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Primeiros Analíticos II, 23-27 (Grego–Português)

Aristóteles · Primeiros Analíticos II, 23-27 (Grego–Português)

Primeiros Analíticos II, 23-27 (Grego–Português)

Capítulo 23 (68b8-37)

[Configuração dos termos em argumentos por indução]

68b8

Grego

[68b8] Πῶς μὲν οὖν ἔχουσιν οἱ ὅροι κατὰ τὰς ἀντιστροφὰς καὶ τὸ αἱρετώτεροι ἢ φευκτότεροι εἶναι, φανερόν·

Português

[68b8] É evidente, então, como os termos se relacionam nas conversões e o que os faz mais preferíveis ou evitáveis.

68b9

Grego

[68b9] ὅτι δ᾽ οὐ [68b10] μόνον οἱ διαλεκτικοὶ καὶ ἀποδεικτικοὶ συλλογισμοὶ διὰ τῶν προειρημένων γίνονται σχημάτων, ἀλλὰ καὶ οἱ ῥητορικοὶ καὶ ἁπλῶς ἡτισοῦν πίστις καὶ ἡ καθ᾽ ὁποιανοῦν μέθοδον, νῦν ἂν εἴη λεκτέον. ἅπαντα γὰρ πιστεύομεν ἢ διὰ συλλογισμοῦ ἢ ἐξ ἐπαγωγῆς.

Português

[68b9] Que não [68b10] apenas as deduções dialéticas e demonstrativas se dão por meio das figuras antes mencionadas, mas também as deduções retóricas – e absolutamente qualquer convicção[1], em qualquer que seja a investigação[2] –, é o que devemos dizer agora. Pois formamos todas as nossas convicções[3] ou por meio de dedução, ou a partir de indução.[4]

68b15

Grego

[68b15] Ἐπαγωγὴ μὲν οὖν ἐστι καὶ ὁ ἐξ ἐπαγωγῆς συλλογισμὸς τὸ διὰ τοῦ ἑτέρου θάτερον ἄκρον τῷ μέσῳ συλλογίσασθαι, οἷον εἰ τῶν Α Γ μέσον τὸ Β, διὰ τοῦ Γ δεῖξαι τὸ Α τῷ Β ὑπάρχον· οὕτω γὰρ ποιούμεθα τὰς ἐπαγωγάς. οἷον ἔστω τὸ Α μακρόβιον, τὸ δ᾽ ἐφ᾽ ᾧ Β τὸ χολὴν μὴ ἔχον, [68b20] ἐφ᾽ ᾧ δὲ Γ τὸ καθ᾽ ἕκαστον μακρόβιον, οἷον ἄνθρωπος καὶ ἵππος καὶ ἡμίονος. τῷ δὴ Γ ὅλῳ ὑπάρχει τὸ Α (πᾶν γὰρ τὸ Γ μακρόβιον)· ἀλλὰ καὶ τὸ Β, τὸ μὴ ἔχειν χολήν, παντὶ ὑπάρχει τῷ Γ.

Português

[68b15] Ora, a indução[5] – e a dedução por indução[6] – correspondem a deduzir que, por meio de um termo extremo[7], o outro extremo[8] se atribui ao termo médio. Por exemplo, se B é o termo médio de A e C, por meio de C, prova-se que A se atribui a B. Pois esse é o modo como produzimos as induções. Como exemplo, tomemos os seguintes termos: A, longevo, B, aquele que não possui bile, [68b20] e C, o animal particular longevo, tal como homem, cavalo e mula. Então, A [longevo] se atribui a C [animal particular longevo] como um todo (pois todo C é longevo)[9], mas também B – não ter bile – se atribui a todo C [animal particular longevo].

68b24

Grego

[68b24] δέδεικται [68b25] γὰρ πρότερον ὅτι ἂν δύο ἄττα τῷ αὐτῷ ὑπάρχῃ καὶ πρὸς θάτερον αὐτῶν ἀντιστρέφῃ τὸ ἄκρον, ὅτι τῷ ἀντιστρέφοντι καὶ θάτερον ὑπάρξει τῶν κατηγορουμένων. δεῖ δὲ νοεῖν τὸ Γ τὸ ἐξ ἁπάντων τῶν καθ’ ἕκαστον συγκείμενον· ἡ γὰρ ἐπαγωγὴ διὰ πάντων.

Português

[68b24] Pois se provou [68b25] antes que, se duas coisas se aplicam a uma mesma coisa – e que o termo extremo pode se converter com uma delas –, então, o predicado se atribuirá ao termo convertido.[10] Deve-se conceber C como o composto de todos os particulares, pois a indução ocorre por meio de todos.

68b30

Grego

[68b30] Ἔστι δ᾽ ὁ τοιοῦτος συλλογισμὸς τῆς πρώτης καὶ ἀμέσου προτάσεως· ὧν μὲν γὰρ ἔστι μέσον, διὰ τοῦ μέσου ὁ συλλογισμός, ὧν δὲ μὴ ἔστι, δι᾽ ἐπαγωγῆς.

Português

[68b30] É assim a dedução da premissa primeira e imediata – pois havendo termo médio, a dedução ocorre por meio do médio. Não havendo termo médio, a dedução ocorre por meio de indução.[11]

68b32

Grego

[68b32] καὶ τρόπον τινὰ ἀντίκειται ἡ ἐπαγωγὴ τῷ συλλογισμῷ· ὁ μὲν γὰρ διὰ τοῦ μέσου τὸ ἄκρον τῷ τρίτῳ δείκνυσιν, ἡ δὲ διὰ τοῦ τρίτου τὸ ἄκρον τῷ μέσῳ. φύσει μὲν οὖν πρότερος καὶ γνωριμώτερος ὁ διὰ τοῦ μέσου συλλογισμός, ἡμῖν δ᾽ ἐναργέστερος ὁ διὰ τῆς ἐπαγωγῆς.

Português

[68b32] E, em certo modo, a indução se opõe à dedução, pois, enquanto uma[12] prova que o termo extremo[13] se atribui ao terceiro termo[14] por meio do termo médio, a outra[15] prova que o termo extremo se atribui ao médio por meio do terceiro termo. Por natureza, a dedução por meio do termo médio é anterior e mais conhecida, mas, para nós, a dedução por meio de indução é mais evidente.

Capítulo 24 (68b38-69a19)

[Configuração dos termos em argumentos por paradigma]

68b38

Grego

[68b38] Παράδειγμα δ’ ἐστὶν ὅταν τῷ μέσῳ τὸ ἄκρον ὑπάρχον δειχθῇ διὰ τοῦ ὁμοίου τῷ τρίτῳ. δεῖ δὲ καὶ τὸ μέσον [68b40] τῷ τρίτῳ καὶ τὸ πρῶτον τῷ ὁμοίῳ γνώριμον εἶναι ὑπάρχον. οἷον ἔστω τὸ Α κακόν, τὸ δὲ Β πρὸς ὁμόρους ἀναιρεῖσθαι [69a1] πόλεμον, ἐφ’ ᾧ δὲ Γ τὸ Ἀθηναίους πρὸς Θηβαίους, τὸ δ’ ἐφ’ ᾧ Δ Θηβαίους πρὸς Φωκεῖς. ἐὰν οὖν βουλώμεθα δεῖξαι ὅτι τὸ Θηβαίοις πολεμεῖν κακόν ἐστι, ληπτέον ὅτι τὸ πρὸς τοὺς ὁμόρους πολεμεῖν κακόν. τούτου δὲ πίστις ἐκ τῶν [69a5] ὁμοίων, οἷον ὅτι Θηβαίοις ὁ πρὸς Φωκεῖς. ἐπεὶ οὖν τὸ πρὸς τοὺς ὁμόρους κακόν, τὸ δὲ πρὸς Θηβαίους πρὸς ὁμόρους ἐστί, φανερὸν ὅτι τὸ πρὸς Θηβαίους πολεμεῖν κακόν. ὅτι μὲν οὖν τὸ Β τῷ Γ καὶ τῷ Δ ὑπάρχει, φανερόν (ἄμφω γάρ ἐστι πρὸς τοὺς ὁμόρους ἀναιρεῖσθαι πόλεμον), καὶ ὅτι τὸ Α τῷ [69a10] Δ (Θηβαίοις γὰρ οὐ συνήνεγκεν ὁ πρὸς Φωκεῖς πόλεμος)· ὅτι δὲ τὸ Α τῷ Β ὑπάρχει, διὰ τοῦ Δ δειχθήσεται. τὸν αὐτὸν δὲ τρόπον κἂν εἰ διὰ πλειόνων τῶν ὁμοίων ἡ πίστις γένοιτο τοῦ μέσου πρὸς τὸ ἄκρον.

Português

[68b38] Um paradigma[16] ocorre quando se prova que o termo extremo[17] se atribui ao termo médio, por meio de um termo que é semelhante ao terceiro termo.[18] E, para isso, deve-se saber que o termo médio se atribui [68b40] ao terceiro termo e que o primeiro termo[19] se atribui ao termo semelhante ao termo menor. Como exemplo, tomemos como termos: A, ruim, B, fazer [69a1] guerra contra os vizinhos, C, atenienses contra tebanos, e D, tebanos contra fócios.[20] Então, se queremos provar que guerrear contra os tebanos [C] é ruim [A], devemos assumir que guerrear contra os vizinhos [B] é ruim [A]. A convicção disso provém dos [69a5] casos semelhantes, como o dos tebanos em relação aos fócios [D]. Assim, se guerrear contra os vizinhos [B] é ruim [A] – e guerrear contra os tebanos [C[21]] é guerrear contra os vizinhos [B] –, é evidente que guerrear contra os tebanos [C] é ruim [A]. Então, é evidente que B [fazer guerra contra os vizinhos] se atribui a C [atenienses guerreando contra tebanos] e a D [tebanos guerreando contra fócios] – pois ambos correspondem a fazer guerra contra os vizinhos [B] – , e também que A [ruim] se atribui a [69a10] D [tebanos guerreando contra fócios] – pois os tebanos não tiraram nenhum proveito da guerra contra os fócios –, ora, que A [ruim] se atribui a B [guerrear contra os vizinhos], será provado por meio de D [tebanos guerreando contra fócios]. E do mesmo modo também se poderia produzir a convicção sobre a relação do termo médio com o termo extremo[22] por meio de inúmeros casos semelhantes.[23]

69a13

Grego

[69a13] φανερὸν οὖν ὅτι τὸ παράδειγμά ἐστιν οὔτε ὡς μέρος πρὸς ὅλον οὔτε ὡς ὅλον πρὸς μέρος, [69a15] ἀλλ’ ὡς μέρος πρὸς μέρος, ὅταν ἄμφω μὲν ᾖ ὑπὸ ταὐτό, γνώριμον δὲ θάτερον. καὶ διαφέρει τῆς ἐπαγωγῆς, ὅτι ἡ μὲν ἐξ ἁπάντων τῶν ἀτόμων τὸ ἄκρον ἐδείκνυεν ὑπάρχειν τῷ μέσῳ καὶ πρὸς τὸ ἄκρον οὐ συνῆπτε τὸν συλλογισμόν, τὸ δὲ καὶ συνάπτει καὶ οὐκ ἐξ ἁπάντων δείκνυσιν.

Português

[69a13] É evidente, então, que o paradigma não é uma relação da parte para o todo nem do todo para a parte, [69a15] mas sim uma relação da parte para a parte[24], que ocorre quando ambas estão sob o mesmo objeto[25] e já se conhece uma delas. Além disso, o paradigma difere da indução na medida em que esta prova que o termo extremo[26] se atribui ao termo médio a partir de todos os indivisíveis[27] e não conecta a dedução ao termo extremo[28], ao passo que aquele[29] faz a conexão[30] mas não prova a partir de todos.[31]

Capítulo 25 (69a20-36)

[Configuração dos termos em argumentos por abdução]

69a20

Grego

[69a20] Ἀπαγωγὴ δ’ ἐστὶν ὅταν τῷ μὲν μέσῳ τὸ πρῶτον δῆλον ᾖ ὑπάρχον, τῷ δ’ ἐσχάτῳ τὸ μέσον ἄδηλον μέν, ὁμοίως δὲ πιστὸν ἢ μᾶλλον τοῦ συμπεράσματος· ἔτι ἂν ὀλίγα ᾖ τὰ μέσα τοῦ ἐσχάτου καὶ τοῦ μέσου· πάντως γὰρ ἐγγύτερον εἶναι συμβαίνει τῆς ἐπιστήμης.

Português

[69a20] Uma abdução[32] ocorre quando é evidente que o primeiro termo[33] se atribui ao termo médio, mas não é evidente que o termo médio se atribui ao último termo[34], ainda que isso seja tão ou até mais crível[35] do que a conclusão[36]; e também se forem poucos os termos médios entre o último termo e o termo médio – pois, de todos esses modos, segue-se que ficamos mais próximos da ciência.[37]

69a24

Grego

[69a24] οἷον ἔστω τὸ Α τὸ διδακτόν, [69a25] ἐφ’ οὗ Β ἐπιστήμη, τὸ Γ δικαιοσύνη. ἡ μὲν οὖν ἐπιστήμη ὅτι διδακτόν, φανερόν· ἡ δ’ ἀρετὴ εἰ ἐπιστήμη, ἄδηλον. εἰ οὖν ὁμοίως ἢ μᾶλλον πιστὸν τὸ Β Γ τοῦ Α Γ, ἀπαγωγή ἐστιν· ἐγγύτερον γὰρ τοῦ ἐπίστασθαι διὰ τὸ προσειληφέναι τὴν Α Β ἐπιστήμην, πρότερον οὐκ ἔχοντας.

Português

[69a24] Como exemplo, tomemos como termos: A, ensinável, [69a25] B, ciência, e C, justiça. Que a ciência [B] seja ensinável [A], então, é evidente. Porém, que a virtude [C’] seja ciência [B], isso não é claro. Se, então, BC[38] é tão ou mais crível do que AC[39], há uma abdução – pois, por meio da ciência de AB apreendida previamente[40], ficamos mais próximos de conhecer cientificamente algo de que antes não tínhamos ciência.[41]

69a29

Grego

[69a29] ἢ πάλιν εἰ ὀλίγα τὰ μέσα [69a30] τῶν Β Γ· καὶ γὰρ οὕτως ἐγγύτερον τοῦ εἰδέναι. οἷον εἰ τὸ Δ εἴη τετραγωνίζεσθαι, τὸ δ’ ἐφ’ ᾧ Ε εὐθύγραμμον, τὸ δ’ ἐφ’ ᾧ Ζ κύκλος· εἰ τοῦ Ε Ζ ἓν μόνον εἴη μέσον, τὸ μετὰ μηνίσκων ἴσον γίνεσθαι εὐθυγράμμῳ τὸν κύκλον, ἐγγὺς ἂν εἴη τοῦ εἰδέναι.

Português

[69a29] Novamente[42], se são poucos os termos médios [69a30] de BC: pois também assim ficamos mais próximos do conhecimento.[43] Por exemplo: se D for fazer a quadratura, E for figura retilínea, e F for círculo, assim, se de EF[44] houver um único termo médio – que, por meio das lúnulas[45], o círculo [F] vem a ser igual a uma figura retilínea [E] –, ficamos mais próximos do conhecimento.

69a34

Grego

[69a34] ὅταν δὲ μήτε πιστότερον ᾖ τὸ Β Γ τοῦ Α Γ μήτ’ [69a35] ὀλίγα τὰ μέσα, οὐ λέγω ἀπαγωγήν. οὐδ’ ὅταν ἄμεσον ᾖ τὸ Β Γ· ἐπιστήμη γὰρ τὸ τοιοῦτον.

Português

[69a34] Mas, quando nem BC é mais certo do que AC, nem são [69a35] poucos os termos médios[46], não chamo de abdução.[47] E tampouco quando BC for imediata – pois, desse modo, ela é ciência.

Capítulo 26 (69a37-70a2)

[Configuração dos termos em argumentos por objeção]

69a37

Grego

[69a37] Ἔνστασις δ’ ἐστὶ πρότασις προτάσει ἐναντία. διαφέρει δὲ τῆς προτάσεως, ὅτι τὴν μὲν ἔνστασιν ἐνδέχεται εἶναι ἐπὶ μέρους, τὴν δὲ πρότασιν ἢ ὅλως οὐκ ἐνδέχεται ἢ οὐκ ἐν τοῖς [b1] καθόλου συλλογισμοῖς.

Português

[69a37] A objeção[48] é uma proposição contrária[49] a uma premissa.[50] A objeção difere de uma premissa por poder ser parcial, ao passo que uma premissa ou (i) não pode ser parcial de forma alguma, ou (ii) não pode ser parcial nas [b1] deduções universais.[51]

69b1

Grego

[69b1] φέρεται δὲ ἡ ἔνστασις διχῶς καὶ διὰ δύο σχημάτων, διχῶς μὲν ὅτι ἢ καθόλου ἢ ἐν μέρει πᾶσα ἔνστασις, ἐκ δύο δὲ σχημάτων ὅτι ἀντικείμεναι φέρονται τῇ προτάσει, τὰ δ’ ἀντικείμενα ἐν τῷ πρώτῳ καὶ [69b5] τῷ τρίτῳ σχήματι περαίνονται μόνοις. ὅταν γὰρ ἀξιώσῃ παντὶ ὑπάρχειν, ἐνιστάμεθα ἢ ὅτι οὐδενὶ ἢ ὅτι τινὶ οὐχ ὑπάρχει· τούτων δὲ τὸ μὲν μηδενὶ ἐκ τοῦ πρώτου σχήματος, τὸ δὲ τινὶ μὴ ἐκ τοῦ ἐσχάτου.

Português

[69b1] Uma objeção pode ser levantada de dois modos e por meio de duas figuras: de dois modos, já que toda objeção é ou universal ou parcial, e, a partir de duas figuras, já que ela levanta oposições à premissa[52] – e apenas na primeira e [69b5] na terceira figura é que as oposições podem ser obtidas. Pois quando se presumiu que se atribui a todo, objetamos ou que não se atribui a nenhum ou que não se atribui a algum.[53] De tais objeções, a de que não se atribui a nenhum é obtida pela primeira figura, ao passo que a de que não se atribui a algum é obtida pela última figura.[54]

69b8

Grego

[69b8] οἷον ἔστω τὸ Α μίαν εἶναι ἐπιστήμην, ἐφ’ ᾧ τὸ Β ἐναντία. προτείναντος δὴ μίαν εἶναι τῶν [69b10] ἐναντίων ἐπιστήμην, ἢ ὅτι ὅλως οὐχ ἡ αὐτὴ τῶν ἀντικειμένων ἐνίσταται, τὰ δ’ ἐναντία ἀντικείμενα, ὥστε γίνεται τὸ πρῶτον σχῆμα, ἢ ὅτι τοῦ γνωστοῦ καὶ ἀγνώστου οὐ μία· τοῦτο δὲ τὸ τρίτον· κατὰ γὰρ τοῦ Γ, τοῦ γνωστοῦ καὶ ἀγνώστου, τὸ μὲν ἐναντία εἶναι ἀληθές, τὸ δὲ μίαν αὐτῶν ἐπιστήμην εἶναι ψεῦδος.

Português

[69b8] Como exemplo, tomemos como termos: A, haver uma única ciência, e B, contrários. Ora, se alguém coloca como premissa que há uma única [69b10] ciência [A] dos contrários [B], ou (i) objeta-se que em geral a ciência dos opostos [C’] não é a mesma [A], e os contrários [B] são opostos [C’], de modo que ocorre a primeira figura[55]; ou (ii) objeta-se que não há uma única ciência [A] do cognoscível e do incognoscível [C], e isso corresponde à terceira figura: pois em relação a C – do cognoscível e do incognoscível –, é verdade que eles são contrários [B], mas é falso que deles [C] há uma única ciência [A].[56]

69b15

Grego

[69b15] πάλιν ἐπὶ τῆς στερητικῆς προτάσεως ὡσαύτως. ἀξιοῦντος γὰρ μὴ εἶναι μίαν τῶν ἐναντίων, ἢ ὅτι πάντων τῶν ἀντικειμένων ἢ ὅτι τινῶν ἐναντίων ἡ αὐτὴ λέγομεν, οἷον ὑγιεινοῦ καὶ νοσώδους· τὸ μὲν οὖν πάντων ἐκ τοῦ πρώτου, τὸ δὲ τινῶν ἐκ τοῦ τρίτου σχήματος.

Português

[69b15] Novamente, no caso da premissa privativa se dá do mesmo modo. Pois se alguém presumisse que não há uma única ciência [A] dos contrários [B], dizemos[57] que há a mesma ciência [A] ou (i) de todos os opostos [C], ou (ii) de alguns contrários [B], como, por exemplo, o saudável e o nocivo [C’]. Conclui-se, então, de todos a partir da primeira figura[58] e de alguns a partir da Terceira.[59]

69b19

Grego

[69b19] Ἁπλῶς γὰρ ἐν πᾶσι καθόλου μὲν [69b20] ἐνιστάμενον ἀνάγκη πρὸς τὸ καθόλου τῶν προτεινομένων τὴν ἀντίφασιν εἰπεῖν, οἷον εἰ μὴ τὴν αὐτὴν ἀξιοῖ τῶν ἐναντίων, πάντων εἰπόντα τῶν ἀντικειμένων μίαν. οὕτω δ’ ἀνάγκη τὸ πρῶτον εἶναι σχῆμα· μέσον γὰρ γίνεται τὸ καθόλου πρὸς τὸ ἐξ ἀρχῆς.

Português

[69b19] Com efeito, de maneira geral, é necessário que [69b20] o objetor[60], em todas[61] as objeções universais, enuncie a contradição das coisas que foram colocadas de modo universal – por exemplo, se se presume que não há uma mesma ciência [A] dos contrários [B], dizendo que de todos os opostos [C] há uma única ciência [A]. Desse modo, necessariamente, tem-se a primeira figura, pois o termo médio [C] torna-se universal em relação àquilo que se colocou em princípio.[62]

69b24

Grego

[69b24] ἐν μέρει δέ, πρὸς ὅ ἐστι καθόλου καθ’ οὗ λέγεται [69b25] ἡ πρότασις, οἷον γνωστοῦ καὶ ἀγνώστου μὴ τὴν αὐτήν· τὰ γὰρ ἐναντία καθόλου πρὸς ταῦτα. καὶ γίνεται τὸ τρίτον σχῆμα· μέσον γὰρ τὸ ἐν μέρει λαμβανόμενον, οἷον τὸ γνωστὸν καὶ τὸ ἄγνωστον.

Português

[69b24] Já nas objeções parciais, o objetor deve enunciar algo sobre aquilo que é universal em relação ao que é dito [69b25] na premissa – como, por exemplo, sobre o cognoscível e o incognoscível [C] não terem a mesma ciência [A], pois os contrários [B] correspondem a um universal em relação a eles [C].[63] E eis que se tem a terceira figura, pois o termo médio [C] é apreendido parcialmente[64], como no exemplo do cognoscível e do incognoscível.

69b28

Grego

[69b28] ἐξ ὧν γὰρ ἔστι συλλογίσασθαι τοὐναντίον, ἐκ τούτων καὶ τὰς ἐνστάσεις ἐπιχειροῦμεν λέγειν. διὸ καὶ [69b30] ἐκ μόνων τούτων τῶν ´άτων φέρομεν· ἐν μόνοις γὰρ οἱ ἀντικείμενοι συλλογισμοί· διὰ γὰρ τοῦ μέσου οὐκ ἦν καταφατικῶς.

Português

[69b28] Com efeito, das coisas das quais há uma dedução do contrário, é a partir delas que também conseguimos enunciar as objeções. E é por isso que levantamos objeções [69b30] apenas a partir de tais figuras[65] – pois apenas nelas obtemos deduções contrárias, já que, por meio da figura média[66], não seria possível concluir de maneira afirmativa.[67]

69b32

Grego

[69b32] ἔτι δὲ κἂν λόγου δέοιτο πλείονος ἡ διὰ τοῦ μέσου σχήματος, οἷον εἰ μὴ δοίη τὸ Α τῷ Β ὑπάρχειν διὰ τὸ μὴ ἀκολουθεῖν αὐτῷ τὸ Γ. τοῦτο γὰρ δι’ ἄλλων προτάσεων [69b35] δῆλον· οὐ δεῖ δὲ εἰς ἄλλα ἐκτρέπεσθαι τὴν ἔνστασιν, ἀλλ’ εὐθὺς φανερὰν ἔχειν τὴν ἑτέραν πρότασιν. [διὸ καὶ τὸ σημεῖον ἐκ μόνου τούτου τοῦ σχήματος οὐκ ἔστιν.]

Português

[69b32] Além disso, uma objeção por meio da figura média[68] precisaria de mais razões – como, por exemplo, se não se aceitar que A se atribui a B devido ao fato de que C não acompanha o mesmo[69] – pois isso seria [69b35] evidente por meio de outras premissas.[70] Mas a objeção não deve ser desviada para outras questões – e sim ter outra premissa evidente imediatamente. ⟨Também é por isso que somente a partir desta figura que não há argumento por indício.[71]⟩

69b38

Grego

[69b38] Ἐπισκεπτέον δὲ καὶ περὶ τῶν ἄλλων ἐνστάσεων, οἷον περὶ τῶν ἐκ τοῦ ἐναντίου καὶ τοῦ ὁμοίου καὶ τοῦ κατὰ δόξαν, καὶ [70a1] εἰ τὴν ἐν μέρει ἐκ τοῦ πρώτου ἢ τὴν στερητικὴν ἐκ τοῦ μέσου δυνατὸν λαβεῖν.

Português

[69b38] Também é preciso investigar outros tipos de objeções – como, por exemplo, aquelas que partem daquilo que é contrário, daquilo que é semelhante e daquilo que está de acordo com a opinião comum[72] –, bem como [70a1] se é possível apreender uma objeção parcial a partir da primeira figura ou uma objeção privativa a partir da figura media.[73]

Capítulo 27 (70a3-70b38)

[Configuração dos termos em argumentos por entimemas baseados em indícios]

70a3

Grego

[70a3] [70a10] ⟨Ἐνθύμημα δὲ ἐστὶ συλλογισμὸς ἐξ εἰκότων ἢ σημείων,⟩ [70a3] εἰκὸς δὲ καὶ σημεῖον οὐ ταὐτόν ἐστιν, ἀλλὰ τὸ μὲν εἰκός ἐστι πρότασις ἔνδοξος· ὃ γὰρ ὡς ἐπὶ τὸ πολὺ ἴσασιν οὕτω γινόμενον ἢ μὴ [70a5] γινόμενον ἢ ὂν ἢ μὴ ὄν, τοῦτ’ ἐστὶν εἰκός, οἷον τὸ μισεῖν τοὺς φθονοῦντας ἢ τὸ φιλεῖν τοὺς ἐρωμένους. σημεῖον δὲ βούλεται εἶναι πρότασις ἀποδεικτικὴ ἢ ἀναγκαία ἢ ἔνδοξος· οὗ γὰρ ὄντος ἔστιν ἢ οὗ γενομένου πρότερον ἢ ὕστερον γέγονε τὸ πρᾶγμα, τοῦτο σημεῖόν ἐστι τοῦ γεγονέναι ἢ εἶναι. [ἐνθύμημα ... σημείων]

Português

[70a3] [70a10] O entimema[74] é a dedução a partir de premissas prováveis ou de indícios.[75] [70a3] E o provável e o indício[76] não são a mesma coisa. O provável é uma proposição geralmente aceita[77], pois aquilo que se sabe que, no mais das vezes, ou ocorre ou não [70a5] ocorre, ou é ou não é, isso é o provável – como, por exemplo, desgostar daqueles que nos invejam ou querer bem àqueles que amamos. Já o indício quer ser uma proposição demonstrativa – ou necessária ou geralmente aceita –, pois se algo é ou se algo ocorre antes ou depois de ter ocorrido uma coisa, isso é indício de algo que ocorre ou de algo que é.

70a11

Grego

[70a11] λαμβάνεται δὲ τὸ σημεῖον τριχῶς, ὁσαχῶς καὶ τὸ μέσον ἐν τοῖς σχήμασιν· ἢ γὰρ ὡς ἐν τῷ πρώτῳ ἢ ὡς ἐν τῷ μέσῳ ἢ ὡς ἐν τῷ τρίτῳ, οἷον τὸ μὲν δεῖξαι κύουσαν διὰ τὸ γάλα ἔχειν ἐκ τοῦ πρώτου σχήματος· μέσον [70a15] γὰρ τὸ γάλα ἔχειν. ἐφ’ ᾧ τὸ Α κύειν, τὸ Β γάλα ἔχειν, γυνὴ ἐφ’ ᾧ Γ.

Português

[70a11] O indício é apreendido de três modos, que são tantos quantos aqueles como o termo médio aparece nas figuras. Com efeito – ou como na primeira figura, ou como na figura média[78], ou como na terceira figura –, prova-se, por exemplo, que grávida se atribui [a uma mulher] por meio de [70a15] ter leite, a partir da primeira figura (sendo A, estar grávida, B, ter leite, e C, mulher).[79]

70a16

Grego

[70a16] τὸ δ’ ὅτι οἱ σοφοὶ σπουδαῖοι, Πιττακὸς γὰρ σπουδαῖος, διὰ τοῦ ἐσχάτου. ἐφ’ ᾧ Α τὸ σπουδαῖον, ἐφ’ ᾧ Β οἱ σοφοί, ἐφ’ ᾧ Γ Πιττακός. ἀληθὲς δὴ καὶ τὸ Α καὶ τὸ Β τοῦ Γ κατηγορῆσαι· πλὴν τὸ μὲν οὐ λέγουσι διὰ τὸ εἰδέναι, [70a20] τὸ δὲ λαμβάνουσιν.

Português

[70a16] E prova-se que os sábios são virtuosos[80], pois Pítaco[81] é virtuoso, por meio da última figura[82] (sendo A, virtuoso, B, sábios, e C, Pítaco) – ora, de fato, tanto A [virtuoso] quanto B [sábio] são predicados de C [Pítaco], só que, enquanto um dos fatos não é dito, por já ser conhecido[83], [70a20] o outro é assumido.[84]

70a20

Grego

[70a20] τὸ δὲ κύειν, ὅτι ὠχρά, διὰ τοῦ μέσου σχήματος βούλεται εἶναι· ἐπεὶ γὰρ ἕπεται ταῖς κυούσαις τὸ ὠχρόν, ἀκολουθεῖ δὲ καὶ ταύτῃ, δεδεῖχθαι οἴονται ὅτι κύει. τὸ ὠχρὸν ἐφ’ οὗ τὸ Α, τὸ κύειν ἐφ’ οὗ Β, γυνὴ ἐφ’ οὗ Γ.

Português

[70a20] E o fato de [uma mulher] estar grávida, uma vez que está pálida, quer ser uma prova por meio da figura média[85]: pois uma vez que a palidez se atribui às grávidas, e a palidez também acompanha esta mulher, presume-se ter provado que [esta mulher] esteja grávida (sendo A, palidez, B, estar grávida, e C, mulher).[86]

70a24

Grego

[70a24] Ἐὰν μὲν οὖν ἡ μία λεχθῇ πρότασις, σημεῖον γίνεται [70a25] μόνον, ἐὰν δὲ καὶ ἡ ἑτέρα προσληφθῇ, συλλογισμός, οἷον ὅτι Πιττακὸς ἐλευθέριος· οἱ γὰρ φιλότιμοι ἐλευθέριοι, Πιττακὸς δὲ φιλότιμος. ἢ πάλιν ὅτι οἱ σοφοὶ ἀγαθοί· Πιττακὸς γὰρ ἀγαθός, ἀλλὰ καὶ σοφός.

Português

[70a24] Caso se tenha enunciado uma única proposição, então, ocorre [70a25] apenas um indício, mas, caso uma outra proposição tenha sido antes apreendida, ocorre uma dedução – como, por exemplo, que Pítaco seja generoso, pois os apreciadores de honras são generosos, e Pítaco é um apreciador de honras.[87] Ou, novamente, que os sábios são bons, pois Pítaco é bom, mas também é sábio.

70a28

Grego

[70a28] οὕτω μὲν οὖν γίνονται συλλογισμοί, πλὴν ὁ μὲν διὰ τοῦ πρώτου σχήματος ἄλυτος, [70a30] ἂν ἀληθὴς ᾖ (καθόλου γάρ ἐστιν), ὁ δὲ διὰ τοῦ ἐσχάτου λύσιμος, κἂν ἀληθὲς ᾖ τὸ συμπέρασμα, διὰ τὸ μὴ εἶναι καθόλου μηδὲ πρὸς τὸ πρᾶγμα τὸν συλλογισμόν· οὐ γὰρ εἰ Πιττακὸς σπουδαῖος, διὰ τοῦτο καὶ τοὺς ἄλλους ἀνάγκη σοφούς. ὁ δὲ διὰ τοῦ μέσου σχήματος ἀεὶ καὶ πάντως λύσιμος· [70a35] οὐδέποτε γὰρ γίνεται συλλογισμὸς οὕτως ἐχόντων τῶν ὅρων· οὐ γὰρ εἰ ἡ κύουσα ὠχρά, ὠχρὰ δὲ καὶ ἥδε, κύειν ἀνάγκη ταύτην. ἀληθὲς μὲν οὖν ἐν ἅπασιν ὑπάρξει τοῖς σημείοις, διαφορὰς δ’ ἔχουσι τὰς εἰρημένας.

Português

[70a28] Desse modo, então, ocorrem deduções. Só que, enquanto a dedução obtida por meio da primeira figura[88] é irrefutável [70a30] se for verdadeira (pois ela é universal), a dedução obtida por meio da última figura[89] é refutável mesmo se sua conclusão for verdadeira, por não ser universal e tampouco convergir para o objeto da conclusão – pois, se Pítaco for um homem virtuoso, não é por isso que os demais sábios necessariamente também o serão. E o que é obtido por meio da figura média[90] é sempre e de todos modos refutável – [70a35] pois jamais ocorre uma dedução dispondo de termos em tal configuração. Com efeito, se uma mulher grávida fica pálida, e esta mulher está pálida, não é necessário que ela esteja grávida. Então, embora a verdade possa se atribuir a todos os indícios[91], eles também possuem as diferenças apontadas acima.

70b1

Grego

[70b1] Ἢ δὴ οὕτω διαιρετέον τὸ σημεῖον, τούτων δὲ τὸ μέσον τεκμήριον ληπτέον (τὸ γὰρ τεκμήριον τὸ εἰδέναι ποιοῦν φασὶν εἶναι, τοιοῦτο δὲ μάλιστα τὸ μέσον), ἢ τὰ μὲν ἐκ τῶν ἄκρων σημεῖον λεκτέον, τὰ δ’ ἐκ τοῦ μέσου τεκμήριον· ἐνδοξότατον [70b5] γὰρ καὶ μάλιστα ἀληθὲς τὸ διὰ τοῦ πρώτου σχήματος.

Português

[70b1] Ora, ou (i) é preciso classificar[92] o indício deste modo: apreender o termo médio dessas figuras[93] como uma evidência[94] (pois diz-se que é a evidência que produz o conhecimento, e é principalmente o termo médio que faz isso); ou (ii) é preciso dizer que o indício é aquilo que é obtido a partir dos termos extremos[95] e a evidência é aquilo que é obtido a partir do termo médio [70b5] (pois o que se obtém por meio da primeira figura[96] é o que é mais geralmente aceito e mais verdadeiro).[97]

70b7

Grego

[70b7] Τὸ δὲ φυσιογνωμονεῖν δυνατόν ἐστιν, εἴ τις δίδωσιν ἅμα μεταβάλλειν τὸ σῶμα καὶ τὴν ψυχὴν ὅσα φυσικά ἐστι παθήματα· μαθὼν γὰρ ἴσως μουσικὴν μεταβέβληκέ τι τὴν [70b10] ψυχήν, ἀλλ’ οὐ τῶν φύσει ἡμῖν ἐστὶ τοῦτο τὸ πάθος, ἀλλ’ οἷον ὀργαὶ καὶ ἐπιθυμίαι τῶν φύσει κινήσεων. εἰ δὴ τοῦτό τε δοθείη καὶ ἓν ἑνὸς σημεῖον εἶναι, καὶ δυναίμεθα λαμβάνειν τὸ ἴδιον ἑκάστου γένους πάθος καὶ σημεῖον, δυνησόμεθα φυσιογνωμονεῖν.

Português

[70b7] Reconhecer características de um ser a partir de sua fisionomia[98] é possível, caso se aceite como fato que o corpo e a [70b10] alma mudam conjuntamente, na medida em que são afecções naturais – pois, do mesmo modo, alguém que aprende música[99] tem a sua alma em alguma medida mudada, mas essa afecção não ocorre em nós naturalmente, senão que os movimentos que nos ocorrem naturalmente são tais como os impulsos e os desejos. Ora, se se aceitou isso como um fato[100] e se houver em uma única coisa um indício de uma única coisa[101], e também pudermos apreender, a partir de uma espécie particular, que uma afecção e um indício lhe são próprios, poderemos reconhecer características de um ser a partir de sua fisionomia.

70b14

Grego

[70b14] εἰ γάρ ἐστιν ἰδίᾳ τινὶ γένει ὑπάρχον ἀτόμῳ [70b15] πάθος, οἷον τοῖς λέουσιν ἀνδρεία, ἀνάγκη καὶ σημεῖον εἶναί τι· συμπάσχειν γὰρ ἀλλήλοις ὑπόκειται. καὶ ἔστω τοῦτο τὸ μεγάλα τὰ ἀκρωτήρια ἔχειν· ὃ καὶ ἄλλοις ὑπάρχειν γένεσι μὴ ὅλοις ἐνδέχεται. τὸ γὰρ σημεῖον οὕτως ἴδιόν ἐστιν, ὅτι ὅλου γένους ἴδιόν ἐστι [πάθος], καὶ οὐ μόνου ἴδιον, [70b20] ὥσπερ εἰώθαμεν λέγειν. ὑπάρξει δὴ καὶ ἐν ἄλλῳ γένει τοῦτο, καὶ ἔσται ἀνδρεῖος [ὁ] ἄνθρωπος καὶ ἄλλο τι ζῷον. ἕξει ἄρα τὸ σημεῖον· ἓν γὰρ ἑνὸς ἦν. εἰ τοίνυν ταῦτ’ ἐστί, καὶ δυνησόμεθα τοιαῦτα σημεῖα συλλέξαι ἐπὶ τούτων τῶν ζῴων ἃ μόνον ἓν πάθος ἔχει τι ἴδιον, ἕκαστον δ’ ἔχει σημεῖον, [70b25] ἐπείπερ ἓν ἔχειν ἀνάγκη, δυνησόμεθα φυσιογνωμονεῖν.

Português

[70b14] Com efeito, se existe uma [70b15] afecção que se atribui propriamente a alguma espécie una – como, por exemplo, a coragem se atribui aos leões –, é necessário que exista algum indício correspondente, pois se pressupõe que, um em relação ao outro, a alma e o corpo compartilham da mesma afecção. E tomemos isso como sendo ter as extremidades longas – o que também pode se atribuir – não inteiramente – a outras espécies. Pois o indício é próprio desta maneira: quando ele é próprio de toda uma espécie, mas não é próprio apenas dela, [70b20] como costumamos dizer.[102] Ora, isso também poderá ocorrer em outra espécie, e um homem será corajoso e algum outro animal também. Portanto, ele terá o indício, pois o indício foi tomado como algo único em relação a algo único.[103] Então, se é assim, também poderemos identificar indícios desse tipo nos casos daqueles animais que têm uma única afecção própria – sendo que cada afecção tem um indício, já que é necessário que cada afecção tenha um único indício correspondente – e poderemos reconhecer características de um ser a partir de sua fisionomia.

70b26

Grego

[70b26] εἰ δὲ δύο ἔχει ἴδια ὅλον τὸ γένος, οἷον ὁ λέων ἀνδρεῖον καὶ μεταδοτικόν, πῶς γνωσόμεθα πότερον ποτέρου σημεῖον τῶν ἰδίᾳ ἀκολουθούντων σημείων; ἢ εἰ ἄλλῳ τινὶ μὴ ὅλῳ ἄμφω, καὶ ἐν οἷς μὴ ὅλοις ἑκάτερον, ὅταν τὸ μὲν ἔχῃ τὸ [70b30] δὲ μή· εἰ γὰρ ἀνδρεῖος μὲν ἐλευθέριος δὲ μή, ἔχει δὲ τῶν δύο τοδί, δῆλον ὅτι καὶ ἐπὶ τοῦ λέοντος τοῦτο σημεῖον τῆς ἀνδρείας.

Português

[70b26] Porém, se uma espécie como um todo possuir duas características próprias – por exemplo, que o leão seja corajoso e generoso –, como saberemos qual dos indícios que acompanham uma característica própria é de fato seu indício? Talvez[104], se cada de uma dessas duas características acompanhar uma espécie não inteiramente e se, nessas espécies nas quais uma das características não se atribui inteiramente, um indivíduo tiver uma [70b30] mas não a outra. Com efeito, se um homem[105] for corajoso mas não for generoso[106] e se, dessas duas características, ele tiver um determinado indício, é evidente que, no caso do leão, esse será o indício da coragem.[107]

70b32

Grego

[70b32] Ἔστι δὴ τὸ φυσιογνωμονεῖν τῷ ἐν τῷ πρώτῳ σχήματι τὸ μέσον τῷ μὲν πρώτῳ ἄκρῳ ἀντιστρέφειν, τοῦ δὲ τρίτου ὑπερτείνειν καὶ μὴ ἀντιστρέφειν, οἷον ἀνδρεία τὸ Α, τὰ [70b35] ἀκρωτήρια μεγάλα ἐφ’ οὗ Β, τὸ δὲ Γ λέων. ᾧ δὴ τὸ Γ, τὸ Β παντί, ἀλλὰ καὶ ἄλλοις. ᾧ δὲ τὸ Β, τὸ Α παντὶ καὶ οὐ πλείοσιν, ἀλλ’ ἀντιστρέφει· εἰ δὲ μή, οὐκ ἔσται ἓν ἑνὸς σημεῖον.

Português

[70b32] Enfim, é possível reconhecer características de um ser a partir de sua fisionomia por meio da primeira figura, nos casos em que o termo médio se converte com o primeiro extremo[108], mas se estende para além do terceiro termo e não se converte com ele – como, por exemplo, A sendo coragem, [70b35] B, extremidades longas, e C, leão.[109] Ora, se B [ter extremidades longas] se atribui a todo C [leão], ele [B] também se atribui a outros seres. Além disso, A [ter coragem] se atribui a todo B [animal que tem extremidades longas] e não além[110], senão que se converte com ele.[111] Mas, se não se converter[112], não haverá um indício único de uma afecção única.

Anexo: Retórica II, 20[113] (1393a23-1394a18)

[Argumentos por paradigma]

1393a23

Grego

[1393a23] Λοιπὸν δὲ περὶ τῶν κοινῶν πίστεων ἅπασιν εἰπεῖν, ἐπείπερ εἴρηται περὶ τῶν ἰδίων. εἰσὶ δ’ αἱ κοιναὶ πίστεις δύο τῷ γένει, [1393a25] παράδειγμα καὶ ἐνθύμημα· ἡ γὰρ γνώμη μέρος ἐνθυμήματός ἐστιν. πρῶτον μὲν οὖν περὶ παραδείγματος λέγωμεν· ὅμοιον γὰρ ἐπαγωγῇ τὸ παράδειγμα, ἡ δ’ ἐπαγωγὴ ἀρχή.

Português

[1393a23] Resta falar, então, dos meios de convencimento[114] comuns a todos, uma vez que já falamos dos próprios. Os meios de convencimento comuns são dois quanto ao gênero: [1393a25] o paradigma e o entimema (pois a máxima é parte do entimema). Falemos, então, primeiro sobre o paradigma: pois o paradigma é similar à indução, e a indução é princípio.

1393a28

Grego

[1393a28] παραδειγμάτων δὲ εἴδη δύο· ἓν μὲν γάρ ἐστιν παραδείγματος εἶδος τὸ λέγειν πράγματα προγενομένα, ἓν δὲ τὸ αὐτὸν [1393a30] ποιεῖν. τούτου δὲ ἓν μὲν παραβολὴ ἓν δὲ λόγοι, οἷον οἱ Αἰσώπειοι καὶ Λιβυκοί.

Português

[1393a28] As formas dos paradigmas são duas: uma das formas do paradigma é falar sobre casos que já aconteceram, a outra, [1393a30] criá-los. Desta última, um tipo é a comparação, uma, as fábulas – tais como as de Esopo ou as Líbicas.

1393a32

Grego

[1393a32] ἔστιν δὲ τὸ μὲν πράγματα λέγειν τοιόνδε τι, ὥσπερ εἴ τις λέγοι ὅτι δεῖ πρὸς βασιλέα παρασκευάζεσθαι καὶ μὴ ἐᾶν Αἴγυπτον χειρώσασθαι· καὶ γὰρ πρότερον Δαρεῖος [b1] οὐ πρότερον διέβη πρὶν Αἴγυπτον ἔλαβεν, λαβὼν δὲ διέβη, καὶ πάλιν Ξέρξης οὐ πρότερον ἐπεχείρησεν πρὶν ἔλαβεν, λαβὼν δὲ διέβη, ὥστε καὶ οὗτος ἐὰν λάβῃ, διαβήσεται, διὸ οὐκ ἐπιτρεπτέον.

Português

[1393a32] Falar de casos passados seria algo tal como se alguém dissesse que é preciso se precaver contra o rei [da Pérsia] e não permitir que ele conquiste o Egito, pois também Dario [b1] não avançou [à Grécia] antes de haver tomado o Egito, mas o fez após tomá-lo, e Xerxes, por sua vez, também não investiu [contra a Grécia] antes de haver tomado [o Egito], mas, tendo feito isso, avançou. Assim, se este [atual rei da Pérsia] tomar o Egito, avançará [à Grécia]; por isso, não podemos permitir.

1393b4

Grego

[1393b4] παραβολὴ δὲ τὰ Σωκρατικά, οἷον εἴ τις λέγοι ὅτι οὐ [1393b5] δεῖ κληρωτοὺς ἄρχειν· ὅμοιον γὰρ ὥσπερ ἂν εἴ τις τοὺς ἀθλητὰς κληροίη μὴ οἳ δύνανται ἀγωνίζεσθαι ἀλλ’ οἳ ἂν λάχωσιν, ἢ τῶν πλωτήρων ὅντινα δεῖ κυβερνᾶν κληρώσειεν, ὡς δέον τὸν λαχόντα ἀλλὰ μὴ τὸν ἐπιστάμενον.

Português

[1393b4] A comparação é tal como os [ditos[115], métodos ou prática[116]] Socráticos, como se alguém dissesse que os magistrados não [1393b5] devem ser escolhidos por sorteio, pois isso seria como se alguém escolhesse os atletas, não por serem os mais capazes para competir, mas por sorteio, ou que, entre os marinheiros, algum fosse escolhido ao azar para capitanear, como se a sorte devesse designá-lo ao invés de escolher aquele que sabe o que faz.

1393b8

Grego

[1393b8] λόγος δέ, οἷος ὁ Στησιχόρου περὶ Φαλάριδος καὶ ⟨ὁ⟩ Αἰσώπου ὑπὲρ τοῦ δημαγωγοῦ. [1393b10] Στησίχορος μὲν γὰρ ἑλομένων στρατηγὸν αὐτοκράτορα τῶν Ἱμεραίων Φάλαριν καὶ μελλόντων φυλακὴν διδόναι τοῦ σώματος, τἆλλα διαλεχθεὶς εἶπεν αὐτοῖς λόγον ὡς ἵππος κατεῖχε λειμῶνα μόνος, ἐλθόντος δ’ ἐλάφου καὶ διαφθείροντος τὴν νομὴν βουλόμενος τιμωρήσασθαι τὸν ἔλαφον ἠρώτα τινὰ [1393b15] ἄνθρωπον εἰ δύναιτ’ ἂν μετ’ αὐτοῦ τιμωρήσασθαι τὸν ἔλαφον, ὁ δ’ ἔφησεν, ἐὰν λάβῃ χαλινὸν καὶ αὐτὸς ἀναβῇ ἐπ’ αὐτὸν ἔχων ἀκόντια· συνομολογήσας δὲ καὶ ἀναβάντος ἀντὶ τοῦ τιμωρήσασθαι αὐτὸς ἐδούλευσε τῷ ἀνθρώπῳ. “οὕτω δὲ καὶ ὑμεῖς”, ἔφη, “ὁρᾶτε μὴ βουλόμενοι τοὺς πολεμίους τιμωρήσασθαι [1393b20] τὸ αὐτὸ πάθητε τῷ ἵππῳ· τὸν μὲν γὰρ χαλινὸν ἔχετε ἤδη, ἑλόμενοι στρατηγὸν αὐτοκράτορα· ἑὰν δὲ φυλακὴν δῶτε καὶ ἀναβῆναι ἐάσητε, δουλεύσετε ἤδη Φαλάριδι”.

Português

[1393b8] A fábula é tal como Estesícoro comenta sobre Fálaris e Esopo a respeito do demagogo. [1393b10] Quando os cidadãos de Hímera tomaram Fálaris como general com poder absoluto e estavam a ponto de lhe conceder uma guarda pessoal, Estesícoro, tendo discorrido sobre outras coisas, contou-lhes a fábula do cavalo que possuía um prado só para si. Eis que um cervo chega e lhe arruína o prado. O cavalo, querendo vingar-se do cervo, pergunta a um [1393b15] homem se podia ajudá-lo a castigar o cervo, e ele consentiu, se pudesse colocar freio no cavalo e montá-lo portando dardos. Tendo aceitado tais condições e sido montado, em vez de vingar-se, tornou-se escravo do homem. “Assim também ocorre com vocês”, disse Estesícoro, “observem bem e não sofram [1393b20] o mesmo que o cavalo, querendo se vingar de seus inimigos, pois vocês já têm o freio – por tomá-lo como general com poder absoluto –, se, então, uma guarda pessoal lhe concederem, tornar-se-ão escravos de Fálaris”.

1393b22

Grego

[1393b22] Αἴσωπος δὲ ἐν Σάμῳ δημηγορῶν κρινομένου δημαγωγοῦ περὶ θανάτου ἔφη ἀλώπεκα διαβαίνουσαν ποταμὸν ἀπωσθῆναι εἰς φάραγγα, οὐ [1393b25] δυναμένην δὲ ἐκβῆναι πολὺν χρόνον κακοπαθεῖν καὶ κυνοραιστὰς πολλοὺς ἔχεσθαι αὐτῆς, ἐχῖνον δὲ πλανώμενον, ὡς εἶδεν αὐτήν, κατοικτείραντα ἐρωτᾶν εἰ ἀφέλοι αὐτῆς τοὺς κυνοραιστάς, τὴν δὲ οὐκ ἐᾶν· ἐρομένου δὲ διὰ τί, “ὅτι οὗτοι μὲν” φάναι “ἤδη μου πλήρεις εἰσὶ καὶ ὀλίγον ἕλκουσιν αἷμα, ἐὰν δὲ τούτους [1393b30] ἀφέλητε, ἕτεροι ἐλθόντες πεινῶντες ἐκπιοῦνταί μου τὸ λοιπὸν αἷμα”. “ἀτὰρ καὶ ὑμᾶς, ἄνδρες Σάμιοι, οὗτος μὲν οὐδὲν ἔτι βλάψει (πλούσιος γάρ ἐστιν), ἐὰν δὲ τοῦτον ἀποκτείνητε, ἕτεροι [1394a1] ἥξουσι πένητες, οἳ ὑμᾶς ἀναλώσουσι τὰ λοιπὰ κλέπτοντες”.

Português

[1393b22] Esopo, em Samos, defendendo a um demagogo cuja vida estava sendo julgada, contou sobre uma raposa que, ao atravessar um rio, foi lançada para um desfiladeiro e, não [1393b25] podendo irromper de lá, muito tempo amargou e foi tomada por vários carrapatos. Um ouriço que por lá passava, ao vê-la em tal condição, teve pena e perguntou se queria que lhe retirasse os carrapatos. Respondeu que não e, questionada por que, disse que “estes que aqui estão, já estão cheios de mim e pouco sangue me extraem; mas se você [1393b30] tirar estes, outros e famintos virão e me sugarão totalmente o sangue que resta”. “E especialmente em relação a vocês, homens de Samos, este homem nada mais estorvará – pois é rico. Mas, se vocês o matarem, outros e pobres [1394a1] virão, os quais os roubarão e consumirão todos os seus pertences comuns”.

1394a2

Grego

[1394a2] εἰσὶ δ’ οἱ λόγοι δημηγορικοί, καὶ ἔχουσιν ἀγαθὸν τοῦτο, ὅτι πράγματα μὲν εὑρεῖν ὅμοια γεγενημένα χαλεπόν, λόγους δὲ ῥᾷον· ποιῆσαι γὰρ δεῖ ὥσπερ καὶ παραβολάς, ἄν τις [1394a5] δύνηται τὸ ὅμοιον ὁρᾶν, ὅπερ ῥᾷόν ἐστιν ἐκ φιλοσοφίας.

Português

[1394a2] As fábulas são propícias aos discursos públicos e possuem esta vantagem: se é difícil encontrar casos que aconteceram semelhantes entre si, é fácil encontrar fábulas. Deve-se produzi-las como as comparações, quando alguém [1394a5] puder ver a semelhança, o que é fácil fazer a partir da filosofia.

1394a5

Grego

[1394a5] ῥᾴω μὲν οὖν πορίσασθαι τὰ διὰ τῶν λόγων, χρησιμώτερα δὲ πρὸς τὸ βουλεύσασθαι τὰ διὰ τῶν πραγμάτων· ὅμοια γὰρ ὡς ἐπὶ τὸ πολὺ τὰ μέλλοντα τοῖς γεγονόσιν.

Português

[1394a5] Se é fácil prover-se de fábulas, mais vantajoso será deliberar com base em casos que aconteceram: pois no mais das vezes os eventos futuros são semelhantes aos do passado.

1394a9

Grego

[1394a9] δεῖ δὲ χρῆσθαι τοῖς παραδείγμασι οὐκ ἔχοντα μὲν ἐνθυμήματα [1394a10] ὡς ἀποδείξεσιν (ἡ γὰρ πίστις διὰ τούτων), ἔχοντα δὲ ὡς μαρτυρίοις, ἐπιλόγῳ χρώμενον τοῖς ἐνθυμήμασιν· προτιθέμενα μὲν γὰρ ἔοικεν ἐπαγωγῇ, τοῖς δὲ ῥητορικοῖς οὐκ οἰκεῖον ἐπαγωγὴ πλὴν ἐν ὀλίγοις, ἐπιλεγόμενα δὲ μαρτυρίοις, ὁ δὲ μάρτυς πανταχοῦ πιθανός· διὸ καὶ προτιθέντι μὲν ἀνάγκη [1394a15] πολλὰ λέγειν, ἐπιλέγοντι δὲ καὶ ἓν ἱκανόν· μάρτυς γὰρ χρηστὸς καὶ εἷς χρήσιμος.

Português

[1394a9] Deve-se servir-se de paradigmas – não possuindo entimemas – [1394a10] como modos de demonstrações (pois o convencimento se dá por meio destas), mas, tendo-os, deve-se usá-los como testemunhos, isto é, como um complemento dos entimemas. Pois, embora quando colocados em primeiro lugar são tais como uma indução, a indução não é própria dos argumentos retóricos, salvo em poucos casos; mas quando colocados como complementos são como testemunhos, e o testemunho é sempre sedutor. Por isso, colocando-os em primeiro lugar, necessariamente [1394a15] dirá muitos, mas, colocando-os como complementos, um é suficiente, pois até mesmo um único testemunho confiável será vantajoso.

1394a17

Grego

[1394a17] πόσα μὲν οὖν εἴδη παραδειγμάτων, καὶ πῶς αὐτοῖς καὶ πότε χρηστέον, εἴρηται.

Português

[1394a17] Com isto, então, dissemos quantas são as formas dos paradigmas, e como e quando devemos usá-los