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id: "empedocles-fragmentos-grc-pt-palavro-2025"
type: "interlinear"
title: "Fragmentos de Empédocles de Acragas (Grego–Português)"
original_title: "Ἐμπεδοκλῆς: Ἀποσπάσματα"
author: "Empédocles"
translator:
- "Bruno Palavro"
editor: "Bruno Palavro"
base_edition: "Palavro, Épica Sapiencial (tese, UFRGS), Porto Alegre, 2025"
year_original: "c. 484–423 a.C."
publication_year: 2025
language:
- "grc"
- "por"
language_also: "lat fr. 113 [94DK]; ara fr. 103 [ - DK]; hye fr. 48 [A49aDK], fr. 62 [43DK], fr. 68 [A66aDK]"
tags:
- "pre-socratics"
- "ancient-philosophy"
- "epic-poetry"
- "century-5-bce"
status: "draft"
project: "pedra_angular"
related:
- "empedocles-fragmentos-grc-palavro-2025"
- "empedocles-fragmentos-pt-palavro-2025"
scope: "168 fragmentos, na ordem e numeração da edição de Palavro, com a correspondência Diels-Kranz entre colchetes"
urn_work: "urn:cts:pedraAngular:pa0028.pa001"
urn: "urn:cts:pedraAngular:pa0028.pa001.pa-por2"
source: "PALAVRO, Bruno. Épica Sapiencial: compêndio para uma edição geral da poesia de Xenófanes, Parmênides e Empédocles. Tese (Doutorado em Letras) — Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2025."
license: "CC-BY-NC-4.0"
physical_source: "Tese_Palavro.pdf (PDF nascido digital, 282 p.), recebido do autor"
processing: "Extraído do PDF da tese (pp. 162–207 do PDF) verso a verso, pela diagramação de páginas espelhadas (grego à esquerda, português à direita), com Saneamento/palavro_extrair_tese.py e palavro_montar.py (2026-10-17); conferido com a versão .md de 2026-09-23. A numeração de versos da margem vira marcador [5]; a contagem contínua entre parênteses fica como na tese; os espaços que na tese marcam lacuna foram reduzidos a um. Transmitido noutra língua e assim dado na tese: fr. 48 [A49aDK] em armênio; fr. 62 [43DK] em grego e armênio; fr. 68 [A66aDK] em armênio; fr. 103 [ - DK] em árabe; fr. 113 [94DK] em latim. Licença CC-BY-NC-4.0 escolhida pelo autor, por escrito, em e-mail a Διαφορεύς de 2026-10-17. Preparado por Διαφορεύς, Claude Opus 5.5."
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# Fragmentos de Empédocles de Acragas (Grego–Português)

## fr. 1 [112DK]

**Grego**

> ὦ φίλοι, οἳ μέγα ἄστυ κάτα ξανθοῦ Ἀκράγαντος
> ναίετ’ ἄν’ ἄκρα πόλεος, ἀγαθών μελεδήμονες ἔργων,
> <ξείνων αἰδοῖοι λιμένες κακότητος ἄπειροι,>
> χαίρετ’· ἐγώ δ’ ὑμῖν θεὸς ἄμβροτος, οὐκέτι θνητός
> πωλεῦμαι μετὰ πᾶσι τετιμένος, ὥσπερ ἔοικα, [5]
> ταινίαις τε περίστεπτος στέφεσίν τε θαλείοις·
> πᾶσι δ’ ἅμ’ εὖτ’ ἂν ἵκωμαι ἐς ἄστεα τηλεθάοντα,
> ἀνδράσιν ἠδὲ γυναιξὶ σεβίζομαι· οἱ δ’ ἅμ’ ἕπονται
> μυρίοι ἐξερέοντες ὅπῃ πρὸς κέρδος ἀταρπός,
> οἱ μὲν μαντοσυνέων κεχρημένοι, οἱ δ’ ἐπὶ νούσων [10]
> παντοίων ἐπύθοντο κλύειν εὐηκέα βάξιν,
> δηρὸν δὴ χαλεπῇσι πεπαρμένοι <ἀμφ’ ὀδύνῃσιν>.
^grc

**Português**

> Ó meus amigos da grande cidade do louro Akragas,
> do alto da acrópole, vós que cuidais de benéficas obras,
> porto gentil a estrangeiros, sem o entrave de males,
> salve! Pois eu não mais um mortal, mas um deus ambrosino
> vou entre vós, honrado por todos — assim me assemelho, [5]
> ora com fitas envolto e viçosas coroas festivas!
> Todos então quando chego a tão vicejantes cidades,
> homens ou mulheres, veneram-me enquanto me seguem
> aos milhares: perguntam por onde é a vereda do lucro,
> uns carentes de oráculos, e outros contra doenças [10]
> tantas procuram ouvir afiada palavra de cura,
> desde muito já atravessados por dores penosas...
^por

## fr. 2 [113DK]

**Grego**

> ἀλλὰ τί τοῖσδ’ ἐπίκειμ’ ὡσεὶ μέγα χρῆμά τι πράσσων,
> εἰ θνητῶν περίειμι πολυφθερέων ἀνθρώπων;
^grc

**Português**

> Mas por que nisso detenho-me como se fosse algo grande,
> se eu supero os muiperecíveis humanos mortais?
^por

## fr. 3 [114DK]

**Grego**

> ὦ φίλοι, οἶδα μὲν οὕνεκ’ ἀληθείη πάρα μύθοις,
> οὓς ἐγὼ ἐξερέω· μάλα δ’ ἀργαλέη γε τέτυκται
> ἀνδράσι καὶ δύσζηλος ἐπὶ φρένα πίστιος ὁρμή.
^grc

**Português**

> Ó meus amigos, sei que a verdade está nas palavras
> que eu vos direi — mas muito penoso se faz para os homens
> e rivaliza o romper persuasivo com suas entranhas.
^por

## fr. 4 [2DK]

**Grego**

> στεινωποὶ μὲν γὰρ παλάμαι κατὰ γυῖα κέχυνται,
> πολλὰ δὲ δείλ’ ἔμπαια, τά τ’ ἀμβλύνουσι μέριμνας.
> παῦρον δ’ ἐν ζωῇσι βίου μέρος ἀθρήσαντες
> ὠκύμοροι καπνοῖο δίκην ἀρθέντες ἀπέπταν,
> αὐτὸ μόνον πεισθέντες ὅτῳ προσέκυρσεν ἕκαστος, [5]
> πάντοσ’ ἐλαυνόμενοι, τὸ δ’ ὅλον <πᾶς> εὔχεται εὑρεῖν·
> οὕτως οὔτ’ ἐπιδερκτὰ τάδ’ ἀνδράσιν οὔτ’ ἐπακουστά
> οὔτε νόῳ περιληπτά. σὺ <δ’> οὖν, ἐπεὶ ὧδ’ ἐλιάσθης,
> πεύσεαι· οὐ πλεῖόν γε βροτείη μῆτις ὄρωρεν.
^grc

**Português**

> É que estreitos maneios vertem-se ao longo dos membros,
> e repentinas misérias, que embotam as ponderações;
> breve parte da vida em sua existência observam:
> prestifadados qual justa fumaça a elevar-se esvoaçam,
> persuadidos tão só, cada um, pelo que hão encontrado, [5]
> todos, levados por tudo, e acham ter descoberto o inteiro.
> Eis que nem são vistas por homens e ouvidas tais cousas
> nem agarradas co’a mente; e tu, que pra cá te arredaste,
> aprenderás — e a sapiência mortal romperá como nunca!
^por

## fr. 5 [3DK]

**Grego**

> ἀλλὰ θεοὶ τῶν μὲν μανίην ἀποτρέψατε γλώσσης,
> ἐκ δ’ ὁσίων στομάτων καθαρὴν ὀχετεύσατε πηγήν·
> καὶ σέ, πολυμνήστη λευκώλενε παρθένε μοῦσα,
> ἄντομαι, ὧν θέμις ἐστὶν ἐφημερίοισιν ἀκούειν,
> πέμπε παρ’ Εὐσεβίης ἐλάουσ’ εὐήνιον ἅρμα. [5]
^grc

**Português**

> Mas, ó deuses, tal loucura afastai desta língua,
> sim, e de santas bocas vertei a fonte mais pura;
> plurimemória, musa virgem de cândidos braços,
> peço-te enfim conduzir o que é norma que efêmeros ouçam:
> toques da Reverência a bem-redeada carroça! [5]
^por

## fr. 6 [1DK]

**Grego**

> Παυσανίη, σὺ δὲ κλῦθι, δαΐφρονος Ἀγχίτεω υἱέ
^grc

**Português**

> Ouve, Pausânias, ó filho do espertíssimo Ankhites
^por

## fr. 7 [3DK]

**Grego**

> μηδέ σέ γ’ εὐδόξοιο βιήσεται ἄνθεα τιμῆς
> πρὸς θνητῶν ἀνελέσθαι, ἐφ’ ᾧ θ’ ὁσίης πλέον εἰπεῖν
> θάρσεϊ, καὶ τότε δὴ σοφίης ἐπ’ ἄκροισι θοάζειν.
> ἀλλ’ ἄγ’ ἄθρει πάσῃ παλάμῃ πῇ δῆλον ἕκαστον,
> μήτε τιν’ ὄψιν ἔχων πιστὴν πλέον ἢ κατ’ ἀκουήν [5]
> ἢ ἀκοὴν ἐρίδουπον ὑπὲρ τρανώματα γλώσσης,
> μήτε τι τῶν ἄλλων, ὁπόσῃ πόρος ἐστὶ νοῆσαι,
> γυίων πίστιν ἔρυκε, νόει δ’ ᾗ δῆλον ἕκαστον.
^grc

**Português**

> nem te seja forçoso que as flores da fama e da honra
> ergas dentre mortais ao dizer algo mais do que é santo
> com audácia e sentar às alturas da sabedoria.
> Mas observa com todo maneio cada evidência,
> nem confiando na vista como mais plena que o ouvido, [5]
> ou no ouvir ressonante mais que nos pontos da língua;
> nem de algum outro membro que para pensar seja via
> desconfies, mas pensa por meio de cada evidência.
^por

## fr. 8 [111DK]

**Grego**

> φάρμακα δ’ ὅσσα γεγᾶσι κακῶν καὶ γήραος ἄλκαρ
> πεύσῃ, ἐπεὶ μούνῳ σοι ἐγὼ κρανέω τάδε πάντα.
> παύσεις δ’ ἀκαμάτων ἀνέμων μένος οἵ τ’ ἐπὶ γαῖαν
> ὀρνύμενοι πνοιαῖσι καταφθινύθουσιν ἀρούρας·
> καὶ πάλιν, ἢν κ’ ἐθέλῃσθα, παλίντιτα πνεύματ’ ἐπάξεις· [5]
> θήσεις δ’ ἐξ ὄμβροιο κελαινοῦ καίριον αὐχμόν
> ἀνθρώποις, θήσεις δὲ καὶ ἐξ αὐχμοῖο θερείου
> ῥεύματα δενδρεόθρεπτα, τά τ’ αἰθέρι ναιετάουσι,
> ἄξεις δ’ ἐξ Ἀίδαο καταφθιμένου μένος ἀνδρός.
^grc

**Português**

> Quantos remédios há, salvação da velhice e dos males,
> aprenderás, pois só para ti cumprirei isso tudo —
> e pausarás a incansável violência dos ventos que em terra
> sopra com toda a força e irrompe por campos defuntos,
> e para trás, se quiseres, trarás um benéfico sopro; [5]
> e hás de fazer da chuva obscura uma seca oportuna
> para os humanos, e hás de fazer no verão de uma seca
> fluxos arborescentes, que são habitantes do éter;
> desde o Hades trarás a força de um homem defunto!
^por

## fr. 9 [5DK]

**Grego**

> στεγάσαι φρενὸς ἔλλοπος εἴσω
^grc

**Português**

> restringir para dentro de mudas entranhas
^por

## fr. 10 [4DK]

**Grego**

> ἀλλὰ κακοῖς μὲν κάρτα πέλει κρατέουσιν ἀπιστεῖν.
> ὡς δὲ παρ’ ἡμετέρης κέλεται πιστώματα μούσης
> γνῶθι διατμηθέντος ἐνὶ σπλάγχνοισι λόγοιο
^grc

**Português**

> mas para o mau é forçoso não ter confiança no forte!
> E a persuasão confiável tal qual nossa musa proclama
> bem conheças ao ter dividido em teu cerne o que conto
^por

## fr. 11 [131DK]

**Grego**

> εἰ γὰρ ἐφημερίων ἕνεκέν τινος, ἄμβροτε μοῦσα,
> ἡμετέρας μελέτας <ἅδε τοι> διὰ φροντίδος ἐλθεῖν,
> εὐχομένῳ νῦν αὖτε παρίστασο, Καλλιόπεια,
> ἀμφὶ θεῶν μακάρων ἀγαθὸν λόγον ἐμφαίνοντι.
^grc

**Português**

> pois se em vista de um dos efêmeros, musa ambrosina,
> nossos cuidados alegre levaste por teu pensamento,
> ora ao que reza, de novo, apresenta-te, Kalliopeia,
> que os venturosos deuses irá elucidar em boa conta!
^por

## fr. 12 [6DK]

**Grego**

> τέσσαρα γὰρ πάντων ῥιζώματα πρῶτον ἄκουε·
> Ζεὺς ἀργὴς Ἥρη τε φερέσβιος ἠδ’ Ἀϊδωνεύς,
> Νῆστις θ’ ἣ δακρύοις τέγγει κρούνωμα βρότειον
^grc

**Português**

> Quatro são as raízes de tudo — e primeiro as escuta:
> Zeus clareante, a vivífera Hera, e ainda o Edoneu,
> bem como Néstis, que a fonte mortal em lágrimas rega
^por

## fr. 13 [7DK]

**Grego**

> ἀγέννητα
^grc

**Português**

> inatos
^por

## fr. 14 [12DK]

**Grego**

> ἐκ γὰρ τοῦ μὴ ἐόντος ἀμήχανόν ἐστι γενέσθαι,
> καί τ’ ἐὸν ἐξαπολέσθαι ἀνήνυστον καὶ ἄπυστον·
> αἰεὶ γὰρ τῇ γ’ ἔσται, ὅπῃ κέ τις αἰὲν ἐρείδῃ
^grc

**Português**

> pois é decerto impossível nascer a partir do não ente,
> e o perecer, inviável ao ente, e assim não se ouve —
> sempre ali mesmo será, onde quer que alguém o assente
^por

## fr. 15 [8DK]

**Grego**

> ἄλλο δέ τοι ἐρέω· φύσις οὐδενός ἐστιν ἁπάντων
> θνητῶν, οὐδέ τις οὐλομένου θανάτοιο τελευτή,
> ἀλλὰ μόνον μίξις τε διάλλαξίς τε μιγέντων
> ἐστί, φύσις δ’ ἐπὶ τοῖς ὀνομάζεται ἀνθρώποισιν
^grc

**Português**

> E outra cousa direi: nascimento nenhum há de todos
> esses mortais, nem perecem num termo de morte ruinosa:
> são somente a mistura e a alternação de misturas,
> e isso os humanos nomeiam como “nascer” da natura
^por

## fr. 16 [10DK]

**Grego**

> <καὶ> θάνατος ἀλοίτης
^grc

**Português**

> ou então “morte” “vingativa”
^por

## fr. 17 [9DK]

**Grego**

> οἱ δ’ ὅτε μὲν κατὰ φῶτα μιγέντ’ εἰς αἰθέρ’ ἵ<κωνται>
> ἢ κατὰ θηρῶν ἀγροτέρων γένος ἢ κατὰ θάμνων
> ἠὲ κατ’ οἰωνῶν, τότε μὲν τό<δε φασὶ> γενέσθαι,
> εὖτε δ’ ἀποκρινθῶσι, τόδ’ αὖ δυσδαίμονα πότμον·
> οὐ θέμις ᾗ καλέουσι, νόμῳ δ’ ἐπίφημι καὶ αὐτός [5]
^grc

**Português**

> Quando afinal co’a mistura de homem chegam ao éter,
> ou como a raça de feras selvagens, ou como moitas,
> ou como pássaros, dizem então que por isso “nasceram”;
> quando a união é cindida, que é a desventura da sina...
> Não é de acordo co’a norma, e só digo também por costume [5]
^por

## fr. 18 [11DK]

**Grego**

> νήπιοι· οὐ γάρ σφιν δολιχόφρονές εἰσι μέριμναι,
> οἳ δὴ γίγνεσθαι πάρος οὐκ ἐὸν ἐλπίζουσιν
> ἤ τι καταθνῄσκειν τε καὶ ἐξόλλυσθαι ἁπάντῃ
^grc

**Português**

> tolos! Longipensantes não são suas ponderações,
> dos que esperam que nasça deveras o antes não ente,
> que algo morra e possa sumir, que pereça de todo
^por

## fr. 19 [15DK]

**Grego**

> οὐκ ἂν ἀνὴρ τοιαῦτα σοφὸς φρεσὶ μαντεύσαιτο,
> ὡς ὄφρα μέν τε βιῶσι, τὸ δὴ βίοτον καλέουσι,
> τόφρα μὲν οὖν εἰσιν, καί σφιν πάρα δειλὰ καὶ ἐσθλά,
> πρὶν δὲ πάγεν τε βροτοὶ καὶ <ἐπεὶ> λύθεν, οὐδὲν ἄρ’ εἰσιν
^grc

**Português**

> o homem de sábias entranhas não preveria tais cousas,
> que eles, enquanto vivem aquilo que chamam de vida,
> só por enquanto são, com bens e misérias presentes;
> que antes da forma mortal e que após desmontarem são nada
^por

## fr. 20 [16DK]

**Grego**

> ἔ<στ>ι γὰρ ὡς πάρος ἦν <τε> καὶ ἔσσεται, οὐδέ ποτ’ οἴω
> τούτων ἀμφοτέρων κενεώσεται ἄσπετος αἰών
^grc

**Português**

> é, pois, tal como era e será, e acredito que nunca
> de ambos há de vagar a indizível, imensa existência
^por

## fr. 21 [14DK]

**Grego**

> τοῦ παντὸς δ’ οὐδὲν κενεόν· πόθεν οὖν τί κ’ ἐπέλθοι;
^grc

**Português**

> nada é vago do todo — e de onde é que algo viria?
^por

## fr. 22 [17DK]

**Grego**

> δίπλ’ ἐρέω· τοτὲ μὲν γὰρ ἓν ηὐξήθη μόνον εἶναι
> ἐκ πλεόνων, τοτὲ δ’ αὖ διέφυ πλέον’ ἐξ ἑνὸς εἶναι.
> δοιὴ δὲ θνητῶν γένεσις, δοιὴ δ’ ἀπόλειψις· (235)
> τὴν μὲν γὰρ πάντων σύνοδος τίκτει τ’ ὀλέκει τε,
> ἡ δὲ πάλιν διαφυομένων θρεφθεῖσα διέπτη. [5]
> καὶ ταῦτ’ ἀλλάσσοντα διαμπερὲς οὐδαμὰ λήγει,
> ἄλλοτε μὲν Φιλότητι συνερχόμεν’ εἰς ἓν ἅπαντα,
> ἄλλοτε δ’ αὖ δίχ’ ἕκαστα φορεύμενα Νείκεος ἔχθει. (240)
> <οὕτως ᾗ μὲν ἓν ἐκ πλεόνων μεμάθηκε φύεσθαι> (240a)
> ἠδὲ πάλιν διαφύντος ἑνὸς πλέον’ ἐκτελέθουσι, [10]
> τῇ μὲν γίγνονταί τε καὶ οὔ σφισιν ἔμπεδος αἰών·
> ᾗ δὲ διαλλάσσοντα διαμπερὲς οὐδαμὰ λήγει,
> ταύτῃ δ’ αἰὲν ἔασιν ἀκίνητοι κατὰ κύκλον.
> ἀλλ’ ἄγε μύθων κλῦθι, μάθη γάρ τοι φρένας αὔξει· (245)
> ὡς γὰρ καὶ πρὶν ἔειπα πιφαύσκων πείρατα μύθων, [15]
> δίπλ’ ἐρέω· τοτὲ μὲν γὰρ ἓν ηὐξήθη μόνον εἶναι
> ἐκ πλεόνων, τοτὲ δ’ αὖ διέφυ πλέον’ ἐξ ἑνὸς εἶναι,
> πῦρ καὶ ὕδωρ καὶ γαῖα καὶ ἠέρος ἄπλετον ὕψος·
> Νεῖκός τ’ οὐλόμενον δίχα τῶν ἀτάλαντον ἁπάντῃ, (250)
> καὶ Φιλότης ἐν τοῖσιν, ἴση μῆκός τε πλάτος τε· [20]
> τὴν σὺ νόῳ δέρκευ, μηδ’ ὄμμασιν ἧσο τεθηπώς·
> ἥτις καὶ θνητοῖσι νομίζεται ἔμφυτος ἄρθροις,
> τῇ τε φίλα φρονέουσι καὶ ἄρθμια ἔργα τελοῦσι,
> Γηθοσύνην καλέοντες ἐπώνυμον ἠδ’ Ἀφροδίτην· (255)
> τὴν οὔ τις μετὰ τοῖσιν ἑλισσομένην δεδάηκε [25]
> θνητὸς ἀνήρ· σὺ δ’ ἄκουε λόγου στόλον οὐκ ἀπατηλόν.
> ταῦτα γὰρ ἶσά τε πάντα καὶ ἥλικα γένναν ἔασι,
> τιμῆς δ’ ἄλλης ἄλλο μέδει, πάρα δ’ ἦθος ἑκάστῳ,
> ἐν δὲ μέρει κρατέουσι περιπλομένοιο χρόνοιο. (260)
> καὶ πρὸς τοῖς οὐδ’ ἄρ τι ἐπιγίγνεται οὐδ’ ἀπολήγει· [30]
> εἴ τε γὰρ ἐφθείροντο διαμπερές, οὐκ ἂν ἔτ’ ἦσαν.
> τοῦτο δ’ ἐπαυξήσειε τὸ πᾶν τί κε, καὶ πόθεν ἐλθόν;
> πῇ δέ κε κἀξαπόλοιτο, ἐπεὶ τῶνδ’ οὐδὲν ἐρῆμον;
> ἀλλ’ αὔτ’ ἔστιν ταῦτα, δι’ ἀλλήλων δὲ θέοντα (265)
> γίγνεται ἄλλοτε ἄλλα καὶ ἠνεκὲς αἰὲν ὁμοῖα. [35]
> συνερχό]μεθ’ εἰς ἕνα κόσμον,
> διέφυ πλέ]ον’ ἐξ ἑνὸς εἶναι,
> ἐξ ὧν πάνθ’ ὅσα τ’ ἦν ὅσα τ’ ἔσθ’ ὅσα τ’ ἔσσετ’ ὀπίσσω,
> δένδρεά τ’ ἐβλάστησε καὶ ἀνέρες ἠδε γυναῖκες (270)
> θῆρές τ’ οἰωνοί τε καὶ ὑδατοθρέμμονες ἰχθῦς [40]
> καί τε θεοὶ δολιχαίωνες τιμῇσι φέριστοι.
> ἐ]ν τῇ δ’ ἀίσσοντα [διαμπ]ερὲς οὐδ[αμὰ λήγει
> π]υκνῇσιν δίνῃσ[ιν ]τ
> ν]ωλεμές, οὐδέ πο[τ’ (275)
> πολλ]οὶ δ’ αἰῶνες πρότερ[οι [45]
> πρὶν] τούτων μεταβῆνα[ι
> πά]ντῃ δ’ ἀίσσον[τ]α διαμ[περὲς οὐδαμὰ λήγει·
> οὔ]τε γὰρ ἠέλιος τ ν
> ὁρ]μῆ<ι> τῇδε γέμου[σά (280)
> οὔ]τε τι τῶν ἄλλων [50]
> ἀλ]λὰ μεταλλάσσον[τ’ ἀίσσ]ει κύκλῳ [ἅπαντα.
> δὴ τό]τε μὲν γὰρ γαῖ’ [ἀβ]άτη θέει ἠελ[ίου τε
> τόσην δὴ κα[ί νυν] ἐπ’ ἀνδράσι τ[εκμήρασθαι·
> ὣς δ’ α]ὔτως τάδ[ε π]άντα δι’ αλλήλων [προθέουσιν, (285)
> κἄλλο]υς τ’ ἄλλ’ [ἔσχη]κε τόπους πλαγ[χθέντα [55]
> οὐ δή πω] μεσάτους τ[ι ἐσε]ρχόμεθ’ ἓν μ[όνον εἶναι.
> ἀλλ’ ὅτ]ε δὴ Νεῖκος [τ’ ἀνυ]περβατὰ βέν[θε’ ἵκηται
> δ[ίνη]ς, ἐν δὲ μέσ[ῃ] Φ[ιλ]ότης στροφά[λιγγι γένηται,
> ἐν [τῇ] δὴ τάδε πάντα συνέρχεται ἓν [μόνον εἶναι. (290)
> σπεῦ]δε δ’ ὅπως μὴ μοῦνον ἀν’ οὔατα [60]
> ἠδέ] μευ ἀμφὶς ἐόντα κλύων [ν]ημερτ[έα
> δεί]ξω σοι καὶ ἀν’ ὄσσ’ ἵνα μείζονι σώμ[ατι
> π]ρῶτον μὲν ξύνοδόν τε διάπτυξίν τ[ε γενέθλης,
> ὅσ[σ]α τε νῦν ἔτι λοιπὰ πέλει τούτοιο τ[όκοιο· (295)
> τοῦτο μὲν [ἂν] θηρῶν ὀριπλάγκτων ἄγ[ρια φῦλα, [65]
> τοῦτο δ’ ἀν’ ἀ[νθρώ]πων δίδυμον φύμα
> ῥιζοφόρων γέννημα καὶ ἀμπελοβάμ[ονα βότρυν.
> ἐκ τῶν ἀψευδῆ κόμισαι φρενὶ δείγματα μ[ύθων·
> ὄψει γὰρ ξύνοδόν τε διάπτυξίν τε γενέθλη[ς (300)
> δι]άκτορα μη[τιόωσας. [70]
^grc

**Português**

> Duplamente direi: por certo ora cresce a ser um só
> desde muitos, ora desbrota a ser muitos de um só.
> Dupla a origem das cousas mortais, e dupla a partida: (235)
> essa a junção de tudo faz com que nasça e pereça,
> e essa, de volta, no desbrotamento nutrida esvoaça; [5]
> e isso então alternando-se perpetuamente não cessa:
> ora em Amor reunindo-se tudo elabora-se em uno,
> ora no ódio se vai cada qual dividido em Discórdia. (240)
> Eis que, se desde muitos uno aprendeu a brotar-se, (240a)
> e se de volta o uno desbrota e terminam-se muitos, [10]
> vão assim nascendo, sem pé para sua existência;
> sim, e se entrealternando-se perpetuamente não cessa,
> sempre assim são inamovíveis ao longo do ciclo.
> Vem as palavras ouvir: aprender faz crescer as entranhas! (245)
> Tal como já articulei com o fio de minhas palavras, [15]
> duplamente direi: por certo ora cresce a ser um só
> desde muitos, ora desbrota a ser muitos de um só —
> fogo e água e terra e do ar as imensas alturas:
> deles à parte, ruinosa Discórdia, em balança por tudo, (250)
> e entre eles Amor, com igual comprimento e amplitude. [20]
> Tu, estarrecido, não penes co’os olhos, mas vê com a mente
> essa que pelos mortais se diz natural de suas juntas,
> por quem pensam amáveis e juntos cumprem trabalhos,
> tendo “Alegria” como um de seus nomes, e ainda “Aphrodite”. (255)
> Essa, entre eles rodando nem a percebe ou domina [25]
> o homem — mas ouve o apresto da conta, em nada falseado!
> Esses são todos iguais e de idêntica natividade;
> outra porém é a honra de outro, e o modo é de cada,
> tendo em partes então o poder, regirando-se o tempo. (260)
> E algo além disso nem sobrenasce nem subcessa: [30]
> se perecessem perpetuamente, não mais o seriam;
> e ia de que se acrescer esse todo, e vindo de onde?
> Como, por onde é que pereceria, se nada é um ermo?
> Sim, isso tudo é o que é, mas uns aos outros percorrem (265)
> ora nascendo-se outro e contínuos o mesmo pra sempre. [35]
> reunimo-nos juntos em uma só ordem;
> desbrota a ser muitos de um só,
> dos quais tudo que era, que é e que será no futuro
> desabrochou como árvores, homens e mesmo mulheres, (270)
> sim, como feras e pássaros, peixes aquanutridos, [40]
> bem como deuses de longevidade, maiores em honras.
> Nisso então disparando perpetuamente não cessa
> com seus densos rodeios t
> ininterruptos, e nunca (275)
> muitas as eras primeiras [45]
> antes disso passar
> por tudo então disparando perpetuamente não cessa,
> pois nem o sol p d
> nesse rompante enchendo-se (280)
> nem algum dos outros [50]
> mas sim entrealternando-se em ciclo dispara-se tudo:
> é quando corre a terra impassada, bem como do sol a
> tão grande quanto agora os homens declaram —
> dessa maneira é que todos uns aos outros percorrem, (285)
> e outros noutros lugares se atêm ao errar [55]
> Não é ainda que nós adentramos o meio a ser um só
> (quando Discórdia alcança as insurpassáveis funduras
> no redemunho e Amor lá no meio das voltas descende,
> nisso então reunindo-se tudo se põe a ser um só). (290)
> Cuida que não às orelhas somente [60]
> e ouve de mim o que é no arredor, o infalível
> e hei de mostrar aos teus olhos, que um corpo maior
> primeiramente a junção e a evolução dos nascidos,
> e inda agora o restante que vem a ser dessa prole (295)
> dentre animais montierrantes — as feras da tribo selvagem! —, [65]
> dentre os humanos de dúplice ramo
> enraizadas a raça, e de cachos viderrolantes.
> Leva às entranhas a amostra de não mentirosas palavras —
> nisso verás a junção e a evolução dos nascidos (300)
> traslação planejando. [70]
^por

## fr. 23 [20DK]

**Grego**

> τοῦτο μὲν ἀμ’ βροτέων μελέων ἀριδείκετον ὄγκον·
> ἄλλοτε μὲν Φιλότητι συνερχόμεθ’ εἰς ἓν ἅπαντα
> γυῖα, τὰ σῶμα λέλογχε, βίου θαλέθοντος ἐν ἀκμῇ·
> ἄλλοτε δ’ αὖτε κακῇσι διατμηθέντ’ ἐρίδεσσι (305)
> πλάζεται ἄνδιχ’ ἕκαστα περὶ ῥηγμῖνι βίοιο. [5]
> ὣς δ’ αὔτως θάμνοισι καὶ ἰχθύσιν ὑδρομελάθροις
> θηρσί τ’ ὀρειλεχέεσσιν ἰδὲ πτεροβάμοσι κύμβαις
> μι
> ἠ]χώ
> σι
> αι
^grc

**Português**

> Isso é entre mortais na massa dos membros notável:
> ora em Amor reunindo-nos tudo elabora-se em uno,
> partes que somam o corpo, no pico viçoso da vida;
> ora, se males rebentam, porém, divididas por brigas (305)
> erram à parte, e se vai cada qual pela orla da vida. [5]
> Dessa maneira é com moitas, com aquatelhados peixinhos,
> sim, com feras montícolas e alipassantes gaviotas
> mi
> eco
> es
> as
^por

## fr. 24 [ - DK]

**Grego**

> ἄν]δίχ’ ἀπ’ ἀλλήλω[ν] πεσέ[ει]ν καὶ π[ότ]μον ἐπισπεῖν
> πό]λλ’ ἀεκαζομέν[ο]ισιν ἀ[να]γκα[ίης ὕ]πο λυγρῆς
> ση]πο[μ]ένοις· Φιλίην δ’ ἐ[ρατ]ὴν [ἡμῖ]ν νυν ἔχουσιν
> Ἅρ]πυιαι θανάτοιο πάλοις [ἤδη παρέσ]ονται.
> οἴμοι ὅτ’ οὐ πρόσθεν με διώλεσε νηλεὲς ἦμαρ, [5] (335)
> πρὶν χηλαῖς σχέτλι’ ἔργα βορᾶς πέρι μητίσασθαι·
> νῦν δ]ὲ μάτη[ν τού]τῳ γε νότ[ῳ κατέδ]ευσα παρειάς·
> ἐξικ]νούμε[θα γὰ]ρ πολυβενθ[έα δῖνον], ὀίω,
> μυρία τ’ οὐκ] ἐθέλουσι παρέσσε[ται ἄλγ]εα θυμῷ
> ἡ]μεῖς δὲ λόγων ἐπιβ[ήσομ]εθ’ αὖθις [10] (340)
> ὁππότ]ε δὴ συνετύγχανε φ[λογ]μὸς ἀτειρής
> ἀλλήλο]ις ἀνάγων π[ο]λυπήμ[ον]α κρῆσιν,
> δὴ τότε καὶ τὰ ζῷ]α φυτάλμια τεκνώθ[η]σαν
> ν]ῦν ἔτι λείψανα δέρκεται Ἠώς.
> ὁππότ[ε δ’ αἰθέρι συμμιχθ]εὶς τόπον ἐσχάτιο[ν β]ῇ, [15] (345)
> δὴ τό[τε κλαγ]γῇ καὶ ἀυτῇ
> θεσπε[σίῃ κευθ]μῶνα λαχόντα
> χόρ[τους τ’ α]ὖτε περὶ χθών.
> ὡς δ’ [ὁπόταν
> χαλ[κεὺς [20] (350)
> αἱ δὲ
> τη
^grc

**Português**

> um dividido do outro a cair e seguir seu destino,
> muito a contragosto e lugubremente coagidos
> a apodrecer: se a atraente Amizade nós temos agora,
> hão de fazer-se presentes Harpyias co’os lotes da morte.
> Ah, que me houvesse arruinado bem antes o dia inclemente, [5] (335)
> obras cruéis de carnívoras garras sem ter planejado!
> Vãs são agora estas chuvas de Noto que banham meu rosto:
> o redemunho profundo acredito que logo alcançamos;
> no ânimo, sem almejarmos, se apresentarão muitas dores
> e embarcaremos na conta de novo [10] (340)
> quando se dava por sorte a chama incansável
> o mais, ascendendo a muidesgraçada mistura,
> eis que a prolífera raça afinal de animais há brotado
> a Manhã pode ver o restante inda agora.
> Quando com éter se unindo em mistura ao extremo então passa, [15] (345)
> eis que com berro e com brado,
> sim, divinais partilham de concavidades,
> pastos a terra no entorno.
> Tal como quando
> um ferreiro [20] (350)
> e as
> te
^por

## fr. 25 [76DK]

**Grego**

> τοῦτο μὲν ἐν κόγχαισι θαλασσονόμοις βαρυνώτοις,
> ἠδ’ ἐν πε]τραίοισι κα[λύμμασι (355)
> ἔνθ’ ὄψει χθόνα χρωτὸς ὑπέρτατα ναιετάουσαν·
> θώρηξ δ’ αὖ]τε κραταιν[ώ]των ἁ[λίων παγούρων,
> ναὶ μὴν κηρύκων τε λιθορρίνων χελύων τε [5]
> ὄστρακα κα]ὶ μελίαι κεραῶν ἐλά[φων ὀριπλάγκτων.
> ἀλλ’ οὐκ ἂν τελέσαιμ]ι λέγων σύμ[παντα γένεθλα. (360)
> ὡ]ς δ’ ὁπό[ταν
> ἐ]ξ ὧν δη
> ἠ]δ’ αὐτη [10]
> μεν
^grc

**Português**

> Isso se encontra na concha marítima dorsipesada,
> sobre os véus pedregosos (355)
> nisso verás toda a terra que habita o supremo da pele;
> como a armadura de dorsiforçudo c’ranguejo salino,
> do caramujo, de courirrochosos qual tartaruga o [5]
> casco, o chifre de freixo do corço também, montierrante —
> mas não terminaria de aqui te contar toda a prole... (360)
> Tal como quando
> disso
> e ela [10]
> e
^por

## fr. 26 [71DK]

**Grego**

> εἰ δέ τί σοι περὶ τῶνδε λιπόξυλος ἔπλετο πίστις,
> πῶς ὕδατος γαίης τε καὶ αἰθέρος ἠελίου τε
> κιρναμένων εἴδη τε γενοίατο χροῖά τε θνητῶν
> τόσσ’ ὅσα νῦν γεγάασι συναρμοσθέντ’ Ἀφροδίτῃ
^grc

**Português**

> Se em tais cousas faltou material para tua confiança —
> como da água e da terra, bem como do sol e do éter
> se adicionando é que formas e tons de mortais nasceriam,
> quantos nascem agora, dos que harmonizou Aphrodite
^por

## fr. 27 [73DK]

**Grego**

> ὡς δὲ τότε χθόνα Κύπρις, ἐπεί τ’ ἐδίηνεν ἐν ὄμβρῳ,
> εἴδεα ποιπνύουσα θοῷ πυρὶ δῶκε κρατῦναι
^grc

**Português**

> tal como Cýpris então, a terra na chuva regada,
> deu apressando-se as formas pro fogo veloz reforçá-la
^por

## fr. 28 [75DK]

**Grego**

> τῶν δ’ ὅσ’ ἔσω μὲν πυκνά, τὰ δ’ ἔκτοθι μανὰ πέπηγε,
> Κύπριδος ἐν παλάμῃσι πλάδης τοιῆσδε τυχόντα
^grc

**Português**

> e do que é denso por dentro mas solto por fora montou-se,
> flácido sendo sortido ao manejo das palmas de Cýpris
^por

## fr. 29 [74DK]

**Grego**

> φῦλον ἄμουσον ἄγουσα πολυσπερέων καμασήνων
^grc

**Português**

> vem com a tribo sem musa dos peixes plurissemeados
^por

## fr. 30 [83DK]

**Grego**

> αὐτὰρ ἐχίνοις
> ὀξυβελεῖς χαῖται νώτοις ἐπιπεφρίκασι
^grc

**Português**

> quanto aos ouriços,
> lanciaguda no dorso é que sua cabeleira se eriça
^por

## fr. 31 [82DK]

**Grego**

> ταὐτὰ τρίχες καὶ φύλλα καὶ οἰωνῶν πτερὰ πυκνά
> καὶ λεπίδες γίγνονται ἐπὶ στιβαροῖσι μέλεσσιν
^grc

**Português**

> pelos, folhas, escamas e densas penas de aves
> vêm a ser o mesmo sobre os membros robustos
^por

## fr. 32 [24DK]

**Grego**

> κορυφὰς ἑτέρας ἑτέρῃσι προσάπτων
> μύθων μὴ τελέειν ἀτραπὸν μίαν
^grc

**Português**

> atando uma ponta à outra ponta
> destas palavras sem termo num só curso
^por

## fr. 33 [25DK]

**Grego**

> καὶ δὶς γάρ, ὃ δεῖ, καλόν ἐστιν ἐνισπεῖν
^grc

**Português**

> o que é devido é belo dizer duas vezes
^por

## fr. 34 [21DK]

**Grego**

> ἀλλ’ ἄγε, τόνδ’ ὀάρων προτέρων ἐπιμάρτυρα δέρκευ,
> εἴ τι καὶ προτέροισι λιπόξυλον ἔπλετο μορφῇ,
> ἠέλιον μὲν λαμπρὸν ὁρᾶν καὶ θερμὸν ἁπάντῃ,
> ἄμβροτα δ’ ὅσσ’ εἴδει τε καὶ ἀργέτι δεύεται ἀυγῇ,
> ὄμβρον δ’ ἐν πᾶσι δνοφόενά τε ῥιγαλέον τε· [5]
> ἐκ δ’ αἴης προρέουσι θελυμνά τε καὶ στερεωπά.
> ἐν δὲ κότῳ διάμορφα καὶ ἄνδιχα πάντα πέλονται,
> σὺν δ’ ἔβη ἐν Φιλότητι καὶ ἀλλήλοισι ποθεῖται.
> ἐκ τῶν πάνθ’ ὅσα τ’ ἦν ὅσα τ’ ἔστι καὶ ἔσται ὀπίσσω,
> δένδρεά τ’ ἐβλάστησε καὶ ἀνέρες ἠδὲ γυναῖκες, [10]
> θῆρές τ’ οἰωνοί τε καὶ ὑδατοθρέμμονες ἰχθῦς,
> καί τε θεοὶ δολιχαίωνες τιμῇσι φέριστοι.
> αὐτὰ γὰρ ἔστιν ταῦτα, δι’ ἀλλήλων δὲ θέοντα
> γίγνεται ἀλλοιωπά· τὰ γὰρ διὰ κρῆσις ἀμείβει.
^grc

**Português**

> Vem, observa-me então atestar as primeiras conversas,
> se nas primícias faltou material a respeito de algo:
> sol que lampeja ao olhar, seu calor que se assoma por tudo;
> tudo que nada à sua vista, ambrosino em sua alva clareza;
> chuva também, sobre todos frígida e enturvecente — [5]
> sim, e da terra profluem os sólidos e alicerçados.
> Se em rancor diferem na forma e dividem-se todos,
> junto andou-se em Amor, no que um ao outro deseja.
> Deles, tudo que era, que é e que será no futuro
> desabrochou como árvores, homens e mesmo mulheres, [10]
> sim, como feras e pássaros, peixes aquanutridos,
> bem como deuses de longevidade, maiores em honras.
> É que isso tudo é o que é, mas uns aos outros percorrem
> ora tornando-se outros — e a troca se faz na mistura.
^por

## fr. 35 [23DK]

**Grego**

> ὡς δ’ ὁπόταν γραφέες ἀναθήματα ποικίλλωσιν,
> ἀνέρες ἀμφὶ τέχνης ὑπὸ μήτιος εὖ δεδαῶτε,
> οἵτ’ ἐπεὶ οὖν μάρψωσι πολύχροα φάρμακα χερσίν,
> ἁρμονίῃ μίξαντε τὰ μὲν πλέω, ἄλλα δ’ ἐλάσσω,
> ἐκ τῶν εἴδεα πᾶσιν ἀλίγκια πορσύνουσι, [5]
> δένδρεά τε κτίζοντε καὶ ἀνέρας ἠδὲ γυναῖκας,
> θῆράς τ’ οἰωνούς τε καὶ ὑδατοθρέμονας ἰχθῦς,
> καί τε θεοὺς δολιχαίωνας τιμῇσι φερίστους·
> οὕτω μή σ’ ἀπάτη φρένα καινύτω ἄλλοθεν εἶναι
> θνητῶν, ὅσσα γε δῆλα γεγᾶσιν ἀάσπετα, πηγήν, [10]
> ἀλλὰ τορῶς ταῦτ’ ἴσθι, θεοῦ πάρα μῦθον ἀκοῦσας.
^grc

**Português**

> Tal como quando pintores multicolorem of’rendas,
> homens sabidos e expertos, com belo domínio da arte,
> e as soluções de múltiplo tom nas mãos então pegam,
> e em harmonia assim misturando umas mais e outras menos
> delas semelhas a tudo é que ambos produzem imagens [5]
> ao desenhar suas árvores, homens também, e mulheres,
> sim, suas feras e pássaros, peixes aquanutridos,
> bem como deuses de longevidade, maiores em honras,
> que não te exceda as entranhas o engano de ser doutra fonte
> tudo que vem — indizíveis mortais — a ser evidente. [10]
> Sê dessas cousas sabido, afiado ao discurso de um deus!
^por

## fr. 36 [26DK]

**Grego**

> ἐν δὲ μέρει κρατέουσι περιπλομένοιο κύκλοιο,
> καὶ φθίνει εἰς ἄλληλα καὶ αὔξεται ἐν μέρει αἴσης.
> αὐτὰ γὰρ ἔστιν ταῦτα, δι’ ἀλλήλων δὲ θέοντα
> γίγνοντ’ ἄνθρωποί τε καὶ ἄλλων ἔθνεα θηρῶν,
> ἄλλοτε μὲν Φιλότητι συνερχόμεν’ εἰς ἕνα κόσμον, [5]
> ἄλλοτε δ’ αὖ δίχ’ ἕκαστα φορούμενα Νείκεος ἔχθει,
> εἰσόκεν ἓν συμφύντα τὸ πᾶν ὑπένερθε γένηται.
> οὕτως ᾗ μὲν ἓν ἐκ πλεόνων μεμάθηκε φύεσθαι,
> ἠδὲ πάλιν διαφύντος ἑνὸς πλέον’ ἐκτελέθουσι,
> τᾖ μὲν γίγνονταί τε καὶ οὔ σφισιν ἔμπεδος αἰών· [10]
> ᾗ δὲ τάδ’ αλλάσσοντα διαμπερὲς οὐδαμὰ λήγει,
> ταύτῃ δ’ αἰὲν ἔασιν ἀκίνητοι κατὰ κύκλον.
^grc

**Português**

> Tendo em partes então o poder, regirando-se o ciclo,
> uns nos outros minguam e crescem por partes na sina.
> É que isso tudo é o que é, mas uns aos outros percorrem
> ora nascendo-se humanos e outros bandos de feras:
> ora em Amor reunindo-se juntam-se em uma só ordem, [5]
> ora no ódio se vai cada qual dividido em Discórdia,
> ’té que um-só cobrotando-se o todo abaixo descenda.
> Eis que, se desde muitos uno aprendeu a brotar-se,
> e se de volta o uno desbrota e terminam-se muitos,
> vão assim nascendo, sem pé para sua existência; [10]
> sim, e se isso alternando-se perpetuamente não cessa,
> sempre assim são inamovíveis ao longo do ciclo.
^por

## fr. 37 [22DK]

**Grego**

> ἄρθμια μὲν γὰρ ταῦτα ἑαυτῶν πάντα μέρεσσιν,
> ἠλέκτωρ τε χθών τε καὶ οὐρανὸς ἠδὲ θάλασσα,
> ὅσσα †φιν† ἐν θνητοῖσιν ἀποπλαγχθέντα πέφυκεν.
> ὣς δ’ αὔτως ὅσα κρῆσιν ἐπαρκέα μᾶλλον ἔασιν
> ἀλλήλοις ἔστερκται ὁμοιωθέντ’ Ἀφροδίτῃ· [5]
> ἐχθρὰ πλεῖστον ἀπ’ ἀλλήλων διέχουσι μάλιστα
> γέννῃ τε κρήσει τε καὶ εἴδεσιν ἐκμάκτοισι,
> πάντῃ συγγίγνεσθαι ἀήθεα καὶ μάλα λυγρά
> νεικεογεννητῇσι ὅτι σφίσι γένναι ἐν ὀργῇ.
^grc

**Português**

> sim, tudo isso bem junto co’as partes então deles mesmos,
> o âmbar solar e o céu e a terra e o mar além disso,
> quantas deles entre mortais debrotaram errantes.
> Dessa maneira, das que se asseguram mais na mistura,
> uma é por outra afeiçoada, no que as igualou Aphrodite; [5]
> mas odiadas ao máximo distam-se umas das outras
> em nascimento e mistura e nas formas que foram impressas:
> na convivência, mais lúgubres, desabituadas de todo,
> discordinatas porquanto nascidas em fúria nefasta!
^por

## fr. 38 [27DK]

**Grego**

> ἐνθ’ οὔτ’ ἠελίοιο διείδεται ἀγλαὸν εἶδος,
> οὐδὲ μὲν οὐδ’ αἴης λάσιον γένος οὐδὲ θάλασσα
^grc

**Português**

> lá nem mesmo do sol se divisa a esplêndida vista,
> nem a hirsuta raça da terra ou a forma dos mares
^por

## fr. 39 [36DK]

**Grego**

> τῶν δὲ συνερχομένων ἐξ ἔσχατον ἵστατο Νεῖκος
^grc

**Português**

> deles então reunindo-se parte ao extremo Discórdia
^por

## fr. 40 [ad 29DK]

**Grego**

> Σφαῖρον ἔην
^grc

**Português**

> era Esphero
^por

## fr. 41 [159DK]

**Grego**

> σωρευόμενον μέγεθος
^grc

**Português**

> acumulada grandeza
^por

## fr. 42 [27DK]

**Grego**

> ἔνθ’ οὔτ ἠελίοιο διείδεται ὠκέα γυῖα,
> <οὐδὲ μὲν οὐδ’ αἴης λάσιον δέμας οὐδὲ θάλασσα·>
> oὕτως ἁρμονίης πυκινῷ κρυφῷ ἐστήρικται
> Σφαῖρος κυκλοτερὴς μονίῃ περιγηθέι γαίων
^grc

**Português**

> lá nem mesmo do sol se divisam os membros velozes,
> nem o hirsuto corpo da terra ou a forma dos mares;
> e eis que, em denso véu de harmonia então afixado,
> ’Sphero rotundo celebra a circunfeliz solidão
^por

## fr. 43 [13DK]

**Grego**

> οὐδέ τι τοῦ παντὸς κενεὸν πέλει οὐδὲ περισσόν
^grc

**Português**

> nem há algo do todo nem vago nem excedente
^por

## fr. 44 [29&28DK]

**Grego**

> οὐ γὰρ ἀπὸ νώτοιο δύο κλάδοι ἀίσσονται,
> οὐ πόδες, οὐ θοὰ γοῦν’, οὐ μήδεα γεννήεντα,
> ἀλλ’ ὅ γε πάντοθεν ἶσος <ἑοῖ> καὶ πάμπαν ἀπείρων,
> Σφαῖρος κυκλοτερὴς μονίῃ περιηγέι χαίρων
^grc

**Português**

> pois nem vão dois galhos romper a partir de seu dorso
> nem tem pés ou ligeiros joelhos, nem pênis que engendra;
> todo igual a si mesmo e em tudo, porém, infinito,
> ’Sphero rotundo se alegra na circular solidão
^por

## fr. 45 [30DK]

**Grego**

> αὐτὰρ ἐπεὶ μέγα Νεῖκος ἐνὶ μελέεσσιν ἐθρέφθη,
> ἐς τιμάς τ’ ἀνόρουσε τελειομένοιο χρόνοιο,
> ὅς σφιν ἀμοιβαῖος πλατέος παρ’ ἐλήλαται ὅρκου
^grc

**Português**

> mas quando grande Discórdia tornou-se nutrida nos membros
> e prorrompeu para as honras, enfim terminando-se o tempo
> que para a troca de volta decorre de amplíssima jura
^por

## fr. 46 [31DK]

**Grego**

> πάντα γὰρ ἐξείης πελεμίζετο γυῖα θεοῖο
^grc

**Português**

> todos contínuos é que estremeciam os membros do deus
^por

## fr. 47 [38DK]

**Grego**

> εἰ δ’ ἄγε τοι λέξω πρῶτ’ ἐξ ὧν ἥλιος ἀρχήν
> τἆλλα τε δῆλ’ ἐγένοντο τὰ νῦν ἐσορῶμεν ἅπαντα,
> γαῖά τε καὶ πόντος πολυκύμων ἠδ’ ὑγρὸς ἀήρ
> Τιτὰν ἠδ’ αἰθὴρ σφίγγων περὶ κύκλον ἅπαντα
^grc

**Português**

> Vem! Falarei primeiro de que é que o sol no princípio
> e outras mais evidências nasceram (que então vemos todos),
> tanto a terra, o mar onduloso, o ar aguacento,
> como o Titã — como o éter contendo num círculo todos
^por

## fr. 48 [A49aDK]

**Armênio**

> Քանզի իբրեւ մեկնեալ արփւոյն թռուցեալ էր հողմոյ եւ
> հրոյ, եւ էր որ եղեւ՝ երկին լայն մեծ ի վերայ շուրջ պատ
> առեալ. իսկ հուր սակաւ մի ի յերկնէ ի ներքս մսացեալ,
> եւ սա յարեգական ճառագայթս աճեցաւ։ ի մի վայր
> ընթացեալ եւ հոծեալ հարկիւ իմս երկիր երեւեալ ի մէջ [5]
> կայր մնայր։ Եւ շուրջ զնովաւ ամենայն ուստեք՝ քանզի
> իբրու փոքրագոյն էր, յուզի անխլիրտ արփի

**Português**

> esvoaçando-se, éter, cindido do ar e do fogo,
> logo veio a tornar-se o vasto céu envolvente;
> sim, e o fogo, que permaneceu do céu apartado
> veio a crescer afinal como o brilho radiante do sol.
> Terra então, disparando e por coação adensada, [5]
> logo ilustrou-se e assentou-se no meio; e assim é que o éter,
> sendo mais leve, sem retirar-se a circunda de todo
^por

## fr. 49 [53DK]

**Grego**

> οὕτω γὰρ συνέκυρσε θέων τότε, πολλάκι δ’ ἄλλως
^grc

**Português**

> pois desse modo é que deu-se a correr; muita vez é de outro
^por

## fr. 50 [51DK]

**Grego**

> καρπαλίμως δ’ ἀνόπαιον
^grc

**Português**

> rapidamente subindo
^por

## fr. 51 [54DK]

**Grego**

> μακρῇσι κατὰ χθόνα δύετο ῥίζαις
^grc

**Português**

> pelo chão mergulhava com longas raízes
^por

## fr. 52 [37DK]

**Grego**

> αὔξει δὲ χθὼν μὲν σφέτερον δέμας, αἰθέρα δ’ αἰθήρ
^grc

**Português**

> chão, pois, cresce seu corpo terrestre, e éter ao éter
^por

## fr. 53 [52DK]

**Grego**

> πολλὰ δ’ ἔνερθ’ οὔδεος πυρὰ καίεται
^grc

**Português**

> muitos fogos queimam abaixo do solo
^por

## fr. 54 [39DK]

**Grego**

> εἴπερ ἀπείρονα γῆς τε βάθη καὶ δαψιλὸς αἰθήρ,
> ὡς διὰ πολλῶν δὴ γλώσσης ἐλθόντα ματαίως
> ἐκκέχυται στομάτων, ὀλίγον τοῦ παντὸς ἰδόντων
^grc

**Português**

> se as profundezas da terra e o éter profuso infinitos
> são, como vindo de línguas por quais muitíssimas bocas
> vertem à toa, daqueles que pouco viram do todo
^por

## fr. 55 [40DK]

**Grego**

> ἥλιος ὀξυβελὴς ἠδ’ ἱλάειρα σελήνη
^grc

**Português**

> sol, o lanciagudo, e ainda a propícia lua
^por

## fr. 56 [41DK]

**Grego**

> ἀλλ’ ὁ μὲν ἁλισθεὶς μέγαν οὐρανὸν ἀμφιπολεύει
^grc

**Português**

> consolidou-se, e no grande céu ele gira velando-o
^por

## fr. 57 [44DK]

**Grego**

> ἀνταυγεῖ πρὸς Ὄλυμπον ἀταρβήτοισι προσώποις
^grc

**Português**

> contraclareia o Olympo ao vir com impávida face
^por

## fr. 58 [45DK]

**Grego**

> κυκλοτερὲς περὶ γαῖαν ἑλίσσεται ἀλλότριον φῶς
^grc

**Português**

> cíclica sai a rodar sobre a terra lúmen alheio
^por

## fr. 59 [46DK]

**Grego**

> ἅρματος ὡς πέρι χνοίη ἑλίσσεται, ἡ περὶ ἄκραν
^grc

**Português**

> como a rodar o meão da carroça, em roda da ponta
^por

## fr. 60 [47DK]

**Grego**

> ἀθρεῖ μὲν γὰρ ἄνακτος ἐναντίον ἀγέα κύκλον
^grc

**Português**

> pois observa, contrária ao senhor, seu claríssimo círc’lo
^por

## fr. 61 [42DK]

**Grego**

> ἀπεσκίασεν δέ οἱ αὐγάς
> ἐς γαῖαν καθύπερθεν, ἀπεσκνίφωσε δὲ γαίης
> τόσσον ὅσον τ’ εὖρος γλαυκώπιδος ἔπλετο μήνης
^grc

**Português**

> e lhe ensombreou a clareza
> vindo à terra de sobre, e entenebreceu pela terra
> ampla região, com igual dimensão do luar de olho glauco
^por

## fr. 62 [43DK]

**Grego e Armênio**

> ὣς αὐγὴ τύψασα σεληναίης κύκλον εὐρύν,
> <վաղվաղակի դարձեալ անդրէն շրջեցաւ հասեալ
> յերկին ընթանալով>

**Português**

> eis que o clarão, golpeando o círculo amplo da lua,
> logo torna de volta, e o céu ele atinge em seu curso
^por

## fr. 63 [48DK]

**Grego**

> νύκτα δὲ γαῖα τίθησιν ὑφισταμένη φαέεσι
^grc

**Português**

> noite se estabelece por terra opondo-se às luzes
^por

## fr. 64 [152DK]

**Grego**

> ἦμαρ <ἐπὶ> γῆρας
^grc

**Português**

> o dia à velhice
^por

## fr. 65 [154DK]

**Grego**

> ἔχων δρόμον ἠῶ
> καὶ δύσιν ἔκρινεν, περὶ δ᾽ ἤγαγεν αὖθις ὀπίσσω
> καρποφόροισιν ἐπιστέψας καλυκοστεφάνοισιν
> ὥραις· γῆ δ᾽ ὕβριστο
^grc

**Português**

> mantendo seu curso, da aurora
> vinha cindir o poente e trazia de volta em seguida,
> floricoroado e frutífero o viço lhes sobrecoroando
> das estações; violentada era a terra
^por

## fr. 66 [56DK]

**Grego**

> ἃλς ἐπάγη ῥιπῇσιν ἐωσμένος ἠελίοιο
^grc

**Português**

> sal se firmou compelido por golpes frementes do sol
^por

## fr. 67 [55DK]

**Grego**

> γῆς ἰδρῶτα θάλασσαν
^grc

**Português**

> mar, os suores da terra
^por

## fr. 68 [A66aDK]

**Armênio**

> պնդեցելոյ այնր †որ ըմբռնեցեալ յանկութիւնն էր սափչին†,
> մանաւանդ կարկուտքն ի վեր ճնշեալք աղտաղտուկ ջուր։
> Քանզի որ միանգամ յերկրի խոնաւութիւն է՝ ի նուաստ եւ ի
> հովտագոյն տեղիսն նորա սիրեաց՝ ի միմեանց վերայ ստէպ ստէպ
> հողմոցն շրջանակաւք զաւրէն կապոց իմս հզաւրագունից ճնշեցեալ [5]

**Português**

> dele, a orla furiosa não cessa seu ímpeto inflado,
> tal como quando recebem os charcos errante granizo —
> toda a humidade na terra pras côncavas profundidades
> segue impelida afinal por contínuos rodeios de ventos
> uns pelos outros correntes, como em prisão poderosa [5]
^por

## fr. 69 [50DK]

**Grego**

> Ἶρις δ’ ἐκ πελάγους ἄνεμον φέρει ἢ μέγαν ὄμβρον
^grc

**Português**

> Íris do pélago traz ventania ou também grande chuva
^por

## fr. 70 [161DK]

**Grego**

> ἑπτὰ πολυπλανέες κατ’ Ὀλυμπιον ἀστέρες οὐδόν
> εἰλεῦνται, καὶ τοῖσιν ἀεὶ κανονίζεται αἰών·
> νυκτιφαὴς Μήνη, στυγνὸς Κρόνος, Ἥλιος ἡδύς,
> παστοφόρος Παφίη, θρασὺς Ἄρης, εὔπτερος Ἑρμῆς
> καὶ Ζεύς ἀρχιγένεθλος, ἀφ’ οὗ φύσις ἐβλάστησεν. [5]
> οἱ δ’ αὐτοὶ μερόπων γένος ἕλκουσ’, ἔστι δ’ ἐν ἡμῖν
> Μήνη, Ζεὺς, Ἄρης, Παφίη, Κρόνος, Ἥλιος, Ἑρμῆς,
> οὕνεκ’ ἀπ’ αἰθερίου μεμερίσμεθα πνεύματος ἕλκειν
> δάκρυ, γέλωτα, χόλον, γένεσιν, λόγον, ὕπνον, ὄρεξιν.
> δάκρυ μέν ἐστι Κρόνος, Ζεὺς δὴ γένεσις, λόγος Ἑρμῆς, [10]
> θυμὸς Ἄρης, Μήνη δ’ ὕπνος, Κυθέρεια δ’ ὄρεξις,
> Ἠέλιος δὲ γέλως· τούτῳ γὰρ ἅπασα δικαίως
> καὶ θνητὴ διάνοια γελᾶι καὶ κόσμος ἀπείρων.
^grc

**Português**

> Sete os astros errantes que ao longo do olímpio caminho
> põem-se a rodar, e com eles regula-se sempre a existência:
> noctiluzente Luar, o Sol doce, e Krono odioso,
> Páphia dos íntimos, Ares audaz, bem-alígero Hermes
> e arquinascido Zeus, de quem a natura brotou-se. [5]
> Eles arrastam a raça distinta, estando conosco
> Zeus, Sol, Krono e Lua, Páphia e Ares e Hermes,
> visto que é nossa partilha arrastar desde o sopro do éter
> lágrima, riso, tensão, o nascer, sono, raiva e palavra:
> lágrima é Krono, Zeus é nascer, a palavra é de Hermes; [10]
> ânimo é Ares, da Lua é o sono, a tensão, da Cythéria,
> sim, e do Sol o sorriso — por ele, afinal, com justeza
> riem-se todo o mortal pensamento e o mundo infinito!
^por

## fr. 71 [35DK]

**Grego**

> αὐτὰρ ἐγὼ παλίνορσος ἐλεύσομαι ἐς πόρον ὕμνων,
> τὸν πρότερον κατέλεξα, λόγου λόγον ἐξοχετεύων
> κεῖνον· ἐπεὶ Νεῖκος μὲν ἐνέρτατον ἵκετο βένθος
> δίνης, ἐν δὲ μέσῃ Φιλότης στροφάλιγγι γένηται,
> ἐν τῇ δὴ τάδε πάντα συνέρχεται ἓν μόνον εἶναι, [5]
> οὐκ ἄφαρ, ἀλλὰ θελημὰ συνιστάμεν’ ἄλλοθεν ἄλλα.
> τῶν δέ τε μισγομένων χεῖτ’ ἔθνεα μυρία θνητῶν·
> πολλὰ δ’ ἄμικτ’ ἔστηκε κεραιομένοισιν ἐναλλάξ,
> ὅσσ’ ἔτι Νεῖκος ἔρυκε μετάρσιον· οὐ γὰρ ἀμεμφέως
> πω πᾶν ἐξέστηκεν ἐπ’ ἔσχατα τέρματα κύκλου, [10]
> ἀλλὰ τὰ μέν τ’ ἐνέμιμνε μελέων, τὰ δέ τ’ ἐξεβεβήκει.
> ὅσσον δ’ αἰὲν ὑπεκπροθέοι, τόσον αἰὲν ἐπῄει
> ἠπιόφρων Φιλότητος ἀμεμφέος ἄμβροτος ὁρμή·
> αἶψα δὲ θνήτ’ ἐφύοντο, τὰ πρὶν μάθον ἀθάνατ’ εἶναι
> ζωρά τε, τὰ πρὶν ἄκρητα, διαλλάξαντα κελεύθους. [15]
> τῶν δέ τε μισγομένων χεῖτ’ ἔθνεα μυρία θνητῶν,
> παντοίαις ἰδέῃσιν ἀρηρότα, θαῦμα ἰδέσθαι.
^grc

**Português**

> E eu para trás voltarei, irrompendo à vereda dos hinos
> que nas primícias cantei, revertendo esta conta a uma conta
> de antes: quando Discórdia alcançou as mais baixas funduras
> do redemunho e Amor lá no meio das voltas descende,
> nisso então reunindo-se tudo se põe a ser um só — [5]
> não de repente, querendo-se unem-se a outros de outrures.
> E eis: da mistura verteram-se bandos mortais aos milhares;
> e em alternância muitos ficaram não misturados,
> quantos reteve Discórdia suspensos: de todo impecável
> não foi ao retirar-se às divisas extremas do círc’lo, [10]
> mas uma parte dos membros ficava e outra saíra.
> Quanto sempre corresse, esse tanto a seguia premente,
> gentilmente o romper ambrosino de Amor impecável —
> brotam mortais os que outrora aprenderam a ser imortais e
> puros, outrora impermistos, entrealternando as estradas. [15]
> E eis: da mistura verteram-se bandos mortais aos milhares,
> justos em tudo que é forma visível — espanto de ver-se!
^por

## fr. 72 [96DK]

**Grego**

> ἡ δέ χθὼν ἐπίηρος ἐν εὐτύκτοις χοάνοισι
> τὰς δύο τῶν ὀκτὼ μοιράων λάχε Νήστιδος αἴγλης,
> τέσσαρα δ’ Ἡφαίστοιο· τὰ δ’ ὀστέα λευκὰ γένοντο,
> Ἁρμονίης κόλλῃσιν ἀρηρότα θεσπεσίῃσιν.
^grc

**Português**

> Terra então donairosa recebe em crisol percavado
> duas partes das oito de Néstis resplandecente,
> quatro de Hephesto também, e com isso ossos brancos nasceram:
> justos, enfim, com cola divina os ajusta Harmonia.
^por

## fr. 73 [98DK]

**Grego**

> ἡ δὲ χθὼν τούτοισιν ἴση συνέκυρσε μάλιστα,
> Ἡφαίστῳ τ’ ὄμβρῳ τε καὶ αἰθέρι παμφανόωντι,
> Κύπριδος ὁρμισθεῖσα τελείοις ἐν λιμένεσσιν,
> εἴτ’ ὀλίγον μείζων εἴτ’ ἐν πλεόνεσσιν ἐλάσσων.
> ἐκ τῶν αἷμά τ’ ἔγεντο καὶ ἄλλης εἴδεα σαρκός. [5]
^grc

**Português**

> Terra então igualada, com eles ao ter se encontrado —
> sim, com Hephesto, com chuva e com éter luminescente —,
> deu-se ancorada no bem-terminado porto de Cýpris,
> seja um pouco maior ou menor que os demais ali dentro;
> disso é que o sangue nasceu, e as muitas formas da carne. [5]
^por

## fr. 74 [85DK]

**Grego**

> ἡ δὲ φλὸξ ἱλάειρα μινυνθαδίης τύχε γαίης
^grc

**Português**

> flama propícia afinal é sortida a terra minguada
^por

## fr. 75 [86DK]

**Grego**

> ἐξ’ ὧν ὄμματ’ ἔπηξεν ἀτειρέα δῖ’ Ἀφροδίτη
^grc

**Português**

> disso formou incansáveis os olhos a diva Aphrodite
^por

## fr. 76 [33DK]

**Grego**

> ὡς δ’ ὅτ’ ὀπὸς γάλα λευκὸν ἐγόμφωσεν καὶ ἔδησε
^grc

**Português**

> tal como a seiva que prende e pregueia ao ligar leite branco
^por

## fr. 77 [87DK]

**Grego**

> γόμφοις ἀσκήσασα καταστόργοις Ἀφροδίτη
^grc

**Português**

> elaborou-os com pregos de afeto então Aphrodite
^por

## fr. 78 [88DK]

**Grego**

> μία γίγνεται ἀμφοτέρων ὄψ
^grc

**Português**

> nasce uma única vista de ambos
^por

## fr. 79 [58DK]

**Grego**

> μουνομελῆ
^grc

**Português**

> unimembres
^por

## fr. 80 [57DK]

**Grego**

> ᾗ πολλαὶ μὲν κόρσαι ἀναύχενες ἐβλάστησαν,
> γυμνοὶ δ’ ἐπλάζοντο βραχίονες εὔνιδες ὤμων,
> ὄμματά τ’ οἶ’ ἐπλανᾶτο πενητεύοντα μετώπων
^grc

**Português**

> muitas cabeças despescoçadas desabrocharam;
> nus, desunidos dos ombros, vagavam errantes os braços,
> e olhos, pobres, erravam a sós, carecendo de faces
^por

## fr. 81 [59DK]

**Grego**

> αὐτὰρ ἐπεὶ κατὰ μεῖζον ἐμίσγετο δαίμονι δαίμων,
> ταῦτά τε συμπίπτεσκον, ὅπῃ συνέκυρσεν ἕκαστα,
> ἄλλα τε πρὸς τοῖς πολλὰ διηνεκῆ ἐξεγένοντο
^grc

**Português**

> mas quanto mais divindades uniam-se, dáimon com dáimon,
> isso tudo encontrou-se conforme deu-se com cada,
> e outros também além disso, contínuos, muitos nasceram
^por

## fr. 82 [34DK]

**Grego**

> ἄλφιτον ὕδατι κολλήσας
^grc

**Português**

> grânulos co’água colando
^por

## fr. 83 [19DK]

**Grego**

> σχεδύνην φιλότητα
^grc

**Português**

> tenacíssimo amor
^por

## fr. 84 [32DK]

**Grego**

> δύω δέει ἄρθρον
^grc

**Português**

> é presa uma dupla na junta
^por

## fr. 85 [61DK]

**Grego**

> πολλὰ μὲν ἀμφιπρόσωπα καὶ ἀμφίστερν’ ἐφύοντο,
> βουγενῆ ἀνδρόπρῳρα, τὰ δ’ ἔμπαλιν ἐξανέτελλον
> ἀνδροφυῆ βούκρανα, μεμιγμένα τῇ μὲν ἀπ’ ἀνδρῶν
> τῇ δὲ γυναικοφυῆ, σκιεροῖς ἠσκημένα γυίοις
^grc

**Português**

> muitas formas ambífaces e ambipeitadas brotavam,
> hominifrontes bovininatos, e contraemergiam
> bovinicéfalos hominiformes, um misto aqui de homens,
> feminiformes ali, arreados em membros sombrios
^por

## fr. 86 [60DK]

**Grego**

> εἰλίποδ’ ἀκριτόχειρα
^grc

**Português**

> rola-pés e de mãos indecisas
^por

## fr. 87 [160DK]

**Grego**

> ζῷα δὲ ταυτογενέθλα πάρος χθονὸς ἐξανέτελλον,
> αὐτὰρ ἔπειθ’ ἑλέλικτο καὶ ἄγνυτο ῥάχεος ὅρπηξ·
> ὑγρὸν μὲν Φιλότητι διέβλυσεν αὐτίκα ὕδωρ,
> σιτοδόκον δὲ κάτω πολυχανδέα γαστέρα τεῦξε·
> πῦρ δέ τοι ἀρχιγένεθλον ἐυτρήτους περὶ ῥίνας [5]
> ἀμπνεύσας διώδευσεν, ἔῳξέ τε πνεύματι ῥύμην
^grc

**Português**

> e os animais cognatos antes da terra emergiam;
> logo em seguida, rolando, quebravam o galho da espinha.
> Água jorrou com Amor ao passar borbulhando aguacenta:
> recipiente-de-grãos, muiaberta formou a barriga;
> o arquinascido fogo ao redor do nariz perfurado [5]
> ao inspirar-se passou, e empurrou com o sopro um caminho
^por

## fr. 88 [150DK]

**Grego**

> πολυαίματον ἧπαρ
^grc

**Português**

> fígado plurissanguíneo
^por

## fr. 89 [62DK]

**Grego**

> νῦν δ’ ἄγ’, ὅπως ἀνδρῶν τε πολυκλαύτων τε γυναικῶν
> ἐννυχίους ὅρπηκας ἀνήγαγε κρινόμενον πῦρ,
> τῶνδε κλῦ’· οὐ γὰρ μῦθος ἀπόσκοπος οὐδ’ ἀδαήμων.
> οὐλοφυεῖς μὲν πρῶτα τύποι χθονὸς ἐξανέτελλον,
> ἀμφοτέρων ὕδατός τε καὶ εἴδεος αἶσαν ἔχοντες· [5]
> τοὺς μὲν πῦρ ἀνέπεμπε θέλον πρὸς ὁμοῖον ἱκέσθαι,
> οὔτε τί πω μελέων ἐρατὸν δέμας ἐμφαίνοντας,
> οὔτ’ ἐνοπὴν οὔτ’ αὖ ἐπιχώριον ἀνδράσι γυῖον.
^grc

**Português**

> Vem, sobre como de homens e muilamentosas mulheres
> foi conduzir os rebentos noturnos cindindo-se o fogo,
> ouve o discurso nem distraído nem indominado!
> Unibrotadas primeiro figuras da terra emergiam,
> de ambos água e calor possuindo porção em sua forma: [5]
> estes o fogo ascendeu por querer a um igual alcançar-se,
> nem um corpo atraente de partes ainda ilustrando,
> nem uma voz ou mesmo dos homens o membro nativo.
^por

## fr. 90 [63DK]

**Grego**

> ἀλλὰ διέσπασται μελέων φύσις, ἡ μὲν ἐν ἀνδρός
^grc

**Português**

> a natureza dos membros, porém, separou-se entre homem
^por

## fr. 91 [64DK]

**Grego**

> τῷ δ’ επὶ καὶ πόθος εἶσι δι’ ὄψιος ἀμμίσγεσθαι
^grc

**Português**

> vem até ele também pela vista o desejo de unir-se
^por

## fr. 92 [66DK]

**Grego**

> <εἰς> σχιστοὺς λειμῶνας Ἀφροδίτης
^grc

**Português**

> ao fendido gramado da Aphrodite
^por

## fr. 93 [151DK]

**Grego**

> ζείδωρον
^grc

**Português**

> gran’dadivosa
^por

## fr. 94 [153DK]

**Grego**

> βαυβώ
^grc

**Português**

> ninho
^por

## fr. 95 [65DK]

**Grego**

> ἐν δ’ ἐχύθη καθαροῖσι· τὰ μὲν τελέθουσι γυναῖκες
> ψύχεος ἀντιάσαντα
^grc

**Português**

> e se verteram no puro, a tornar-se no fim ou mulheres,
> se deparando com frio
^por

## fr. 96 [67DK]

**Grego**

> ἐν γὰρ θερμοτέρῳ τὸ κατ’ ἄρρενα ἔπλετο γαίης,
> καὶ μέλανες διὰ τοῦτο καὶ ἁδρομελέστεροι ἄνδρες
> καὶ λαχνήεντες μᾶλλον
^grc

**Português**

> pois veio a ser o que é másculo em partes mais quentes da terra,
> sendo por isso escuros e mais corpulentos os homens,
> sim, mais membripeludos
^por

## fr. 97 [153aDK]

**Grego**

> ἑπτὰ <μεθ’> ἑβδομάδας
^grc

**Português**

> sete semanas após
^por

## fr. 98 [70DK]

**Grego**

> ἀμνίον
^grc

**Português**

> pele do anho
^por

## fr. 99 [68DK]

**Grego**

> μηνὸς ἐν ὀγδοάτου δεκάτῃ πύον ἔπλετο λευκόν
^grc

**Português**

> no oitavo mês um pus branco, no décimo dia, se torna
^por

## fr. 100 [69DK]

**Grego**

> διγόνους
^grc

**Português**

> binatais
^por

## fr. 101 [72DK]

**Grego**

> πῶς καὶ δένδρεα μακρὰ καὶ εἰνάλιοι καμασῆνες
^grc

**Português**

> como as longas árvores ou estacados marinhos
^por

## fr. 102 [ - DK]

**Grego**

> τῶν γὰρ ὅσα ῥίζαις μὲν ἐπασσυτέραι[σιν] ἔνερθε
> μανοτέροις [δ’ ὅ]ρπ[ηξ]ιν ὑπέστη τηλεθ[άοντα
^grc

**Português**

> pois do que outrora com sobrepostas raízes abaixo
> mas mais raros e soltos rebentos firmou-se viçoso
^por

## fr. 103 [ - DK]

**Árabe**

> فراخا الشجر الطوال ال تولد

**Português**

> as longas árvores nunca parem as novas
^por

## fr. 104 [79DK]

**Grego**

> οὕτω δ’ ᾠοτοκεῖ μακρὰ δένδρεα πρῶτον ἐλαίας
^grc

**Português**

> e eis que as árvores longas desovam olivas primeiro
^por

## fr. 105 [80DK]

**Grego**

> οὕνεκεν ὀψίγονοί τε σίδαι καὶ ὑπέρφλοα μῆλα
^grc

**Português**

> já que tardias romãs e sobrepolpudas maçãs
^por

## fr. 106 [81DK]

**Grego**

> οἶνος ἀπὸ φλοιοῦ πέλεται σαπὲν ἐν ξύλῳ ὕδωρ
^grc

**Português**

> vinho vem d’água da polpa que se apodreceu na madeira
^por

## fr. 107 [77&78DK]

**Grego**

> <δένδρεα δ’> ἐμπεδόφυλλα καὶ ἐμπεδόκαρπα τέθηλεν
> καρπῶν ἀφθονίῃσι κατ’ ἠέρα πάντ’ ἐνιαυτόν
^grc

**Português**

> vê-se em pés dos frutiperenes e perenifólios
> livre de inveja o frutal vicejar pelo ar todo o ano
^por

## fr. 108 [149DK]

**Grego**

> νεφεληγερέτην
^grc

**Português**

> junta-nuvem
^por

## fr. 109 [100DK]

**Grego**

> ὧδε δ’ ἀναπνεῖ πάντα καὶ ἐκπνεῖ· πᾶσι λίφαιμοι
> σαρκῶν σύριγγες πύματον κατὰ σῶμα τέτανται,
> καί σφιν ἐπὶ στομίοις πυκναῖς τέτρηνται ἄλοξιν
> ῥινῶν ἔσχατα τέρθρα διαμπερές, ὥστε φόνον μέν
> κεύθειν, αἰθέρι δ’ εὐπορίην διόδοισι τετμῆσθαι. [5]
> ἔνθεν ἔπειθ’ ὁπόταν μὲν ἀπαΐξῃ τέρεν αἷμα,
> αἰθὴρ παφλάζων καταΐσσεται οἴδματι μάργῳ,
> εὖτε δ’ ἀναθρῴσκῃ πάλιν ἐκπνέει, ὥσπερ ὅταν παῖς
> κλεψύδρῃ παίζουσα διειπετέος χαλκοῖο·
> εὖτε μὲν αὐλοῦ πορθμὸν ἐπ’ εὐειδεῖ χερὶ θεῖσα [10]
> εἰς ὕδατος βάπτῃσι τέρεν δέμας ἀργυφέοιο,
> οὐδεὶς ἄγγοσδ’ ὄμβρος ἐσέρχεται, ἀλλά μιν εἴργει
> ἀέρος ὄγκος ἔσωθε πεσὼν ἐπὶ τρήματα πυκνά,
> εἰσόκ’ ἀποστεγάσῃ πυκινὸν ῥόον· αὐτὰρ ἔπειτα
> πνεύματος ἐλλείποντος ἐσέρχεται αἴσιμον ὕδωρ. [15]
> ὣς δ’ αὔτως ὅθ’ ὕδωρ μὲν ἔχει κατά βένθεα χαλκοῦ,
> πορθμοῦ χωσθέντος βροτέῳ χροὶ ἠδὲ πόροιο,
> αἰθὴρ δ’ ἐκτός, ἔσω λελιημένος, ὄμβρον ἐρύκει
> ἀμφὶ πύλας ἠθμοῖο δυσηχέος, ἄκρα κρατύνων,
> εἰσόκε χειρὶ μεθῇ· τότε δ’ αὖ πάλιν, ἔμπαλιν ἢ πρίν, [20]
> πνεύματος ἐμπίπτοντος ὑπεκθέει αἴσιμον ὕδωρ.
> ὣς δ’ αὔτως τέρεν αἷμα κλαδασσόμενον διὰ γυίων
> ὁππότε μὲν παλίνορσον ἐπαΐξειε μυχόνδε,
> αἰθέρος εὐθὺς ῥεῦμα κατέρχεται οἴδματι θῦον,
> εὖτε δ’ ἀναθρῴσκῃ, πάλιν ἐκπνέει ἶσον ὀπίσσω. [25]
^grc

**Português**

> Eis como tudo inspira e expira: se estendem em todos
> vãos exangues de carne ao longo do extremo do corpo,
> e os bocais na fronteira mais última fundo perfuram
> densos regos na tez — perpetuam-se para a sangueira
> se esconder e o éter partir em caminhos viáveis. [5]
> Quando dispara pra trás, demanando o levíssimo sangue,
> o éter contradispara, fervendo em furor e se inflando;
> quando repula de volta se expira, tal como a menina
> faz meninice com sua clepsidra de bronze divino:
> pondo no furo do cano aflautado a mãozinha formosa [10]
> e este nas águas de corpo levíssimo e alviluzente,
> nada no vaso do fluido então entra, mas sim é retido,
> vindo a massa de ar pelas densas passagens de dentro
> ’té que destringe-se a densa afluência, quando em seguida,
> já com o sopro cedendo, adentra essa parte de água; [15]
> dessa maneira também, com a água no fundo do bronze,
> visto que a pele mortal vai barrando seu furo e a via,
> o éter externo pra dentro refreia o fluido de prata
> contra o chuveiro estridente, forçando as portas e a ponta
> ’té que a mão se retire: e de volta, ao contrário de antes, [20]
> já com o sopro revindo, se escorre essa parte de água —
> dessa maneira nos membros o tenro e levíssimo sangue
> se para trás revolteia, irrompendo e manando pro fundo,
> de éter o fluxo dispara e descende com ímpeto inflado;
> quando repula de volta se expira igual depois disso. [25]
^por

## fr. 110 [89DK]

**Grego**

> γνούς, ὅτι πάντων εἰσὶν ἀπορροαὶ ὅσσ’ ἐγένοντο
^grc

**Português**

> saibas: de tudo há eflúvio, de tantos quantos nasceram
^por

## fr. 111 [95DK]

**Grego**

> Κύπριδος ἐν παλάμῃσιν ὅτε ξὺμ πρῶτ’ ἐφύοντο
^grc

**Português**

> juntos primeiro brotando ao manejo das palmas de Cýpris
^por

## fr. 112 [84DK]

**Grego**

> ὡς δ’ ὅτε τις πρόοδον νοέων ὡπλίσσατο λύχνον,
> χειμερίην διὰ νύκτα πυρὸς σέλας αἰθομένοιο,
> ἅψας παντοίων ἀνέμων λαμπτῆρας ἀμοργούς,
> οἵ τ’ ἀνέμων μὲν πνεῦμα διασκιδνᾶσιν ἀέντων,
> φῶς δ’ ἔξω διαθρῷσκον, ὅσον ταναώτερον ἦεν, [5]
> λάμπεσκεν κατὰ βηλὸν ἀτειρέσιν ἀκτίνεσσιν·
> ὣς τότε δὴ μήνιγξιν ἐεργμένον ὠγύγιον πῦρ
> λεπτῇσιν <τ’> ὀθόνῃσι λοχεύσατο κύκλοπα κούρην,
> <αἳ> χοάνῃσι δίαντα τετρήατο θεσπεσίῃσιν·
> αἳ δ’ ὕδατος μὲν βένθος ἀπέστεγον ἀμφινάοντος, [10]
> πῦρ δ’ ἔξω διίεσκον ὅσον ταναώτερον ἦεν.
^grc

**Português**

> Tal como alguém que, pensando na viagem, prepara a lanterna
> para uma noite de inverno, a flama do fogo abrasante,
> indo atar umas lâminas mais que repilam os ventos
> (elas que logo dispersam o sopro de todos os ventos)
> onde, estendendo-se o lúmen, tanto mais longo e delgado, [5]
> pela soleira lampeja incansável seu brilho radiante —
> dessa maneira, retido em membranas o prístino fogo,
> e entre leves tecidos, gerou a ciclópica moça,
> e eram ali perfurados com orifícios divinos:
> circunfluindo o ogígio, restringem-se as águas profundas [10]
> onde pulula-se o fogo, tanto mais longo e delgado.
^por

## fr. 113 [94DK]

**Latim**

> et niger in fundo fluvii color exstat ab umbra,
> atque cavernosis itidem spectatur in antris
^lat

**Português**

> e o tom negro no fundo dos rios se ergue das sombras,
> e esse igualmente se vê lá dentro de côncavos antros
^por

## fr. 114 [49DK]

**Grego**

> νυκτὸς ἐρημαίης ἀλαώπιδος
^grc

**Português**

> noite tão erma de vaga visão
^por

## fr. 115 [99DK]

**Grego**

> σάρκινον ὄζον
^grc

**Português**

> rebento de carne
^por

## fr. 116 [101DK]

**Grego**

> κέρματα θηρείων μελέων μυκτῆρσιν ἐρευνῶν
> ἀπέλειπε ποδῶν ἁπαλῇ περὶ ποίῃ
^grc

**Português**

> com o nariz farejando a fração das partes de feras
> partida dos pés pela grama macia
^por

## fr. 117 [102DK]

**Grego**

> ὧδε μὲν οὖν πνοιῆς τε λελόγχασι πάντα καὶ ὀσμῶν
^grc

**Português**

> eis como tudo partilha de respiração e de faro
^por

## fr. 118 [90DK]

**Grego**

> ὣς γλυκὺ μὲν γλυκὺ μάρπτε, πικρὸν δ’ ἐπὶ πικρὸν ὄρουσεν,
> ὀξὺ δ’ ἐπ’ ὀξὺ ἔβη, δαερὸν δ’ ἐποχεύετο δαερῷ
^grc

**Português**

> doce assim doce captura, e irrompe o amargo no amargo,
> ácido no ácido pula, picante vai ter com picante
^por

## fr. 119 [91DK]

**Grego**

> <ὕδωρ> οἴνῳ μᾶλλον ἐνάρθμιον, αὐτὰρ ἐλαίῳ
> οὐκ ἐθέλει
^grc

**Português**

> água ao vinho ajunta-se mais, enquanto o azeite
> ela não quer
^por

## fr. 120 [92DK]

**Grego**

> χαλκόν
> κασσιτέρῳ μιχθέντα
^grc

**Português**

> bronze
> quando unido ao estanho
^por

## fr. 121 [93DK]

**Grego**

> βύσσῳ δὲ γλαύκοιο κρόκου καταμίσγεται ἀκτίς
^grc

**Português**

> e com o linho, do glauco açafrão se mistura seu brilho
^por

## fr. 122 [103DK]

**Grego**

> τῇδε μὲν οὖν ἰότητι Τύχης πεφρόνηκεν ἅπαντα
^grc

**Português**

> e eis que se deu pelo intuito de Sorte que tudo é pensante
^por

## fr. 123 [104DK]

**Grego**

> καὶ καθ’ ὅσον μὲν ἀραιότατα ξυνέκυρσε πεσόντα
^grc

**Português**

> quanto os mais sutis caindo se dão encontrados
^por

## fr. 124 [105DK]

**Grego**

> αἵματος ἐν πελάγεσσι τεθραμμένη ἀντιθορόντος,
> τῇ τε νόημα μάλιστα κικλήσκεται ἀνθρώποισιν·
> αἷμα γὰρ ἀνθρώποις περικάρδιόν ἐστι νόημα
^grc

**Português**

> partem manando-se mares de sangue, tão logo o nutrindo
> onde há mais “pensamento”, como chamam humanos:
> para os humanos, o sangue no cor é que é o pensamento
^por

## fr. 125 [106DK]

**Grego**

> πρὸς παρεὸν γὰρ μῆτις ἀέξεται ἀνθρώποισιν
^grc

**Português**

> pois é pelo presente que cresce a sapiência nos homens
^por

## fr. 126 [109DK]

**Grego**

> γαίῃ μὲν γὰρ γαῖαν ὀπώπαμεν, ὕδατι δ’ ὕδωρ,
> αἰθέρι δ’ αἰθέρα δῖον, ἀτὰρ πυρὶ πῦρ ἀίδηλον,
> στοργὴν δὲ στοργῇ, νεῖκος δέ τε νείκεϊ λυγρῷ
^grc

**Português**

> é com terra que terra veremos, e água com água,
> éter divino com éter, e fogo inviso com fogo,
> com afeição afeição, com discórdia nefasta discórdia
^por

## fr. 127 [110DK]

**Grego**

> εἰ γάρ κέν σφ’ ἀδινῇσιν ὑπὸ πραπίδεσσιν ἐρείσας
> εὐμενέως καθαρῇσιν ἐποπτεύσῃς μελέτῃσιν,
> ταῦτά τέ σοι μάλα πάντα δι’ αἰῶνος παρέσονται,
> ἄλλα τε πόλλ’ ἀπὸ τῶνδε κτ<ήσε>αι· αὐτὰ γὰρ αὔξει
> ταῦτ’ εἰς ἦθος ἕκαστον, ὅπῃ φύσις ἐστὶν ἑκάστῳ. [5]
> εἰ δὲ σύ γ’ ἀλλοίων ἐπορέξεαι οἷα κατ’ ἄνδρας
> μυρία δειλὰ πέλονται τά τ’ ἀμβλύνουσι μερίμνας,
> ἦ σ’ ἄφαρ ἐκλείψουσι περιπλομένοιο χρόνοιο
> σφῶν αὐτῶν ποθέοντα φίλην ἐπὶ γένναν ἱκέσθαι·
> πάντα γὰρ ἴσθι φρόνησιν ἔχειν καὶ νώματος αἶσαν. [10]
^grc

**Português**

> pois se firmando essas cousas sob cerradas entranhas
> bem favorável contemplares com puros cuidados,
> isso tudo há de ser-te presente por tua existência,
> e outras muitas delas terás — pois elas se crescem,
> cada modo alcançando conforme a natura de cada. [5]
> Se outras cousas porém procurares, quantas aos homens
> são misérias milhares que embotam as ponderações,
> saibas que logo irão se furtar, regirando-se o tempo,
> tão desejosas de ter com amados de sua mesma raça:
> tudo tem discernimento e alguma porção do pensar. [10]
^por

## fr. 128 [107DK]

**Grego**

> ἐκ τούτων <γὰρ> πάντα πεπήγασιν ἁρμοσθέντα
> καὶ τούτοις φρονέουσι καὶ ἥδοντ’ ἠδ’ ἀνιῶνται
^grc

**Português**

> Disso afinal é que tudo montou-se em conjunta harmonia,
> sendo por eles que pensam, que sentem prazer e padecem
^por

## fr. 129 [108DK]

**Grego**

> ὅσσον <δ’> ἀλλοῖοι μετέφυν, τόσον ἄρ σφισιν αἰεί
> καὶ τὸ φρονεῖν ἀλλοῖα παρίσταται
^grc

**Português**

> quanto rebrotem outros, tanto assim é que sempre
> outro também se apresenta o pensar
^por

## fr. 130 [115DK]

**Grego**

> ἔστιν ἀνάγκης χρῆμα, θεῶν ψήφισμα παλαιόν,
> ἀίδιον, πλατέεσι κατεσφρηγισμένον ὅρκοις·
> εὖτέ τις ἀμπλακίῃσι φόνῳ φίλα γυῖα μιήνῃ,
> <νείκεΐ θ’> ὅς κ’ ἐπίορκον ἁμαρτήσας ἐπομόσσῃ,
> δαίμονες οἵτε μακραίωνος λελάχασι βίοιο, [5]
> τρίς μιν μυρίας ὧρας ἀπὸ μακάρων ἀλάλησθαι,
> φυομένον παντοῖα διὰ χρόνου εἴδεα θνητῶν
> ἀργαλέας βιότοιο μεταλλάσσοντα κελεύθους.
> αἰθέριον μὲν γάρ σφε μένος πόντονδε διώκει,
> πόντος δ’ ἐς χθονὸς οὖδας ἀπέπτυσε, γαῖα δ’ ἐς αὐγάς [10]
> ἠελίου φαέθοντος, ὁ δ’ αἰθέρος ἔμβαλε δίνῃς·
> ἄλλος δ’ ἐξ ἄλλου δέχεται, στυγέουσι δὲ πάντες.
> τῶν καὶ ἐγὼ νῦν εἰμι, φυγὰς θεόθεν καὶ ἀλήτης,
> Νείκεϊ μαινομένῳ πίσυνος
^grc

**Português**

> É questão de coação, antigo decreto dos deuses,
> sempiterno e selado afinal por amplíssimas juras:
> quando alguém de assassínio macula seus membros amados,
> e em discórdia aquele que errando comete perjúrio —
> dáimons, com a partilha de longevidade na vida! — [5]
> três vezes dez mil anos desvia-se dos venturosos
> para brotar pelo tempo com todas as formas mortais:
> entre as dores, da vida ele vai alternando as estradas.
> Fato é que a força do éter então para mar o persegue,
> mar logo o cospe ao chão sobre o solo, e a terra à clareza [10]
> lá do sol luminoso, que do éter o lança em rodeios —
> outro após outro o recebe, estigma que todos detestam.
> E eu sou desses errantes, agora no exílio dos deuses,
> em Discórdia furiosa fiado
^por

## fr. 131 [117DK]

**Grego**

> ἤδη γάρ ποτ᾿ ἐγὼ γενόμην κοῦρός τε κόρη τε
> θάμνος τ᾿ οἰωνός τε καὶ ἔξαλος ἔλλοπος ἰχθύς
^grc

**Português**

> pois uma vez já nasci como moço e também como moça,
> sim, como pássaro e moita, e no mar fui mudo peixinho
^por

## fr. 132 [132DK]

**Grego**

> ὄλβιος ὃς θείων πραπίδων ἐκτήσατο πλοῦτον,
> δειλὸς δ’ ᾧ σκοτόεσσα θεῶν πέρι δόξα μέμηλεν
^grc

**Português**

> Próspero aquele que é rico no discernimento divino,
> e miserável quem guarda sombrio parecer sobre os deuses!
^por

## fr. 133 [133DK]

**Grego**

> οὐκ ἔστιν πελάσασθαι ἐν ὀφθαλμοῖσιν ἐφικτόν
> ἡμετέροις ἢ χερσὶ λαβεῖν, ᾗπερ τε μεγίστη
> πειθοῦς ἀνθρώποισιν ἀμαξιτὸς εἰς φρένα πίπτει
^grc

**Português**

> não é nem alcançável que nos acheguemos co’os olhos
> ou que peguemos co’as mãos, por onde maior para os homens
> segue a rota da persuasão que cai na entranhas
^por

## fr. 134 [134DK]

**Grego**

> οὐδὲ γὰρ ἀνδρομέῃ κεφαλῇ κατὰ γυῖα κέκασται,
> οὐ μὲν ἀπὸ νώτοιο δύο κλάδοι ἀίσσουσι,
> οὐ πόδες, οὐ θοὰ γοῦν’, οὐ μήδεα λαχνήεντα,
> ἀλλὰ φρὴν ἱερὴ καὶ ἀθέσφατος ἔπλετο μοῦνον,
> φροντίσι κόσμον ἅπαντα καταΐσσουσα θοῇσιν [5]
^grc

**Português**

> pois nem exibe uma fronte de homem entre seus membros,
> nem se verão dois galhos romper a partir de seu dorso,
> nem tem pés ou ligeiros joelhos, nem partes peludas:
> como na entranha, sagrado e inefável, um cerne somente,
> a disparar com ligeiro pensar pela ordem do mundo [5]
^por

## fr. 135 [154cDK]

**Grego**

> αὐτίκα καὶ φυτὰ δῆλα, τὰ μέλλει κάρπιμ’ ἔσεσθαι
^grc

**Português**

> mas são logo evidentes os brotos que hão de dar frutos
^por

## fr. 136 [155DK]

**Grego**

> Τήλαυγες, κλυτὲ κοῦρε Θεανοῦς Πυθαγόρεω τε
^grc

**Português**

> grande Telauges, rapaz de Pythágoras e de Theano!
^por

## fr. 137 [129DK]

**Grego**

> ἦν δέ τις ἐν κείνοισιν ἀνὴρ περιώσια εἰδώς,
> ὃς δὴ μήκιστον πραπίδων ἐκτήσατο πλοῦτον.
> παντοίων τε μάλιστα σοφῶν ἐπιήρανος ἔργων·
> ὁππότε γὰρ πάσῃσιν ὀρέξαιτο πραπίδεσσιν,
> ῥεῖ’ ὅ γε τῶν ὄντων πάντων λεύσσεσκεν ἕκαστον, [5]
> καί τε δέκ’ ἀνθρώπων καί τ’ εἴκοσιν αἰώνεσσιν
^grc

**Português**

> Era entre eles um homem sabido em muitíssimas cousas,
> altamente rico no discernimento supino,
> máximo mestre de todos os hábeis e sábios trabalhos —
> pois quando quer que estendesse todo o discernimento,
> fácil podia então ver cada um de todos os entes, [5]
> tanto em dez ou mesmo em vinte das vidas humanas!
^por

## fr. 138 [27aDK]

**Grego**

> οὐ στάσις οὐ<δέ τε> δῆρις ἀναίσιμος ἐν μελέεσσιν
^grc

**Português**

> nem levante ou indestinada disputa nos membros
^por

## fr. 139 [119DK]

**Grego**

> ἐξ οἵης τιμῆς τε καὶ ὅσσου μήκεος ὄλβου
^grc

**Português**

> de quais honras e de quão alta prosperidade
^por

## fr. 140 [142DK]

**Grego**

> τὸν δ’ οὔτ’ ἄρ τε Διὸς τέγεοι δόμοι αἰγ[ιόχοιο
> οὔ]τε τ[ί π]ῃ Ἀίδεω δέ[χεται πυ]κι[νὸ]ν στέγος [ἔν]δ[ον
^grc

**Português**

> Fato é que nem o recebe o teto do egífero Zeus
> nem para dentro o denso e restrito palácio de Hades
^por

## fr. 141 [126DK]

**Grego**

> σαρκῶν ἀλλογνῶτι περιστέλλουσα χιτῶνι
^grc

**Português**

> ela ao dispor ao redor uma túnica estranha de carne
^por

## fr. 142 [148DK]

**Grego**

> ἀμφιβρότην χθόνα
^grc

**Português**

> terra envolve-mortal
^por

## fr. 143 [116DK]

**Grego**

> στυγέει δύστλητον ἀνάγκην
^grc

**Português**

> detestando coação angustiante
^por

## fr. 144 [120DK]

**Grego**

> ἠλύθομεν τόδ’ ὑπ’ ἄντρον ὑπόστεγον
^grc

**Português**

> viemos sob este antro que sobrerrestringe
^por

## fr. 145 [121DK]

**Grego**

> ἀτερπέα χῶρον,
> ἔνθα Φόνος τε Κότος τε καὶ ἄλλων ἔθνεα Κηρῶν,
> {αὐχμηραί τε νόσοι καὶ σήψιες, ἔργα τε ῥευστά}
> Ἄτης ἀν λειμῶνα κατὰ σκότος ἠλάσκουσιν
^grc

**Português**

> desprazerosa região:
> nela Assassínio e Rancor com as tribos de Fatalidades
> (com ressequidas doenças e putrefações e defluxos)
> sob as sombras vagueiam no prado da atroz Perdição
^por

## fr. 146 [118DK]

**Grego**

> κλαῦσά τε καὶ κώκυσα ἰδὼν ἀσυνήθεα χῶρον
^grc

**Português**

> tanto chorei ao me ver na inabituada região
^por

## fr. 147 [158DK]

**Grego**

> αἰῶνος ἀμερθείς
> ὀλβίου
^grc

**Português**

> privado afinal da existência
> próspera
^por

## fr. 148 [122DK]

**Grego**

> ἔνθ’ ἦσαν Χθονίη τε καὶ Ἡλιόπη ταναῶπις,
> Δῆρις θ’ αἱματόεσσα καὶ Ἁρμονίη θεμερῶπις,
> Καλλιστώ τ’ Αἰσχρή τε, Θόωσά τε Δηναίη τε,
> Νημερτής τ’ ἐρόεσσα μελάγκουρός τ’ Ἀσάφεια
^grc

**Português**

> Lá é que estavam Khthônia e Helíope longividente,
> Déris sangrenta também, e Harmonia de vista solene;
> sim, e Aiskhré e Kallisto, e também Denaié e Thoosa,
> e Nemertés atraente, e de escura menina Asapheia
^por

## fr. 149 [123DK]

**Grego**

> Φυσώ τε Φθιμένη τε, καὶ Εὐναίη καὶ Ἔγερις,
> Κινώ τ’ Ἀστεμφής τε, πολυστέφανός τε Μεγιστώ,
> κἀφορίη Σωπή τε καὶ Ὀμφαίη
^grc

**Português**

> tanto Physó com Phthímene, e Eunaié com Egérsis,
> e Astemphés e Cinó, e a muicoroada Megisto
> e Aphorié, e Sopé com Omphaié
^por

## fr. 150 [124DK]

**Grego**

> ὢ πόποι, ὢ δειλὸν θνητῶν γένος, ὢ δυσάνολβον,
> τοίων ἐξ ἐρίδων ἔκ τε στοναχῶν ἐγένεσθε.
^grc

**Português**

> Ah, miseráveis mortais — ah, raça desventurada!
> Ah, de que brigas e de que gemidos agora nascestes!
^por

## fr. 151 [128DK]

**Grego**

> οὐδέ τις ἦν κείνοισιν Ἄρης θεὸς οὐδὲ Κυδοιμός
> οὐδὲ Ζεὺς βασιλεὺς οὐδὲ Κρόνος οὐδὲ Ποσειδῶν,
> ἀλλὰ Κύπρις βασίλεια
> τὴν οἵ γ’ εὐσεβέεσσιν ἀγάλμασιν ἱλάσκοντο
> γραπτοῖς τε ζῴοισι μύροισί τε δαιδαλεόδμοις [5]
> σμύρνης τ’ ἀκρήτου θυσίαις λιβάνου τε θυώδους,
> ξανθῶν τε σπονδὰς μελίτων ῥίπτοντες ἐς οὖδας,
> ταύρων δ’ ἀκρήτοισι φόνοις οὐ δεύετο βωμός,
> ἀλλὰ μύσος τοῦτ’ ἔσκεν ἐν ἀνθρώποισι μέγιστον,
> θυμὸν ἀπορραίσαντας ἐέδμεναι ἠέα γυῖα. [10]
^grc

**Português**

> Era entre eles deus nem Ares nem mesmo Tumulto,
> nem Zeus rei nem Krono, nem tampouco Posêidon,
> mas sim Cýpris rainha
> Eles a propiciavam com reverentes imagens,
> sim, pintando animais, dominando oloríferas artes [5]
> de óleos e puras de mirra, oferendas de incenso fragrante,
> e as libações só de mel alourado lançando no solo:
> nunca o impuro assassínio de touros banhava os altares,
> mas era essa a maior das nódoas para os humanos —
> a de furtar-lhes a alma pra se alimentar de seus membros! [10]
^por

## fr. 152 [130DK]

**Grego**

> ἦσαν δὲ κτίλα πάντα καὶ ἀνθρώποισι προσηνῆ,
> θῆρές τ’ οἰωνοί τε, φιλοφροσύνη τε δεδήει
^grc

**Português**

> Todos se davam com os humanos, propensos e mansos,
> desde as feras ao pássaro: amor nas entranhas queimava
^por

## fr. 153 [125DK]

**Grego**

> ἐκ μὲν γὰρ ζωῶν ἐτίθει νεκρὰ εἴδε’ ἀμείβων
^grc

**Português**

> dos animados, em troca, dispôs cadavéricas formas
^por

## fr. 154 [138DK]

**Grego**

> χαλκῷ ἀπὸ ψυχὴν ἀρύσας
^grc

**Português**

> a alma sugando, arrancando com bronze
^por

## fr. 155 [143DK]

**Grego**

> κρηνάων ἄπο πέντε ταμὼν ταναήκεϊ χαλκῷ
^grc

**Português**

> sim, das cinco fontes cortando com bronze alongado
^por

## fr. 156 [139DK]

**Grego**

> οἴμοι ὅτ’ οὐ πρόσθεν με διώλεσε νηλεὲς ἦμαρ,
> πρὶν σχέτλι’ ἔργα βορᾶς περὶ χείλεσι μητίσασθαι
^grc

**Português**

> Ah, que me houvesse arruinado bem antes o dia inclemente,
> obras cruéis a carnívoros lábios sem ter planejado!
^por

## fr. 157 [135DK]

**Grego**

> ἀλλὰ τὸ μὲν πάντων νόμιμον διά τ’ εὐρυμέδοντος
> αἰθέρος ἠνεκέως τέταται διά τ’ ἀπλέτου αὐγῆς.
^grc

**Português**

> Mas o que é lei para todos se alonga no amplirregente
> éter e vai se esticando contínuo na imensa clareza.
^por

## fr. 158 [136DK]

**Grego**

> οὐ παύσεσθε φόνοιο δυσηχέος; οὐκ ἐσορᾶτε
> ἀλλήλους δάπτοντες ἀκηδείῃσι νόοιο;
^grc

**Português**

> Não parareis o assassínio estridente? Será que não vedes
> que uns aos outros vos devorais por descuido da mente?
^por

## fr. 159 [137DK]

**Grego**

> μορφὴν δ’ ἀλλάξαντα πατὴρ φίλον υἱὸν ἀείρας
> σφάζει ἐπευχόμενος μέγα νήπιος, οἱ δ’ ἀπορεῦνται
> λισσόμενον θύοντες· ὁ δ’ αὖ νήκουστος ὁμοκλέων
> σφάξας ἐν μεγάροισι κακὴν ἀλεγύνατο δαῖτα.
> ὣς δ’ αὔτως πατέρ’ υἱὸς ἑλὼν καὶ μητέρα παῖδες [5]
> θυμόν ἀπορραίσαντε φίλας κατὰ σάρκας ἔδουσιν
^grc

**Português**

> Já com a forma alterada é que o pai tem o seu filho amado
> e o degolando faz preces: co’o grande tolo confusos,
> é um suplicante que ofertam, mas sem lhe ouvir os clamores
> ele o degola em casa ao cuidar de maligno banquete —
> dessa maneira é filho com pai e co’a mãe a criança, [5]
> ao furtar-lhes a alma e comer sua carne adorada
^por

## fr. 160 [154aDK]

**Grego**

> ὠδῖνάς <τ’> ὀδύνας <τε> κυκέων ἀπάτας τε γόους τε
^grc

**Português**

> dores e choros então levedando com danos e enganos
^por

## fr. 161 [145DK]

**Grego**

> τοιγάρτοι χαλεπῇσιν ἀλύοντες κακότῃσιν
> οὔποτε δειλαίων ἀχέων λωφήσετε θυμόν
^grc

**Português**

> Sim, é por isso que, desvairados em males penosos,
> no ânimo nunca vos aliviareis de aflições e misérias!
^por

## fr. 162 [144DK]

**Grego**

> νηστεῦσαι κακότητος
^grc

**Português**

> se abster da maldade
^por

## fr. 163 [141DK]

**Grego**

> δειλοί, πάνδειλοι, κυάμων ἄπο χεῖρας ἔχεσθαι
^grc

**Português**

> míseros, míseros — tende bem longe das mãos os feijões!
^por

## fr. 164 [140DK]

**Grego**

> δάφνης φύλλων ἄπο πάμπαν ἔχεσθαι
^grc

**Português**

> de todo manter-se bem longe das folhas de louro
^por

## fr. 165 [154dDK]

**Grego**

> δάκρυα μὲν σέθεν ἐστὶ πολυτλήτων γένος ἀνδρῶν,
> μειδῆσαν δὲ θεῶν ἱερὸν γένος ἐβλάστησεν
^grc

**Português**

> lágrima tua é a muissofredora raça dos homens,
> mas desabrocha sorrindo a raça sagrada de deuses
^por

## fr. 166 [127DK]

**Grego**

> ἐν θήρεσσι λέοντες ὀρειλεχέες χαμαιεῦναι
> γίγνονται, δάφναι δ’ ἐνὶ δένδρεσιν ἠυκόμοισιν
^grc

**Português**

> entre montícolas feras, leões que no solo adormecem
> nascem, e louros entre os arbóreos de belos cabelos
^por

## fr. 167 [146DK]

**Grego**

> εἰς δὲ τέλος μάντεις τε καὶ ὑμνόπολοι καὶ ἰητροί
> καὶ πρόμοι ἀνθρώποισιν ἐπιχθονίοισι πέλονται·
> ἔνθεν ἀναβλαστοῦσι θεοὶ τιμῇσι φέριστοι
^grc

**Português**

> sim, e no fim vêm a ser adivinhos, cantores de hinos,
> príncipes e curandeiros aos sobreterrâneos humanos —
> e desabrocham então como deuses, maiores em honras
^por

## fr. 168 [147DK]

**Grego**

> ἀθανάτοις ἄλλοισιν ὁμέστιοι αὐτοτράπεζοι
> ἀνδρείων ἀχέων ἀπόκληροι ἐόντες ἀτειρεῖς.
^grc

**Português**

> entre os demais imortais, comensais sob a mesma lareira,
> livres do lote das dores dos homens, um ser incansável.
^por
