerdes expiação pelas vossas almas.

17 Disse mais Jeová a Moisés:

18 Farás uma bacia de cobre e a sua base de cobre, para lavatório. Colocá-la-ás entre a tenda da revelação e o altar e nela deitarás água.

19 Junto a ela, Arão e seus filhos lavarão as mãos e os pés;

20 quando entrarem na tenda da revelação, lavar-se-ão com água, para que não morram; ou quando se chegarem ao altar para ministrar, para fazer uma oferta queimada a Jeová.

21 Lavarão as mãos e os pés, para que não morram; isso lhes será por estatuto perpétuo, a ele e à sua posteridade.

22 Disse mais Jeová a Moisés:

23 Toma as principais especiarias: de mirra pura, quinhentos siclos; de cinamomo aromático, a metade, isto é, duzentos e cinquenta siclos; de cálamo aromático, duzentos e cinquenta siclos;

24 e de cássia, quinhentos siclos, segundo o siclo do santuário; e de azeite de oliveira, a medida de um him.

25 Farás um óleo sagrado para as unções, um perfume composto segundo a arte do perfumista; será um óleo sagrado para as unções.

26 Ungirás com ele a tenda da revelação, e a arca do Testemunho,

27 e a mesa com todos os seus utensílios e o candeeiro com os seus utensílios, e o altar de incenso,

28 e o altar dos holocaustos com todos os seus utensílios e a bacia com a sua base.

29 Santificarás essas coisas, para que sejam santíssimas; aquele que as tocar será santificado.

30 Ungirás a Arão e a seus filhos e os santificarás, para que me sirvam no ofício sacerdotal.

31 Dirás aos filhos de Israel: Este me será o óleo sagrado para as unções, por toda a vossa posteridade.

32 Não se ungirá com ele a carne do homem, nem fareis outro semelhante, da mesma composição; é sagrado e será sagrado para vós.

33 Qualquer homem que fizer outro semelhante ou ungir com ele a um estrangeiro será exterminado do meio do seu povo.

34 Disse mais Jeová a Moisés: Toma especiarias aromáticas: estoraque, ônica e gálbano, especiarias aromáticas com incenso puro. Cada uma delas será de igual peso;

35 e delas farás um incenso, um perfume segundo a arte do perfumista, temperado com sal, puro e santo.

36 Uma parte dele reduzirás a pó e o porás diante do Testemunho, na tenda da revelação, onde virei a ti; será para vós santíssimo.

37 O incenso que fareis, segundo a composição deste, não o fareis para vós mesmos; considerá-lo-eis sagrado a Jeová.

38 O homem que fizer tal como este para o cheirar será exterminado do meio do seu povo.

Capítulo 31

1 Disse mais Jeová a Moisés:

2 Eis que chamei por nome Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá;

3 e o enchi do Espírito de Deus, no tocante à sabedoria, à inteligência, à ciência e a toda sorte de obras,

4 para fazer invenções, para trabalhar em ouro, em prata e em cobre,

5 para gravar pedras de engaste, para entalhar madeiras e para trabalhar em toda sorte de obras.

6 Eis que eu designei juntamente com ele a Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã; e pus a sabedoria nos corações de todos os homens hábeis, para fazerem tudo o que eu tenho ordenado:

7 a tenda da revelação, e a arca do Testemunho, e o propiciatório que está por cima dela, e todos os móveis da tenda,

8 e a mesa com os seus utensílios, e o candeeiro puro com todos os seus utensílios, e o altar do incenso,

9 e o altar do holocausto com todos os seus utensílios, e a bacia com a sua base,

10 e os vestidos finamente tecidos e os vestidos sagrados do sacerdote Arão, e os vestidos de seus filhos, para quando se empregarem no ofício sacerdotal,

11 e o óleo da unção, e o incenso aromático para o Santo Lugar; eles farão conforme tudo o que tenho ordenado.

12 Disse mais Jeová a Moisés:

13 Falarás também aos filhos de Israel: Certamente, guardareis os meus sábados; pois este é um sinal entre mim e vós pelas vossas gerações; para que saibais que eu sou Jeová, que vos santifico.

14 Portanto, guardareis o sábado, porque é santo para vós. Aquele que o profanar, certamente, será morto; pois todo o homem que trabalhar neste dia será exterminado do meio do seu povo.

15 Seis dias se trabalhará; porém no sétimo dia, é um sábado de descanso solene, consagrado a Jeová; todo o que trabalhar neste dia, certamente será morto.

16 Pelo que os filhos de Israel guardarão o sábado, para o observarem pelas suas gerações, como pacto perpétuo.

17 É um sinal perpétuo entre mim e os filhos de Israel; pois, em seis dias, fez Jeová o céu e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e achou refrigério.

18 Deu a Moisés, depois que acabara de falar com ele no monte Sinai, as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus.

Capítulo 32

1 Mas o povo, vendo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão e disse-lhe: Levanta-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós; pois quanto a este Moisés, a esse homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe terá acontecido.

2 Respondeu-lhes Arão: Tirai as arrecadas de ouro que vossas mulheres, vossos filhos e vossas filhas têm nas orelhas e trazei-mas.

3 Todo o povo tirou as arrecadas de ouro que tinham nas orelhas, trazendo-as a Arão.

4 Ele as tomou das mãos deles, e, com um buril, deu forma ao ouro, e dele fez um bezerro fundido. Então, eles disseram: Estes são, ó Israel, os teus deuses que te tiraram da terra do Egito.

5 Arão, vendo isso, edificou um altar diante dele, fez uma proclamação e disse: Amanhã, será festa solene a Jeová.

6 Levantando-se de manhã cedo, ofereceram holocaustos e trouxeram ofertas pacíficas; o povo sentou-se a comer e a beber e levantou-se a folgar.

7 Então, disse Jeová a Moisés: Vai tu e desce, porque o teu povo, que fizeste sair do Egito, se corrompeu.

8 Bem depressa se desviou do caminho que eu lhes tinha ordenado; fizeram para si um bezerro fundido, adoraram-no e, oferecendo-lhe sacrifícios, disseram: Estes são, ó Israel, os deuses que te fizeram subir da terra do Egito.

9 Disse mais Jeová a Moisés: Tenho visto a este povo, e eis que é povo de cerviz dura.

10 Agora, deixa-me, para que a minha ira se acenda contra eles e para que eu os consuma; e de ti farei uma grande nação.

11 Porém Moisés suplicou a Jeová, seu Deus, dizendo: Por que se acende a tua ira contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com grande fortaleza e com uma poderosa mão?

12 Por que diriam os egípcios: Para mal os tirou, a fim de os matar nos montes e a fim de os consumir da face da terra? Volve-te do furor da tua ira e arrepende-te deste mal contra o teu povo.

13 Lembra-te de Abraão, de Isaque e de Israel, teus servos, a quem por ti mesmo juraste e disseste: Multiplicarei a vossa descendência como as estrelas do céu e toda esta terra de que tenho falado, a darei à vossa descendência, e a herdarão para sempre.

14 Então, Jeová se arrependeu do mal que dissera que havia de fazer ao seu povo.

15 Em seguida, virou-se Moisés e desceu do monte, trazendo nas mãos as duas tábuas do Testemunho; tábuas estas escritas de ambas as bandas; de uma e de outra banda estavam escritas.

16 As tábuas eram obra de Deus, e a escritura era a mesma escritura de Deus, gravada nas tábuas.

17 Ouvindo Josué a voz do povo quando gritava, disse a Moisés: Há um alarido de guerra no arraial.

18 Respondeu-lhe Moisés: Não é alarido dos vencedores nem alarido dos vencidos, porém alarido dos que cantam é o que ouço.

19 Logo que se aproximou do arraial, viu o bezerro e as danças; acendeu-se-lhe a ira, e arrojou das mãos as tábuas e quebrou-as ao pé do monte.

20 Pegando o bezerro que tinham feito, queimou-o no fogo e o reduziu a pó, que lançou na água e deu a beber aos filhos de Israel.

21 Perguntou Moisés a Arão: Que te fez este povo, que sobre ele trouxeste um pecado enorme?

22 Respondeu-lhe Arão: Não se acenda a ira do meu senhor; tu sabes que o povo é propenso para o mal.

23 Pois me disseram: Faze-nos deuses, que irão adiante de nós; porque, quanto a este Moisés que nos fez subir da terra do Egito, não sabemos o que lhe terá acontecido.

24 Então, eu lhes disse: Todos os que têm ouro, arranquem-no. Assim mo deram; eu o lancei no fogo, e saiu este bezerro.

25 Vendo Moisés que o povo estava desenfreado (pois Arão os desenfreou para serem mofados no meio dos seus inimigos),

26 pôs em pé à entrada do arraial e disse: Quem está do lado de Jeová, venha a mim. Então, se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi.

27 Depois, lhes disse: Assim diz Jeová, o Deus de Israel: Cada um cinja a sua espada sobre a coxa. Passai e tornai a passar de porta pelo meio do arraial, e cada um mate a seu irmão, e cada um, a seu companheiro, e cada um, a seu vizinho.

28 Fizeram os filhos de Levi conforme a palavra de Moisés; e caíram do povo, naquele dia, quase três mil homens.

29 Moisés disse: Consagrai-vos hoje a Jeová, cada um contra seu filho, cada um contra seu irmão, para que ele vos conceda, neste dia, uma bênção.

30 No dia seguinte, disse Moisés ao povo: Vós cometestes um grande pecado. Agora, subirei a Jeová; porventura, farei expiação pelo vosso pecado.

31 Voltou Moisés a Jeová e disse: Oh! Este povo cometeu um grande pecado e fez para si deuses de ouro.

32 Agora, pois, perdoa o seu pecado; ou, se não, risca-me do teu livro que escreveste.

33 Respondeu Jeová a Moisés: Riscarei do meu livro todo aquele que tiver pecado contra mim.

34 Vai agora e conduze o povo ao lugar de que eu te falei. Eis que o meu anjo irá adiante de ti; todavia, no dia da minha visitação, castigarei o seu pecado.

35 Feriu, pois, Jeová ao povo, porque fizeram o bezerro que Arão fabricara.

Capítulo 33

1 Disse mais Jeová a Moisés: Vai, sobe deste lugar, tu e o povo que fizeste subir da terra do Egito para a terra a respeito da qual jurei a Abraão, Isaque e Jacó, dizendo: À tua posteridade, a darei.

2 Enviarei um anjo adiante de ti; e lançarei fora os cananeus, os amorreus, os heteus, os perizeus, os heveus e os jebuseus.

3 Sobe para uma terra que mana leite e mel. Eu não subirei no meio de ti, porque és povo de cerviz dura; para que não te consuma eu no caminho.

4 Ouvindo o povo essas más notícias, pôs-se a prantear; e ninguém vestiu os seus atavios.

5 Pois Jeová disse a Moisés: Dize aos filhos de Israel: Tu és um povo de cerviz dura. Se por um só momento eu subir no meio de ti, te consumirei; portanto, tira de ti os atavios, para que eu saiba o que te hei de fazer.

6 Então, os filhos de Israel tiraram de si os seus atavios desde o monte Horebe em diante.

7 Ora, Moisés costumava tomar a tenda e armá-la fora do arraial, bem longe do arraial; e chamou-lhe a tenda da revelação. Todo aquele que buscava a Jeová saía à tenda da revelação, que estava fora do arraial.

8 Quando Moisés saía fora, à tenda, levantava-se todo o povo e ficava em pé, cada um à entrada da sua tenda e via a Moisés pelas costas, até entrar ele na tenda.

9 Entrando Moisés na Tenda, descia a coluna de nuvem e parava à entrada da tenda; e Jeová falava com Moisés.

10 Viu todo o povo a coluna de nuvem que estacionava à entrada da tenda; todo o povo levantou-se e adorou, cada um à entrada da sua tenda.

11 Falava Jeová a Moisés cara a cara, como um homem fala ao seu amigo. Depois, voltou Moisés ao arraial; porém o moço Josué, seu servidor, filho de Num, não se apartava da tenda.

12 Moisés disse a Jeová: Eis que tu me dizes: Faze subir a este povo; e não me declaras quem hás de enviar comigo. Contudo, tu disseste: Conheço-te pelo teu nome, também achaste graça aos meus olhos.

13 Agora, se achei graça aos teus olhos, mostra-me neste momento os teus caminhos, para que eu te conheça, a fim de achar eu graça aos teus olhos; e considera que esta nação é teu povo.

14 Respondeu-lhe: A minha face irá contigo, e eu te darei descanso.

15 Disse-lhe Moisés: Se a tua face não for comigo, não nos faças subir deste lugar.

16 Pois como se poderá saber que achamos graça aos teus olhos, eu e teu povo? Porventura, não é em andares tu conosco, de modo que somos separados, eu e teu povo, de todos os povos que se acham sobre a face da terra?

17 Disse Jeová a Moisés: Farei também isso que disseste, porque achaste graça aos meus olhos, e te conheço pelo teu nome.

18 Prosseguiu Moisés: Mostra-me a tua glória.

19 Respondeu-lhe: Farei passar toda a minha bondade diante de ti e te proclamarei o nome de Jeová; terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer.

20 Continuou: Não poderás ver a minha face, porque o homem não pode ver a minha face e viver.

21 Disse mais Jeová: Eis aqui está um lugar perto de mim, e tu estarás sobre a penha.

22 Quando passar a minha glória, te porei numa fenda da penha e te cobrirei com a mão, até que eu tenha passado.

23 Depois, tirarei a mão, e me verás pelas costas; porém a minha face não se verá.

Capítulo 34

1 Disse Jeová ainda a Moisés: Lavra-te duas tábuas de pedra como as primeiras; e escreverei sobre as tábuas as palavras que estavam nas primeiras tábuas, que quebraste.

2 Está pronto pela manhã; pela manhã, sobe ao monte Sinai e apresenta-te a mim ali no cume do monte.

3 Ninguém subirá contigo, nem seja visto homem algum por todo o monte, nem se apascentem defronte daquele monte ovelhas ou bois.

4 Lavrou Moisés duas tábuas de pedra como as primeiras; e, levantando-se de manhã cedo, subiu ao monte Sinai, conforme Jeová lhe tinha ordenado, e tomou na sua mão as duas tábuas de pedra.

5 Tendo Jeová descido na nuvem, esteve com ele ali e proclamou o nome de Jeová.

6 Passando Jeová por diante dele, proclamou: Jeová, Jeová, Deus misericordioso e clemente, tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade,

7 que guarda beneficência em milhares; que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado; e que de maneira alguma terá por inocente o culpado, visitando a iniquidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, na terceira e na quarta geração.

8 Então, Moisés se apressou e, curvando-se para a terra, adorou.

9 Disse: Senhor, se agora achei graça aos teus olhos, vai, Senhor, no meio de nós (porque este povo é de dura cerviz). Perdoa a nossa iniquidade e o nosso pecado e toma-nos por tua herança.

10 Respondeu Jeová: Eis que eu faço uma aliança. Diante de todo o teu povo, farei prodígios, quais não têm sido feitos em toda a terra, nem em nação alguma; todo este povo no meio do qual estás verá a obra de Jeová, porque coisa terrível é o que faço contigo.

11 Observa o que te ordeno hoje: eis que lanço fora de diante de ti os amorreus, os cananeus, os heteus, os perizeus, os heveus e os jebuseus.

12 Guarda-te não faças aliança com os habitantes da terra para onde vais, para que não seja por laço no meio de ti.

13 Porém derrubareis os seus altares, quebrareis as suas colunas e cortareis os seus Aserins

14 (pois não adorarás a nenhum outro Deus); porque Jeová, cujo nome é Zeloso, é Deus zeloso;

15 guarda-te não faças aliança com os habitantes da terra; não suceda que, quando idolatrarem eles os seus deuses e sacrificarem aos seus deuses, alguém te convide, e comas do que ele sacrifica.

16 Não tomes mulheres de suas filhas para teus filhos, para que, idolatrando suas filhas aos seus deuses, façam que teus filhos idolatrem aos seus deuses.

17 Não farás para ti deuses fundidos.

18 Observarás a Festa dos Pães Asmos. Sete dias comerás pães asmos, como te ordenei, ao tempo apontado no mês de abibe; porque no mês de abibe é que saíste do Egito.

19 Todo o que abre a madre é meu e todo o teu gado que é macho, que abre a madre de vacas ou de ovelhas.

20 O primogênito da jumenta, remi-lo-ás com um cordeiro; se o não remires, quebrar-lhe-ás a cerviz. Remirás todos os primogênitos de teus filhos. Ninguém aparecerá diante de mim com as mãos vazias.

21 Seis dias trabalharás, porém, ao sétimo dia, descansarás; no tempo de arar e no tempo de ceifar, descansarás.

22 Observarás a Festa das Semanas, isto é, das primícias da ceifa de trigo, e a Festa de Colheita no fim do ano.

23 Três vezes no ano aparecerão todos os teus primogênitos diante do Senhor Jeová, Deus de Israel.

24 Porque lançarei fora as nações de diante de ti e aumentarei os teus limites; ninguém cobiçará a tua terra, quando subires para aparecer perante Jeová, teu Deus, três vezes no ano.

25 Não oferecerás o sangue do meu sacrifício com pão levedado; nem ficará até pela manhã o sacrifício da Festa da Páscoa.

26 As primeiras das primícias da tua terra trarás à casa de Jeová, teu Deus. Não cozerás o cabrito no leite de sua mãe.

27 Então, disse Jeová a Moisés: Escreve essas palavras, porque, conforme o teor dessas palavras, fiz aliança contigo e com Israel.

28 Moisés esteve ali com Jeová quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água. Escreveu nas tábuas as palavras da aliança, os dez mandamentos.

29 Quando desceu Moisés do monte Sinai, tendo nas mãos as Tábuas do testemunho, sim quando desceu do monte, não sabia Moisés que a pele do seu rosto brilhava, pelo motivo de haver Deus falado com ele.

30 Quando Arão e todos os filhos de Israel viram Moisés, eis que brilhava a pele do seu rosto, e tiveram medo de se chegar a ele.

31 Então, Moisés os chamou; Arão e todos os príncipes da congregação voltaram a ele, e Moisés lhes falou.

32 Depois, vieram a ele todos os filhos de Israel, e ordenou-lhes tudo o que lhe falara Jeová no monte Sinai.

33 Tendo Moisés acabado de falar com eles, pôs um véu sobre o rosto.

34 Mas, entrando perante Jeová para falar com ele, tirava o véu até sair; e, saindo, dizia aos filhos de Israel tudo o que lhe era ordenado.

35 Viam os filhos de Israel o rosto de Moisés, que a pele do seu rosto brilhava; e tornava Moisés a pôr o véu sobre o seu rosto até entrar a falar com ele.

Capítulo 35

1 Tendo Moisés convocado toda a congregação dos filhos de Israel, disse-lhes: Estas são as coisas que Jeová ordenou que se fizessem:

2 seis dias se trabalhará, porém, ao sétimo dia, haverá para vós um dia santo, um sábado de descanso solene a Jeová; todo o que nele fizer qualquer trabalho será morto.

3 Não acendereis fogo em nenhuma das vossas casas no dia de sábado.

4 Disse mais Moisés a toda a congregação dos filhos de Israel: Isto é o que Jeová ordenou, dizendo:

5 Tomai de entre vós uma oferta para Jeová. Quem for bem disposto a trará como oferta a Jeová: ouro, prata, cobre,

6 estofo azul, púrpura, escarlata, linho fino, pelos de cabras,

7 peles de carneiros tintas de vermelho, peles de animais marinhos, madeira de acácia,

8 azeite para a luz, especiarias para o óleo da unção e para o incenso aromático,

9 pedras de ônix e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral.

10 Venha todo homem hábil dentre vós e faça tudo o que Jeová ordenou:

11 o tabernáculo com a sua tenda, e a sua coberta, os seus ganchos, as suas peças, as suas travessas, as suas colunas e as suas bases;

12 a arca, e os seus varais, o propiciatório, e o anteparo;

13 a mesa, e os seus varais, e todo os seus utensílios, e os pães da proposição;

14 o candeeiro para a luz, e os seus utensílios, e as suas lâmpadas, e o azeite para a luz;

15 o altar do incenso, e os seus varais, e o óleo da unção, e o incenso aromático, e o anteparo para a entrada, à entrada do tabernáculo;

16 o altar do holocausto, e a sua grelha de cobre, os seus varais, e todos os seus utensílios, a bacia, e a sua base;

17 as cortinas do átrio, as suas colunas, e as suas bases, e o anteparo para a porta do átrio;

18 os pregos do tabernáculo, e os pregos do átrio, e as suas cordas;

19 os vestidos finamente tecidos, de que se usam no ministério dentro do Santo Lugar, os vestidos sagrados do sacerdote Arão, e os vestidos de seus filhos, para quando se empregarem no ofício sacerdotal.

20 Então, toda a congregação dos filhos de Israel saiu da presença de Moisés.

21 Veio todo homem cujo coração o incitou e cujo espírito o impeliu a isso e trouxe a oferta a Jeová, para a obra da tenda da revelação, e para todo o serviço dela, e para os vestidos sagrados.

22 Vieram tanto homens como mulheres, todos quantos eram bem dispostos de coração e trouxeram gargantilhas, arrecadas, anéis, braceletes, todas as joias de ouro, a saber, todo o homem que fez uma oferta de ouro a Jeová.

23 Todo homem em cujo poder se achava estofo azul, púrpura, escarlata, linho fino, pelos de cabras, peles de carneiros tintas de vermelho e peles de animais marinhos, ele os trazia.

24 Trazia a oferta a Jeová todo aquele que fazia uma oferta de prata ou de cobre; e todo homem em cujo poder se achava madeira de acácia para qualquer obra do serviço a trazia.

25 Todas as mulheres que eram hábeis fiavam com as suas mãos e traziam o que tinham fiado, estofo azul, púrpura, escarlata e linho fino.

26 Todas as mulheres hábeis fiavam os pelos de cabras.

27 Os príncipes traziam as pedras de ônix e as pedras de engaste para o éfode e para o peitoral,

28 e as especiarias, e o azeite para a luz, e para o óleo da unção, e para o incenso aromático.

29 Os filhos de Israel trouxeram uma oferta voluntária a Jeová, a saber, todo homem e mulher cujo coração os dispôs para trazerem uma oferta para toda a obra que Jeová tinha ordenado se fizesse por intermédio de Moisés.

30 Disse Moisés aos filhos de Israel: Eis que Jeová chamou por nome a Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá;

31 e o encheu do Espírito de Deus, no tocante à sabedoria, à inteligência, à ciência e a toda sorte de obras,

32 para fazer invenções, para trabalhar em ouro, em prata e em cobre,

33 para gravar pedras de engaste, para entalhar madeiras e para trabalhar em toda sorte de obras finas.

34 Pôs-lhes no coração, a ele e a Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, o poder de ensinar.

35 A estes encheu da sabedoria do coração para fazerem toda sorte de obras, seja de gravador, de desenhista, do bordador em estofo azul, em púrpura, em escarlata e em linho fino e de tecelão sim para fazerem toda sorte de obra e a daqueles que fazem invenção.

Capítulo 36

1 Bezalel, e Aoliabe trabalharão, e todo homem hábil, a quem Jeová deu sabedoria e inteligência para saberem fazer toda a obra para o serviço do santuário, conforme tudo o que Jeová tem ordenado.

2 Moisés chamou a Bezalel, e a Aoliabe, e a todo homem hábil em cujo coração Jeová tinha posto sabedoria, isto é, a todo homem cujo coração o impeliu a se chegar à obra para fazê-la.

3 Estes receberam de Moisés a oferta toda que os filhos de Israel tinham trazido para a obra do serviço do santuário, a fim de fazê-la. Ainda todos os dias pela manhã, trazia-lhe o povo ofertas voluntárias.

4 Deixando cada um a sua obra que fazia, vieram todos os homens sábios que se ocupavam em toda a obra do santuário

5 e disseram a Moisés: O povo traz muito mais do que é necessário para o serviço da obra que Jeová ordenou se fizesse.

6 Deu ordem, pois, Moisés (e fizeram que a ordem fosse proclamada por todo o arraial), dizendo: Nenhum homem, nem mulher faça mais obra alguma para a oferta do santuário. Assim, o povo foi proibido de trazer mais.

7 Pois a matéria que tinham era suficiente para fazer toda a obra e ainda sobejava.

8 Todo homem hábil, entre os que faziam a obra, construiu o tabernáculo com dez cortinas; fê-las de linho fino retorcido, estofo azul, púrpura e escarlata, com querubins que são obra de desenhista.

9 O comprimento de cada cortina era de vinte e oito cúbitos, e a largura de cada cortina, de quatro cúbitos; todas as cortinas eram de uma mesma medida.

10 Ajuntou cinco cortinas uma com outra; e as outras cinco, da mesma maneira.

11 Fez laçadas de estofo azul na orla da cortina extrema do primeiro agrupamento; da mesma maneira fez na orla da cortina extrema do segundo agrupamento.

12 Cinquenta laçadas fez numa cortina, e cinquenta laçadas, na cortina extrema do segundo agrupamento; as laçadas eram contrapostas uma a outra.

13 Fez cinquenta colchetes do ouro e, com os colchetes, prendeu as cortinas uma a outra; assim, o tabernáculo veio a ser um todo.

14 Fez também de pelos de cabras cortinas para servir de tenda sobre o tabernáculo; onze cortinas fez.

15 O comprimento de cada cortina era de trinta cúbitos, e a largura de cada cortina, de quatro cúbitos; as onze cortinas tinham uma mesma medida.

16 Ajuntou à parte cinco cortinas entre si e da mesma maneira, seis cortinas.

17 Fez cinquenta laçadas na orla da cortina extrema do primeiro agrupamento e cinquenta laçadas na orla da cortina extrema do segundo agrupamento.

18 Fez cinquenta colchetes de cobre para ajuntar a tenda, a fim de que viesse a ser um todo.

19 Fez de peles de carneiros, tintas de vermelho, uma coberta para a tenda, e por cima destas, uma coberta de peles de animais marinhos.

20 Fez também de madeira de acácia as peças para o tabernáculo, que eram colocadas verticalmente.

21 De dez cúbitos era o comprimento de uma peça, e cada uma tinha um cúbito e meio de largura.

22 Em cada peça havia duas couceiras unidas uma a outra; assim fez com todas as peças do tabernáculo.

23 Fez as peças para o tabernáculo: vinte peças para o lado meridional, que olha para o sul.

24 Fez quarenta bases de prata para se pôr debaixo das vinte peças: duas bases debaixo de uma peça, de maneira que correspondessem às duas couceiras dela, igualmente duas bases debaixo de outra peça.

25 Para o segundo lado do tabernáculo, da banda do norte, fez vinte peças

26 e as suas quarenta bases de prata; duas bases debaixo de uma peça e duas bases debaixo de outra peça.

27 Para o lado posterior do tabernáculo, que olha para o ocidente, fez seis peças.

28 Fez também duas peças para os cantos do tabernáculo na parte posterior.

29 Por baixo, eram reforçadas uma pela outra; e, do mesmo modo, em cima, até a primeira argola; assim fez com as duas peças nos dois cantos.

30 Assim, havia oito peças com as suas bases de prata, dezesseis bases; duas bases debaixo de cada peça.

31 Também de madeira de acácia fez travessas; cinco para as peças dum lado do tabernáculo,

32 cinco para as peças do outro lado do tabernáculo e cinco para as peças do tabernáculo ao lado posterior, que olha o ocidente.

33 Fez a travessa do meio passar ao meio das peças de uma extremidade à outra.

34 Cobriu de ouro as peças, e de ouro fez as suas argolas pelas quais passaram as travessas, e cobriu também de ouro as travessas.

35 Fez também o véu de estofo azul, púrpura, escarlata e linho fino retorcido; com querubins, obra de desenhista, o fez.

36 Suspendeu o véu sobre quatro colunas de madeira de acácia e cobriu-as de ouro; os seus ganchos eram de ouro, e fundiu de prata as suas quatro bases.

37 Também para a porta da tenda fez um anteparo de estofo azul, púrpura, escarlata e linho fino retorcido, obra de bordador,

38 e as suas cinco colunas e os seus ganchos. De ouro cobriu os seus capitéis e as suas vergas; e as suas cinco bases eram de cobre.

Capítulo 37

1 Bezalel fez também de madeira de acácia a arca; de dois cúbitos e meio era o seu comprimento, de um cúbito e meio, a sua largura, e de um cúbito e meio, a sua altura.

2 Cobriu-a de ouro puro por dentro e por fora e fez sobre ela uma bordadura de ouro.

3 Fundiu para ela quatro argolas de ouro nos seus quatro cantos, a saber, duas argolas num lado dela e duas noutro.

4 Fez também varais de madeira de acácia e cobriu-os de ouro.

5 Meteu os varais nas argolas ao lado da arca, para se levar a arca.

6 Fez também um propiciatório de ouro puro; de dois cúbitos e meio era o seu comprimento, e de um cúbito e meio, a sua largura.

7 Fez dois querubins de ouro; de ouro batido os fez, nas duas extremidades do propiciatório:

8 um querubim numa extremidade e o outro querubim na outra extremidade; de uma só peça com o propiciatório fez os querubins nas duas extremidades dele.

9 Os querubins estendiam as suas asas por cima do propiciatório, cobrindo-o com as asas e tendo as faces voltadas uma à outra; as faces dos querubins olhavam para o propiciatório.

10 De madeira de acácia fez a mesa; de dois cúbitos era o seu comprimento, de um cúbito, a sua largura, e de um cúbito e meio, a sua altura.

11 Cobriu-a de ouro puro, e fez-lhe uma bordadura de ouro.

12 Fez-lhe também um rebordo da largura de uma mão, ao redor do qual fez uma bordadura de ouro.

13 Fundiu-lhe também quatro argolas de ouro e meteu as argolas nos quatro cantos que estavam sobre os seus quatro pés.

14 Perto do rebordo estavam as argolas nas quais se meteram os varais para se levar a mesa.

15 Fez, para se levar a mesa, os varais de madeira de acácia e cobriu-os de ouro.

16 De ouro puro fez os utensílios que estavam sobre a mesa: os seus pratos, os seus incensários, os seus copos e as suas taças em que se hão de oferecer as libações.

17 De ouro puro fez também o candeeiro; de ouro batido o fez, tanto o seu pedestal como a sua haste; os seus copos, as suas maçãs e as suas açucenas formavam com ele uma só peça.

18 Seis braços saíam dos seus lados: três braços do candeeiro saíam de um lado dele, e três, do outro.

19 Num braço havia três copos a modo de flores de amêndoas, uma maçã e uma açucena; igualmente no outro braço três copos, a modo de flores de amêndoas, uma maçã e uma açucena; assim sucedeu com os seis braços que saíam do candeeiro.

20 No mesmo candeeiro havia quatro copos a modo de flores de amêndoas, com as suas maçãs e com as suas açucenas.

21 Havia uma maçã sob dois braços, que formava com a haste uma só peça, e outra maçã sob dois outros, e ainda outra maçã sob os outros dois, e assim se fazia para os seis braços que saíam da haste.

22 As suas maçãs e os seus braços formavam uma só peça com a haste; o todo era de obra batida de ouro puro.

23 De ouro puro fez também as suas lâmpadas, em número de sete, as suas espevitadeiras e os seus apagadores.

24 De um talento de ouro puro fez o candeeiro e todos os seus utensílios.

25 De madeira de acácia fez o altar do incenso; de um cúbito era o seu comprimento, e de um cúbito, a sua largura (era quadrado), e de dois cúbitos era a sua altura; os seus chifres formavam uma só peça com ele.

26 Cobriu-o de ouro puro: a sua parte superior, os seus lados ao redor e os seus chifres; e fez-lhe uma bordadura de ouro.

27 Fez-lhe também duas argolas de ouro debaixo da bordadura, em ambos os lados dele, e nelas se meteram os varais para se levar o altar.

28 De madeira de acácia fez os varais e os cobriu de ouro.

29 Fez também o óleo sagrado para as unções e o incenso puro de especiarias aromáticas, segundo a arte de perfumista.

Capítulo 38

1 Fez também de madeira de acácia o altar do holocausto; de cinco cúbitos era o seu comprimento, e de cinco cúbitos, a sua largura (era quadrado), e de três cúbitos, a sua altura.

2 Dos quatro cantos dele fez levantar-se quatro chifres; os seus chifres formavam com ele uma só peça; e cobriu-o de cobre.

3 Fez todos os utensílios do altar: os cinzeiros, as pás, as bacias, os garfos e os braseiros; de cobre fez todos os utensílios do altar.

4 Fez para o altar uma grelha a modo de gelosia abaixo do rebordo da parte inferior, a qual chegava até o meio do altar.

5 Fundiu quatro argolas para os quatro cantos da grelha de cobre, para nelas se meterem os varais.

6 De madeira de acácia fez os varais e cobriu-os de cobre.

7 Meteu os varais nas argolas de um e outro lado do altar, para com elas se levá-lo; oco e de tábuas o fez.

8 De cobre fez o lavatório e a sua base, dos espelhos das mulheres que se reuniam para ministrarem, à entrada da tenda da revelação.

9 Fez também o átrio. Para o lado meridional, que olha para o sul, as cortinas eram de linho fino retorcido, de cem cúbitos de comprimento;

10 as suas colunas eram vinte, e as suas bases, vinte, de cobre; os ganchos das colunas e as vergas eram de prata.

11 Igualmente para o lado do norte eram as cortinas de cem cúbitos de comprimento, e eram vinte as suas colunas, e vinte, as suas bases, de cobre; os ganchos das colunas e as vergas eram de prata.

12 Para o lado oriental, eram as cortinas de cinquenta cúbitos, e eram dez as suas colunas, e dez, as suas bases; os ganchos das colunas e as vergas eram de prata.

13 Para o lado oriental, que olha para o nascente, eram as cortinas de cinquenta cúbitos.

14 As cortinas para um lado da entrada eram de quinze cúbitos; as suas colunas eram três, e as suas bases, três.

15 Do mesmo modo, para o outro lado: de um e de outro lado da entrada do átrio eram as cortinas de quinze cúbitos; as suas colunas eram três, e as suas bases, três.

16 Todas as cortinas ao redor do átrio eram de linho fino retorcido.

17 As bases para as colunas eram de cobre; os ganchos das colunas e as vergas eram de prata; os seus capitéis eram revestidos de prata; e todas as colunas do átrio tinham vergas de prata.

18 O anteparo para a entrada do átrio era de estofo azul, púrpura, escarlata e linho fino retorcido, obra de bordador; o comprimento era de vinte cúbitos, e a altura na largura era de cinco cúbitos, segundo a medida das cortinas do átrio.

19 As suas colunas eram quatro, e as suas bases, quatro, de cobre; os seus ganchos eram de prata, e o revestimento dos seus capitéis e as vergas, de prata.

20 Todos os pregos do tabernáculo e do átrio em roda, de cobre.

21 Esta é a soma das coisas para o tabernáculo, a saber, o tabernáculo do Testemunho, conforme elas, por ordem de Moisés, foram contadas para o serviço dos levitas, por intermédio de Itamar, filho do sacerdote Arão.

22 Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, fez tudo o que Jeová ordenou a Moisés.

23 Com ele era Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, gravador, desenhista e bordador em estofo azul, púrpura, escarlata e linho fino.

24 Todo o ouro que foi gasto para a obra em toda a obra do santuário, a saber, o ouro da oferta, era vinte e nove talentos, e setecentos e trinta siclos, segundo o siclo do santuário.

25 A prata dos arrolados da congregação eram cem talentos, e mil e setecentos e cinco siclos, conforme o siclo do santuário:

26 um beca por cabeça, isto é, meio siclo segundo o siclo do santuário, de todo homem de vinte anos e daí para cima que passou para os arrolados, que foram seiscentos e três mil e quinhentos e cinquenta.

27 Empregaram-se os cem talentos de prata para fundir as bases do santuário e as bases do véu; para as cem bases, cem talentos; para cada base, um talento.

28 Dos mil e setecentos e setenta e cinco siclos fez os ganchos para as colunas, cobriu os seus capitéis e fez-lhes as vergas.

29 O cobre da oferta eram setenta talentos e dois mil e quatrocentos siclos.

30 Dele fez as bases para a entrada da tenda da revelação, e o altar de cobre, e a sua grelha de cobre, e todos os utensílios do altar,

31 e as bases do átrio em roda, e as bases da porta do átrio, e todos os pregos do tabernáculo, e todos os pregos do átrio em roda.

Capítulo 39

1 Fizeram também de estofo azul, púrpura e escarlata os vestidos finamente tecidos, para ministrar no Santo Lugar, e fizeram os vestidos sagrados para Arão, como Jeová ordenou a Moisés.

2 De ouro, estofo azul, púrpura, escarlata e linho fino retorcido fez o éfode.

3 De ouro batido fizeram lâminas delgadas, que cortaram em fios, para entretecer entre o estofo azul, a púrpura, a escarlata e o linho, obra de desenhista.

4 Fizeram-lhe suspensórios que o uniam; e assim foi ele unido pelas duas extremidades.

5 O cinto primorosamente tecido, que estava sobre o éfode, com que cingi-lo, formava com ele uma só peça e de obra semelhante; de ouro, estofo azul, púrpura, escarlata e linho fino retorcido, conforme Jeová ordenou a Moisés.

6 Prepararam-se as pedras de ônix, engastadas em ouro, lavradas como as gravuras de um selo, segundo os nomes dos filhos de Israel.

7 Pô-las sobre os suspensórios do éfode, para que servissem de pedras de memorial para os filhos de Israel, conforme Jeová ordenou a Moisés.

8 Fez também o peitoral, obra de desenhista, de obra semelhante à do éfode; de ouro, estofo azul, púrpura, escarlata e linho fino retorcido.

9 Era quadrado; duplo fizeram o peitoral: de um palmo era o seu comprimento, e de um palmo, a sua largura; e era ele duplo.

10 Puseram nele quatro fileiras de pedras. Uma fileira de sárdio, de topázio e de carbúnculo era a primeira;

11 e a segunda fileira era uma esmeralda, uma safira e um diamante;

12 e a terceira fileira, um jacinto, uma ágata e uma ametista;

13 e a quarta fileira, um berilo, um ônix e um jaspe. Elas eram guarnecidas de ouro nos seus engastes.

14 Havia doze pedras conforme os nomes de Israel; elas eram gravadas como selos, cada uma com o nome de uma das doze tribos.

15 Sobre o peitoral fizeram cadeias como cordas, de obra trançada de ouro puro.

16 Fizeram dois engastes de ouro e duas argolas de ouro e puseram as duas argolas nas duas extremidades do peitoral.

17 Meteram as duas cadeias de obra trançada de ouro nas duas argolas às extremidades do peitoral.

18 As outras duas pontas das duas cadeias de obra trançada meteram nos dois engastes e as puseram sobre os suspensórios do éfode pelo lado de fora.

19 Fizeram também duas argolas de ouro e as puseram nas duas extremidades do peitoral, na sua orla interior, oposta ao éfode.

20 Fizeram outras duas argolas de ouro e puseram-nas sobre os dois suspensórios do éfode do lado debaixo, na parte dianteira dele, junto à costura, acima do cinto primorosamente tecido do éfode.

21 Com as suas argolas uniram o peitoral às argolas do éfode por uma fita azul, de modo que ficasse sobre o cinto primorosamente tecido do éfode e que o peitoral não se separasse do éfode, conforme Jeová ordenou a Moisés.

22 Fez também o manto do éfode, de obra trançada, todo de estofo azul;

23 e a abertura no meio do manto, debruada como a abertura de uma saia de malha, para que não se rompesse.

24 Na orla do manto, fizeram romãs de estofo azul, púrpura, escarlata e linho retorcido.

25 Fizeram campainhas de ouro puro e colocaram-nas por entre as romãs em toda a orla do manto;

26 uma campainha, e uma romã, e outra campainha, e outra romã, em toda a orla do manto, para se usar ao ministrar, conforme Jeová ordenou a Moisés.

27 Fizeram também as túnicas de linho fino, de obra tecida, para Arão e para seus filhos,

28 e a mitra de linho fino, e as tiaras formosas de linho fino, e os calções de linho fino retorcido,

29 e o cinto de linho fino retorcido, e de estofo azul, e de púrpura e de escarlata, obra de bordador, conforme Jeová ordenou a Moisés.

30 Fizeram de ouro fino a lâmina de coroa sagrada e nela inscreveram, como gravuras de um selo, SANTIDADE A JEOVÁ.

31 A ela ataram uma fita azul, para prender a lâmina à parte superior da mitra, conforme Jeová ordenou a Moisés.

32 Assim se acabou toda a obra do tabernáculo da tenda da revelação; e os filhos de Israel fizeram conforme tudo o que Jeová ordenou a Moisés; assim fizeram.

33 Trouxeram a Moisés o tabernáculo, a tenda e todos os seus móveis, os seus ganchos, as suas peças, os seus varais, as suas colunas e as suas bases;

34 a coberta de peles de carneiros tintas de vermelho, e a coberta de animais marinhos e o véu do anteparo;

35 a arca do Testemunho, os seus varais e o propiciatório;

36 a mesa, e todos os seus utensílios, e os pães da proposição;

37 o candeeiro puro, e as suas lâmpadas, a saber, as lâmpadas que se haviam de conservar em ordem, e todos os seus utensílios, e o azeite para a luz;

38 o altar de ouro, e o óleo da unção, e o incenso aromático, e o anteparo para a entrada da tenda;

39 o altar de cobre, e a sua grelha de cobre, e os seus varais, e todos os seus utensílios, o lavatório, e a sua base;

40 as cortinas do átrio, as suas colunas, e as suas bases, e o anteparo para a porta do átrio, as suas cordas, e os seus pregos, e todos os utensílios do serviço do tabernáculo para a tenda da revelação;

41 os vestidos finamente tecidos para se usarem ao ministrar no Santo Lugar, e os vestidos sagrados para o sacerdote Arão, e os vestidos de seus filhos, quando se empregarem no ofício sacerdotal.

42 Conforme tudo o que Jeová ordenou a Moisés, assim fizeram os filhos de Israel toda a obra.

43 Viu, pois, Moisés toda a obra, e eis que eles a tinham feito, conforme Jeová ordenara. Assim a tinham feito e Moisés os abençoou.

Capítulo 40

1 Depois, disse Jeová a Moisés:

2 No primeiro mês, no primeiro dia do mês, levantarás o tabernáculo da tenda da revelação.

3 Porás nele a arca do Testemunho e deixarás cair o véu diante dela.

4 Meterás nele a mesa e porás por ordem as coisas que estão sobre ela; meterás nele também o candeeiro e acenderás as suas lâmpadas.

5 Colocarás o altar de ouro para o incenso diante da arca do Testemunho e pendurarás o anteparo da entrada do tabernáculo.

6 Porás o altar do holocausto diante da entrada do tabernáculo da tenda da revelação.

7 Porás também o lavatório entre a tenda da revelação e o altar e o encherás de água.

8 Com as cortinas farás o átrio em roda e pendurarás o anteparo da porta do átrio.

9 Tomando o óleo da unção, ungirás o tabernáculo e tudo o que nele está e o santificarás a ele e a todos os seus móveis; e será santo.

10 Ungirás o altar do holocausto e todos os seus utensílios e santificarás o altar; o altar será santíssimo.

11 Ungirás o lavatório e a sua base e o santificarás.

12 Farás chegar Arão e seus filhos à entrada da tenda da revelação e os lavarás com água.

13 Vestirás a Arão dos vestidos sagrados, e o ungirás, e o santificarás, para que me sirva no ofício sacerdotal.

14 Farás também chegar seus filhos, e os vestirás de túnicas,

15 e os ungirás, como ungiste a seu pai, para que me sirvam no ofício sacerdotal; sua unção lhes será por um sacerdócio perpétuo nas suas gerações.

16 Fez Moisés segundo tudo o que Jeová lhe ordenou; assim o fez.

17 No primeiro mês do segundo ano, no primeiro dia do mês, foi levantado o tabernáculo.

18 Moisés levantou o tabernáculo, e pôs suas bases, e armou as suas peças, e nelas meteu os seus varais, e assentou as suas colunas.

19 Estendeu a tenda por cima do tabernáculo e pôs a coberta da tenda por cima, conforme Jeová ordenou a Moisés.

20 Tomando o Testemunho, pô-lo na arca, e meteu os varais na arca, e pôs o propiciatório em cima da arca.

21 Introduziu a arca no tabernáculo, e pendurou o véu do anteparo, e com ele cobriu a arca do Testemunho, conforme Jeová ordenou a Moisés.

22 Pôs também a mesa na tenda da revelação, ao lado do tabernáculo, para o norte, fora do véu.

23 Sobre ela pôs em ordem os pães da proposição de Jeová, conforme Jeová ordenou a Moisés.

24 Na tenda da revelação, pôs o candeeiro defronte da mesa, ao lado do tabernáculo, para o sul.

25 Acendeu as lâmpadas diante de Jeová; conforme Jeová ordenou a Moisés.

26 Pôs o altar de ouro na tenda da revelação diante do véu

27 e sobre ele queimou incenso aromático, conforme Jeová ordenou a Moisés.

28 Pôs o anteparo à entrada do tabernáculo.

29 Colocou o altar do holocausto à entrada do tabernáculo da tenda da revelação e ofereceu sobre ele o holocausto e a oferta de cereais, conforme Jeová ordenou a Moisés.

30 Pôs o lavatório entre a tenda da revelação e o altar e o encheu de água, para se lavar.

31 Junto dele lavaram Moisés, e Arão, e seus filhos as mãos e os pés;

32 quando entravam na tenda da revelação e quando se chegava ao altar, lavavam-se, conforme Jeová ordenou a Moisés.

33 Erigiu o átrio ao redor do tabernáculo e do altar e pendurou o anteparo da porta do átrio. Assim acabou Moisés a obra.

34 Então, a nuvem cobriu a tenda da revelação, e a glória de Jeová encheu o tabernáculo.

35 Moisés não podia entrar na tenda da revelação, porque a nuvem permanecia sobre ela, e a glória de Jeová enchia o tabernáculo.

36 Quando de sobre o tabernáculo se levantava a nuvem, os filhos de Israel iam adiante, em todas as suas jornadas;

37 porém, se não se levantava a nuvem, não caminhavam até o dia em que se levantava.

38 De dia, repousava a nuvem de Jeová sobre o tabernáculo, e, de noite, havia fogo nele, à vista de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas.

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