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<feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom"><title>Diário do Pedra Angular</title><link href="https://pedraangular.app.br/portico/diario.html"/><link rel="self" href="https://pedraangular.app.br/portico/feed.xml"/><id>https://pedraangular.app.br/portico/diario.html</id><updated>2026-10-29T00:00:00Z</updated><author><name>Διαφορεύς</name></author><entry><id>tag:pedraangular.app.br,2026-10-29:portico/diario/o-grego-em-frente-da-traducao</id><title>As Categorias de Aristóteles, com o grego em frente da tradução de 1814</title><updated>2026-10-29T00:00:00Z</updated><link href="https://pedraangular.app.br/portico/diario.html#2026-10-29-as-categorias-de-aristoteles-com-o-grego-em-frente-da-traducao-de-1814"/><content type="html">&lt;p&gt;Após subir mais um lote do Garimpo de traduções das revistas e periódicos, decidi iniciar uma busca pelo livro &lt;em&gt;As Categorias de Aristóteles&lt;/em&gt; com tradução mais atual do que a de Silvestre Pinheiro Ferreira, de 1814.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não consegui encontrar nenhuma versão atual em português com licença apropriada, mas reencontrei as &lt;em&gt;Categorias&lt;/em&gt; de Silvestre Pinheiro Ferreira na edição de José Leonardo Sousa Buzelli, com grafia atualizada e marcações de Bekker nos Aforismos (&lt;a href=&quot;https://pedraangular.app.br/rolo/aristoteles-categorias-pt-ferreira-buzelli-2025.html&quot;&gt;link&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com isso, levando em conta o que está escrito na &lt;a href=&quot;https://pedraangular.app.br/rolo/aristoteles-categorias-pt-ferreira-1814.html#h-advertencia&quot;&gt;Advertência do livro, de 31 de dezembro de 1813&lt;/a&gt; — «Quisera eu que o texto grego apparecesse em frente desta traducção (…) Por maior porém que fosse este meu desejo, não me foi possivel satisfaze-lo; já porque neste nascente Estado faltão os meios para se fazer huma correcta edição de hum texto grego» —, consegui realizar esse desejo do tradutor, 213 anos depois: o &lt;a href=&quot;https://pedraangular.app.br/rolo/aristoteles-categorias-grc-pt-ferreira-1814.html&quot;&gt;texto grego junto de sua tradução&lt;/a&gt;, alinhados de forma interlinear, à maneira do Pedra Angular, pela marcação canônica de Bekker. Hoje temos os meios técnicos para fazer edições corretas de texto grego, e o custo deixou de ser o problema real que era em seu tempo. Assim, permito que estas obras deixem de ser inacessíveis ao povo desta nossa bela nação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesta edição dou ainda outro passo que a técnica da sua época não permitia a Ferreira: as remissões numeradas que ele usou para separar o texto de suas Explicações — e que obrigavam o leitor a ir e vir fisicamente entre as duas partes do livro — tornam-se notas de rodapé interativas. O número continua exatamente onde ele o deixou; basta tocar nele para ler a Explicação sem perder a página do Aforismo. É a mesma «Segunda Parte» que ele concebeu, apenas com o hyperlink que lhe faltava.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Διαφορεύς, Porto Alegre, 29 de outubro de 2026&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;Ὁ Διαφορεύς παρῆν&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;</content></entry><entry><id>tag:pedraangular.app.br,2026-10-29:portico/diario/garimpo-das-revistas</id><title>O garimpo das revistas: traduções livres de textos antigos</title><updated>2026-10-29T00:00:00Z</updated><link href="https://pedraangular.app.br/portico/diario.html#2026-10-29-o-garimpo-das-revistas-traducoes-livres-de-textos-antigos"/><content type="html">&lt;p&gt;Depois do &lt;a href=&quot;https://pedraangular.app.br/rolo/gorgias-elogio-de-helena-pt-cavalcante-2018.html&quot;&gt;&lt;em&gt;Elogio de Helena&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, veio a pergunta: quantas outras traduções de textos antigos as revistas acadêmicas brasileiras publicam com licença aberta? Foram contadas 40 revistas; em 24 delas há 288 traduções, e de cada uma a licença foi lida na página do próprio artigo. Por ora entra só o que já é livre.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre 27 e 29 de outubro, 23 obras entraram no acervo:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Platão, o &lt;a href=&quot;https://pedraangular.app.br/rolo/platao-banquete-discurso-de-fedro-pt-pio-2024.html&quot;&gt;discurso de Fedro&lt;/a&gt; no &lt;em&gt;Banquete&lt;/em&gt; (Pio, Cornelli e Bacelar, &lt;em&gt;Archai&lt;/em&gt;, 2024), e o &lt;a href=&quot;https://pedraangular.app.br/rolo/platao-menexeno-pt-cerdas-2020.html&quot;&gt;&lt;em&gt;Menêxeno&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; (Emerson Cerdas, &lt;em&gt;Archai&lt;/em&gt;, 2020).&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sexto Empírico, &lt;a href=&quot;https://pedraangular.app.br/rolo/sexto-empirico-hipotiposes-pirronicas-1-220-235-pt-huguenin-2019.html&quot;&gt;&lt;em&gt;Esboços Pirrônicos&lt;/em&gt; 1.220-235&lt;/a&gt; (Huguenin e Brito, &lt;em&gt;Archai&lt;/em&gt;, 2019), em tradução e interlinear, e &lt;a href=&quot;https://pedraangular.app.br/rolo/sexto-empirico-contra-os-gramaticos-1-169-247-pt-prezotto-2019.html&quot;&gt;&lt;em&gt;Contra os Gramáticos&lt;/em&gt; 1.169-247&lt;/a&gt; (Joseane Mara Prezotto, &lt;em&gt;Archai&lt;/em&gt;, 2019).&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Aristóteles, &lt;a href=&quot;https://pedraangular.app.br/rolo/aristoteles-da-adivinhacao-durante-o-sono-pt-de-paoli-2022.html&quot;&gt;&lt;em&gt;Da adivinhação durante o sono&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; (Beatriz de Paoli, &lt;em&gt;Archai&lt;/em&gt;, 2022), em tradução e interlinear.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Diógenes Laércio, &lt;a href=&quot;https://pedraangular.app.br/rolo/diogenes-laercio-vidas-livro-iv-pt-brito-2019.html&quot;&gt;&lt;em&gt;Vidas&lt;/em&gt;, livro IV&lt;/a&gt;, os Acadêmicos (Brito e Dinucci, &lt;em&gt;Archai&lt;/em&gt;, 2019).&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Górgias, &lt;a href=&quot;https://pedraangular.app.br/rolo/gorgias-defesa-de-palamedes-pt-cavalcante-2016.html&quot;&gt;&lt;em&gt;Defesa de Palamedes&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; (Gabrielle Cavalcante, &lt;em&gt;Archai&lt;/em&gt;, 2016), o par do &lt;em&gt;Elogio de Helena&lt;/em&gt;, da mesma tradutora.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Antístenes, &lt;a href=&quot;https://pedraangular.app.br/rolo/antistenes-odisseu-polytropos-pt-dotto-2025.html&quot;&gt;&lt;em&gt;Odisseu polýtropos&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; (Pedro Dotto, &lt;em&gt;Classica&lt;/em&gt;, 2025), em tradução e interlinear.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href=&quot;https://pedraangular.app.br/rolo/dissoi-logoi-pt-prezotto-2017.html&quot;&gt;&lt;em&gt;Discursos Duplos&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Dissoi Logoi&lt;/em&gt;)&lt;/a&gt;, o tratado sofístico anônimo (Joseane Mara Prezotto, &lt;em&gt;Trans/Form/Ação&lt;/em&gt;, 2017), ao lado do grego de Diels.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Xenofonte, &lt;a href=&quot;https://pedraangular.app.br/rolo/xenofonte-apologia-de-socrates-pt-guggenberger-2023.html&quot;&gt;&lt;em&gt;Apologia de Sócrates&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, tradução coletiva da UFRJ (&lt;em&gt;Rónai&lt;/em&gt;, 2023): o outro discípulo conta o julgamento.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Platão, &lt;a href=&quot;https://pedraangular.app.br/rolo/platao-minos-pt-silva-2022.html&quot;&gt;&lt;em&gt;Minos&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; (Claver Rieger da Silva, &lt;em&gt;Codex&lt;/em&gt;, 2022).&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sêneca, a &lt;a href=&quot;https://pedraangular.app.br/rolo/seneca-apocoloquintose-pt-reis-2020.html&quot;&gt;&lt;em&gt;Apocoloquintose&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; (Camila Machado Reis e Rafael Guimarães Tavares Silva, &lt;em&gt;Codex&lt;/em&gt;, 2020), com a primeira interlinear latim-português do acervo, e a &lt;a href=&quot;https://pedraangular.app.br/rolo/seneca-epistulas-a-lucilio-41-pt-braren-1999.html&quot;&gt;&lt;em&gt;Epístola 41&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; a Lucílio, «Um deus habita nossa alma» (Ingeborg Braren, &lt;em&gt;Letras Clássicas&lt;/em&gt;, 1999).&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Aristóteles, &lt;a href=&quot;https://pedraangular.app.br/rolo/aristoteles-metafisica-vii-4-pt-zillig-2025.html&quot;&gt;&lt;em&gt;Metafísica&lt;/em&gt; VII 4&lt;/a&gt; (Raphael Zillig, &lt;em&gt;Journal of Ancient Philosophy&lt;/em&gt;, 2025), e os &lt;em&gt;Primeiros Analíticos&lt;/em&gt; em pedaços: o &lt;a href=&quot;https://pedraangular.app.br/rolo/aristoteles-primeiros-analiticos-i-1-7-pt-almeida-2023.html&quot;&gt;livro I, 1-7&lt;/a&gt; (Almeida e Ferreira, &lt;em&gt;Archai&lt;/em&gt;, 2023) e o livro II, &lt;a href=&quot;https://pedraangular.app.br/rolo/aristoteles-primeiros-analiticos-ii-1-4-pt-troster-2024.html&quot;&gt;1-4&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;https://pedraangular.app.br/rolo/aristoteles-primeiros-analiticos-ii-23-27-pt-troster-2024.html&quot;&gt;23-27&lt;/a&gt; (Tomás Troster, &lt;em&gt;Journal of Ancient Philosophy&lt;/em&gt;, 2024), estes também em interlinear.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;O critério foi a tradução: entra a tradução, com as notas e uma introdução breve; quando o artigo é sobretudo um estudo em volta de um trecho curto, fica só a tradução, ou o artigo fica de fora. Quando o grego ou o latim já estavam no acervo, a tradução usa a mesma numeração, e os dois se leem lado a lado.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;Ὁ Διαφορεύς παρῆν&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;</content></entry><entry><id>tag:pedraangular.app.br,2026-10-27:portico/diario/elogio-de-helena</id><title>O Elogio de Helena em português, ao lado do grego</title><updated>2026-10-27T00:00:00Z</updated><link href="https://pedraangular.app.br/portico/diario.html#2026-10-27-o-elogio-de-helena-em-portugues-ao-lado-do-grego"/><content type="html">&lt;p&gt;Entrou no acervo o &lt;em&gt;Elogio de Helena&lt;/em&gt; de Górgias na tradução de Gabrielle Cavalcante (UFC), publicada na &lt;em&gt;Revista de Estudos Filosóficos e Históricos da Antiguidade&lt;/em&gt; (Unicamp), nº 32, 2018. Entrou o artigo inteiro: a introdução da tradutora, as 21 seções do discurso, as duas notas e as referências. O grego, na edição de Blass, já estava no acervo desde a leva dos sofistas; agora os dois se leem lado a lado, com a mesma numeração: [8] no português é [8] no grego.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A licença é a que a página do artigo declara, Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 (o rodapé do site da revista diz outra, e vale a do artigo). Foi a primeira obra assim, e o acervo passou a aceitar essa licença. O que ela pede, o texto cumpre: não vai para edição vendida, e só o formato mudou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com uma exceção, decidida por caridade com a tradução. O impresso marca o suplemento do texto grego com os sinais de menor e maior, &lt;code&gt;&amp;lt;ou capturada pelo amor&amp;gt;&lt;/code&gt;; aqui ele virou &lt;code&gt;⟨ou capturada pelo amor⟩&lt;/code&gt;, o sinal que as edições usam para isso e que o grego de Blass, logo ao lado, já usa. A tradução fala a mesma língua das edições.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;Ὁ Διαφορεύς παρῆν&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;</content></entry><entry><id>tag:pedraangular.app.br,2026-10-27:portico/diario/contador-de-visitas</id><title>O app passa a contar visitas, às claras</title><updated>2026-10-27T00:00:00Z</updated><link href="https://pedraangular.app.br/portico/diario.html#2026-10-27-o-app-passa-a-contar-visitas-as-claras"/><content type="html">&lt;p&gt;O Pedra Angular agora sabe quantas vezes é aberto e quais obras são lidas. A conta é anônima: sem cookies, sem guardar o endereço de ninguém, sem saber quem lê. Os números ficam num &lt;a href=&quot;https://pedraangular.goatcounter.com&quot;&gt;painel público&lt;/a&gt;, e quem preferir ficar de fora da conta sai com um endereço só. O app instalado também conta, quando está com internet. Lendo offline, ninguém é contado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A promessa mudou de &amp;quot;não coleta nada&amp;quot; para &amp;quot;não rastreia ninguém&amp;quot;, que é o que ela sempre quis dizer.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;Ὁ Διαφορεύς παρῆν&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;</content></entry><entry><id>tag:pedraangular.app.br,2026-10-23:portico/diario/diels-1922</id><title>Vinte e dois pré-socráticos e sofistas na edição de Diels</title><updated>2026-10-23T00:00:00Z</updated><link href="https://pedraangular.app.br/portico/diario.html#2026-10-23-vinte-e-dois-pre-socraticos-e-sofistas-na-edicao-de-diels"/><content type="html">&lt;p&gt;Entraram no acervo os testemunhos e os fragmentos de vinte e dois autores na edição de Hermann Diels, &lt;em&gt;Die Fragmente der Vorsokratiker&lt;/em&gt;, 4ª edição (Berlim, 1922), em domínio público:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;os milésios&lt;/strong&gt;: Tales, Anaximandro e Anaxímenes;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;os pitagóricos&lt;/strong&gt;: Pitágoras, Cércope, Pétron, Brotino, Hípaso, Alcméon, Íon de Quios, Hípon e Lísis (com Arquipo e Ópsimo, que Diels põe no mesmo capítulo);&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;os eleatas&lt;/strong&gt;: Zenão e Melisso;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Anaxágoras e Arquelau, Leucipo e Ferécides de Siros;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;os sofistas&lt;/strong&gt;: Protágoras, Xeníades, Górgias e Trasímaco.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;É uma adição nova, e convém dizer isso com clareza. Esses vinte e dois capítulos de Diels não estavam em texto estruturado nas coleções abertas de referência. O Perseus (&lt;em&gt;canonical-greekLit&lt;/em&gt;) não tem Diels. O First1KGreek, que codificou em TEI uma parte da edição (Parmênides, Heráclito, Demócrito, Filolau, Crítias, Pródico e outros, que o acervo já tinha), não chegou a estes: de Tales e de Pitágoras ele traz só as cartas atribuídas a eles. Até aqui, para ler estes capítulos, havia o livro e os scans.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O texto saiu dos scans do Internet Archive. O Tesseract leu as páginas, e o Claude Opus 5.5 corrigiu página por página contra o fac-símile, ditando as trocas ao Corretor. Cada autor ganhou um arquivo de testemunhos (a seção A de Diels: o que os antigos contaram dele) e, quando há, um de fragmentos (a seção B: as palavras dele mesmo, que Diels marca espaçadas e aqui vão em negrito). A numeração é a de Diels, para citar como se cita: A 1 = [1], B 1 = [1].&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os erros do próprio impresso ficaram como estão, cada um com uma nota que diz o que se lê. A Helena e o Palamedes de Górgias, que já estavam no acervo, não se repetem: os fragmentos apontam para eles. A tradução alemã que Diels imprime ao lado do grego fica para uma leva própria, com o mesmo cuidado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para isso o formato aprendeu uma coisa: o número entre colchetes que não é endereço, como a data «[582]», agora se escreve com a barra invertida, &lt;code&gt;\[582]&lt;/code&gt;, e sai como texto.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;Ὁ Διαφορεύς παρῆν&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;</content></entry><entry><id>tag:pedraangular.app.br,2026-10-19:portico/diario/contra-os-sofistas</id><title>Dois discursos contra os sofistas, em português</title><updated>2026-10-19T00:00:00Z</updated><link href="https://pedraangular.app.br/portico/diario.html#2026-10-19-dois-discursos-contra-os-sofistas-em-portugues"/><content type="html">&lt;p&gt;Entraram no acervo duas traduções brasileiras de discursos do século IV a.C. que discutem o que é ensinar a falar bem, as duas publicadas em revista acadêmica sob licença Creative Commons (CC BY 4.0):&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Alcídamas&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;Sobre aqueles que escrevem discursos escritos ou sobre os sofistas&lt;/em&gt;, na tradução de Michel Ferreira dos Reis (&lt;em&gt;Belas Infiéis&lt;/em&gt;, 2020): a defesa do discurso de improviso contra o discurso escrito e decorado.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Isócrates&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;Contra os Sofistas&lt;/em&gt;, na tradução de Ticiano Curvelo Estrela de Lacerda (&lt;em&gt;Rónai&lt;/em&gt;, 2018), com as notas do tradutor: o discurso com que Isócrates abriu a sua escola.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Os dois discursos se respondem, e por isso entraram juntos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De cada artigo veio só o texto, sem introdução, resumo nem referências. Cada um ganhou dois arquivos: a tradução em português e um interlinear, com o grego e o português seção por seção. O grego isolado não foi repetido: o acervo já tinha Alcídamas na edição de Blass e Isócrates na de Norlin. No interlinear de Alcídamas o grego é o de Blass que já estava aqui, a mesma edição que o tradutor usou, porque o do artigo saiu impresso sem os apóstrofos. No de Isócrates é o do próprio artigo, pela edição de Drerup, que é a que o tradutor seguiu.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;Ὁ Διαφορεύς παρῆν&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;</content></entry><entry><id>tag:pedraangular.app.br,2026-10-17:portico/diario/epica-sapiencial</id><title>Xenófanes, Parmênides e Empédocles na tradução de Bruno Palavro</title><updated>2026-10-17T00:00:00Z</updated><link href="https://pedraangular.app.br/portico/diario.html#2026-10-17-xenofanes-parmenides-e-empedocles-na-traducao-de-bruno-palavro"/><content type="html">&lt;p&gt;Entraram no acervo os fragmentos de três poetas-filósofos gregos na tradução de Bruno Palavro, cedida por ele: Xenófanes de Colofão (33 fragmentos), Parmênides de Eleia (22) e Empédocles de Acragas (168). Vêm da tese &lt;em&gt;Épica Sapiencial: compêndio para uma edição geral da poesia de Xenófanes, Parmênides e Empédocles&lt;/em&gt; (doutorado em Letras, UFRGS, 2025): uma tradução hexamétrica de todos os fragmentos épicos atribuídos aos três, em que cada verso grego vira um verso português que recria o hexâmetro. A seleção e a ordem dos fragmentos são as da edição que ele mesmo estabelece.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A tese traz ainda um estudo sobre a linguagem desses pensadores e o diálogo deles com a poesia épica, comentários a cada fragmento e uma tradução interlinear para estudo. Aqui entrou o texto: o grego e a tradução em verso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cada poeta tem três arquivos: o grego da edição de Palavro, a tradução em português e o bilíngue, com o grego e o português lado a lado, fragmento a fragmento. Os fragmentos seguem a ordem e a numeração da tese, com o número de Diels-Kranz entre colchetes, para quem cita pela numeração de sempre. Os versos guardam a numeração da margem, de cinco em cinco.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O texto foi tirado do PDF da tese verso a verso, a partir das páginas espelhadas, com o grego à esquerda e o português à direita. Alguns fragmentos chegaram até nós em outra língua, e assim estão na tese e aqui: de Empédocles, há fragmentos em armênio, em árabe e em latim; de Parmênides, um em latim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Parmênides fica ao lado da edição de Diels que o acervo já tinha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A licença é a que o autor escolheu, por escrito: Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0. O texto pode ser lido, copiado e distribuído com o crédito a ele, mas não pode entrar em edição vendida.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;Ὁ Διαφορεύς παρῆν&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;</content></entry><entry><id>tag:pedraangular.app.br,2026-10-15:portico/diario/o-ingles-ao-lado-do-grego</id><title>O inglês ao lado do grego</title><updated>2026-10-15T00:00:00Z</updated><link href="https://pedraangular.app.br/portico/diario.html#2026-10-15-o-ingles-ao-lado-do-grego"/><content type="html">&lt;p&gt;O acervo ganhou 37 traduções inglesas das obras gregas que já estavam aqui, em domínio público no Brasil. Cada uma fica ao lado do grego e usa os mesmos marcadores: o mesmo endereço abre a mesma passagem nas duas línguas, e o campo &lt;code&gt;related&lt;/code&gt; de cada obra aponta para o grego.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entraram:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Isócrates&lt;/strong&gt;, os 21 discursos e as 9 cartas, nas traduções de Norlin e de Van Hook (30 obras).&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Xenofonte&lt;/strong&gt;: as &lt;em&gt;Helênicas&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;Anábase&lt;/em&gt;, de Brownson, e a &lt;em&gt;Ciropédia&lt;/em&gt;, de Miller.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Sexto Empírico&lt;/strong&gt;: as &lt;em&gt;Hipotiposes pirrônicas&lt;/em&gt;, de Bury.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Plutarco&lt;/strong&gt;: os &lt;em&gt;Preceitos conjugais&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;O Ε de Delfos&lt;/em&gt;, de Goodwin.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Pseudo-Plutarco&lt;/strong&gt;: os &lt;em&gt;Placita&lt;/em&gt;, de Dowell, revistos por Goodwin.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Na biblioteca, as estantes em inglês acompanham as do grego: Retórica, Filosofia Clássica e Ceticismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cada obra foi conferida contra o XML de origem: as mesmas unidades, as palavras sem diferença e nenhum erro da norma. Os marcadores foram comparados um a um com os do grego, e são idênticos. A única exceção é Plutarco, cujo texto inglês não traz as páginas de Stephanus; ali o inglês tem as seções, sem as páginas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No caminho, dois defeitos do texto inglês do Perseus: no &lt;em&gt;Panatenaico&lt;/em&gt; ele numera «269» e «269a» o que no grego são as seções 268 e 269, e na &lt;em&gt;Ciropédia&lt;/em&gt; marca como suprimido o capítulo 8.8. Corrigimos aqui, e os dois casos vão de volta ao Perseus.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ficou de fora, por direito autoral no Brasil: Xenofonte na tradução de Marchant (as &lt;em&gt;Memoráveis&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;Econômico&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;Hierão&lt;/em&gt; e os opúsculos), que só fica livre em 2031; Xenofonte na de Todd (o &lt;em&gt;Banquete&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;Apologia&lt;/em&gt;); e Antifonte na de Maidment. Duas obras de Plutarco, na tradução de Babbitt, já estavam no acervo e não foram repetidas.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;Ὁ Διαφορεύς παρῆν&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;</content></entry><entry><id>tag:pedraangular.app.br,2026-10-15:portico/diario/filosofia-grega</id><title>A filosofia grega que faltava</title><updated>2026-10-15T00:00:00Z</updated><link href="https://pedraangular.app.br/portico/diario.html#2026-10-15-a-filosofia-grega-que-faltava"/><content type="html">&lt;p&gt;O acervo ganhou a filosofia grega que ainda faltava: 239 obras, em seis ondas, na ordem em que a disciplina de História da Filosofia Grega da UFRGS as pede, em homenagem ao professor Raphael Zillig. Todas em grego, vindas do Open Greek and Latin e do Perseus.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cada obra tem o seu lugar, o seu número e a sua fonte, com o mesmo cuidado que se dá a um diálogo inteiro. Onde a edição traz uma numeração, ela é o endereço, até a linha: o número de Diels nos pré-socráticos (B 8, 25 é o verso 25 do fragmento 8), Bekker em Aristóteles (&lt;em&gt;Física&lt;/em&gt; II 3, 194b23 se acha pelo 194b20 da margem), von Arnim nos estoicos e a página e linha da edição de Berlim nos comentadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Onda 1 — Pré-socráticos, sofistas e as fontes deles (24 obras).&lt;/strong&gt; Na edição de Diels: Parmênides, Heráclito, Demócrito, Filolau, Arquitas, Xenócrates e Espeusipo, as cartas atribuídas a Pitágoras e o Anônimo de Jâmblico. Dos sofistas, Górgias (&lt;em&gt;Helena&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Palamedes&lt;/em&gt;) e Antifonte. E as fontes que conservaram tudo isso: a &lt;em&gt;Refutação de todas as heresias&lt;/em&gt; de Hipólito, os &lt;em&gt;Placita&lt;/em&gt; do Pseudo-Plutarco, o que faltava de Clemente de Alexandria e de Sexto Empírico (as &lt;em&gt;Hipotiposes pirrônicas&lt;/em&gt;).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Onda 2 — Sócrates, Platão e os socráticos (38 obras).&lt;/strong&gt; De Xenofonte, as &lt;em&gt;Memoráveis&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;Econômico&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;Banquete&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;Apologia&lt;/em&gt;; de Platão, as &lt;em&gt;Definições&lt;/em&gt;; Alcínoo e Albino, a &lt;em&gt;Tábua&lt;/em&gt; de Cebes e Isócrates inteiro, o rival de Platão na educação de Atenas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Onda 3 — Aristóteles e Teofrasto (53 obras).&lt;/strong&gt; As obras de Aristóteles que faltavam, da &lt;em&gt;Física&lt;/em&gt; ao &lt;em&gt;De anima&lt;/em&gt;, os &lt;em&gt;Analíticos&lt;/em&gt;, os &lt;em&gt;Tópicos&lt;/em&gt;, a biologia, os &lt;em&gt;Parva naturalia&lt;/em&gt;, a &lt;em&gt;Magna Moralia&lt;/em&gt;, os &lt;em&gt;Problemas&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;De mundo&lt;/em&gt;; de Teofrasto, a &lt;em&gt;História&lt;/em&gt; e as &lt;em&gt;Causas das plantas&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Sobre os sentidos&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Sobre as pedras&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;Metafísica&lt;/em&gt;. Com o &lt;em&gt;Hierão&lt;/em&gt;, de Xenofonte.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Onda 4 — Os helenísticos e Xenofonte inteiro (22 obras).&lt;/strong&gt; De Epicuro, as três cartas, as &lt;em&gt;Máximas principais&lt;/em&gt; e as &lt;em&gt;Sentenças vaticanas&lt;/em&gt;; Crisipo e Cleantes, com o &lt;em&gt;Hino a Zeus&lt;/em&gt;; as lições de Musônio Rufo; e a carta em que Arriano explica por que publicou as aulas de Epicteto. De Xenofonte, o resto: as &lt;em&gt;Helênicas&lt;/em&gt;, a &lt;em&gt;Anábase&lt;/em&gt;, a &lt;em&gt;Ciropédia&lt;/em&gt; e os tratados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Entre a 4 e a 5 (7 obras).&lt;/strong&gt; O Crisipo da lógica e da física (SVF II), com o papiro de Herculano linha a linha, e Arriano inteiro, com a &lt;em&gt;Anábase de Alexandre&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Onda 5 — A antiguidade tardia (76 obras).&lt;/strong&gt; As &lt;em&gt;Enéadas&lt;/em&gt; de Plotino, Porfírio (da &lt;em&gt;Isagoge&lt;/em&gt; à &lt;em&gt;Vida de Pitágoras&lt;/em&gt;), Jâmblico, o comentário de Proclo à &lt;em&gt;República&lt;/em&gt; e os comentadores de Aristóteles, de Alexandre de Afrodísias aos bizantinos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Onda 6 — O que ainda faltava dos pré-socráticos e dos sofistas (19 obras).&lt;/strong&gt; Em Diels: Crítias (com o &lt;em&gt;Sísifo&lt;/em&gt;, que faz dos deuses uma invenção de legislador), Hípias, Pródico, o &lt;em&gt;Dissoi logoi&lt;/em&gt;, Diógenes de Apolônia, Epimênides, Epicarmo, Hecateu de Abdera, os órficos e Museu. Alcidamas (&lt;em&gt;Odisseu&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Sobre os sofistas&lt;/em&gt;) e Antístenes (&lt;em&gt;Ájax&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Odisseu&lt;/em&gt;). As cartas de Tales, Lísis, Sócrates e dos socráticos. E o &lt;em&gt;De mundo&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No caminho, a numeração das edições ficou melhor que a da fonte digital: o OCR tinha lido 330 como 380, 268a como 238a, e coisas assim; a sequência de cada obra denunciou o erro, e o endereço certo é o que está aqui. As sugestões de conserto dos erros identificados vão de volta a quem digitalizou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na biblioteca: Filosofia › Grego, com as estantes novas Sofística, Retórica, Doxografia, Platonismo Médio, Epicurismo, Peripatetismo e Comentadores Bizantinos.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;Ὁ Διαφορεύς παρῆν&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;</content></entry><entry><id>tag:pedraangular.app.br,2026-10-14:portico/diario/parmenides-em-sexto-e-simplicio</id><title>Parmênides onde ele sobreviveu</title><updated>2026-10-14T00:00:00Z</updated><link href="https://pedraangular.app.br/portico/diario.html#2026-10-14-parmenides-onde-ele-sobreviveu"/><content type="html">&lt;p&gt;Do poema de Parmênides não restou nenhuma cópia. O que existe são versos citados dentro de livros de outros, e dois deles guardam quase tudo: o &lt;em&gt;Contra os Matemáticos&lt;/em&gt; de Sexto Empírico, que copiou o proêmio inteiro, e os comentários de Simplício a Aristóteles, que copiaram o grosso da via da verdade, «pela escassez do escrito de Parmênides», como ele mesmo diz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje esses três livros entraram no acervo, em grego, inteiros: o &lt;em&gt;Adversus Mathematicos&lt;/em&gt; na edição de Mutschmann e Mau, e os comentários de Simplício à &lt;em&gt;Física&lt;/em&gt; (Diels) e ao &lt;em&gt;Tratado do Céu&lt;/em&gt; (Heiberg), do Open Greek and Latin. Os comentários se citam por página e linha da edição de Berlim — &lt;em&gt;In Phys.&lt;/em&gt; 116,25 —, e é assim que o texto vem marcado aqui. Deu trabalho: o OCR mistura, na mesma etiqueta, os números de linha do comentário e os de Bekker, da outra margem, e foi a posição na linha que separou um do outro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Junto com eles, as 49 passagens em que Sexto e Simplício citam Parmênides, cada uma no seu contexto em prosa, com o aparato crítico da edição e o endereço do lugar exato na obra. É o poema como ele chegou até nós, de mão em mão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na biblioteca: Filosofia › Grego › Pré-Socráticos › Parmênides, e as obras em Ceticismo › Sexto Empírico e Neoplatonismo › Simplício.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;Ὁ Διαφορεύς παρῆν&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;</content></entry><entry><id>tag:pedraangular.app.br,2026-10-13:portico/diario/manual-do-cidadao</id><title>Chegaram os três tomos do Manual do Cidadão</title><updated>2026-10-13T00:00:00Z</updated><link href="https://pedraangular.app.br/portico/diario.html#2026-10-13-chegaram-os-tres-tomos-do-manual-do-cidadao"/><content type="html">&lt;p&gt;Entrou no acervo o &lt;strong&gt;Manual do Cidadão em um Governo Representativo&lt;/strong&gt;, de Silvestre Pinheiro Ferreira, na primeira edição, de Paris, 1834. São três tomos: o &lt;em&gt;Direito constitucional&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;Direito administrativo e das gentes&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;Projecto de codigo geral&lt;/em&gt;. Os dois primeiros são um catecismo político em 1.048 perguntas e respostas; o terceiro é uma constituição inteira, artigo por artigo, com as notas do autor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para mim é um grande prazer pegar um livro como esse, de uma pessoa ilustre, e deixá-lo assim, em texto puro (UTF-8), aberto à leitura das pessoas e das LLMs. O Claude, que me ajudou, foi o primeiro a ler estes livros: antes, o PDF digitalizado era quase inacessível para uma LLM e para uma parte considerável dos seres humanos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em breve trago, também de Silvestre, a tradução das &lt;em&gt;Categorias&lt;/em&gt; de Aristóteles. Foi ela que me fez conhecer a obra dele, e foi uma coisa dita na introdução que me fez gostar ainda mais dele e querer trazer os seus escritos assim, em texto limpo:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;Quisera eu que o texto grego aparecesse em frente desta tradução: tanto para excitar a Mocidade ao estudo da Lingua Grega, que no meu conceito constitue o mais glorioso monumento da perfeição do Espírito humano; mas tambem porque devendo esta tradução abundar em defeitos inevitaveis pelo pouco tempo em que sou obrigado a faze-la e publica-la; conviria muito, que a facilidade de a cotejarem com o texto oferecesse aos intelligentes o meio de corrigirem as faltas, que nella não póde deixar de haver em grande numero, e muitas vezes de grande nota. Por maior porém que fosse este meu desejo, não me foi possivel satisfaze-lo; já porque neste nascente Estado faltão os meios para se fazer huma correcta edição de hum texto grego […]&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;O «nascente Estado» é a nação brasileira, o meu país. E hoje já não são tantas as dificuldades para fazer boas edições de livros e fazê-las chegar a mais pessoas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O texto vem do exemplar da Biblioteca do Senado Federal, que o digitalizou. O reconhecimento de texto leu quase tudo, mas fez uma coisa que não se vê à primeira vista: escreveu boa parte do livro na ortografia de hoje. Onde o impresso diz &lt;em&gt;attribuições&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;monarcha&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;seos&lt;/em&gt;, ele pôs &lt;em&gt;atribuições&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;monarca&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;seus&lt;/em&gt;; onde o livro escreve &lt;em&gt;serà&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;sò&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;pòde&lt;/em&gt;, com o acento grave, ele pôs o agudo. Conferimos contra a página, palavra por palavra, e devolvemos a grafia de 1834 a 6.851 delas. No fim, sorteamos 128 palavras do texto pronto e fomos olhar cada uma no livro: as 128 estavam como no impresso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Algumas coisas ficaram para depois, e o próprio arquivo diz quais: os índices alfabéticos e os mapas em tabela do terceiro tomo, que a máquina embaralhou, e os itálicos, que ela não trouxe. Nas palavras em que o próprio livro ora põe acento, ora não (&lt;em&gt;ja&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;jà&lt;/em&gt;), ainda pode haver engano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma regra nova nasceu deste livro. A marca de página dentro do texto diz a página do fac-símile, contada da capa: a capa é a 1. Não é o número impresso no alto da folha, que recomeça, pula e muda de romano para arábico. Quem abrir o PDF na página 72 acha ali o que o texto marca como 72.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O sumário será refeito, portanto, com base nessa nova numeração.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na biblioteca: Filosofia › Português › Liberalismo › Silvestre Pinheiro Ferreira.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;Ὁ Διαφορεύς παρῆν&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;</content></entry><entry><id>tag:pedraangular.app.br,2026-10-13:portico/diario/categorias-de-1814</id><title>E as Categorias, de 1814</title><updated>2026-10-13T00:00:00Z</updated><link href="https://pedraangular.app.br/portico/diario.html#2026-10-13-e-as-categorias-de-1814"/><content type="html">&lt;p&gt;No mesmo dia em que o &lt;em&gt;Manual do Cidadão&lt;/em&gt; entrou no acervo, entrou também a tradução das &lt;strong&gt;Categorias&lt;/strong&gt; de Aristóteles feita por Silvestre Pinheiro Ferreira, impressa no Rio de Janeiro, na Impressão Régia, em 1814.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não é uma tradução qualquer. Segundo Maria das Graças de Moraes Augusto, no artigo &lt;a href=&quot;https://revistas.ufrj.br/index.php/phoinix/article/view/33128&quot;&gt;Os Gregos e a emancipação política do Brasil&lt;/a&gt; (&lt;em&gt;Phoînix&lt;/em&gt;, v. 14, n. 1), que o Claude me trouxe no meio do trabalho, ela é a «primeira versão direta do grego para a língua portuguesa, impressa no Brasil». O artigo a põe entre os frutos da chegada da família real, em 1808: Silvestre a fez para usar nas suas Preleções Filosóficas, no Real Colégio de São Joaquim, a partir de abril de 1813.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No livro de 1814 o texto vem em duas partes: os aforismos na primeira, as explicações na segunda, e o leitor vai e volta entre elas. Aqui cada explicação é uma nota que abre com um toque no número, sem sair do aforismo. A ortografia é a do impresso, conferida contra o exemplar da Biblioteca Nacional, e as erratas que o próprio livro traz no fim já estão aplicadas ao texto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na biblioteca: Filosofia › Português › Aristotelismo › Aristóteles › Categorias.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;Ὁ Διαφορεύς παρῆν&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;</content></entry><entry><id>tag:pedraangular.app.br,2026-10-10:portico/diario/o-aramaico-chega</id><title>O aramaico chega ao acervo</title><updated>2026-10-10T00:00:00Z</updated><link href="https://pedraangular.app.br/portico/diario.html#2026-10-10-o-aramaico-chega-ao-acervo"/><content type="html">&lt;p&gt;O Pedra Angular ganhou uma língua nova: o &lt;strong&gt;aramaico&lt;/strong&gt;. Entrou o &lt;em&gt;Targum Onkelos&lt;/em&gt;, a tradução aramaica da Torá que as sinagogas liam ao lado do hebraico — os cinco livros, de Gênesis a Deuteronômio, na vocalização da tradição iemenita (o &lt;em&gt;Taj&lt;/em&gt;). O texto vem da Wikisource hebraica, pela cópia do Sefaria, e foi conferido versículo por versículo contra a fonte: 5.846 versículos, todos iguais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O aramaico já morava no acervo sem que ninguém o apontasse. Metade do livro de Daniel (do capítulo 2 ao 7), trechos de Esdras e um versículo de Jeremias estão em aramaico dentro da Bíblia Hebraica, escritos com as mesmas letras. Agora cada um desses versículos diz a língua em que está, e a ficha do livro avisa onde ela muda. Para quem lê com leitor de tela ou pede a leitura em voz alta, isso é a diferença entre o programa saber e não saber o que tem na frente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na biblioteca: Bíblias › Aramaico. Os endereços de sempre continuam valendo — quem guardou um link para Daniel 3 chega no mesmo lugar.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;Ὁ Διαφορεύς παρῆν&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;</content></entry><entry><id>tag:pedraangular.app.br,2026-09-30:portico/diario/vygotsky-pelo-jahr</id><title>Vygotsky abre a seção de Psicologia</title><updated>2026-09-30T00:00:00Z</updated><link href="https://pedraangular.app.br/portico/diario.html#2026-09-30-vygotsky-abre-a-secao-de-psicologia"/><content type="html">&lt;p&gt;O acervo ganhou uma seção nova, &lt;strong&gt;Psicologia&lt;/strong&gt;, e ela abre com &lt;em&gt;Pensamento e Linguagem&lt;/em&gt;, de Lev Vygotsky. A abertura é uma homenagem à professora Gabriela Brabo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A edição também tem a sua homenagem: é a da Ridendo Castigat Mores, o selo com que Nélson Jahr Garcia (1947-2002) assinava as obras que digitava e dava de graça, publicadas pela eBooksBrasil. Ele deixou escrito por quê: “Estudei sempre por conta do Estado, ou melhor, da Sociedade que paga impostos; tenho a obrigação de retribuir ao menos uma gota do que ela me proporcionou.” O Pedra Angular nasce da mesma ideia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O livro entrou inteiro: a apresentação do próprio Jahr, os sete capítulos, as sete notas e a bibliografia — 59 479 palavras na página original, todas no arquivo novo. Duas coisas mudaram de forma, nenhuma de conteúdo. A tabela do capítulo 6 virou linhas simples. E no diálogo de Griboedov do capítulo 7, onde a página original separava a fala do subtexto só pela cor azul, o subtexto agora vem com o risco vertical da citação: quem não distingue cores também lê a diferença.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A edição não diz quem traduziu; o acervo registra isso assim mesmo, sem adivinhar. Para ler: &lt;a href=&quot;https://pedraangular.app.br/rolo/vygotsky-pensamento-e-linguagem-pt-anonimo-2001.html&quot;&gt;o rolo da obra&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;Ὁ Διαφορεύς παρῆν&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;</content></entry><entry><id>tag:pedraangular.app.br,2026-09-30:portico/diario/a-casa-em-ordem</id><title>A casa em ordem, e cada texto com o seu endereço de citação</title><updated>2026-09-30T00:00:00Z</updated><link href="https://pedraangular.app.br/portico/diario.html#2026-09-30-a-casa-em-ordem-e-cada-texto-com-o-seu-endereco-de-citacao"/><content type="html">&lt;p&gt;A arrumação que começou em 2026-09-29 terminou em 2026-09-30. As 1.109 obras do acervo estão todas no mesmo padrão: os dados de cada uma escritos do mesmo jeito, a licença declarada em cada arquivo, e nenhum endereço publicado perdido no caminho — quem guardou um link para uma passagem continua chegando nela.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cada obra ganhou também um jeito de ser citada. No topo da página de cada texto (e nos &lt;strong&gt;Detalhes&lt;/strong&gt;, dentro do app) está a citação pronta para copiar, e o formato que o Zotero e o LaTeX entendem. Cada obra tem ainda uma URN, o mesmo tipo de identificador que as bibliotecas de textos clássicos usam, e que leva direto à passagem: a do &lt;em&gt;Sofista&lt;/em&gt; de Platão, seção 216a, é &lt;code&gt;urn:cts:greekLit:tlg0059.tlg007.perseus-grc2:216a&lt;/code&gt;. O acervo inteiro passou a ter versão numerada — esta é a 1.0 — e um DOI, &lt;a href=&quot;https://doi.org/10.5281/zenodo.23068915&quot;&gt;10.5281/zenodo.23068915&lt;/a&gt;, por onde também se baixa o acervo completo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que o Pedra Angular faz com os textos, e o que ele não mexe, está explicado numa &lt;a href=&quot;https://pedraangular.app.br/portico/nota-editorial.html&quot;&gt;nota editorial&lt;/a&gt; nova.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No app, &lt;strong&gt;Meus arquivos&lt;/strong&gt; ganhou o &lt;strong&gt;Excluir todos os meus textos&lt;/strong&gt;: antes de apagar, ele oferece uma cópia, e só apaga depois de uma segunda confirmação que diz quantos textos vão sair. As preferências de leitura ficam.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Daqui em diante, o que aparecer neste diário são os textos que entram.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;Ὁ Διαφορεύς παρῆν&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;</content></entry><entry><id>tag:pedraangular.app.br,2026-09-29:portico/diario/as-bases-dos-textos</id><title>Arrumando as bases dos textos</title><updated>2026-09-29T00:00:00Z</updated><link href="https://pedraangular.app.br/portico/diario.html#2026-09-29-arrumando-as-bases-dos-textos"/><content type="html">&lt;p&gt;Antes de entrar qualquer obra nova, a casa precisa estar em ordem. O acervo chegou a 1.109 obras vindas de caminhos diferentes, e cada caminho deixou o seu jeito de escrever os dados de uma obra. Hoje a norma virou código: um portão confere cada arquivo que entra, e nenhum endereço publicado pode sumir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A limpeza das obras que já estão no ar vem aos poucos, sem tirar nada do lugar. Na fila, esperando o padrão novo: fragmentos pré-socráticos tirados de Sexto Empírico e Simplício, Isócrates, os Padres Apostólicos, e o &lt;em&gt;Manual do Cidadão&lt;/em&gt; de Silvestre Pinheiro Ferreira.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;Ὁ Διαφορεύς παρῆν&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;</content></entry></feed>
