§ 7
Grego
[7] 7. Τοὺς μὲν οὖν τῶν λόγων οἳ τὰς τῶν καλῶν ἔχουσιν ὑποθήκας, οὕτως ἀποδεχόμεθα. Ἐπειδὴ δὲ καὶ πράξεις σπουδαῖαι τῶν παλαιῶν ἀνδρῶν ἢ μνήμης ἀκολουθίᾳ πρὸς ἡμᾶς διασώζονται, ἢ ποιητῶν ἢ συγγραφέων φυλαττόμεναι λόγοις, μηδὲ τῆς ἐντεῦθεν ὠφελείας ἀπολειπώμεθα. Οἷον, ἐλοιδόρει τὸν Περικλέα τῶν ἐξ ἀγορᾶς τις ἀνθρώπων·ὁ δὲ οὐ προσεῖχε· καὶ εἰς πᾶσαν διήρκεσαν τὴν ἡμέραν, ὁ μὲν ἀφειδῶς πλύνων αὐτὸν τοῖς ὀνείδεσιν, ὁ δὲ οὐ μέλον αὐτῷ. Εἶτα, ἑσπέρας ἤδη καὶ σκότους, ἀπαλλαττόμενον μόλις ὑπὸ φωτὶ παρέπεμψε Περικλῆς, ὅπως αὑτῷ μὴ διαφθαρείη τὸ πρὸς φιλοσοφίαν γυμνάσιον. Πάλιν τις Εὐκλείδῃ τῷ Μεγαρόθεν παροξυνθεὶς θάνατον ἠπείλησε καὶ ἐπώμοσεν· ὁ δὲ ἀντώμοσεν ἦ μὴν ἱλεώσασθαι αὐτὸν καὶ παύσειν χαλεπῶς πρὸς αὐτὸν ἔχοντα. Πόσου ἄξιον τῶν τοιούτων τι παραδειγμάτων εἰσελθεῖν τὴν μνήμην, ἀνδρὸς ὑπὸ ὀργῆς ἤδη κατεχομένου; Τῇ τραγῳδίᾳ γὰρ οὐ πιστευτέον «ἁπλῶς» λεγούσῃ «ἐπ' ἐχθροὺς θυμὸς ὁπλίζει χέρα», ἀλλὰ μάλιστα μὲν μηδὲ διανίστασθαι πρὸς θυμὸν τὸ παράπαν, εἰ δὲ μὴ ῥᾴδιον τοῦτο, ἀλλ' ὥσπερ χαλινὸν αὐτῷ τὸν λογισμὸν ἐμβάλλοντας, μὴ ἐᾶν ἐκφέρεσθαι περαιτέρω. Ἐπαναγάγωμεν δὲ τὸν λόγον αὖθις πρὸς τὰ τῶν σπουδαίων πράξεων παραδείγματα. Ἔτυπτέ τις τὸν Σωφρονίσκου Σωκράτην εἰς αὐτὸ τὸ πρόσωπον ἐμπεσὼν ἀφειδῶς· ὁ δὲ οὐκ ἀντῆρεν, ἀλλὰ παρεῖχε τῷ παροινοῦντι τῆς ὀργῆς ἐμφορεῖσθαι, ὥστε ἐξοιδεῖν ἤδη καὶ ὕπουλον αὐτῷ τὸ πρόσωπον ὑπὸ τῶν πληγῶν εἶναι. Ὡς δ' οὖν ἐπαύσατο τύπτων, ἄλλο μὲν οὐδὲν ὁ Σωκράτης ποιῆσαι, ἐπιγράψαι δὲ τῷ μετώπῳ λέγεται, ὥσπερ νδριάντι τὸν δημιουργόν, ὁ δεῖνα ἐποίει· καὶ τοσοῦτον ἀμύνασθαι. Ταῦτα σχεδὸν εἰς ταὐτὸν τοῖς ἡμετέροις φέροντα πολλοῦ ἄξιον εἶναι μιμήσασθαι τοὺς τηλικούτους φημί. Τουτὶ μὲν γὰρ τὸ τοῦ Σωκράτους ἀδελφὸν ἐκείνῳ τῷ παραγγέλματι, ὅτι τῷ τύπτοντι κατὰ τῆς σιαγόνος καὶ τὴν ἑτέραν παρέχειν προσῆκε, τοσούτου δεῖν ἀπαμύνασθαι, τὸ δὲ τοῦ Περικλέους ἢ τὸ Εὐκλείδου τῷ τοὺς διώκοντας ὑπομένειν καὶ πρᾴως αὐτῶν τῆς ὀργῆς ἀνέχεσθαι, καὶ τῷ τοῖς ἐχθροῖς εὔχεσθαι τὰ ἀγαθά, ἀλλὰ μὴ ἐπαρᾶσθαι. Ὡς ὅ γε ἐν τούτοις προπαιδευθεὶς οὐκ ἔτ' ἂν ἐκείνοις ὡς ἀδυνάτοις διαπιστήσειεν. Οὐδ' ἂν παρέλθοιμι τὸ τοῦ Ἀλεξάνδρου, ὃς τὰς θυγατέρας Δαρείου αἰχμαλώτους λαβὼν θαυμαστόν τι οἷον τὸ κάλλος παρέχειν μαρτυρουμένας οὐδὲ προσιδεῖν ἠξίωσεν, αἰσχρὸν εἶναι κρίνων τὸν ἄνδρας ἑλόντα γυναικῶν ἡττηθῆναι. Τουτὶ γὰρ εἰς ταὐτὸν ἐκείνῳ φέρει, ὅτι ὁ ἐμβλέψας πρὸς ἡδονὴν γυναικί, κἂν μὴ τῷ ἔργῳ τὴν μοιχείαν ἐπιτελέσῃ, ἀλλὰ τῷ γε τὴν ἐπιθυμίαν τῇ ψυχῇ παραδέξασθαι, οὐκ ἀφίεται τοῦ ἐγκλήματος. Τὸ δὲ τοῦ Κλεινίου, τῶν Πυθαγόρου γνωρίμων ἑνός, χαλεπὸν πιστεῦσαι ἀπὸ ταὐτομάτου συμβῆναι τοῖς ἡμετέροις, ἀλλ' οὐχὶ μιμησαμένου σπουδῇ. Τί δὲ ἦν ὃ ἐποίησεν ἐκεῖνος; Ἐξὸν δι' ὅρκου τριῶν ταλάντων ζημίαν ἀποφυγεῖν, ὁ δὲ ἀπέτισε μᾶλλον ἢ ὤμοσε, καὶ ταῦτα εὐορκεῖν μέλλων, ἀκούσας ἐμοὶ δοκεῖν τοῦ προστάγματος τὸν ὅρκον ἡμῖν ἀπαγορεύοντος.
Português
[7] VII. Aceitemos desse modo os discursos que dão conselhos para o que é belo. Mas como também as ações valiosas dos homens antigos foram salvas para nós por uma sucessão de lembranças, preservadas nos discursos dos poetas e dos escritores, não deixemos de lado nada do proveito dali. Por exemplo, um homem da ágora abusa de Péricles, ele não dá atenção, e a situação continua assim por todo o dia, um injuriando desmesuradamente com os abusos, mas o outro nem se importava com ele. Em seguida, já tarde e escuro, Péricles o acompanhou de volta com iluminação, para que ele não atrapalhasse a escola de filosofia.[34] Novamente, alguém irritado com Euclides de Mégara, ameaçou, jurou-o de morte; ele jurou de volta de aplacá-lo e parar com a raiva contra ele. Qual é o valor da menção desses exemplos, um homem refreado assim da ira? De fato, não se deve confiar na tragédia quando ela diz: “A ira arma a mão contra os inimigos,”[35] mas sobretudo sequer se levantar para a ira em absoluto, mas se isso não for fácil, lançarmos o pensamento como um freio nisso, sem deixarmos ser levados mais além.
Reconduzamos o texto novamente para os exemplos das ações dos homens valorosos. Alguém batia em Sócrates, o filho de Sofronisco, atingindo sua face sem poupar. Ele não respondeu, mas dava oportunidade ao insultante para descarregar a ira, a ponto de seu rosto inchar e ficar com feridas profundas por causa dos golpes. Logo que ele parou de bater, dizem que Sócrates nada fez, mas falou para inscrever, como o escultor com a estátua, e o homem fez, e dessa maneira Sócrates se defendeu. Eu afirmo que essas ações levam ao mesmo fim dos nossos textos e são muito dignas de imitação por homens da idade de vocês. Essa história de Sócrates é irmã daquele mandamento que sugeriu a quem bate na face dar também a outra face,[36] o de Péricles e Euclides é irmão ao mandamento de ser paciente com os que perseguem e suportar calmamente a ira deles, de de desejar o bem aos inimigos e não amaldiçoar.[37] Assim, a pessoa que é ensinada previamente com esses exemplos não vai descurar dos outros como impossíveis. E não vou passar ao largo do exemplo de Alexandre, que, ao tomar as filhas de Dario como escravas, que tinham a fama de ter uma enorme beleza, não se dignou sequer a vê-las, julgando ser vergonhoso que quem tomava homens fosse vencido por mulheres.[38] De fato, isso leva também ao mesmo lugar daquele outro mandamento, porque quem observa uma mulher com vistas ao prazer, mesmo se não cumprir o adultério de fato, mas receber o desejo na alma, não está livre do crime.[39] A história de Clínias, um dos conhecidos de Pitágoras, é difícil de acreditar de estar junto com os nossos espontaneamente, senão por uma imitação com diligência. O que ele fez? Sendo possível escapar de uma dívida de três talentos por meio de um juramento, ele pagou antes de fazer o voto, e isso fazendo um juramento correto,[40] imagino por ter ouvido nosso mandamento que proíbe o juramento.[41]