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id: "xenofanes-fragmentos-pt-palavro-2025"
type: "translation"
title: "Fragmentos de Xenófanes de Colofão"
original_title: "Ξενοφάνης: Ἀποσπάσματα"
author: "Xenófanes"
translator:
- "Bruno Palavro"
editor: "Bruno Palavro"
year_original: "c. 570–460 a.C."
publication_year: 2025
language: "por"
tags:
- "pre-socratics"
- "eleatics"
- "ancient-philosophy"
- "epic-poetry"
- "century-6-bce"
status: "draft"
project: "pedra_angular"
related:
- "xenofanes-fragmentos-grc-palavro-2025"
- "xenofanes-fragmentos-grc-pt-palavro-2025"
scope: "33 fragmentos, na ordem e numeração da edição de Palavro, com a correspondência Diels-Kranz entre colchetes"
urn_work: "urn:cts:pedraAngular:pa0026.pa001"
urn: "urn:cts:pedraAngular:pa0026.pa001.pa-por1"
source: "PALAVRO, Bruno. Épica Sapiencial: compêndio para uma edição geral da poesia de Xenófanes, Parmênides e Empédocles. Tese (Doutorado em Letras) — Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2025."
license: "CC-BY-NC-4.0"
physical_source: "Tese_Palavro.pdf (PDF nascido digital, 282 p.), recebido do autor"
processing: "Extraído do PDF da tese (pp. 55–60 do PDF) verso a verso, pela diagramação de páginas espelhadas (grego à esquerda, português à direita), com Saneamento/palavro_extrair_tese.py e palavro_montar.py (2026-10-17); conferido com a versão .md de 2026-09-23. A numeração de versos da margem vira marcador [5]; a contagem contínua entre parênteses fica como na tese; os espaços que na tese marcam lacuna foram reduzidos a um. Licença CC-BY-NC-4.0 escolhida pelo autor, por escrito, em e-mail a Διαφορεύς de 2026-10-17. Preparado por Διαφορεύς, Claude Opus 5.5."
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# Fragmentos de Xenófanes de Colofão

## fr. 1 [10DK]

> desde o princípio, de Homero é que todos têm aprendido

## fr. 2 [11DK]

> Tanta cousa deram aos deuses Homero e Hesíodo,
> tudo quanto para os humanos é ofensa e defeito —
> sim, roubar e trair, bem como enganar uns aos outros!

## fr. 3 [21DK]

> mesquinho

## fr. 4 [42DK]

> se animaria um jovem por uma jovem velando-o

## fr. 5 [12DK]

> já declamaram demais ilegítimas obras de deuses —
> sim, roubar e trair, bem como enganar uns aos outros!

## fr. 6 [14DK]

> mas aos mortais parece que os divinos nascem,
> e que tem roupas tais como as suas, e voz e um corpo

## fr. 7 [16DK]

> para os etíopes, os deuses são negros e têm nariz chato;
> para os trácios, são ruivos e glaucos, tal como dizem

## fr. 8 [15DK]

> Mas se tivessem mãos os leões, os bois ou cavalos,
> e desenhassem co’as mãos, cumprindo as obras como homens,
> eis que os bois como bois e os cavalos iguais a cavalos
> desenhariam imagens de deuses, e os corpos fariam
> com o mesmo formato do próprio corpo de cada... [5]

## fr. 9 [21aDK]

> de Éryx

## fr. 10 [17DK]

> erguem-se bacos de pinho em torno do denso palácio

## fr. 11 [41DK]

> cava

## fr. 12 [22DK]

> perto do fogo se deve dizer, na estação do inverno,
> já repousando num leito macio, estando bem pleno,
> doce vinho bebendo, e ao petiscar grão-de-bico:
> “Quem és tu entre os homens? Quantos anos, meu bravo?
> Quantos quando o medo chegou?” [5]

## fr. 13 [18DK]

> Não do princípio os deuses tudo aos mortais apontaram,
> mas com tempo e questionamento melhor se descobre.

## fr. 14 [23DK]

> Único deus, o maior entre deuses e entre os humanos,
> nem no corpo igual aos mortais tampouco na mente

## fr. 15 [24DK]

> todo ele vê, e todo ele pensa, e todo ele ouve

## fr. 16 [26DK]

> sempre em mesmo lugar ele jaz, movendo-se nunca,
> nem lhe convém se locomover de um local para o outro

## fr. 17 [25DK]

> mas sem labor com o cerne da mente ele tudo sacode!

## fr. 18 [ - DK]

> nem a mulher pode assim carecer de bom senso na mente
> para escolher o pior se o mais melhor é presente

## fr. 19 [ - DK]

> Tudo é pleno do deus: por tudo estão seus ouvidos,
> sim, pelas pedras, ao longo da terra e também pelo próprio
> homem, seja o que for o que esconda no peito sua mente.

## fr. 20 [28DK]

> este o confim da terra: no pé, por cima bem visto,
> vem de encontro ao ar, e o abaixo alcança o infinito

## fr. 21 [27DK]

> tudo afinal vem da terra, e tudo na terra termina

## fr. 22 [33DK]

> fato é que todos nós da água e da terra nascemos

## fr. 23 [37DK]

> sim, e nalgumas grutas também derrama-se a água

## fr. 24 [30DK]

> e eis que o pélago é fonte da água, é fonte do vento;
> pois nas nuvens não nasceria a força do vento
> que se assopra de dentro a não ser pelo mar grandioso,
> nem o fluxo de rios nem a água chuvosa do éter,
> mas é o grande mar genitor das nuvens e ventos, [5]
> como dos rios

## fr. 25 [32DK]

> quanto ao que chamam de Íris, é nuvem também sua natura,
> sendo purpúrea e verde-amarela e vermelha de ver-se

## fr. 26 [31DK]

> sol nas alturas hipercorrendo e a terra aquecendo

## fr. 27 [29DK]

> terra e água é tudo que nasce, que brota e que cresce

## fr. 28 [35DK]

> que ao parecer, essas cousas se aceitem semelhas aos fatos

## fr. 29 [36DK]

> tudo quanto se ilustra para os mortais contemplarem

## fr. 30 [38DK]

> mel amarelo se o deus não brotasse, eis que diriam
> muito mais doces os figos

## fr. 31 [39DK]

> cerejeira

## fr. 32 [40DK]

> rana

## fr. 33 [34DK]

> E o evidente nenhum homem viu, e ninguém será nunca
> sábio sobre os deuses e sobre o que conto de tudo;
> pois se por sorte, no máximo, diz algo determinado,
> sabe igualmente de nada — de tudo se faz parecer.
